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História da Inglaterra

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Parte de umasérie sobre a
História da Inglaterra
Britânia pré-histórica
Britânia romana
Inglaterra anglo-saxã
Heptarquia
Inglaterra anglo-normanda
Dinastia Plantageneta
Dinastia de Lencastre
Casa de Iorque
Casa de Tudor
Casa de Stuart
O Protectorado
Comunidade da Inglaterra
Restauração Stuart
Revolução Gloriosa
Reino da Grã-Bretanha
Reino Unido da Grã-Bretanha
e Irlanda
Reino Unido da Grã-Bretanha
e Irlanda do Norte

 

AInglaterra é o território mais extenso e mais povoado doReino Unido. Habitada por povosceltas desde oséculo X a.C., a Inglaterra foi colonizada pelos Romanos entre43 d.C. e princípios doséculo V. A partir de então começou a invasão de uma série de povos germânicos (anglos, saxões e jutos) que foram expulsando os celtas, parcialmente romanizados, atéGales,Escócia,Cornualha e aBretanha francesa. Noséculo X, depois de resistir a uma série de ataquesviquingues, unificou-se politicamente. Depois da ascensão de Jaime VI da Escócia ao trono da Inglaterra, em 1603, e a anexação da Escócia pela Inglaterra em 1707, é mais apropriado diferenciar a história da Inglaterra da do resto da Grã-Bretanha.

Pré-história

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Ver artigo principal:Britânia pré-histórica
Stonehenge

Indícios arqueológicos demonstram que a área hoje conhecida como o sul daInglaterra foi povoada bem antes do restante dasIlhas Britânicas, devido ao clima ameno entre e durante as diversas idades do gelo. Os habitantes pré-romanos da Grã-Bretanha não deixaram documentos escritos e suas história e cultura são estudadas por meio de achados arqueológicos. Conservam-se poucos indícios da civilização dos primeiros habitantes da ilha, como o monumento megalítico deStonehenge, que data daIdade do Bronze (até2 300 a.C.).

As técnicas de trabalho emferro chegaram à Grã-Bretanha em cerca de750 a.C., provenientes do sul da Europa, dando início àIdade do Ferro. Por volta de500 a.C., a chamadacultura celta havia alcançado quase todas as Ilhas Britânicas. Os bretões daIdade do Ferro viviam em grupos tribais organizados, governados por um chefe.

A primeira menção histórica à região é doPériplo massaliota (Massaliote Periplus), um manual de navegação para comerciantes provavelmente datado doséculo VI a.C.Píteas deMassília nele escreveu sobre sua viagem de negócios à ilha em cerca de325 a.C. Mais tarde, outros autores, tais comoPlínio, o Velho, eDiodoro Sículo, mencionam o comércio deestanho proveniente do sul da ilha.

Tácito registrou que a língua falada na Grã-Bretanha não era muito diferente da empregada naGália setentrional e notou que as várias tribos britânicas possuíam características físicas semelhantes às dos seus vizinhos continentais.

Britânia romana: invasão e ocupação

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Ver artigos principais:Invasão romana das ilhas britânicas eBritânia (província romana)
AMuralha de Adriano, no norte da Inglaterra

Em duas ocasiões, em 55 e54 a.C.,Júlio César invadiu a Britânia, mas não logrou conquistar território, limitando-se a estabelecer Estados-clientes. Em43,Cláudio foi bem-sucedido em nova tentativa de invasão, dando início àprovíncia romana daBritânia.

Os britânicos defenderam sua terra, mas os romanos, militarmente superiores, conseguiram dominar a ilha. Iniciaram uma forte opressão contra odruidismo, religião mais popular no local na época.

Os romanos fundaram cidades, comoLondres, e fortalezas, utilizandoengenharia earquitetura nunca antes vistas na Britânia. Também ergueram muralhas (como ade Adriano) que cruzavam a Grã-Bretanha de oeste para leste, cujo propósito era impedir incursões militares de tribos ao norte (no que é a atualEscócia) contra o território da província romana. A influência romana também foi muito forte na cultura religiosa britânica.

Primeiro, a própria história de deuses celtas foi desaparecendo, transformando-os apenas em deuses romanos com nomes celtas (uma relação mais ou menos parecida com a damitologia grega com aromana). Os romanos também levaram para a ilha ocristianismo que, quando da retirada das forças romanas noséculo V, já tinha força considerável na Grã-Bretanha. Depois, as próprias disputas internas aumentaram a influência do cristianismo, fazendo o druidismo desaparecer gradativamente e sem deixar muitos registros históricos, pois os druidas recusavam-se a escrever sobre seus dogmas e rituais. E no próprio povo britânico, até mesmo entre os nobres, era raríssima a prática da escrita.

Júlio César esteve no sul da Grã-Bretanha entre 55 e54 a.C. e escreveu em seuDe Bello Gallico que a população local era numerosa e tinha muito em comum com as outras tribos daIdade do Ferro no continente. Curiosamente, há poucas fontes históricas referentes à ocupaçãoromana da Grã-Bretanha. Apenas uma frase sobreviveu a respeito das razões para a construção da Muralha de Adriano. A invasão de Cláudio é bem documentada eTácito incluiu a rebelião deBoadiceia, de 61, na sua história. Na altura doséculo V, a influência romana já havia declinado consideravelmente. As legiões deixaram a ilha, provavelmente na mesma época da invasão saxônica, que será descrita a seguir.

Britânia pós-romana

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Na esteira do colapso do governo romano em cerca de 410 na Grã-Bretanha, a atual Inglaterra foi progressivamente ocupada porpovos germânicos. Conhecidos coletivamente comoanglo-saxões, estes grupos incluíamjutos daJutlândia, juntamente com um maior número desaxões, provenientes do noroeste da Alemanha, eanglos, provenientes do atualestado alemão deEslésvico-Holsácia.[1] Antes desses assentamentos, algunsfrísios invadiram o leste da Grã-Bretanha durante os anos de 250. Além dos povos já citados(anglos,saxões,frísios)outros povo também teriam feito parte da invasão anglo-saxã,como os jutos e francos,porém em números bem inferiores.

Inicialmente, eles invadiram a Grã-Bretanha em meados doséculo V, continuando a fazê-lo por várias décadas. Osjutos parecem ter sido o principal grupo de colonizadores emKent, naIlha de Wight e partes da costa deHampshire, enquanto ossaxões predominaram em todas as outras áreas ao sul doTâmisa e emEssex eMiddlesex, e osanglos emNorfolk,Suffolk, Midlands e ao norte.

A população da Grã-Bretanha diminuiu drasticamente após operíodo romano. A redução parece ter sido causada principalmente pelapeste evaríola. Sabe-se que apraga de Justiniano entrou para o mundo mediterrâneo noséculo VI e chegou pela primeira vez às ilhas britânicas em 544 ou 545, quando atingiu a Irlanda.[2] OAnnales Cambriae menciona a morte de Maglocuno,rei de Venedócia, desta peste em 547.

As conquistas anglo-saxãs da Grã-Bretanha celta

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Ver artigo principal:Inglaterra anglo-saxã
Reinos e tribos na Grã-Bretanha, por volta do ano 600

Próximo ao ano de 495, naBatalha do Monte Badon, os britânicos infligiram uma severa derrota a um exército invasor anglo-saxão que interrompeu o avanço bárbaro para oeste por algumas décadas. Evidências arqueológicas recolhidas de cemitérios pagãos anglo-saxões sugerem que alguns dos seus assentamentos foram abandonados e a fronteira entre os invasores e os habitantes nativos foi recuada por algum tempo por volta do ano 500.

