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Grunge

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Grunge
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Origens estilísticasIndie rock[1][2]
Hardcore punk[1][2]
Heavy metal[2]
Noise rock[3]
Rock alternativo[4]
Contexto culturalEmWashington,Estados Unidos.O estilo musical e o termo nasceram no início dosanos 80.[5] Se consolidou como umgênero musical no final dos anos 80 e início dosanos 90.[6]
Instrumentos típicosBateria -Baixo -Guitarra elétrica -Vocal
PopularidadeAlta durante o começo e meio dos anos 1990; baixa desde então.
Formas derivadasPost-grunge
Formas regionais
Seattle
Outros tópicos
Lista de bandas grunge
Lista de supergrupos grunge
Geração X

Grunge (às vezes chamado deSeattle sound ousom de Seattle) é um subgênero dorock alternativo que surgiu no final dadécada de 1980 no estado americano deWashington, principalmente emSeattle, inspirado pelohardcore punk, peloheavy metal e peloindie rock. As letras das bandas nomeadas grunge geralmente caracterizam-se por altas doses deangústia esarcasmo, entrando em temas como alienação social,auto-dúvida,abuso,negligência,traição,isolamento social/isolamento emocional,trauma psicológico e desejo deliberdade.[7][8] A estética grunge é despojada em comparação a outras formas derock e muitos músicos grunge destacaram-se pela sua aparência desleixada e por rejeitarem a teatralidade em suas performances.

O início do movimento grunge agrupou-se em torno dagravadora independenteSub Pop, de Seattle, no final da década de 1980. O grunge tornou-se comercialmente bem-sucedido na primeira metade da década de 1990, devido principalmente aos lançamentos deFacelift, do grupoAlice in Chains, deNevermind, do grupoNirvana eTen, do grupoPearl Jam. O sucesso dessas bandas impulsionou a popularidade do rock alternativo e fez do grunge a forma mais popular de hard rock na época.[9] No entanto, muitas bandas grunge estavam desconfortáveis com tal popularidade. Apesar de a maioria das bandas grunge ter-se separado ou desaparecido no final da década de 1990, sua influência continua a afetar o rock moderno.

A popularidade do grunge começaria a diminuir em meados da década de 1990. Das grandes bandas que deram vida ao movimento, só essas estão ativas:The Melvins,Mudhoney,Alice in Chains,L7,The Smashing Pumpkins,Stone Temple Pilots ePearl Jam.[10]

Origem do termo

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Acredita-se que o termo "grunge" provem de uma pronunciação relaxada da palavra "grungy"[11] (jargão usado em inglês que quer dizer "sujo"),[12] que surgiu como um jargão dos termos em inglês "dirt" ("sujeira")[13] ou "filth" ("imundície", "porcaria").[14]

Mark Arm, o vocalista da bandaGreen River, de Seattle — e mais tarde doMudhoney — é geralmente creditado como sendo o primeiro a usar o termogrunge para descrever este gênero de música. Arm usou o termo em 1981, quando escreveu uma carta com o seu nome Mark McLaughlin ao Seattle zineDesperate Times, criticando sua banda Mr. Epp and the Calculations como "Puro grunge! Puro barulho! Pura merda!" Clark Humphrey, editor daDesperate Times, cita isso como o primeiro uso do termo para se referir a uma banda de Seattle, e menciona queBruce Pavitt da Sub Pop popularizou o termo como um rótulo musical em 1987–88, utilizando-o em várias ocasiões para descrever o Green River.[5] Apesar de Arm usar o termo originalmente de forma pejorativa, ele acabou se tornando conhecido como um dos gêneros musicais mais populares dadécada de 1990.[15]

Características

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O grunge é geralmente caracterizado por ser um estilo livre, com um som de guitarra que usa um alto nível de distorção, efeitos defuzz efeedback. O grunge funde elementos dohardcore punk e doheavy metal, apesar de algumas bandas realizarem com mais ênfase um ou outro. A música compartilha com o punk, um som cru e interesses líricos semelhantes.[9] No entanto, também envolveandamentos muito mais lentos, harmoniasdissonantes e instrumentação mais complexa – que é reminiscente do heavy metal. Alguns indivíduos associados com o desenvolvimento do grunge, incluindo o produtor daSub Pop,Jack Endino, e oThe Melvins, explicaram a incorporação do grunge de influências do hard rock como oKiss como "provocação musical". Os artistas grunge consideram essas bandas "cafona" mas mesmo assim gostam delas;Buzz Osborne do The Melvins descreveu-as como uma tentativa de ver quais coisas ridículas as bandas poderiam fazer e se safar.[16] No início da década de 1990, a marca do Nirvana "para-começa" no formato das canções tornou-se uma convenção de gênero.[9]

