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Guerra Luso-Holandesa

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Esta páginacita fontes, mas quenão cobrem todo o conteúdo. Ajude ainserir referências (Encontre fontes:Google (N • L • A • I • WP refs)  • ABW  • CAPES).(abril de 2021)
Guerra Luso-Holandesa
Guerra dos Oitenta Anos

Armada Portuguesa vs.Companhias Holandesas: A captura deCochim pelaV.O.C. aos portugueses em 1663. Atlas van der Hagen, 1682.
Data15951663
LocalGlobal
DesfechoTratado de Haia
Beligerantes
 Reino de Portugal República das Sete Províncias Unidas dos Países Baixos
Comandantes
Forças
2 000 homens, 54 canhões45 000 homens, 1 500 canhões
Baixas
2 500 mortos4 000 mortos

AGuerra Luso-Holandesa foi umconflito armado entre tropas portuguesas, contra as forças holandesas daCompanhia Holandesa das Índias Orientais ouVOC e daCompanhia Holandesa das Índias Ocidentais ouWIC, que haviam ocupado territórios ultramarinos portugueses durante o domínio espanhol da coroa portuguesa, tais invasões ocorreram principalmente no Nordeste do Brasil e o litoral de Angola, ocorreu inicialmente no âmbito da resistência local, e mais tarde no que se denominou deGuerra da Restauração, tais confrontos armados, entraram para os anais daHistória, como o primeiro grandeconflito à escala mundial.

Travada de 1595 a 1663, caracterizou-se principalmente pelas invasões dascompanhias majestáticas holandesas aos territórios do império português na América, África, Ásia (Índia e extremo oriente). Os confrontos foram iniciados durante adinastia Filipina, a pretexto daGuerra dos Oitenta Anos, travada então, naEuropa, entre aEspanha e osPaíses Baixos. Portugal foi envolvido no conflito por estar sob a coroa Espanhola dosHabsburgos, durante a chamadaUnião Ibérica, mas os confrontos ainda perduraram, mesmo vinte anos após o 1º de dezembro de 1640 daRestauração da Independência

O conflito estaria pouco relacionado com a guerra na Europa, servindo principalmente o propósito de estabelecer um império ultramarino holandês, assim como o domínio do comércio dasespeciarias, aproveitando a vulnerabilidade dos Portugueses. ForçasInglesas, rivais de Espanha e livres daaliança que os ligava aos portugueses durante a União Ibérica, também auxiliaram os holandeses em certos momentos, até à restauração, altura em que a aliança voltou vigorar.

A guerra resultou na perda do domínio português no oriente e na fundação doimpério colonial holandês nos territórios conquistados. As ambições holandesas noutros teatros de competição económica, como o Brasil e Angola, foram em grande parte invertidas pelos esforços Portugueses. Os interesses Ingleses beneficiaram também do conflito prolongado entre os seus dois principais rivais no oriente.

Antecedentes

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Territórios do império português (azul) e espanhol (vermelho) durante aUnião Ibérica (1580-1640)

Em 1581, um ano após a União Ibérica, os territórios que formavam aUnião de Utreque, também sob domínio dos Habsburgos, revoltaram-se e depuseramFilipe II de Espanha declarando aRepública das Sete Províncias Unidas dos Países Baixos.

Durante aUnião Ibérica, Portugal continuou a ser formalmente um reino independente com administração própria, mas sua política externa e naval tornou-se cada vez mais subordinada e orientada pelos interesses espanhóis. Em 1588 a esquadra portuguesa é utilizada porFilipe I de Portugal (Filipe II de Espanha) para combater os inimigos do rei. Por causa disso os mais poderosos navios portugueses foram incorporados àInvencível Armada espanhola.

Após a derrota da Invencível Armada em1588 deu-se uma enorme expansão do comércio marítimo holandês, com os holandeses estendendo os seus ataques aos domínios marítimos espanhóis.