A expansão anglo-saxã foi retomada noséculo VI, embora a cronologia de sua evolução não seja clara. Um dos poucos eventos individuais que emerge com alguma clareza antes doséculo VII é aBatalha de Deorham, em 577, na qual uma vitória dossaxões ocidentais levou à captura deCirencester,Gloucester eBath, trazendo o avanço anglo-saxão para oCanal de Bristol e separando os britânicos doWest Country dos deGales. A vitória doReino da Nortúmbria naBatalha de Chester, em torno de 616, pode ter tido um efeito semelhante separando os britânicos de Gales dos britânicos daCúmbria.

A expansão gradual dos saxões peloWest Country continuou através dos séculos VII, VIII e IX. Enquanto isso, em meados doséculo VII, osanglos haviam empurrado os britânicos de volta para os limites aproximados doPaís de Gales atual, no oeste, para orio Tamar, no sudoeste, e expandido para o norte até orio Forth.

Hierarquia e cristianização

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Reinos da Grã-Bretanha por volta do ano 800
Ver artigos principais:Nortúmbria,Mércia, eHeptarquia

A cristianização da Inglaterra anglo-saxã começou por volta do ano 600, influenciada pelocristianismo céltico a partir do noroeste e daIgreja Católica a partir do sudeste.Agostinho, o primeiroArcebispo de Cantuária, assumiu o cargo em 597. No ano de 601, ele batizou o primeiro rei anglo-saxão cristão,Etelberto de Kent. O último rei anglo-saxão pagão,Penda de Mércia, morreu em 655. O último reijuto pagão, Arvaldo daIlha de Wight, foi assassinado em 686. A missão anglo-saxã no continente decolou noséculo VIII, levando à cristianização de praticamente todo oReino Franco por volta do ano 800.

Durante os séculos VII e VIII o poder oscilou entre os maiores reinos.Beda citaEtelberto de Kent como sendo dominante no final doséculo VI, mas o poder parece ter se deslocado em direção ao norte para oreino da Nortúmbria, que foi formada a partir da junção deBernícia eDeira.Eduíno da Nortúmbria provavelmente manteve o domínio sobre grande parte da Grã-Bretanha, embora a influência de Beda na Nortúmbria deva ser considerada. Crises sucessórias significavam que a hegemonia nortumbriana não era constante eMércia mantinha-se como um reino muito poderoso, especialmente no reinado dePenda. Duas derrotas essenciais terminaram com o domínio nortumbriano: a Batalha do Trent, em 679, contra Mércia, e aBatalha de Dunnichen, em 685, contra ospictos.

A chamada "Supremacia Mércia" dominou oséculo VIII, embora ela não tenha sido constante.Etelbaldo eOffa, os dois reis mais poderosos, alcançaram status elevado, na verdade, Offa foi considerado o chefe supremo do sul da Grã-Bretanha porCarlos Magno. Offa conseguiu reunir os recursos para construir oDique de Offa, esta é a prova do seu poder. No entanto, a ascensão deWessex e os desafios de reinos menores colocaram o poder de Mércia em cheque, e no início doséculo IX a "Supremacia de Mércia" tinha terminado.

Este período tem sido descrito como aHeptarquia, embora este termo atualmente tenha saído do uso acadêmico. A palavra surgiu com base nos sete reinos,Nortúmbria,Mércia,Kent,Ânglia Oriental,Essex,Sussex eWessex, que eram as principais organizações políticas do sul da Grã-Bretanha. Estudos mais recentes têm mostrado que outros reinos também eram politicamente importantes neste período:Hwicce,Magonsaete, Lindsey e Ânglia do Meio.

As invasões vikings

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A Crônica Anglo-Saxônica registra a incursão de 793 contra o mosteiro deLindisfarne como ponto de partida na longa história de ataquesviquingues contra a Grã-Bretanha.

Após um período de saques e incursões, os viquingues começaram acolonizar a Inglaterra e ali comercializar. Chegaram em barcos com bons exércitos, em sua maioriadinamarqueses, e tomaram para si praticamente todos os reinos ingleses, que eram independentes. A partir do fim doséculo IX, governavam parte considerável do território inglês, no que era conhecido como oDanelaw.

Alfredo, o Grande impediu a invasão dos viquingues em seu reino,Wessex, por meio da construção de diversas fortalezas. Seu sucesso contra as incursões viquingues e a reorganização do reino por ele empreendida fizeram com que a história lhe outorgasse o epíteto "O Grande".

O desafio viking e a ascensão de Wessex

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Ver artigos principais:Danelaw;Era Viking; eAlfredo, o Grande
Inglaterra em 878

De acordo com asCrônicas Anglo-Saxãs, o primeiro ataque viking na Grã-Bretanha ocorreu em 793 no mosteiro deLindisfarne. Entretanto, nesta época, os vikings já se encontravam, quase com certeza, bem estabelecidos emOrkney eShetland, desta forma, é provável que muitos outros ataques (não registrados) tenham ocorrido antes. Registros mostram que o primeiro ataque viking emIona ocorreu em 794. A chegada dos vikings, em especial do grande exército dinamarquês, desorganizou a geografia política e social da Grã-Bretanha e da Irlanda. A vitória deAlfredo, o Grande naBatalha de Ethandun, em 878, estancou o ataque dinamarquês, entretanto, naquela altura Nortúmbria tinha se transformado emBernícia e um reino viking, Mércia tinha sido dividida ao meio eÂnglia Oriental tinha deixado de existir como uma organização política anglo-saxônica. Os vikings tiveram efeitos semelhantes sobre os vários reinos escoceses,pictos e, em menor grau, galeses. Certamente, no norte da Grã-Bretanha os vikings foram uma das razões por trás da formação doReino de Alba, que viria a originar a Escócia.

A conquista da Nortúmbria, noroeste da Mércia e Ânglia Oriental pelos dinamarqueses difundiu assentamentos dinamarqueses nestas áreas em larga escala. No início doséculo X, os governantes noruegueses deDublim assumiram o controle do reino dinamarquês deIorque. Assentamentos dinamarqueses e noruegueses tiveram impacto suficiente para deixar marcas significativas nalíngua inglesa, muitas palavras fundamentais do inglês moderno são derivadas donórdico antigo, apesar das 100 palavras mais usadas no inglês moderno serem, em sua grande maioria, originárias doinglês antigo. Da mesma forma, muitos nomes de lugares em áreas de colonização dinamarquesa e norueguesa possuem raízes escandinavas.

Ao final do reinado de Alfred, em 899, ele era o único rei inglês remanescente, tendo reduzido Mércia a uma dependência de Wessex, governado por seu genroEtelredo. ACornualha (Kernow) estava sujeita ao domínio de Wessex e os reinos galeses reconheceram Alfredo como seu suserano.

Unificação inglesa

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Ver artigos principais:Etelstano de Inglaterra eEdgar de Inglaterra
Edgar de Inglaterra

Alfredo de Wessex morreu em 899 e foi sucedido por seu filhoEduardo, o Velho. Eduardo, e seu cunhadoEtelredo, a partir do que sobrou da Mércia, iniciou um programa de expansão, construção de fortalezas e cidades em um modelo Alfrediano. Com a morte de Etelredo, sua esposaEtelfleda, irmã de Eduardo, governou como "Senhora dos Mercianos" e continuou com a expansão. Parece que Eduardo teve seu filhoEtelstano criado na corte da Mércia, e com a morte de Eduardo, Etelstano o sucedeu no reino de Mércia e, depois de algumas incertezas, emWessex.

