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Geografia da Argentina

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(Redirecionado deHidrografia da Argentina)
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Esta páginacita fontes, mas quenão cobrem todo o conteúdo. Ajude ainserir referências (Encontre fontes:Google (N • L • A • I • WP refs)  • ABW  • CAPES).(fevereiro de 2026)
Geografia da Argentina
Localização
ContinenteAmérica do Sul
RegiãoAmérica Platina
Coordenadas34° 00′ S, 64° 00′ O
Área
Posição8.º maior
Total2780407 km²
Terra2736690 km²
Água30200 km²
Fronteiras
Total9861 km
Países vizinhosBolívia: 832 km
Brasil: 1261 km
Chile: 5308 km
Paraguai: 1880 km
Uruguai: 580 km
Linha costeira4989 km
Reivindicações marítimas
Mar territorial14milhas
Zona contígua24milhas
Zona econômica exclusiva200milhas
Plataforma continental200milhas
Altitudes extremas
Ponto mais altoCerro Aconcagua 6960 m (localizado no extremo noroeste daprovíncia de Mendoza)
Ponto mais baixoLaguna del Carbon -105 m (localizado entre Puerto San Julian e Comandante Luis Piedra Buena naprovíncia de Santa Cruz)
 
Relevoplanícies dosPampas (centro-oeste), da Mesopotâmia (nordeste) e doChaco (norte), separadas por umplanalto;cordilheira dos Andes (oeste);mesetas escalonadas comdepressões (sudeste).
Climade montanha (noroeste, sudoeste e oeste), árido tropical (nordeste), árido frio (sudeste), temperado continental (sul), tropical (norte), subpolar (extremo sul).
Recursos naturaisplanícies férteis dos pampas,chumbo,zinco,estanho,cobre,minério de ferro,manganês,petróleo,urânio
Uso do solo
Terra arável10,03% (2005)
Cultivos permanentes0,36% (2005)
Terra irrigada15500 km²
Outros89,61% (2005)
 
Perigos naturaisáreas deSan Miguel de Tucumán e Mendoza, nos Andes, sujeitas a sismos; pamperos são tempestades com ventos violentos que podem atingir asPampas e o nordeste; grandes inundações
Problemas ecológicosproblemas ambientais (urbanos e rurais) típicos de uma economia em industrialização, como a degradação dos solos, a desertificação, a poluição do ar e da água

AGeografia da Argentina é um domínio de estudos e conhecimentos sobre todas as características geográficas do território argentino.

AArgentina pode ser dividida esquematicamente em quatro partes: as planícies férteis dasPampas na metade norte do país, que são o centro da riqueza agrícola da Argentina, o planalto daPatagónia na metade sul até àTerra do Fogo, por vezes plano, por vezes ondulado, a escarpada cordilheira dosAndes ao longo dafronteira ocidental com o Chile, cujo ponto mais elevado é o monteAconcágua, com 6960 m de altitude e a planície doChaco compartilhada com a Bolívia, o Paraguai e o Brasil.

Os rios principais são oParaguai, oBermejo, oColorado, oUruguai e o maior de todos: oParaná. Os dois últimos juntam-se antes de desaguar no oceanoAtlântico, formando o estuário doRio da Prata. Oclima argentino é em geral temperado, com os extremos a ir do subtropical a norte ao árido/sub-antártico no extremo sul.

Geologia e relevo

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Ver artigos principais:Geologia da Argentina eRelevo da Argentina
Mapa físico da Argentina.

Oterritórioargentino estende-se longitudinalmente entre acordilheira dos Andes e ooceano Atlântico. Caracteriza-se pela variedade de paisagens físicas resultantes da transição entre as zonas planas do oeste e as planícies do leste.[1]

A cordilheira dos Andes provém de movimentos orogênicos (fenômenos que determinam a formação de montanhas) doplioceno, noperíodo quaternário. Avança pela Argentina com montanhas elevadas, que sustentam um vasto planalto semidesértico e cheio de depressões salinas, denominadoPuna de Atacama, a três mil metros acima do nível do mar. Situam-se nessa região setentrional importantes maciços vulcânicos, entre os quais se destaca o Lulullaillaco, com 6.723m, um dos cumes mais altos do continente. Na direção leste, encontra-se a cordilheira Oriental, conjunto de serras elevadas, com neve eterna em seus picos mais altos, e em seguida situam-se as serras subandinas, que confinam com aprovíncia do Chaco.[1]

