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Hashtag

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 Nota: Se procura pelo caractere que simboliza as hashtags, vejaCerquilha.
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Sinal tipográfico dacerquilha
Para se formar um(a)hashtag,
é preciso acompanhá-lo de alguma expressão, que pode ser apenas um sinal, ou ainda uma palavra ou até uma frase, sendo que nesse último caso, se usa a formataçãoCamelCase.

Tags sãopalavras-chave (relevantes) ou termos associados a umainformação,tópico oudiscussão que se deseja indexar de forma explícita no aplicativoTwitter, e também adicionado aoFacebook,Google+,Youtube eInstagram.

Hashtags são compostas pela palavra-chave do assunto antecedida pelo símbolocerquilha (#). Ashashtags viramhiperlinks dentro da rede, indexáveis pelosmecanismos de busca. Sendo assim, outros usuários podem clicar nashashtags (ou buscá-las em mecanismos como oGoogle) para ter acesso a todos que participaram da discussão. Ashashtags mais usadas noTwitter ficam agrupadas no menuTrending Topics, encontrado na barra lateral domicroblog.

Já noInstagram, as hashtags mais usadas[1] são as que contém um número maior de publicações e podem ser encontradas no campo de busca Explorar doaplicativo.

Por exemplo, quando um utilizador partilha algo com ahashtag #bluesky permite que os utilizadores dessarede social, ao pesquisarem ahashtag #bluesky, encontrem esse conteúdo. Ashashtags devem ser curtas, isoladas e descrever a publicação da melhor forma possível.

Devido ao seu uso difundido, o termo foi incorporado aodicionário de língua inglesa Oxford, em junho de2014,[2][3] sendo definido como:
hashtag n. (nasmídias sociais desites eaplicativo) uma palavra ou frase após umacerquilha usada para identificar mensagens relacionadas a um tópico específico; [também] o próprio símbolo dacerquilha quando utilizado desta maneira.[4]

Origem

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A hashtag foi inicialmente usada no ano de 2005 pelo jornalista brasileiroWander Verch na rede socialOrkut, com a ideia de criar tópicos para as publicações. Posteriormente, o designer social Chris Messina é creditado por ter produzido a primeirahashtag do Twitter em 23 de agosto de 2007, após postar o seguinte tweet[5][6]:

“Como você se sente sobre o uso de # para grupos. Como em #barcamp [msg]?”.

Nem todos, incluindo os executivos doTwitter, pensaram que essa seria uma ideia factível. A sugestão de Messina não foi adotada pelo Twitter, mas a prática foi usada de formaorgânica depois[5]. Messina indicou que uma parte importante da motivação foi que seria fácil usar ahashtag sem ter um conhecimento técnico de codificação ou funcionalidade de pesquisa[7].

A primeira hashtag popular se manifestou em tweets que usaram a palavra-chave #sandiegofire, para disseminar informação relacionada com incêndios florestais que ocorreram em outubro de 2007 em San Diego no sul da Califórnia[5].

A hashtag entrou oficialmente em vigor em julho de 2009 na plataforma deTwitter, seguido porGoogle+ e Instagram em 2011, enquantoFacebook usou esta ideia em junho de 2013[5]. Na atualidade é possível encontrar usos dehashtags em plataformas comoFlickr,Telegram eYoutube.

Como usar

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Hashtags devem ser usadas como indexadores, facilitando buscas futuras por outros usuários. Muitos, no entanto, confundem a criação de um "tema" com destacar individualmente cada elemento de um texto ou foto, usando um grande número dehashtags. O uso excessivo dehashtags dificulta a leitura da mensagem, proporcionando uma qualidade negativa ao seu conteúdo, podendo até desestimular os seguidores, nas redes sociais.

Umahashtag é uma cadeia de caracteres precedida pelo símbolo # e termina com um espaço ou fim da mensagem. Não é sensível a maiúsculas e minúsculas, de modo que qualquer alteração é detectada como uma unidade só (#veRde). Em umahashtag que inclui dois ou mais palavras, a letra inicial de cada palavra deve ser em caixa alta (#AmericaLatina). As convenções deTwitter estabelecem que possam ser usados números, mas não ser conformado inteiramente por dígitos numéricos (#123) ou começar com número (#123bem). Também não são permitidos o uso de caracteres especiais, exceto o sublinhado ( _ ). A recomendação no Twitter é usar umahashtag de um de máximo de seis caracteres e trêshashtags em um tweet. O uso excessivo pode causar confusão[6].

Funções

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O uso dahashtag foi introduzido com uma forma de classificar mensagens no Twitter de acordo com o tópico, permitindo aos usuários procurar conteúdo específico e compartilhar informação. Embora ahashtag de Twitter surgisse como um método de categorização, além de funcionar comometadados (sobre o que é o tweet), agora são usados em diferentes formas e por diferentes razões. Por exemplo, comentar, elogiar ou criticar ideias, promover marcas ou eventos e para disseminar informação de notícias. Ashashtags parecem servir mais do que o duplo propósito de se referir a um tópico e criar comunidades de pessoas interessadas nesse tópico, mas também usadas para diferentes propósitos e em diferentes formas[6]. Um estudo que analisou a frequência, tipos e gramática dehashtags de contas do Twitter publicamente disponíveis[8] identificou que uma das funções dashashtags nessa rede social são a visibilidade, construção de identidades, autopromoção ou posicionamento de um tweet em um campo específico de interés.

Ashashtags também operam em post tanto como parte da estrutura linguística e dasemântica do discurso assim também comometadados. Os metadados são informações anexadas a alguma forma primária de conteúdo para ajudar na recuperação e compreensão quando são armazenados ou publicados (por exemplo, informação sobre quando e onde foi produzido um post). Ashashtags são uma forma nova de metadados, porque não simplesmente operam ao serviço da gestão da informação, mas também ao serviço das relações sociais interpessoais. Também tem a função adicional de formar comunidades[9].