Etelstano continuou a expansão de seu pai e sua tia e foi o primeiro rei a alcançar regência direta do que nós consideramos hoje a Inglaterra. Os títulos atribuídos a ele em documentos e moedas sugerem um domínio ainda mais amplo. Sua expansão despertou mal-estar entre os outros reinos da Grã-Bretanha, em função disto, Etelstano derrotou um exército combinado escocês-viquingue naBatalha de Brunanburh. No entanto, a unificação da Inglaterra não era uma certeza. Sob governo dos sucessores de Etelstano,Edmundo eEdredo, os reis ingleses repetidamente perderam e reconquistaram o controle daNortúmbria. No entanto,Edgar, que governou o mesmo território de Etelstano, consolidou o reino, que se manteve unido posteriormente.

Inglaterra sob os dinamarqueses e a conquista normanda

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A pedra runa U 344 foi erguida em memória a um viquingue que foi à Inglaterra três vezes
Ver artigos principais:Etelredo II de Inglaterra;Canuto, o Grande;Érico Hakonarson; eConquista normanda da Inglaterra

Houve novos ataques escandinavos na Inglaterra no final doséculo X.Etelredo teve um longo reinado, mas por fim acabou perdendo seu reino paraSueno I da Dinamarca, recuperado após a morte deste último. No entanto, o filho de Etelberto,Edmundo II, morreu pouco depois, permitindo aCanuto, o Grande, filho de Sueno, tornar-se o rei de Inglaterra. Sob seu governo o reino se tornou o centro do governo de um império que também incluía a Dinamarca e a Noruega.

Canuto foi sucedido por seus filhos, mas, em 1042, a dinastia nativa foi restaurada com a ascensão deEduardo, o Confessor. A falha de Eduardo em produzir um herdeiro gerou um conflito violento pela sucessão do reinado após sua morte em 1066. Suas lutas por poder contraGoduíno de Wessex, as reivindicações dos sucessores escandinavos de Canuto e as ambições dosnormandos a quem Eduardo introduziu às questões políticas inglesas para reforçar sua própria posição, motivaram todos a competir pelo controle do reinado de Eduardo.

Haroldo Godwinson tornou-se rei, muito provavelmente nomeado porEduardo, o Confessor em seu leito de morte e endossado peloWitenagemot.Guilherme II da Normandia,Haroldo III da Noruega (auxiliado porTostigo, irmão distante de Haroldo Godwinson) eSueno II da Dinamarca todos reivindicaram o trono. De longe, a mais forte reivindicação hereditária foi a deEdgar, o Atelingo, porém, a sua juventude e aparente falta de aliados poderosos levou-o a ser preterido e não desempenhar um papel importante nas lutas de 1066, embora tenha-se tornado rei por um curto período de tempo pelo Witenagemot após a morte de Haroldo Godwinson.

Em setembro de 1066,Haroldo III da Noruega desembarcou no norte da Inglaterra com uma força de aproximadamente 15 000 homens e 300Dracares (50 homens em cada barco). Com ele estava Tostigo, que lhe havia prometido apoio.Haroldo Godwinson derrotou a força norueguesa, matando Haroldo III da Noruega e Tostigo naBatalha de Stamford Bridge.

Em 28 de setembro de 1066,Guilherme II da Normandia invadiu a Inglaterra com uma força de normandos numa campanha conhecida como aconquista normanda. Em 14 de outubro, após ter marchado com seu exército esgotado todo o caminho deYorkshire, Haroldo lutou contra os normandos naBatalha de Hastings, onde o exército da Inglaterra foi derrotado e Haroldo morto. Nova oposição a Guilherme em apoio a Edgar, o Atelingo logo sucumbiu, e Guilherme foi coroado rei no Natal de 1066. Nos cinco anos seguintes, ele enfrentou uma série de rebeliões inglesas em várias partes do país e uma invasão dinamarquesa hesitante, mas ele foi capaz de reprimir toda a resistência e estabelecer um governo duradouro.

Inglaterra normanda

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Ver artigo principal:Conquista normanda da Inglaterra
Cena dabatalha de Hastings (1066), natapeçaria de Bayeux

Aconquista normanda levou a uma mudança radical na história do estado Inglês. Guilherme ordenou a compilação doDomesday Book, uma pesquisa de toda a população e suas terras e propriedades para fins de tributação, o que revela que, dentro de 20 anos da conquista, a classe dominante inglesa tinha sido quase completamente desapossada e substituída por proprietários normandos, que também monopolizaram todos os altos cargos do governo e da igreja. Guilherme e seus nobres falavam e conduziam a corte emfrancês normando, na Inglaterra, bem como na Normandia. O uso da língua anglo-normanda pela aristocracia resistiu por séculos e deixou uma marca indelével no quadril doinglês moderno.

A Idade Média inglesa foi caracterizada por guerras civis, guerras internacionais, insurreições ocasionais e intrigas políticas generalizadas entre a elite aristocrática e monárquica. A Inglaterra era mais do que auto-suficiente em cereais, produtos lácteos, carne bovina e de carneiro. A economia internacional do país era baseada no comércio de lã, onde a produção das pastagens de carneiros do norte da Inglaterra era exportada para as cidades têxteis deFlandres, onde era transformada em tecidos. A política externa medieval estava mais moldada pelas relações com a indústria têxtil flamenga do que pelas aventuras dinásticas no oeste da França. A indústria têxtil inglesa foi implantada noséculo XV, fornecendo a base para a rápida acumulação de capital inglesa.

Henrique I(r. 1100–1135), filho de Guilherme I, deu continuidade à política de integração. Durante o desastroso reinado deEstevão I, sobrinho do rei Henrique I,(r. 1135–1154), os barões feudais ganharam poder, instalou-se umaguerra civil e houve incursõesgalesas eescocesas. Com a morte de Henrique I, que havia nomeado a sua filhaMatilde como sucessora ao trono, Estevão se autoproclamara rei. Em 1139, Matilde, que era casada comConde de Anjou (Plantageneta), invadiu a ilha e capturou Estevão. Este último foi restaurado em 1148 e, por fim, chegou-se a um entendimento pelo qual ele seria sucedido no trono pelo filho de Matilde, Henrique de Anjou.

O filho de Matilde subiu ao trono comoHenrique II e logrou centralizar o poder, afastando o país dofeudalismo. Seu sucessor,Ricardo I Coração de Leão, dedicou-se àTerceira Cruzada e a defender seus territórios no continente contraFilipe II da França. Com a morte de Ricardo I, seu irmãoJoão Sem Terra sucedeu-o. João perdeu aNormandia e outros territórios naFrança, além de hostilizar a nobreza feudal e a Igreja de tal maneira que estes, em 1215, revoltaram-se contra o rei e forçaram-no a assinar aMagna Carta, que impunha limites ao poder real.

Em1216 com a morte de João, subiu ao trono seu filhoHenrique III. Seu reinado tampouco foi brilhante. Caiu derrotado ante os franceses e se submeteu ao papado. Em1258 instalou-se uma crise entre Henrique III e a nobreza inglesa, a qual forçou o rei a reafirmar os termos daMagna Carta e a jurar as chamadasProvisions of Oxford ("disposições de Oxford"), que entregaram o governo do país a um conselho com 15 integrantes e previa que o parlamento se reuniria três vezes ao ano.