No início do século XVII, Portugal tinha o domínio quase exclusivo do comércio noOceano Índico, porém, oimpério português, sem autonomia e formado sobretudo de assentamentos costeiros, vulneráveis a ser tomados um a um, tornou-se um alvo fácil. Portugal viu seu grande império ser atacado por ingleses, franceses e holandeses, todos inimigos da Espanha. A reduzida população portuguesa (cerca de um milhão) não foi suficiente para resistir a tantos inimigos, e o Império começou a desmoronar.[1]

O surgimento da potência marítima holandesa foi rápido e extraordinário: durante anos, marinheiros holandeses haviam participado em viagens portuguesas ao oriente.Jan Huygen van Linschoten, que vivera emLisboa, teria recolhido relatos, informação e mapas, ao integrar a comitiva de frei Vicente da Fonseca, em 1583, que fora nomeado arcebispo deGoa.[2] Em 1598, regressaria aos Países Baixos, onde publicou as suas observações sobre o oriente e a navegação.Cornelis de Houtman, que também passara por Lisboa, seguiria as suas indicações na primeira viagem exploratória holandesa, assinando um tratado com o sultão que dominava oestreito de Sunda, entreJava eSumatra.

Os Países Baixos são geralmente considerados como o agressor, pois o seu ataque às possessões Portuguesas foi unilateral, e a iniciativa da guerra coube sempre ao lado holandês. Por outro lado, poderia ser invocado que, estando Portugal sob domínio Espanhol durante o curso da maior parte do conflito (depois de herdada a coroa de Portugal porFilipe II de Espanha) e dado que a Espanha combatia os holandeses naFlandres, tentando sufocar aguerra da independência dos Países Baixos, parece legítimo que os holandeses levassem a guerra a todos os cantos do Império Espanhol. Esse argumento é, entretanto, contrariado pelo fato de a Guerra Luso-Holandesa ter prosseguido depois daRestauração Portuguesa (1640). Como será visto mais à frente, a verdadeira motivação da guerra foi a tentativa holandesa de tomar o controle do comércio deespeciarias daÍndia, o que não é consistente com nenhuma justificação técnica de defesa militar.

Casus Belli

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D.Aires de Saldanha, 17°Vice-rei da Índia, foi responsável por organizar a defesa deCochim,Goa e dasIlhas Molucas, contra os ataques holandeses.

A Holanda começa o século XVII como a maior potência naval da Europa, possuindo mais navios do que qualquer outro país europeu. Em 1602, foi fundada aVerenigde Oost-Indische Compagnie ouVOC, com o objectivo de partilhar os custos daexploração dasÍndias Orientais e eventualmente restabelecer o comércio dasespeciarias, vital fonte de rendimentos da novíssimaRepública das Sete Províncias Unidas.

As Sete Províncias Unidas encontravam-se, na altura, em luta contra osHabsburgo pela sua independência, e a razão pela qual os holandeses procuraram apoderar-se do comércio das especiarias foi a sua sobrevivência económica: até àunião das coroas Portuguesa e Espanhola, os mercadores Portugueses usavam os Países Baixos como plataforma para introdução das especiarias no norte da Europa, através de umafeitoria em Antuérpia, cidade forçada a render-se aos espanhóis em 1585. Depois de anexar Portugal, a Espanha declarou umembargo a todas as transacções comerciais com as Províncias Unidas, territórios secessionistas desde aUnião de Utreque.

Isto significava que, a partir de então, todo o comércio seria feito através dosPaíses Baixos do Sul, os quais, de acordo com aUnião de Arras (ou União de Utreque) eram fiéis ao monarca Espanhol e professavam oCatolicismo Romano, contrastando com o norte holandês,protestante. Isto significava ainda que os holandeses acabavam de perder o seu mais lucrativo parceiro comercial e a sua mais importante fonte de financiamento da guerra contra Espanha. Adicionalmente eles perderiam o seu monopólio de distribuição naFrança, noSacro Império Romano-Germânico e norte da Europa. A sua indústria depescas domar do Norte e as actividades comerciaiscerealíferas noBáltico não seriam simplesmente suficientes para manter a República.