Outra dimensão que fazem dashashtags incomum como metadados é sua integração na estrutura linguística dos textos, enquanto que metadados tradicionais são escondidos da visão de um usuário de um sistema de informação. Por exemplo:RT @usuário: A #educação é fundamental para o desenvolvimento dos países [link àwebsite].

Baseado no conceito demetafunções linguísticas, Michele Zappavigna[10] identifica três funções comunicativas simultâneas:

  • A função experiencial de classificar os post como um tipo de experiência particular.
  • Como função interpessoal de construir relações. Por exemplo, facilitando metacomentários avaliativos que ressoam em um post (Estou assistindo uma nova série. Está muito #legal)
  • Como função textual de organizar um post. Por exemplo, no nível tipográfico, o símbolo # funciona como um caractere especial que atua como uma forma de pontuação sinalizando que atag é metadado.

Hashtag no Instagram

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A função principal dahashtag no Instagram permite aos usuários marcar suas fotos para que outros usuários possam encontrar as fotografias[11]. Instagram trouxe um fenômeno diferente no uso dashashtags, pois imagens são frequentemente combinadas com palavras que pareciam irrelevantes. Se fosse só para identificar um tema de uma foto baseados na definição, umselfie de uma pessoa na praia provavelmente usaria #pordosol, #oceano, #caminhar, etc. No entanto, não é raro encontrar imagens marcadas com todo tipo de palavras e frases desde filosóficas (#amor, #felicidade), técnicas (#iphonephoto) até debranding pessoal (#livre, #selvagem)[12]

As palavras delimitadas são usadas para fornecer informações adicionais, tanto de um caractere pessoal quanto dos metadados. O propósito dashashtags não é apenas de marcadores de tópicos e agregadores, mas têm inúmeras outras aplicações. A seguir algumas das funções comunicativas dashashtags[12]:

  • Marcar o(s) tópico(s) de um post: (#eleições)
  • Agregar informação sobre um tópico (#Copa2018)
  • Socializar e compartilhar experiências (#maravilhoso)
  • Para se desculpar (#elemedeuflores)
  • Ironia: umahashtag que contradiz uma mensagem
  • Fornecer informação adicional e/ou metadados: locação geográfica, preços, ingrediente, etc.
  • Marketing e/oubranding pessoal
  • Expressar atitudes como opiniões, emoções e avaliações (#animado)
  • Iniciar movimentos (#metoo)
  • Promulgar pontos de vistas e filosofia (#jesusteama)

Outros Usos

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No entanto, seu uso já não é restrito ao mundoonline, pois começou a aparecer em placas de publicidade, placas de lojas comerciais, cartazes de manifestação de rua e banners, televisão, revistas impressas, entre outros.

A presençaoff-line de umahashtag aparentemente não tem uma função de categorização. Um razão poderia ser para enfatizar mensagens (seja um anúncio, umslogan político, a promoção de uma iniciativa social, etc.) destacadas por meio de hashtags, ou como a pesquisadora Caleffi diz:hashtagged (equivalente àhashtag usado fora daweb)[6].

Referências

  1. bumeoficial (20 de março de 2019).«Saiba como usar as melhores hashtags no Instagram para conquistar mais seguidores».Blog Bume. Consultado em 9 de abril de 2019 
  2. «'Hashtag' added to the OED – but # isn't a hash, pound, nor number sign».The Register. 13 de junho de 2014 
  3. «New words notes June 2014».Oxford English Dictionary. Junho de 2014. Consultado em 15 de junho de 2014. Arquivado dooriginal em 16 de junho de 2014 
  4. «Oxford English Dictionary - Hash».Oxford English Dictionary. Junho de 2014 
  5. abcdVan den Berg, Jan Albert (20 de fevereiro de 2014).«The story of the hashtag(#): A practical theological tracing of the hashtag(#) symbol on Twitter».HTS Teologiese Studies / Theological Studies (em inglês).70 (1).ISSN 2072-8050.doi:10.4102/hts.v70i1.2706 
  6. abcdCaleffi, Paola-Maria (2015).«The 'hashtag': A new word or a new rule?»(PDF).SKASE Journal of Theoretical Linguistics. Consultado em14 agosto 2018 
  7. «The pragmatics of hashtags: Inference and conversational style on Twitter».Journal of Pragmatics (em inglês).81: 8–20. 1 de maio de 2015.ISSN 0378-2166.doi:10.1016/j.pragma.2015.03.015 
  8. Page, Ruth (Maio 2012).«The linguistics of self-branding and micro-celebrity in Twitter: The role of hashtags».Discourse & Communication (em inglês).6 (2): 181–201.ISSN 1750-4813.doi:10.1177/1750481312437441 
  9. Zappavigna, Michele (9 de janeiro de 2015).«Searchable talk: the linguistic functions of hashtags».Social Semiotics (em inglês).25 (3): 274–291.ISSN 1035-0330.doi:10.1080/10350330.2014.996948 
  10. «Michele Zappavigna» 
  11. Sheldon, Pavica; Bryant, Katherine (Maio 2016).«Instagram: Motives for its use and relationship to narcissism and contextual age».Computers in Human Behavior.58: 89–97.ISSN 0747-5632.doi:10.1016/j.chb.2015.12.059. Consultado em 18 de agosto de 2018 
  12. abLaucuka, Aleksandra (1 de junho de 2018).«Communicative Functions of Hashtags».Economics and Culture (em inglês).15 (1): 56–62.ISSN 2256-0173.doi:10.2478/jec-2018-0006 

Ligações externas

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