Henrique III tratou de anular os acordos com a ajuda dopapa, mas não foi capaz de submeter a nobreza, o que conduziu a uma guerra civil. Em1264 Simão V de Monforte fez prisioneiro Henrique III. O poder ficou, a princípio, nas mãos de Monforte, que exerceu uma forte ditadura. Em1265 reuniu um novo parlamento. Mas em1265, Monforte foi derrotado e morto pelo príncipe herdeiro Eduardo. Henrique III foi restaurado e dissolveu o parlamento.

Eduardo I (1272-1307) promulgou leis que restringiam o poder do governo e convocou os primeirosparlamentos oficialmente reconhecidos. Conquistou oPaís de Gales e procurou ganhar o controle daEscócia, plano este custoso e demorado e que foi finalmente abandonado após a derrota de seu filho e sucessor,Eduardo II, nabatalha de Bannockburn.

Guerra dos Cem Anos (1337-1453)

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Ver também:Guerra dos Cem Anos
O reiEduardo III da Inglaterra reivindicou o direito de ser rei daFrança e deu início aGuerra dos Cem Anos

Em fevereiro de 1328 morreu o reiCarlos IV.Eduardo III da Inglaterra tinha direitos ao reinado francês por ser sobrinho de Carlos, mas os nobres franceses preferiram Filipe de Valois, quem reinou com o nome deFelipe VI.

Em 1337, Filipe VI confiscou o ducado daAquitânia. Isto acabou por desencadear um conflito aberto entre Inglaterra e França que viria a chamar-seGuerra dos Cem Anos. As primeiras vitórias foram para os ingleses, superiores militarmente: em 1340, na batalha naval de Sluys, em 1346 em Crécy e em 1347 emCalais. Esta cidade permaneceria no poder dos ingleses até1558.

Em 1348, aPeste Negra atingiu a Inglaterra e matou possivelmente um terço da população.

O filho de Eduardo (também chamadoEduardo e conhecido como "Príncipe Negro") lançou mão da tática dachevauchée ("cavalgada"), incursões profundas em território inimigo desprotegido; tornou-se famosa achevauchée deBordéus à costa francesa doMediterrâneo, através do condado deArmagnac, entre1355 e1356. Em 1356 obteve uma grande vitória ante os franceses emPoitiers, fazendo prisioneiro aJoão II da França. Em1360 Eduardo III assinou oTratado de Brétigny, pelo qual o valor do resgate por João era reduzido, os ingleses passavam a dominar desde osPirenéus até aorio Loire e Eduardo III renunciava a seus direitos sobre a coroa francesa.

Os ingleses apoiaram o rei deCastela,Pedro I, na luta contra seu irmãoHenrique II. Em1369, Pedro foi assassinado por seu irmão. A herdeira de Pedro era sua filhaConstança, que se casou comJoão de Gante,duque de Lencastre, filho de Eduardo III. Em 1372 a frota castelhana venceu a inglesa na Batalha de La Rochelle. Em 1369 os franceses voltaram a invadir a Aquitânia e em 1375 firmou-se uma trégua de dois anos emBruges: a Inglaterra mantinha somente Calais e uma estreita franja desdeBordéus aBaiona.

Em 1386 foi assinado o tratado de Windsor entrePortugal e Inglaterra. Mesmo no auge da guerra dos 100 anos Inglaterra mandou 200 arqueiros de elite para ajudarPortugal na sua crise dinástica. Foi neste momento na história onde se criou a mais antiga aliança do mundo ainda em vigor hoje em dia.[3]

O Príncipe Negro morreu em 1376. Eduardo III morreu em 1377. Subiu ao tronoRicardo II (1377-1399), filho do Príncipe Negro, aos dez anos de idade. Em 1381 instituiu-se um imposto para defender o país de uma potencial invasão francesa, o que causou uma revolta dos camponeses da zona mais rica da Inglaterra. Os rebeldes foram derrotados em 28 de junho em Billericay. Em 1396, Ricardo II assinou uma trégua com a França. Em 1399 morreu João de Gante, duque de Lancastre, imensamente rico. Ricardo II recusou-se a permitir queHenrique Bolingbroke, filho de João, recebesse a herança. Na ausência de Ricardo II, que comandava uma campanha militar naIrlanda, Bolingbroke retornou à Inglaterra e logrou obter apoio suficiente para ser aclamado rei, de nome Henrique IV. Ricardo II foi capturado e morreu em circunstâncias misteriosas. Henrique fundou aCasa de Lencastre. Até1408, teve que fazer frente a várias revoltas da nobreza. Em 1407, ingleses e franceses firmaram uma nova trégua.

Filho de Henrique IV,Henrique V (1413-1422) confirmou seus direitos ao trono francês e reativou a guerra. Em 1415 obteve a vitória deAzincourt e em 1417 tomouCaen. Em 1420 firmou-se oTratado de Troyes, pelo qual Henrique se casaria comCatarina de Valois, filha do rei da França, e o filho resultante da união assumiria o trono francês. Porém Henrique V morreu antes do reiCarlos VI de França. Sob a regência de João, duque de Bedford, irmão de Henrique V, os ingleses chegaram em 1429 atéOrleans. Sob a inspiração de uma camponesa daLorena,Joana d'Arc, o filho de Carlos VI de França (o futuroCarlos VII) rompeu o cerco de Orleans, foi coroado rei da França emReims e empreendeu uma campanha para tomar aNormandia e aGasconha (entre 1449-1453). Em 1450 aniquilou o exército inglês em Fromigny. Em 1453 tomou Bordéus, recuperando toda França (salvo Calais,) e pondo fim à Guerra dos Cem Anos.

Guerra das Rosas (1455-1487)

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Ver artigo principal:Guerra das Rosas
A Batalha de Barnet durante a Guerra das Rosas

A Guerra das Rosas (1455-1485) foi o conjunto de conflitos intermitentes que enfrentou aos membros e partidários da Casa de Lencastre (ou Lancaster) contra os da Casa de York, pretendentes ao trono da Inglaterra. Ambas famílias reais tinham origem comum na Casa Real, como descendentes do rei Eduardo III. O nome "Guerra das Duas Rosas" ou "Guerra das Rosas" não foi utilizado na sua época, mas procede dos emblemas de ambas casas reais. Por um lado estava a rosa vermelha dos Lencastre e pelo outro a rosa branca de York.

O antagonismo entre ambas casas começou quando o reiRicardo II foi destronado por seu primo, Henrique Bolingbroke em1399. Henrique era o quarto filho deJoão de Gante, quem por sua vez era o terceiro filho deEduardo III. De acordo com alei desucessão inglesa, acoroa deveria recair nos descendentes masculinos deLeonel de Antuérpia. Com a morte de Bolingbroke, em20 de março de1413, assumiu a coroa seu filhoHenrique V. Durante seu curto reinado, Henrique V teve que sufocar uma revolta liderada pelo neto de Henrique III, Ricardo de Conisburgh, Conde de Cambridge. A esposa de Ricardo de Conisburgh,Ana Mortimer, reclamou seus direitos sobre a coroa, já que era filha de Roger Mortimer e, portanto, descendente de Leonel de Antuérpia. Henrique V morreu em1422, eRicardo, duque de York e filho de Ana Mortimer, se propôs a desafiar ao novo rei, o frágilHenrique VI.