Entre osAndes centrais, a oeste, e as serras de Córdoba e San Luis, a leste, abre-se um extenso vale, separado do territóriochileno pela cordilheira Principal, onde se encontram as maiores elevações, inclusive o ponto culminante de toda aAmérica, oAconcágua (6960 m), bem como os picos Mercedario (6770 m) e Tupungato (6550 m). Doparalelo 36 Sul em diante, na direção do sul, os Andes se estreitam e perdem altura. Seu prolongamento naPatagônia apresenta raras elevações acima de 3500m, como a do monte Mellizo, junto à Laguna Grande.[1]

A leste dos Andes e ao norte da Patagônia, estende-se uma vasta planície de características variadas. Ao longo dasbacias doParaná eParaguai, localiza-se oChaco, região subtropical e arenosa, ligeiramente inclinada para sudeste. Em alguns pontos do nordeste (Misiones), afloram rochas arenitícas e basálticas pertencentes aoescudo pré-cambriano brasileiro. O resto da região se acha coberto por sedimentos de diversas épocas, como oloess (depósitos quaternários de origem glacial), rico emcalcário. A leste do Chaco, entre os rios Paraná eUruguai, localiza-se a planície da Mesopotâmia argentina, que não apresenta unidade morfológica nem geológica. O principal elemento de seu relevo é a meseta Misionera, na província de Misiones e nordeste deCorrientes.[1]

Entre o sopé dos Andes e o oceano Atlântico, ao sul do rio Salado e ao norte do Colorado, situa-se oPampa, em todos os aspectos a paisagem mais representativa da Argentina. A vasta planície pampeana caracteriza-se pela horizontalidade. Compreende em sua composição sedimentar diversas eras geológicas. Seus solos são muito ricos (loess elimos muito espessos). Embora bastante homogêneo em sua topografia, o Pampa apresenta áreas mais onduladas, ganha altura nas serras do Tandill e Ventana e, no vale do rio Salado, mergulha em depressão tectônica. Abaixo do rio Negro e do golfo de San Matías, entrando na Patagônia, já não se pode falar de planície, mas de mesetas em que se sobrepõem sedimentos secundários e terciários que foram igualados no fim daera glacial.[1]

Clima

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Grande parte doterritórioargentino está situado nazona temperada dohemisfério sul. Verificam-se no país climastropicais esubtropicais,áridos efrios, com combinações e contrastes diversos, resultantes das variações de altitude e outros fatores. Em quase todas as regiões da Argentina registram-se nevadas ocasionais, exceto no extremo norte, onde predomina um clima tropical. Nessa mesma área, os dias são quentes de outubro a março e frios e secos de abril a setembro.[1]

Mais amenos são os índices predominantes noPampa, úmido e fresco em sua parte oriental, nasprovíncias deBuenos Aires eLa Pampa. Os verões, embora intensos, emMar del Plata não ultrapassam uma média superior a 21 °C. Mais seco para o lado do oeste eMendoza, o clima do Pampa, nessa faixa, tem suas chuvas de verão rapidamente evaporadas.[1]

Nas proximidades dacordilheira dos Andes, de noroeste até à serra do Payén, naprovíncia de Mendoza, verifica-se frequente alternância de climasdesértico esemiárido, este com maior expressão nos pontos mais altos da própria cordilheira. De quatro mil metros para cima, as precipitações são escassas e as temperaturas muito baixas, entre neves eternas. Na parte meridional dosAndes as chuvas são bastante favorecidas pelos ventos úmidos doPacífico, que vencem a barreira descomunal e chegam às províncias do sul. As condições de umidade e temperatura levam à formação de geleiras.[1]

De um modo geral aPatagônia é de climaseco e frio, com fortes e constantes ventos soprados do oeste. Mais ao sul, naTerra do Fogo, os ventos são ainda mais fortes, a chuva e a neve, quase permanentes, e a temperatura cai a níveis muito baixos.[1]

Hidrografia

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Contam-se três redes hidrográficas em território argentino: a da vertenteatlântica, que é a mais importante, a doPacífico, na parte sul dacordilheira dos Andes, e as bacias endorreicas — ou internas — que ocupam um terço da superfície total do país.[1]

