Guilherme Boulos | |
|---|---|
Boulos em julho de 2024 | |
| Ministro-Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República doBrasil | |
| Período | 29 de outubro de 2025 até aatualidade |
| Presidente | Luiz Inácio Lula da Silva |
| Antecessor(a) | Márcio Macêdo |
| Deputado Federal porSão Paulo | |
| Período | 1.º de fevereiro de 2023 até aatualidade[nota 1] |
| Legislatura | 57.ª Legislatura |
| Sucessor(a) | Ricardo Galvão(suplente) |
| Dados pessoais | |
| Nome completo | Guilherme Castro Boulos |
| Nascimento | 19 de junho de1982 (43 anos) São Paulo,São Paulo,Brasil |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Alma mater | Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo(Me.) |
| Partido | PSOL(2018-atualidade) |
| Religião | cristão ortodoxo[1] |
| Profissão | professor psicanalista escritor ativista |
| Residência | São Paulo |
| Website | guilhermeboulos.com |
Guilherme Castro Boulos (São Paulo,19 de junho de1982) é umprofessor,psicanalista,escritor,ativista epolíticobrasileiro, filiado aoPartido Socialismo e Liberdade (PSOL). Éministro-chefe da Secretaria-Geral daPresidência da República nogoverno Lula. Também édeputado federal pelo estado deSão Paulo, encontrando-se licenciado.[2][3]
É bacharel emfilosofia emestre empsiquiatria, ambos pelaUniversidade de São Paulo (USP). Membro da Coordenação Nacional doMovimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), é reconhecido como uma das principais lideranças daesquerda noBrasil.[4][5][6]
Foi candidato apresidente da República, pelo PSOL, naseleições de 2018.[7] Também concorreu pelo mesmo partido ao cargo deprefeito domunicípio de São Paulo nas eleições de2020 e de2024, perdendo nosegundo turno para os candidatos à reeleição, respectivamente,Bruno Covas[8] eRicardo Nunes. Elegeu-se deputado federal por São Paulo naseleições de 2022, com cerca de um milhão de votos, sendo o mais votado de São Paulo e o segundo mais votado do país naquele pleito.[9][10]
A revistaTimeTime 100 Next incluiu Guilherme Boulos na lista dos cem líderes emergentes de 2021.[11]

Nascido em 19 de junho de 1982, nomunicípio de São Paulo, e neto paterno de umcomerciantelibanês,[12] Guilherme Boulos é filho de um casal demédicos. Sua mãe é ainfectologista Maria Ivete Castro Boulos,[13] e seu pai é o professor Marcos Boulos, do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias daFaculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.[14]
Graduou-se emfilosofia pelaFaculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), onde ingressou em 2000. Especializou-se emPsicologia Clínica pelaPUC–SP, onde realizou um TCC com tema "O Lugar da Razão na Psicanálise". Émestre emPsiquiatria (2017), pelaFaculdade de Medicina daUniversidade de São Paulo, com a dissertação "Estudo sobre a variação de sintomas depressivos relacionada à participação coletiva em ocupações de sem-teto em São Paulo".[15]
Foi também professor da rede pública de ensino, da faculdade de Mauá e da Escola de Educação Permanente doHospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.[16][17]
Desde 2009, Boulos mantém um relacionamento com Natalia Szermeta. O casal tem duas filhas, Sofia e Laura. Embora não sejam casados no papel, Boulos a trata como sua esposa.[18][19]

Na juventude e nos anos de formação, engajou-se nomovimento estudantil. Em1997, aos 15 anos, ingressou nomovimento estudantil brasileiro comomilitante naUnião da Juventude Comunista (UJC).[20] Em 2002, ingressou noMovimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST).[21]
Ficou conhecido em 2003, quando participou da coordenação da ocupação de um terreno daVolkswagen, emSão Bernardo do Campo.[22]
Voltou a ter visibilidade na imprensa em 2014, na esteira das mobilizações sociais em torno daCopa do Mundo, em especial daOcupação Copa do Povo, realizada pelo MTST no início de maio. Em junho do mesmo ano, tornou-secolunista semanal dosite do jornalFolha de S.Paulo, onde ficou até março de 2017.[23]
Em fevereiro de 2015, passou a integrar, junto com o deputado federalJean Wyllys e a jornalista Laura Capriglione, o programa de debatesHavana Connection, criado e mediado pelo jornalistaLeonardo Sakamoto, no portalUOL.[24]
Boulos afirma ter sidopreso diversas vezes, além de responder a diversosprocessos judiciais.[6] Teve grande repercussão sua prisão em 17 de janeiro de 2017,[25] com acusações eram dedesobediência a ordem judicial[26] eincitação àviolência,[27] durante a ação de reintegração de posse de um terreno nodistrito deSão Mateus, mas foi solto na noite do mesmo dia. Em sua defesa, alega que sua detenção foi arbitrária e de cunho político.[28]