Durante o governo de Henrique VI perdeu-se virtualmente todas as possessões inglesas no continente europeu (principalmente na França com um armistício e devolução das terras em Anjou e Maine em troca do casamento do Rei Henrique VI e a princesa Margarida de Anjou), incluídas as terras ganhadas por Henrique V. Para piorar, Henrique VI sofria de uma enfermidade mental emergente. Por isso tudo muitos o consideravam incapaz de governar e a Casa de York fortaleceu sua pretensão sobre a coroa. O crescente descontentamento civil, somado à multiplicação de nobres com exércitos privados e a corrupção da corte de Henrique VI, formaram o clima político ideal para aguerra civil.

Quando, em1453, o rei padeceu em um primeiro episódio grave de sua enfermidade, estabeleceu-se um Conselho de Regência encabeçado porRicardo de York que começou de imediato sua campanha de pretensão ao trono mas a recuperação de Henrique VI, em1455, frustrou as ambições de Ricardo, quem foi despedido rapidamente da corte pela esposa do rei,Margarida de Anjou. O poder da rainha crescia cada vez mais e o que fez com que ela fizesse várias alianças com nobres contra Ricardo, com a finalidade de reduzir sua influência. A crescente frustração de Ricardo e a agressividade da rainha levaram finalmente a ações armadas, dando lugar à Primeira Batalha de Sant Albans. Após a derrota das forças de Lencastre, York e seus aliados reconquistaram suas posições de influência. Por um tempo, ambos os lados se sentindo impressionados pela batalha em campo, realizaram esforços para alcançar uma reconciliação. Entretanto, com um novo ataque de demência do rei, o Duque de York foi designado como seu Lord Protetor e a rainha Margarida acabou ficando em uma posição secundária. A tensão voltou quando emergiu novamente o assunto sucessório.

Em1460 foi feita a Ata de Acordo onde o filho de Henrique VI foi deserdado e Ricardo considerado sucessor do rei. Este acordo não foi aceite pelos Lencastre, que se reuniram sob o comando da rainha Margarida e pelo Príncipe Eduardo, formando um grande exército. O Duque de York foi morto naBatalha de Wakefield. Com a morte de Ricardo, seu filho tornou-se herdeiro ao trono. A batalha pelo trono recomeçou com o filho do Duque de York,Eduardo, de um lado e a rainha Margarida de outro.

Com o apoio das forças de Warwick, Eduardo entrou com seu exército emLondres e foram aclamados pela multidão. Uma vez consolidada a situação na capital, o exército de Iorque e Warwick dirigiram-se ao norte, com suas forças e toparam com o exército da rainha no povoado de Towton. ABatalha de Towton converteu-se na mais sangrenta da Guerra das Rosas. Eduardo ganhou esta batalha decisiva enquanto os Lencastre eram dizimados, com a maioria de seus líderes mortos.

Os príncipes da Torre

A coroação oficial de Eduardo IV teve lugar em junho de1461. Eduardo pôde governar em relativa paz por mais de dez anos. O período que compreende os anos1467 e1470 esteve marcado pela rápida deterioração da relação entre o rei Eduardo IV e Ricardo Neville, Conde de Warwick. Em1471, Eduardo derrotou Warwick na Batalha de Barnet e neste mesmo ano, destruiu a todas as forças de Lencastre na Batalha de Tewkesbury, dando morte a Eduardo de Westminster, filho Henrique VI. Eduardo IV morreu repentinamente em1483 seu herdeiro ao trono, Eduardo V, tinha então somente doze anos, e havia sido criado e educado sob os cuidados de Anthony Woodville. Isto significava que estava sob uma ameaça dos anti-Woodville, que acabaram forçando a designação de Ricardo, Duque de Gloucester como Lord Protetor do pequeno rei. O Duque de Gloucester reivindicou o trono e capturou o jovem rei e seu irmão e os prendeu naTorre de Londres. Gloucester se converteu no reiRicardo III. Os dois meninos encarcerados, conhecidos como os"Príncipes da Torre" desapareceram e foram possivelmente assassinados, ainda que se discuta pela mão e ordem de quem até os dias de hoje.

Dinastia Tudor

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Henrique VII

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Em1483, o futuro reiHenrique uniu-se a seu primo, Henrique Stafford, duque de Buckingham contraRicardo III; entretanto a vitória deste último forçou a Henrique a fugir da Inglaterra precipitadamente. Em1485, depois de receber apoio financeiro do duque daBretanha, Henrique lançou uma nova rebelião. Em22 de agosto de1485, o rei Ricardo III foi morto e seu exército derrotado nabatalha de Bosworth e Henrique se converteu no reiHenrique VII acabando com aguerra das Rosas e dando início aDinastia Tudor. Henrique VII não foi um rei popular, utilizou ao máximo os impostos já existentes, inclusive aqueles que já haviam caído em desuso. Para melhorar suas finanças também se apropriou das terras daqueles nobres falecidos durante aguerra das Rosas. Henrique VII morreu em21 de abril de1509 seu filho se tornou reiHenrique VIII pacificamente.

Henrique VIII

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Henrique VIII, segundo rei da dinastia Tudor, subiu ao trono em1509. Seu irmão mais velho,Artur, casou-se comCatarina de Aragão, mas Artur contraiu uma infecção e morreu. Em consequência, aos onze anos de idade, Henrique herdou o direito ao trono. O reiHenrique VII, ansioso por manter a aliança marital entre Inglaterra eEspanha conseguiu a permissãopapal para casar Henrique VIII com a viúva de seu irmão.

O Rei Henrique VIII

Durante os dois anos posteriores à ascensão de Henrique VIII, o bispo deWinchester, Richard Fox, junto a William Warham, controlou os assuntos do Estado. De1511 em diante, o poder real foi ostentado porThomas Wolsey. Em 1511 Henrique VIII se uniu à Liga Católica, formada por dirigentes europeus opostos ao reiLuis XII. A Liga incluía figuras como oPapa Júlio II, o Imperador doSacro Império RomanoMaximiliano I, e o reiFernando II daEspanha.

Henrique VIII tinha o desejo de ter um herdeiro do sexo masculino, o que a rainha Catarina não conseguiu lhe dar. Em1526, Henrique VIII ficou motivado a separar-se de Catarina não só pelo fato dela não poder lhe dar mais filhos, mas também porque sentia-se muito atraído porAna Bolena, irmã deMaria Bolena (uma de suas amantes). Sem informar ao cardeal Wolsey, Henrique VIII apelou diretamente à Santa Sé. Enviou seu secretário William Knight aRoma para arguir que a Bula de Júlio II (Bula pela qual se permitiu o matrimônio entre Henrique VIII e Catarina de Aragão) fosse anulada e pedia que o papaClemente VII lhe desse a permissão de casar-se com qualquer mulher; esta permissão era necessária, já que Henrique VIII havia previamente tido relações com a irmã de Ana Bolena, Mary. O Papa Clemente VII era praticamente prisioneiro do Imperador Carlos V (sobrinho de Catarina) e não esteve de acordo com o pedido de Henrique VIII.