Do lado do Atlântico, destaca-se orio da Prata, nome que se dá ao estuário que é fruto do encontro dos riosParaná eUruguai com o oceano Atlântico. Tem mais de 300 km de comprimento, largura que chega a 200 km e descarga média de 23300 m3 por segundo, perdendo naAmérica do Sul somente para a doAmazonas.[1]

O rio Paraná é um dos 15 mais extensos do mundo e tem 1800 km em terras argentinas, sendo mais de 400 navegáveis (atéSanta Fé). Seus afluentes mais importantes são, na margem direita, oParaguai, o Salado e o Carcarañá, e na margem esquerda oIguaçu, com o qual, na confluência que é ao mesmo tempoargentina,brasileira eparaguaia, forma as famosas cataratas, num arco de quatro mil metros.[1]

O rio Paraguai só tem um pequeno trecho argentino, de margem direita, na fronteira dasprovíncias deChaco eFormosa com o Paraguai, mas juntamente com seus afluentesPilcomayo eBermejo inunda as planícies da região na época das chuvas, criando lagunas e banhados. Já o rio Uruguai marca as fronteiras deMisiones,Corrientes eEntre Rios com o Brasil (Rio Grande do Sul) e oUruguai. Na maior parte desse percurso é navegável.[1]

Muitos dos rios da vertente atlântica que correm naPatagônia, ou se dirigem para essa região, têm poucos afluentes, com o traço peculiar de irem perdendo parte de suas águas à medida que avançam. Os principais são o Colorado, o Negro (formado pelo Neuquén e Limay), o Chubut, o Deseado e o Chico, este nas imediações daTerra do Fogo.[1]

No interior mais árido e plano são muitas as pequenasbacias hidrográficas que não chegam ao mar. No planalto de Atacama, de chuvas escassas e águas que provêm do degelo de altos picos da cordilheira, diversos rios têm curso intermitente ou desaparecem, quer nas lagoas, quer no meio de um dos numerosos salares, depósitos salinos comuns no oeste e, sobretudo noroeste do país. Dasplanícies doChaco, só conseguem sair o Pilcomayo, o Teuco e o Bermejo, que terminam no rio Paraguai, ou o Corrientes, que mergulha no Paraná. Muitos dos rios de importância econômica nosPampas, por se prestarem a obras de irrigação, esgotam-se sob a intensa evaporação ou absorção pelos solos arenosos.[1]

Mais ao sul, naprovíncia de Mendoza, há uma ampla bacia interna formada por rios e riachos que descem dosAndes e raramente chegam às províncias vizinhas deLa Pampa eNeuquén. Por isso o lugar tem o nome deDesaguadero (Desaguadouro), mas outros há parecidos, nos planaltos patagônicos. A vertente do Pacífico também tem início no segmento dos Andes que passa porMendoza, entre os meridianos30ºW e35ºW: são cursos de água pequenos que começam no alto da cordilheira, atravessando o estreito território doChile.[1]

Bastante representativos da paisagem física argentina no sul dos Andes são os lagos e lagoas, mais de 400, alguns de grande beleza e interesse turístico, como o Nahuel Huapí, junto ao qual ficaSan Carlos de Bariloche, dentro de esplêndido parque nacional. Há ainda o Colhué Huapí e o Buenos Aires, naprovíncia de Chubut; na deSanta Cruz, o San Martín, o Argentino, o Cardiel, o Viedma; e, na Terra do Fogo, o Fagnano.[1]

Vegetação

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A corticeira é a flor-símbolo da Argentina e Uruguai.

Há uma grande diversidade de flora e fauna noterritórioargentino, diretamente determinada pelas correspondentes diferenças de clima, solo e outras condições materiais. No norte da Mesopotâmia argentina, quente e úmido, predominam as matas subtropicais, em que se identificam espécies como ocedro, oipê, aerva-mate, opinheiro, as longassamambaias,bambus ecipós. Junto ao leito dosrios, essa vegetação se estende até à parte sul da planície mesopotâmica.[1]

