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Guerra Civil de Bougainville

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 Nota: Este artigo é sobre a guerra em Bougainville. Para o conflito em Vanuatu, vejaGuerra do Coco. Para o documentário de 2001, vejaThe Coconut Revolution.
Guerra civil de Bougainville

Mapa administrativo de Bougainville.
Data1988-1997
LocalBougainville eBuka
DesfechoAcordo de paz.
Autonomia de Bougainville
Beligerantes
BRA
BIG
Ilhas Salomão
Papua-Nova Guiné
Aliados locais
Apoiados por:
 Austrália
Comandantes
Francis Ona
Theodore Miriung Sam Kauona
Papua-Nova GuinéRabbie Namaliu
Papua-Nova GuinéPaias Wingti
Papua-Nova GuinéJulius Chan
Papua-Nova GuinéJerry Singirok
Forças
30-200 (1989)[1]
20.000 (1991)[1]
100-1.000 (1992)[1]
2.000 (1995)[1]
3.000 (1996)[1]
200-1.000 (1997)[1]
Papua-Nova Guiné 800-3.200 (1989)[1]
Papua-Nova Guiné 500-3.200 (1990)[1]
Papua-Nova Guiné 300-1.100 (1991)[1]
Papua-Nova Guiné 500-4.000 (1992)[1]
Papua-Nova Guiné 3.800 (1993)[1]
Papua-Nova Guiné 3.200 (1994)[1]
Papua-Nova Guiné 3.800 (1995)[1]
Papua-Nova Guiné 1.400-3.500 (1996)[1]
Papua-Nova Guiné 3.800-4.700 (1997)[1]
Baixas
20.000 mortos[2]

ARevolução dos Cocos[carece de fontes?] ouGuerra Civil de Bougainville[3] ouRevolução de Bougainville,[2](1988 -1997)[2] foi umconflito armado entre o governo daPapua-Nova Guiné e o movimento pela independência dailha de Bougainville (a maior doArquipélago das Ilhas Salomão) que acaba por dividir-se em várias facções em guerra uma com as outras (cada uma representando um clã). Nesse movimento, um grupo demineiros formou oExército Revolucionário de Bougainville (ERB) e deu início a umarebelião separatista.

A guerra terminou com um acordo de paz mediado pelaAustrália e o reconhecimento da província autônoma pelo governo central. O conflito é muitas vezes considerado como umaguerra esquecida porque é pouco conhecida, apesar de seu alto custo de vida devido à repressão do governo, cerca de 20.000 pessoas (10% da população local antes do conflito).[2]

História

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No ano de1990, o ERB proclamou aindependência, não reconhecida internacionalmente. Em1994,Julis Chan, líder doPartido do Progresso do Povo (PPP), foi eleitoprimeiro-ministro e tentou, sem sucesso, um acordo com o Exército Revolucionário.

Os moradores da ilha expulsaram a mineradora com o uso desabotagem; depois, o mesmo sucedeu com oexército dePapua-Nova Guiné. Em1997, revelou-se que ogoverno da Papua-Nova Guiné recebera ajuda daAustrália contratando mercenários e armamentos fornecidos pelo próprio exército da australiano para luta contra os separatistas.

A ilha sofreu umembargo marítimo de 7 anos, de modo a enfraquecer a vontade de seus 150 mil habitantes, porém essapopulação e os combatentes do ERB resistiram aos ataques e ao embargo, buscando meios alternativos para sobreviver. O desenvolvimento de armas próprias e a conversão de motores e máquinas para funcionar comóleos vegetais extraído dococo e processado pelos ilhéus — daí o nome do movimento.

Este impasse militar e econômico levou quase uma década. Durante o conflito, a ilha de Bougainville viveu umaguerra civil que ceifou a vida de 15 mil nativos. Além disso, devido a proibição de ajuda humanitária e de medicamentos destinada a áreas controladas peloExército Revolucionário de Bougainville, houve desde então, nessas áreas, 5 mil mortes por doenças que poderiam ter sido evitadas se tivessem recebido o tratamento adequado.

A disputa entre rebeldes separatistas e o governo do país se dá desde de1975, quando a Papua-Nova Guiné anexou a ilha, que antes fora daAlemanha e da Austrália.

ARevolução dos Cocos foi o mais sangrento conflito na região desde aSegunda Guerra Mundial, e que foi considerado oVietnã da Austrália devido ao envolvimento do governo deste país na guerra contra os bougainvillenses.

Em 1997 Chan perdeu apoio do Exército e renunciou.Bill Skate, doCongresso Nacional do Povo (PNC), foi eleito primeiro-ministro e acertou uma trégua como o ERB, pela qual as partes envolvidas participaram de conversas de paz naNova Zelândia, que resultaram numa autonomia política concedida à ilha.

Acordo de Paz e autonomia

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O conflito terminou em 1997, após negociações mediadas pela Austrália. Um acordo de paz, concluído em 2000, prevê o estabelecimento de um Governo Autónomo em Bougainville e umreferendo para decidir se, futuramente, a ilha deve tornar-se politicamente independente.

Eleições para o primeiro Governo Autónomo foram realizadas em maio e junho de 2005, com Joseph Kabui sendo eleito presidente. Ele morreu em 6 de junho de 2008.

Em 25 de julho de 2005, o líder rebelde Francis Ona morreu após uma curta doença. Um antigo inspector com Bougainville Copper Limited, Ona foi uma figura-chave no conflito separatista e se recusaram a aderir formalmente o processo de paz na ilha.

Documentário

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Um documentário produzido pelaNational Geographic, com títuloThe Coconut Revolution, relata a luta do povo de Bougainville contra a mineradorainglesa multinacionalRio Tinto Zinc, e depois por suaindependência.Além disso, este documentário mostra também que os separatistas conseguiram uma verdadeirarevolução, social e ecológica, superando um fatal bloqueio econômico através da recuperação e invenção de práticas autônomas deeconomia,medicina, etc.[4][5]

Referências

  1. abcdefghijklmnoUppsala conflict data expansion. Non-state actor information. Codebook pp. 298
  2. abcdGlobal security - Bougainville Revolution
  3. Max Watts, Chronology of Bougainville Civil War
  4. Journeyman Pictures
  5. The Coconut Revolution
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