Irritado com o cardeal Wolsey pela demora na resolução da Questão, Henrique VIII o despojou de seu poder e riqueza. Com o Cardeal Wolsey caíram outros poderosos membros da Igreja inglesa. O poder então passou a SirTomás Moro como novo Lord Chanceler, aThomas Cranmer como novo arcebispo de Cantuária e aThomas Cromwell como primeiro conde de Essex e Secretário de Estado da Inglaterra. Em25 de janeiro de1533, o rei casou-se com Ana Bolena. Em maio, anunciou a anulação do seu matrimônio. A Princesa Mary (filha de Henrique VIII e Catarina) foi rebaixada a filha ilegítima, e substituída como herdeira porIsabel.

O Papa respondeu a estes acontecimentos excomungando a Henrique VIII em julho de 1533. Seguiu uma agitação religiosa, urdida por Thomas Cromwell, o parlamento aprovou várias atas que selaram o rompimento com Roma. Em1534, aAto de Supremacia declarava que"o Rei é a única cabeça suprema na terra da Igreja da Inglaterra". A oposição às políticas religiosas de Henrique VIII foi rapidamente suprimida, vários monges dissidentes foram torturados e executados inclusiveThomas More. Em1536, a rainha Ana começou a perder o favor do rei, depois do nascimento da princesa Isabel, Ana teve dois abortos e enquanto isso, Henrique começava a prestar atenção em outra mulher,Jane Seymour. Por isso, Ana Bolena foi acusada de traição e tentativa de assassinato do rei, foi condenada edecapitada. Pouco após a morte de Ana, Henrique VIII se casou comJane Seymour, que deu à luz seu único filho homem, opríncipe Eduardo em1537. Jane morreria logo depois e Henrique VIII se casaria ainda mais três vezes.

Henrique VIII gerou três filhos – todos subiriam ao trono. O primeiro a reinar foi Eduardo VI a partir de1547, com seu tio, Eduardo Seymour, Duque de Sommerset, na qualidade de Protetor e com grande parte dos poderes do monarca. Eduardo foi afastado do poder por João Dudley. Após a morte de Eduardo VI por tuberculose em1553, Dudley planejou colocarJoana Grey no trono e casá-la com seu filho, mas o golpe falhou eMaria I, filha de Henrique VIII, assumiu a coroa. Maria era uma católica devota e procurou impor o retorno doCatolicismo ao país. Sob suas ordens, diversos protestantes foram queimados na fogueira, o que lhe valeu o apelido de"Bloody Mary" (ou "Maria Sangüinária"). Casou-se comFilipe II da Espanha. As perseguições, a presença dos espanhóis em solo britânico e a perda deCalais, o último território inglês no continente, fizeram com que Maria se tornasse impopular.

Rainha Isabel I

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Ver artigo principal:Isabel I de Inglaterra
Isabel I da Inglaterra, no "retrato da Armada" (c. 1588), comemorativo da vitória inglesa sobre aInvencível Armada

A RainhaIsabel (conhecida em vários países comoRainha Elizabeth I) teve em seu início de reinado problemas com aEscócia eFrança. A rainha da Escócia,Maria Stuart, prima de Isabel, estava casada comFrancisco II da França. Francisco II apoiou as pretensões de sua mulher Maria Stuart ao trono inglês, enquanto que a mãe desta última,Maria de Guise permitiu a presença das tropas francesas nas bases escocesas. Rodeados pela ameaça francesa, Isabel eFelipe II da Espanha se viram forçados a unir forças. Graças à mediação de Felipe II, a Inglaterra assinou um tratado de paz em1559, no qual Isabel renunciou à soberania inglesa naFrança,Calais, enquanto que aFrança se comprometia a retirar seu apoio às pretensões de Maria Stuart ao trono inglês.

Em1559, Isabel apoiou a revolução deJohn Knox, líderprotestante escocês, que buscava eliminar a influência católica na Escócia, isso reacendeu seu conflito com sua prima. Em1560 representantes de Maria Stuart assinaram oTratado de Edimburgo, eliminando a influência francesa naEscócia. Depois das vitórias na Escócia e a desafortunada intervenção na França, desapareceram os únicos elementos comuns da política exterior de Isabel e Felipe II, o que se traduziu em uma contínua queda das relações entre ambos os países.

Já no início de seu reinado havia um debate sobre quem teria que ser o esposo da rainha Isabel. Sem filhos, Isabel teria duas herdeiras lógicas: Maria Stuart eCatherine Grey. Isabel tinha uma aversão tanto por Maria, por seus enfrentamentos anteriores e seu catolicismo, como por Catherine, que havia se casado sem sua permissão real.

Em1568, Isabel se sentiu ameaçada pela duríssima repressão doDuque de Alba das revoltas protestantes naHolanda e pelo ataque de Felipe II da Espanha contra os barcos deFrancis Drake eJohn Hawkins. Em1571, um plano para colocar Maria Stuart no trono, com apoio daEspanha, para restaurar ocatolicismo, foi descoberto e seus idealizadores executados. Uma nova conspiração católica contra Isabel que pretendia assassinar a rainha e coroar Maria Stuart foi descoberta em1586 e terminou com a execução da prima de Isabel.

Felipe II da Espanha começou a preparar uma invasão a Inglaterra enquanto a Rainha Isabel se preparava para se defender. Em1587,Francis Drake atacou com êxitoCádis, destruindo vários barcos e atrasando até1588 a famosaInvencível Armada. Entretanto, esta Invencível Armada viu frustrado o seu propósito pela resistência inglesa, pelo bloqueio holandês e pelo mau tempo.

Enquanto guerreava contraEspanha, Isabel teve que enfrentar a uma nova rebelião naIrlanda, aGuerra dos Nove Anos (1594-1603), onde Red Hugh O'Donnell e Hugh O'Neill se levantaram contra a colonização inglesa.

As revoluções doséculo XVII(1603–1707)

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Jaime I (1603 - 1625)

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Durante os últimos anos de Isabel I, certos políticos ingleses, em especialRobert Cecil, o principal ministro e conselheiro da rainha mantiveram correspondência secreta com o rei daEscócia para preparar sua sucessão ao trono inglês. Com a morte de Isabel I,Jaime VI da Escócia foi proclamado o novo rei como Jaime I da Inglaterra. Já no início de seu reinado, ele teve de enfrentar conflitos religiosos na Inglaterra. Em1604, na Conferência deHampton Court, Jaime I aceitou a petição da tradução daBíblia, que veio a ser conhecida como "a versão do Rei Jaime I". Neste mesmo ano, terminou com a guerra de vinte anos com a Espanha, conhecida como a Guerra anglo-espanhola, assinando o Tratado de Londres. Mesmo tendo cuidado em aceitar os católicos em seu reino, em1605, um grupo de extremistas católicos conduzidos por Roberto Catesby desenvolveu um plano conhecido como oConspiração da Pólvora, que consistia em explodir a Câmara dos Lordes no Parlamento e substituir Jaime I por sua filha Isabel. Descobertos, os católicos conspiradores foram julgados culpados e executados.

Carlos I (1625- 1642)

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O reiCarlos I enfrentou a Espanha naGuerra dos Trinta Anos. Fracassou em seu ataque aCádis e em seu intento de liberar aoshuguenotes franceses. Em1628 Carlos pediu dinheiro ao Parlamento, que em troca redatou a Petição de Direito contra a prisão arbitrária. Carlos fingiu aceitar a petição, mas deixou de respeitá-la e dissolveu o Parlamento em1629. Começaram então os onze anos de governo absolutista. Em1629, Carlos assinou a paz com a França e em1630 a paz com a Espanha.