AWest-Indische Compagnie (WIC) seria fundada, em 1621, para assegurar o monopólio do comércio com as colônias ocidentais. Sua criação foi uma iniciativa decalvinistasflamengos ebrabanteses que se haviam refugiado na República das Sete Províncias, para escapar àperseguição religiosa.

Para efeito de comparação, vale ressaltar que, na primeira metade do século XVII, Portugal possuía grandes e poderosos navios de guerra, mas não em número suficiente para proteger todos os seus domínios marítimos. Alguns navios portugueses como os galeõesSanta Teresa ePadre Eterno foram considerados uns dos maiores navios do mundo em sua época. A Holanda, por sua vez, tinha a maior frota de navios do mundo, que era composta, em sua maioria, por navios de pequeno e médio porte que eram mais fáceis de manter e de manobrar. Os holandeses chegaram mesmo a atacar a Inglaterra, na foz dorio Tâmisa (chegando a poucos quilômetros deLondres), durante a primeira e segundaGuerras Anglo-Holandesas.[3]

Cronologia

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"Planta da restituição da Bahia" do atlasEstado do Brasil,João Teixeira Albernaz, o Velho,1631
Navios portugueses e espanhóis combatendo os holandeses naBatalha Naval dos Abrolhos (também conhecida como Batalha Naval de Pernambuco) de 12 de setembro 1631
  • 1630 - ACapitania de Pernambuco, mais rica de todas as possessões portuguesas, é conquistada pela WIC, através de uma nova e poderosa esquadra com sessenta e sete navios — a maior já vista na colônia — sob o comando deHendrick Lonck. O território ocupado é renomeadoNova Holanda, abrangendo sete das dezenove capitanias do Brasil à época. No entanto, grande parte do Brasil permaneceu em mãos portuguesas, que foram uma constante ameaça ao domínio holandês.[1][6][7]
  • 1631 - Uma esquadra Luso-Espanhola vence os holandeses, naBatalha dos Abrolhos, e consegue desembarcar tropas em Pernambuco.
  • 1637 - Os holandeses vencem os últimos focos de resistência luso-brasileira na Nova Holanda. Começa o governo do condeMaurício de Nassau.
  • 1638 - Os holandeses tomaramSão Jorge da Mina naGuiné, iniciando os ataques nos postos comerciais da costa oeste africana, visando assegurar escravos para a produção de açúcar nos territórios conquistados no Brasil.[8]
  • 1640
  • 1641
    • A12 de junho foi firmado o primeiroTratado de Haia, estabelecendo uma trégua de dez anos entre o Reino de Portugal e a República Holandesa. Foi um Tratado de Aliança Defensiva e Ofensiva entre ambas as partes. O tratado incluía a formação de uma frota conjunta destinada a atacar o Reino da Espanha. Na prática a trégua, originalmente firmada para todos os territórios de ambos os impérios, limitou-se ao continente europeu, sendo ignorada por ambas as partes no resto do mundo:
    • A14 de julho, após uma dura luta que durou cinco meses,Malaca foi conquistada pelos holandeses da VOC, no que foi o culminar da guerra e o maior golpe no império português do oriente, privando-o do importante controlo do estreito.[3]
    • O AlmiranteJan Corneliszoon Lichthardt, da WIC, captura aIlha de São Luís dos Portugueses iniciando o domínio holandês noMaranhão.
    • Em agosto,Luanda é cercada e tomada pela WIC.
  • 1642 - Os holandeses tomam oAxim, no actualGana.[8]
AsBatalhas dos Guararapes, episódios decisivos naInsurreição Pernambucana, são consideradas a origem doExército Brasileiro
  • 1645 - Eclode aInsurreição Pernambucana de luso-brasileiros descontentes com a administração da WIC. Entre 1648-1649 são travadas asBatalhas dos Guararapes, vencidas pelos luso-brasileiros no Estado de Pernambuco. A primeira batalha ocorreu em 19 de abril de 1648, e a segunda em 19 de fevereiro de 1649. Sendo as forças luso-brasileiras lideradas pelos senhores de engenhoAndré Vidal de Negreiros eJoão Fernandes Vieira, pelo africanoHenrique Dias e pelo indígenaFelipe Camarão.