Em março de 2018,filiou-se aoPartido Socialismo e Liberdade (PSOL) como pré-candidato àPresidência da República, comSônia Guajajara comovice.[29] Houve polêmicas quanto a sua candidatura, especialmente devido à ausência dedebates entre os candidatos e a um vídeo gravado porLula, no qual afirmava que "seria a última pessoa do mundo a pedir para que Boulos não seja candidato".[30] Sua candidatura se sustentou em umaFrente de Esquerda Socialista, com bases noPSOL, noPCB, noMovimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e nomovimento indígena.[31] Com 617 122 votos (0,58%), ficou em décimo lugar no primeiro turno.[32][33]
Em 9 de março de 2020, anunciou pelas redes sociais a formação de uma chapa para concorrer àprefeitura de São Paulo peloPartido Socialismo e Liberdade (PSOL) naseleições do mesmo ano, em conjunto com a Deputada Federal e ex-prefeita da cidadeLuiza Erundina (PSOL) como candidata a vice-presidente.[34] Seu anúncio foi seguido da publicação de ummanifesto intitulado "Boulos e Erundina para mudar São Paulo".[35] A pré-candidatura contou com apoio de figuras do PSOL como os deputadosIvan Valente,Áurea Carolina,Marcelo Freixo,Edmilson Rodrigues eTalíria Petrone. Boulos disputou a indicação com a deputada federalSâmia Bonfim e o deputado estadualCarlos Giannazi. Originalmente marcada para 15 de março de 2020, a votação foi adiada em virtude daCOVID-19.[36][37] Em 19 de julho, Boulos foi confirmado pré-candidato pelo PSOL à prefeitura de São Paulo, após receber 61% dos votos nas prévias do partido.[38] A chapa contou com o apoio doPCB e daUnidade Popular (UP).[39]
Boulos recebeu 1 080 736 votos, 20% dos votos válidos e avançou ao segundo turno, no qual disputou contra o prefeito,Bruno Covas (PSDB), que alcançou 32% dos votos,[40] tendo recebido 2 168 109 votos, o que não foi suficiente para lhe garantir o mandato de Prefeito da Cidade de São Paulo, tendo o cargo permanecido com Bruno Covas (PSDB).[41]
Para o segundo turno, recebeu apoio dos ex-candidatosJilmar Tatto (PT),[42]Marina Helou (REDE)[43] eOrlando Silva (PCdoB).[44] O Partido dos Trabalhadores,[45]PDT,[46]PSB,[47]PCdoB[44] e aRede Sustentabilidade oficializaram apoio à candidatura de Boulos e Erundina e formalizaram a Frente Democrática por São Paulo. Já oPSTU defendeu voto crítico em Boulos.[48] Políticos como os ex-presidentes Lula eDilma Rousseff,[49]Fernando Haddad, ex-prefeito da cidade,Eduardo Suplicy, vereador mais votado na eleição,Flávio Dino,governador do estado do Maranhão,Marina Silva eCiro Gomes, candidatos a presidente da república em 2018, também declararam apoio a chapa do PSOL.[50][51] Na campanha de Boulos, haviam apoiadores do candidato com jaleco branco que aplicaram álcool em gel nas mãos dos eleitores, ao que Evaldo Stanislau, infectologista do Hospital das Clínicas da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) e diretor da Sociedade Paulista de Infectologia (SPI) respondeu: "Brigada de álcool em gel é uma boa intenção sem nenhum resultado prático (...) Seria melhor uma brigada do distanciamento e de máscara." O cientista político e professor da USP Glauco Peres considerou os esforços de Covas e Boulos válidos para conseguir votos na reta final da campanha, mas arriscado.[52]

Nas eleições de 2022, Boulos candidatou-se pela primeira vez a um cargo no legislativo, sendo eleito o Deputado federal mais votado do estado de São Paulo naquelas eleições, obtendo cerca de 1 milhão de votos.[53] Entre as suas principais propostas está a aumento de impostos de grandes fortunas e patrimônios, ampliação das políticas de moradia e direito à cidadania, assim como a transformação das cozinhas solidárias em política pública. Durante a pandemia, o MTST abriu cerca de 200 cozinhas solidárias em dez estados e no Distrito Federal, distribuindo cerca de 1 milhão de marmitas de forma gratuita.[54]