A imagem do Rei Carlos I vista por três diferentes ângulos pintada porvan Dyck

Mas sua política religiosa desagradava a seus súditos: seu apoio aoanglicanismo frente aocalvinismo, muitos viam uma restauração do papado. Na Escócia tentou-se impor a Igrejapresbiteriana. Em1638 os escoceses formaram uma Aliança Nacional e Carlos enviou um exército contra ela. Era o começo da chamada Guerras dos três reinos, uma sucessão de conflitos que aconteceram na Escócia, Irlanda e Inglaterra até1651, entre os quais se incluem aGuerra Civil Inglesa com suas três fases.

No início das Guerras dos Bispos (1639-1649), Carlos não conseguiu formar um exército com garantias e se viu obrigado a firmar a paz em1639. Em1640 sofreu uma derrota e os escoceses invadiram a Inglaterra, vencendo emNewcastle e ocupando a zona norte oriental do país. Em novembro de1640, Carlos, sem dinheiro, convocou ao Parlamento e, em1641, chegou a um acordo pacífico com os escoceses.

Em outubro de1641, produziu-se uma nova rebelião naIrlanda. Muitos protestantes foram assassinados. Os católicos ingleses apoiaram os irlandeses. A Confederação Católica, com seu próprio Parlamento, esteve liderada por Owen Roe O’Neill. O Parlamento temeu que Carlos utilizasse o exército formado para sufocar a rebelião contra seus próprios súditos. A Grande Protesta exigiu a nomeação de ministros com a confiança do Parlamento, a permissão das práticas calvinistas e a supervisão por parte do Parlamento do exército destinado a Irlanda. Carlos negou a solicitação e, em3 de janeiro de1642, enviou o Fiscal Geral do Estado àCâmara dos Lordes para pesar um processo por alta traição a vários Comuns. A tentativa, precipitou a guerra civil: em Londres se produziram manifestações.

Primeira Guerra Civil (1642 -1649)

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Ver artigo principal:Guerra Civil Inglesa

Foi uma guerra de assédios e escaramuças e não de grandes batalhas. O Parlamento contava com vantagem por dispor dos recursos humanos e econômicos de Londres e com a ajuda de 20.000 escoceses. Em25 de outubro de1642 teve lugar a batalha de Edgehill.[4] Carlos teve oportunidade de tomar Londres, mas retirou-se incompreensivelmente. Na primavera de1643 os realistas desfrutaram de várias vitórias, mas esgotada a munição, Carlos retrocedeu. O inverno trouxe consigo um estancamento.

Antes de sua morte ao final de 1643, o líder do Parlamento Pym, firmou a Solene Liga e Aliança, pela qual os escoceses colaboraram com 20.000 homens em troca de uma reforma religiosa na Escócia de acordo com os princípiospresbiterianos.

Em julho de1644, teve lugar a maior batalha da guerra em Marston Moor, com vitória dos parlamentaristas, que ocuparam depoisYork e asseguraram o controle do norte. As disputas entre os generais parlamentaristas impediram acabar com a guerra. Em setembro, os realistas tomaram a Cornualha. Depois da batalha de Newbury, os dois exércitos ficaram exaustos.

Para resolver as lutas internas entre os generais parlamentaristas, ditou-se a Ordenança Auto-excludente, pela qual os membros do Parlamento não podiam exercer autoridade militar com exceção deOliver Cromwell. As tropas foram reunidas no Novo Exército Modelo, comandado por Sir Thomas Fairfax. Carlos viu-se obrigado a retroceder até o norte, mas em julho de1645, na batalha de Naseby, a vitória realista desequilibrou definitivamente a guerra.

Em1644 e1645 os católicos escoceses, ajudados pelos irlandeses, conseguiram espetaculares vitórias na Escócia, mas em setembro de 1645 foram esmagados pela Aliança. Carlos rendeu-se aos escoceses em maio de1646.

Segunda Guerra Civil/Execução de Carlos I (1646 - 1649)

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O Parlamento estava dividido emepiscopais,presbiterianos e independentes. Os episcopais tinham a maioria e pretendiam uma organização religiosa hierarquizada, encabeçada pelos bispos. Os presbiterianos desejavam organizar uma Igreja da Inglaterra governada desde as bases, a partir das congregações, com um papel importante para os laicos. Os independentes opunham-se aos presbiterianos.

Gravura alemã com adecapitação do Rei Carlos I

Em1646 se reformou aIgreja da Inglaterra de acordo com os princípios presbiterianos, segundo os quais havia acordado o Parlamento com os escoceses, mas o povo seguiu praticando os ritosanglicanos que conhecia.

O povo reclamou a redução de impostos e a desmobilização do Exército, no que foi penetrando um movimento radical, que se opôs à arbitrariedade do Parlamento e aos presbiterianos.

Em dezembro de1646 aCity de Londres solicitou ao Parlamento a dissolução do Exército. Em fevereiro e março de1647 reduziram-se as atribuições do Exército. Quando o Parlamento pretendeu desmantelar a infantaria, o Exército tomou a iniciativa.Oliver Cromwell elegeu-se o líder dos militares. Em agosto de1647, o Exército apresentou ao Rei um Catálogo de Propostas, que foi rechaçado.

Em novembro de 1647, Carlos I fugiu. Em dezembro firmou um compromisso com os escoceses, no qual aceitava estabelecer o presbiterianismo na Inglaterra em troca de ajuda militar. Entre abril-junho de1648 aconteceram as sublevações contra o Parlamento na Inglaterra, mas foram controladas pelo Exército. Cromwell derrotou os escoceses em julho e invadiu a Escócia.

Um pequeno grupo do exército estava convencido da impossibilidade de chegar a um acordo com Carlos I, mas o Parlamento era partidário de negociar. O golpe militar instigado por Cromwell, organizado pelo general Ireton e levado a cabo pelo coronel Thomas Pride purgou o Parlamento, de modo que só sobraram alguns membros, no que se conhece como oParlamento Residual ou Rump.

O Rump nomeou um Tribunal que acusou Carlos I de traidor e este foi decapitado em30 de janeiro de1649. O Rump aboliu a monarquia e eliminou a Câmara dos Lordes, declarando a Inglaterra comoCommonwealth.

A República

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Ver artigo principal:Oliver Cromwell

Com amonarquia abolida,Oliver Cromwell assumiu achefia de Estado com o título deLord Protector. Em1650, Cromwell atacou a Escócia e depois da vitória, ocupouEdimburgo eGlasgow. Em 1651 Cromwell e Lambert derrotaram aos restos do exército realista em Worcester. A união efetiva com a Escócia realizou-se em 1654.

Em 1651, aprovou-se a Lei de Navegação para cortar o comércio holandês com a América do Norte. Começou então a Primeira Guerra Anglo Holandesa (1652-1654). Em1652,Blake foi derrotado pelo holandês Tromp, mas em1653 venceu emPortland e Beachy Head. Com os barcos holandeses capturados, a Inglaterra pode duplicar as cifras de seu comércio.

O Rump, o Parlamento Residual, era muito impopular no Exército e em todo país. Cromwell não conseguiu as reformas que pretendia e dissolveu o Rump em20 de abril de1653.

Finalizada a guerra contra Holanda, Cromwell atacou as colônias da Espanha noCaribe. NaJamaica as baixas foram grandes e o intento foi considerado um grande fracasso. Cromwell governou de maneira arbitrária, encarcerando gente sem julgamento prévio. Depois de fracassar no intento de financiar a guerra contra Espanha, dissolveu o Parlamento.