  • 1647 - O padreAntônio Vieira, conselheiro de D. João IV, aconselha o rei a comprar Pernambuco dos holandeses, mas a proposta viria a ser recusada pela Holanda no ano seguinte.
  • 1648
  • 1649 - É criada, em Portugal, aCompanhia Geral do Comércio do Brasil, com o objetivo de fazer frente à sua rival holandesa e ajudar na retomada de Pernambuco.
  • 1650 - Os holandeses instalaram-se noCabo da Boa Esperança. Em1652,Jan van Riebeeck, da VOC, instalou aí uma base de apoio à navegação para o oriente, vindo mais tarde a transformar-se naCidade do Cabo.
  • 1652 - Em 29 de maio começa a guerra entre Inglaterra e Holanda (Primeira Guerra Anglo-Holandesa). Os holandeses, ocupados com a guerra contra a Inglaterra, ficam sem condições de enviar reforços para socorrer as suas colônias contra os ataques portugueses.
  • 1653 - O rei D. João IV envia uma grande esquadra, de 77 navios bem armados, composta pelaMarinha de Guerra Portuguesa e a Companhia Geral do Comércio do Brasil, que chega ao Brasil em 20 de dezembro, bloqueando os navios holandeses em Recife.
  • 1654
    • Em 26 de janeiro de 1654 é assinada a rendição holandesa no Brasil (Capitulação do Campo do Taborda), noRecife, de onde partiram os últimos navios holandeses.
    • A guerra Anglo-Holandesa termina em 8 de maio. Os holandeses, agora, voltam todas as suas atenções para Portugal.
  • 1656 - Morre o rei D. João IV, em 6 de novembro. A rainha viúvaD. Luísa de Gusmão assume aregência do reino durante a menoridade deD. Afonso VI. Nos anos seguintes Portugal sofre intensa pressão dos holandeses. Uma frota bloqueia os principais portos de Portugal enquanto diplomatas holandeses exigem a devolução de Pernambuco e os demais territórios da Nova Holanda, juntamente com Angola e São Tomé além de uma pesada indenização a ser paga à Companhia Holandesa das Índias Ocidentais. A situação é delicada para os portugueses, pois ainda estavam em guerra contra a Espanha, mesmo assim Portugal não cede às exigências e a guerra continua com captura de navios de ambas as partes.
  • 1658 - Os últimos portugueses abandonamCeilão, perdida para os holandeses.
  • 1661
    • Em 23 de junho de 1661 é assinado oTratado Anglo-Português, no qual fica acordado: o casamento da princesa portuguesaD. Catarina de Bragança com o rei da InglaterraCarlos II, a entrega dos territórios portugueses deBombaim (Índia) eTânger (África) aos ingleses comodote de casamento e a ajuda da Inglaterra a Portugal nas guerras contra a Espanha e Holanda.
    • Em 6 de agosto de 1661 é assinado oTratado de Paz de Haia, pelo qual a Nova Holanda foi "vendida" a Portugal por quatro milhões de cruzados (ou oitomilhões deflorins), a ser pago em dinheiro ou açúcar, tabaco e sal. A Holanda reconhece os domínios portugueses na África e na América e Portugal reconhece a posse holandesa dos territórios conquistados na Ásia. Ainda nos termos do acordo, os holandeses gozariam de benefícios alfandegários e liberdades comerciais no comércio do açúcar nos territórios do império português.
  • 1662 - Em razão da demora no pagamento da indenização,Cochim é tomada pelos holandeses quebrando o acordo assinado. Os holandeses, temendo o recomeço da guerra e a perda dos territórios já conquistados, acabariam por firmar definitivamente a paz em1663.
Territórios doImpério Português (verde); Territórios daRepública das Sete Províncias Unidas (laranja); As zonas disputadas entre 1588 - 1654 surgem a tracejado