NoChaco, a paisagem mais constante é parecida com a docerradobrasileiro, coberta degramíneas epalmeiras esparsas. Destaca-se na parte mais chuvosa ou junto aos rios a ocorrência dequebracho, o principal item da exploração florestal do país, e outras madeiras úteis, como lapacho e urundaí. Áreas desérticas e semidesérticas encontram-se nosAndes, naPatagônia extra-andina e a sudoeste do Chaco. Paraíso das gramíneas, a região dosPampas quase não temárvores. No leste mais seco, chega a abrigar plantas especialmente adaptadas à aridez, compondo às vezes um matagal arbustivo intermitente.[1]

Fauna

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Afaunaargentina apresenta muitas das espécies características daAmérica do Sul, embora menos variada que nas regiões tropicais. Há grande quantidade deaves,répteis eroedores. Entre osmamíferos estão àonça-pintada, asuçuarana, ogato-dos-pampas. Háraposas em várias regiões e, na mata subtropical, omacacoguariba é bastante encontrado, bem como adoninha, aanta, otamanduá-bandeira, otatu, diversas espécies decervo e, nas regiões andinas, alhama, aalpaca, avicunha e oguanaco.[1]

A ordem dos roedores é bem representada, comcapivaras e vários tipos decoelho. Os répteis incluem ajibóia e peçonhentas como acobra-coral e acascavel, além dejacarés elagartos. São particularmente numerosas as espécies de aves, de muitospapagaios e poucasemas egansos selvagens,garças,gaviões e, no alto dos Andes, ocondor. No extremo sul do país, a fauna do litoral gelado conta com muitas das espécies peculiares a essa paisagem, como ospinguins, asfocas, oslobos-marinhos.[1]

Localização

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Localização - sul daAmérica do Sul, com litorais nooceano Atlântico sul, entre oChile e oUruguai

Coordenadas geográficas - 34º 00' S, 64º 00' W

Referências cartográficas - América do Sul

Fronteiras

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Área

  • total - 2 766 890km²
  • terra - 2 736 692 km²
  • água - 30 200 km²

Fronteiras terrestres

Costa - 4 989 km

Hidrografia

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Reivindicações marítimas

  • zona contígua - 24milhas náuticas
  • plataforma continental - 200 milhas náuticas ou até à orla do talude continental
  • zona económica exclusiva - 200 milhas náuticas
  • águas territoriais - 12 milhas náuticas


Topografia

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Terreno - ricas planícies dasPampas na metade norte, planalto plano a ondulado daPatagónia no sul, montanhas escarpadas dosAndes ao longo da fronteira ocidental

Extremos de elevação

Meio ambiente

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Mapa da Argentina com o território Antárctico.

Perigos naturais - áreas deSan Miguel de Tucumán eMendoza, nosAndes, sujeitas a sismos;pamperos são tempestades com ventos violentos que podem atingir asPampas e o nordeste; grandes inundações

Ambiente - problemas atuais - problemas ambientais (urbanos e rurais) típicos de uma economia em industrialização, como a degradação dos solos, a desertificação, a poluição do ar e da água

  • nota - a Argentina é líder mundial no estabelecimento voluntário de metas para a redução dos gases de estufa

Ambiente - acordos internacionais

Outros dados

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Recursos naturais - planícies férteis dasPampas,chumbo,zinco,estanho,cobre, minério deferro,manganês,petróleo,urânio

Uso da terra

  • terra arável - 9%
  • cultivo permanente - 1%
  • pastagens permanentes - 52%
  • florestas - 19%
  • outros - 19% (estimativas de 1993)

Terra irrigada - 17 000 km² (est. 1993)

Regiões geográficas

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AArgentina é usualmente dividida em sete regiões geográficas, de acordo com as características de clima e relevo de cada uma. São elas:

Referências

  1. abcdefghijklmnopqrstuGarschagen 1998, pp. 7–9.

Bibliografia

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  • Garschagen, Donaldson M. (1998). «Argentina: Geografia».Nova Enciclopédia Barsa: Macropédia.2. São Paulo: Encyclopædia Britannica do Brasil Publicações Ltda.ISBN 85-7026-443-7 
Argentina
Cultura
Economia
Geografia
História
Política
Geografia Humana
Geografia Física
Regiões turísticas
Elementos e
características
Por país e território
Geografia
Relevo
Hidrografia
Vegetação
Clima
Fronteiras
Fauna
Flora
Demografia
Subdivisões
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