No final de janeiro de 2023, a bancada do PSOL na Câmara dos Deputados anunciou que o deputado Guilherme Boulos será o líder do partido em 2023.[55]
No fim de 2023, o deputado ficou em terceiro lugar em duas categorias "Melhoras da Câmara" doPrêmio Congresso em Foco, voto popular ("Melhores na Câmara na Internet") e no voto de jornalistas ("Melhores na Câmara pelos jornalistas").[56][57]

Em 2022, Boulos afirmou que pretendia ser candidato outra vez à prefeitura deSão Paulo em 2024 pelo seu partidoPSOL.[58] No mesmo ano, opresidente eleito Lula afirmou que apoiaria a candidatura do deputado à prefeitura em 2024,[59] como também indicaria a vice na chapa de Boulos nos dois anos seguintes. A indicada saiu do gabinete deRicardo Nunes e voltou para oPT: a ex-prefeita e senadora da República,Marta Suplicy.[60][61] Em 20 de julho de 2024, na convenção do PSOL, Expo CenterZona Norte, a presença do presidente Lula fez com que o partido oficializasse a chapa nomeada deAmor Por São Paulo, com a candidatura de Guilherme Boulos à Prefeitura da capital paulista, tendo Marta Suplicy como sua vice, representada pelos petistas.[62]
NasEleições para prefeito de 2024, Boulos foi novamente candidato à prefeitura de São Paulo[63]. Desta vez com o apoio formal da Federação Brasil (PT , PC do B e PV)[64] e coligado a oito legendas. Dispôs de 2 minutos e 22 segundos no rádio e na TV[65], além de ter liderado a pesquisaDatafolha de 5 de setembro de 2024 com 23% das intenções de voto na disputa pela prefeitura de São Paulo. No primeiro turno, obteve 1 776 127 votos (29,07% dos votos válidos), chegando portanto ao segundo turno, e ajudando a eleger 16 vereadores coligados ao seu partido.[66] Obteve 2 323 901 votos (40,65% dos votos válidos), sendo insuficiente para ser eleito, resultando na reeleição deRicardo Nunes (MDB).[67]
Na campanha eleitoral, defendeu seu histórico como deputado federal aliado ao presidente Lula e atacou Nunes pela sua gestão, se apresentando como a melhor alternativa ao candidato a reeleição. No seu plano de governo, o candidato lista 50 diretrizes básicas, que inclui recuperação da situação fiscal, melhorar a qualificação da guarda municipal e mais investimentos sociais para áreas pobres.
No segundo turno das eleições, está recebendo o apoio dos candidatos que não passaram para a segunda etapa do pleito :Tabata Amaral eJosé Luiz Datena, além da declaração pública dePablo Marçal de que ocoach tem a certeza de que Boulos vencerá a eleição em São Paulo, afirmação esta realizada à impressa após Marçal pedir retratação de Nunes e de seus aliados Tarcísio, Silas Malafaia e Bolsonaro. O vice-presidente da República,Geraldo Alckmin, também declarou apoio à Guilherme Boulos no segundo turno das eleições municipais de São Paulo.

Em 21 de outubro de 2025, Boulos foi nomeado pelo presidenteLuiz Inácio Lula da Silva para o cargo de ministro-chefe daSecretaria-Geral da Presidência da República, após o pedido de exoneração do ministroMárcio Macêdo.[68] Tomou posse em 29 de outubro do mesmo ano.[69]
| Ano | Eleição | Partido | Cargo | Votos | % | Pos. | Resultado | Ref. |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 2018 | Presidencial no Brasil | PSOL | Presidente | 617 122 (1º turno) | 0,58% | 10° | Não eleito | [70][71] |
| 2020 | Municipal de São Paulo | Prefeito | 1 080 736 (1º turno) | 20,24% | 2° | Segundo Turno | [72][73] | |
| 2 168 109 (2º turno) | 40,62% | 2° | Não eleito | |||||
| 2022 | Estaduais em São Paulo | Deputado federal | 1 001 472 | 4,22% | 1° | Eleito | [74][75] | |
| 2024 | Municipal de São Paulo | Prefeito | 1 776 127 (1º turno) | 29,07% | 2° | Segundo Turno | [76][77] | |
| 2 323 901 (2º turno) | 40,65% | 2° | Não eleito |
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