Implicações

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Embora conseguindo recuperar oBrasil e importantes territórios emÁfrica, onde o império português viria a centrar-se nos anos seguintes, Portugal perdeu para sempre a proeminência nooriente. Os Países Baixos consolidaram a sua independência e formou oImpério colonial holandês, abrindo caminho aoséculo de Ouro dos Países Baixos, apesar de grandes custos e perda de recursos melhor utilizados na prevenção da rivalidade económica inglesa. A Inglaterra também saiu beneficiada porque derrotou a maior ameaça à sua autonomia através da sabotagem das rotas marítimas espanholas, e porque conseguiu que os seus principais parceiros económicos (e potenciais rivais) entrassem em guerra entre si.

A entrega, feita à Inglaterra, das possessões portuguesas de Bombaim e Tanger seguiram o plano da política internacional portuguesa, cujo objetivo era trazer os ingleses para perto dos domínios portugueses na África e na Ásia para que ambos pudessem se ajudar mutualmente na defesa de seus territórios contra ataques holandeses e franceses.[11]

Referências

  1. ab«A conquista flamenga». Prefeitura do Recife. Consultado em 14 de abril de 2015 
  2. Ernest Stanley Dodge, "Islands and empires: Western impact on the Pacific and east Asia", p. 238, U of Minnesota Press, 1976,ISBN 0816607885
  3. abErnest Stanley Dodge, "Islands and empires: Western impact on the Pacific and east Asia", p.238-239, U of Minnesota Press, 1976,ISBN 0816607885
  4. Jean Marcel Carvalho França, Sheila Hue.«Piratas no Brasil: As incríveis histórias dos ladrões dos mares que pilharam nosso litoral». Issuu. p. 92. Consultado em 1 de julho de 2016. Arquivado dooriginal em 16 de agosto de 2016 
  5. abErnest Stanley Dodge, "Islands and empires: Western impact on the Pacific and east Asia", p.238-239, U of Minnesota Press, 1976ISBN 0816607885
  6. abLuiz Geraldo Silva.«A Faina, a Festa e o Rito. Uma etnografia histórica sobre as gentes do mar (sécs XVII ao XIX)». Google Books. p. 122. Consultado em 28 de junho de 2016 
  7. Pêro de Magalhães Gândavo.«Tratado da Terra do Brasil»(PDF). PSB40. Consultado em 28 de junho de 2014. Arquivado dooriginal(PDF) em 16 de abril de 2014 
  8. abDavies, Kenneth (1974). The North Atlantic World in the Seventeenth Century. University of Minnesota Press.ISBN 0816607133.
  9. «A Restauração: O Fim da União Ibérica e as Consequências para a Colônia».www.multirio.rj.gov.br. Consultado em 8 de dezembro de 2022 
  10. «Portugal > History and Events > Date Table > Fourth Dynasty».www.portugal-info.net. Consultado em 8 de dezembro de 2022 
  11. Boxer, C.R. (1969). The Portuguese Seaborne Empire 1415–1825. Hutchinson.ISBN 0091310717.

Ver também

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Bibliografia

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  • Boxer, C.R. "The Portuguese Seaborne Empire 1415–1825", (1969) Hutchinson.ISBN 0091310717.
  • Anderson, James Maxwell "The History of Portugal". Greenwood Publishing Group.(2000)ISBN 0313311064.
  • Davies, Kenneth,The North Atlantic World in the Seventeenth Century, (1974) University of Minnesota Press.ISBN 0816607133
  • Cabral de Mello, Evaldo,O Negócio do Brasil - Portugal, os Países Baixos e o Nordeste 1641-1669. Rio de Janeiro: Topbooks, 1998.ISBN 8586020761
  • Wiesebron, Marianne, Brazilië in de Nederlandse archieven/O Brasil em arquivos holandeses (1624-1654). Leiden: Universidade de Leiden, 2008.ISBN 978-90-5789-157-1

Ligações externas

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