Antes de morrer em1658, Cromwell nomeou seu filho,Richard Cromwell seu sucessor. Com Richard, o caos político e económico tomou conta do país. No inverno de1659-1660, todos foram se convencendo de que a restauração da monarquia era o único modo de conseguir a estabilidade. Richard Cromwell era incapaz de sustentar o governo. Em1660, a República desmoronou-se.

Carlos II (1660 - 1685)

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Ver artigo principal:Rei Carlos II

Desde1663 as colônias inglesas só podiam importar bens europeus pela Inglaterra e em barcos ingleses. Em1664 os ingleses tomaramNova Amsterdã, chamando-a deNova York. Em1665 Jaime, duque de York e irmão de Carlos, derrotou à esquadra holandesa em Lowestoft. Em junho de1666 a Batalha dos Quatro Dias trouxe enormes perdas para ingleses e holandeses. Neste mesmo anoLondres se viu atacada pela peste, que matou 56.000 pessoas. Seguiu-se o grande incêndio de Londres. A Coroa viu-se na bancarrota. Carlos II começou as negociações de paz com os holandeses em maio de1667 e a guerra foi concluída com oTratado de Breda.

QuandoLuis XIV invadiu os territórios espanhóis nosPaíses Baixos, a Inglaterra aliou-se com os holandeses. Mas Carlos II e Luís firmaram o Tratado de Dover. Carlos II recebia um subsídio anual enquanto durara a guerra. Nas cláusulas secretas, Carlos II se comprometeu a permitir o catolicismo. Carlos declarou guerra aos holandeses e assinou aDeclaração de Indulgência que permitia os ritos católicos em privado.

Em março de1672 o Parlamento obrigou a Carlos a cancelar a Declaração e aprovou a Lei de Prova, pela qual todos os que ocupavam um posto oficial deveriam comungar de acordo com a Igreja da Inglaterra. O Parlamento negou-se a conceder mais dinheiro para a guerra e Carlos II firmou a paz com os holandeses em1674. Carlos II converteu-se ao catolicismo em seu leito de morte.

Jaime II (1685 - 1689)

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Jaime II não teve problemas para ascender ao trono, depois de prometer governar respeitando a legislação e manter a independência daIgreja da Inglaterra. Era católico zeloso e procurou que os católicos romanos pudessem celebrar sua liturgia abertamente e que pudessem participar na vida política. Sua filhaMaria, de religião protestante e casada com ocalvinista holandêsGuilherme de Orange, era sua herdeira.

Em junho de1685,Jaime Scott, duque de Monmouth, filho bastardo de Carlos I, invadiu a Inglaterra. Reuniu um exército de 3.000 soldados inexperientes, e tentou um ataque surpresa sobre Sedgemoor (Somerset). Depois da derrota, foi executado. Esta foi a última rebelião popular na Inglaterra, famosa pela sangrenta repressão. Foram condenados à morte 300 rebeldes e muitos mais foram deportados.

Jaime II pretendeu suprimir oAto de Prova, mas o Parlamento não o admitiu. Então, recorreu a sua prerrogativa para eximir a alguns indivíduos das leis penais. Substituiu a metade dos juízes e a 250 juízes de paz por católicos, integrou quatro católicos em seu Conselho Privado e nomeou oficiais católicos no exército.

Em abril de1688, Jaime II promulgou aDeclaração de Indulgência, pela qual se suprimiram as leis penais contra os católicos e os dissidentes. Em10 de junho, a rainha Maria deu à luzJaime Francisco Eduardo Stuart, abrindo assim a possibilidade de uma sucessão católica.

Líderes protestantes escreveram a Guilherme de Orange oferecendo-lhe seu apoio se invadisse a Inglaterra. Desembarcou emDevon com 20.000 homens e 500 barcos. O exército profissional de Jaime II era também de 20.000 homens e contava além disso com uma milícia de similar número. Jaime II mudou-se paraSalisbury onde enlouqueceu. John Churchill e o duque deGrafton passaram as forças de Guilherme. Jaime II fugiu para a França. Esse período ficou conhecido pelaRevolução Gloriosa, o derrocamento de Jaime II pela união do Parlamento com Guilherme de Orange.

Maria II e Guilherme de Orange (1689 - 1702)

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Maria II, protestante, subiu ao trono depois daRevolução Gloriosa, que deu lugar à deposição de seu pai, o rei católicoJaime II. Maria reinou em comum com seu marido e primo,Guilherme III, príncipe de Orange, que se converteu no governante depois da morte dela em1694. As histórias populares conhecem geralmente o reinado comum como o de "Guilherme e Maria".

Guilherme de Orange esteve ausente do reino por longos períodos durante sua guerra com aFrança. Enquanto Guilherme III estava ausente batalhando, Maria II governou em seu lugar, mas sempre seguindo seus conselhos. Cada vez que ele voltava a Inglaterra, Maria II ficava de lado e lhe dava o poder exclusivo.

Ainda que a maioria na Inglaterra aceitasse a Guilherme como soberano, ele enfrentou a uma oposição considerável naEscócia eIrlanda. OJacobitismo escocês - que só aceitava Jaime II como o legítimo soberano- obteve uma vitória impressionante em27 de julho de1689 na batalha de Killiecrankie.

A reputação de Guilherme se viu afetada pelo massacre de Glencoe (1692), no qual centenas de escoceses foram assassinados por não prometer corretamente sua lealdade aos novos reis. Para tratar de atrair a opinião pública, Guilherme III despediu os responsáveis pelo massacre.

Na Irlanda, onde os franceses ajudaram aos rebeldes, a luta continuou por muito mais tempo, mesmo quando Jaime II teve que fugir da ilha depois da batalha del Boyne (1690). Em1697),Luís XIV da França reconheceu Guilherme III como rei da Inglaterra, e prometeu não dar mais nenhuma outra ajuda a Jaime II. Assim sem apoio francês, osjacobistas não voltaram a ser mais uma ameaça séria durante o resto do reinado de Guilherme III.

A Rainha Ana e a união com a Escócia (1702 - 1707)

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Ana I foi rainha da Inglaterra, Escócia e Irlanda de8 de março de1702 até sua morte. Em1 de maio de1707, Inglaterra e Escócia se juntaram em um só reino, pelo que Ana se converteu na primeira soberana daGrã-Bretanha unificada. Foi a última soberana britânica dacasa de Stuart.

OAto de União de 1707 formalizou a extinção dos Reinos da Inglaterra e da Escócia, a criação doReino Unido da Grã-Bretanha e a união dos parlamentos inglês e escocês no Parlamento britânico (oPaís de Gales já havia sido assimilado noAto de União de 1536 por Henrique VIII).

A Inglaterra passou a fazer parte doReino Unido da Grã-Bretanha a partir de1707, e doReino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda a partir de1801.

Ver também

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Referências

  1. Os anglo-saxões - Quem eram os anglo-saxões, BBC
  2. 6o-10a século AD
  3. «Portugal assina com a Inglaterra a mais antiga aliança entre nações (13-06-1373 D.C.)». History. Consultado em 16 de junho de 2016.Cópia arquivada em 2 de outubro de 2015 
  4. Lewis, Brenda Ralph (1985). «The English Civil War». New York:Simulations Publications.Strategy & Tactics (em inglês) (101): 14-18. 62 páginas.ISSN 0049-2310 
Política
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Dependências da
Coroa Britânica
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Listas de ilhas de
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