Temas

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As letras são normalmente cheias deangústia, muitas vezes abordando temas como alienação social,auto-dúvida,abuso,negligência,traição,isolamento social/isolamento emocional,trauma psicológico e desejo deliberdade.[7][8] Uma série de fatores influenciou o foco sobre tal assunto. Muitos músicos grunge exibem um desencanto geral com o estado da sociedade, bem como um desconforto à pressões sociais. Tais temas têm semelhanças com aqueles abordados pelos músicos do punk rock[9] e as percepções daGeração X. O crítico musicalSimon Reynolds disse em 1992 que "há um sentimento de exaustão na cultura em geral. As crianças estão deprimidas com o futuro."[17] O humor no grunge é muitas vezessatirizado no glam metal — por exemplo, a canção "Big Dumb Sex" doSoundgarden — e em outras formas de rock popular durante adécada de 1980.[18] O tema dobullying e da exclusão social também é explorado ocasionalmente: EmJeremy doPearl Jam, conta-se a história de um garoto ridicularizado na escola e ignorado em casa pelos pais.

Apresentação e vestimenta

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Os concertos grunge eram conhecidos por serem diretos, com performances enérgicas. As bandas grunge rejeitaram as apresentações complexas e com alto orçamento de vários gêneros musicais, incluindo o uso de complexos arranjos de luz, pirotecnia, e outros efeitos visuais não relacionados com a reprodução da música. A atuação no palco era geralmente evitada. Em vez disso as bandas se apresentavam sem diferença das pequenas bandas locais. Jack Endino disse no documentárioHype!, de 1996, que as bandas de Seattle eram intérpretes inconsistentes ao vivo, uma vez que o seu principal objetivo não era ser artista, mas simplesmente "rock out".[16]

As roupas comumente usadas pelos músicos grunge emWashington consistia de itens debrechós e típicas roupas (principalmente camisas deflanela) da região, bem como uma aparência geralmente desleixada. Tal aspecto se relaciona diretamente ao fenômeno comportamental doslackerism, comum às definições daGeração X; o jornalista musical Charles R. Cross disse: "Kurt Cobain era muito preguiçoso para lavar o cabelo", e Jonathan Poneman, da Sub Pop, disse: "Isso [roupas] é barato, durável e é uma espécie de intemporal. Também corre na contramão da estética toda chamativa que existia na década de 1980."[17]

História

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Raízes e influências

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A região deSeattle foi onde começou o movimento grunge.

O som do grunge é em parte resultado do isolamento deSeattle de outras cenas musicais. Como Jonathan Poneman, da Sub Pop, observou: "Seattle foi um exemplo perfeito de uma cidade secundária com uma cena musical ativa que foi completamente ignorada por uma mídia americana fixada em Los Angeles e Nova York."[19] Mark Arm afirmou que o isolamento significou que "esse um canto do mapa estava sendo realmente inato e estava arrancando ideias uns dos outros."[20] O grunge evoluiu a partir da cena de punk rock local e era inspirado por bandas comoThe Fartz,The U-Men,10 Minute Warning,The Accüsed eFastbacks.[16] Além disso, o estilo lento e pesado doThe Melvins foi uma influência significativa no som grunge.[21]

Uma das bandas pioneiras do movimento foi aBam Bam,[22] fundada em 1983 e liderada por uma mulher Afro-Americana,Tina Bell, quebrando a norma do que era uma cena predominantemente dominada por homens brancos.[23][24][25] Bam Bam também incluia o futuro baterista doSoundgarden e doPearl Jam,Matt Cameron.[22]Kurt Cobain foi roadie da Bam Bam antes de ser famoso e também era fã da banda.[22] Tina Bell morreu em 2012 e não recebeu o devido reconhecimento como uma das fundadoras do movimento grunge.[22][23][25] Na década de 2020, Bell começou a ser considerada a "Madrinha do Grunge".[23]

Fora do noroeste do Pacífico, uma série de artistas e cenas musicais influenciaram o grunge. Bandas de rock alternativo da região do nordeste dos Estados Unidos, incluindoSonic Youth,Goo Goo Dolls,Pixies eDinosaur Jr., são influências importantes no gênero. Através do seu patrocínio às bandas de Seattle, o Sonic Youth "inadvertidamente alimentou" a cena grunge, e reforçou as atitudes ferozmente independentes de seus músicos.[26] A influência do Pixies no Nirvana foi notada porKurt Cobain, que comentou em uma entrevista daRolling Stone que: "conectado com a banda tão fortemente que eu deveria estar nela."[27] O uso do Nirvana do Pixies é o "verso suave, refrão pesado", popularizada essa abordagem estilística em ambos o grunge e outros subgêneros dorock alternativo.

A banda punkThe U-Men, deSeattle.

Ao lado das raízes dos gêneros punk e rock alternativo, muitas bandas grunge foram igualmente influenciadas pelo heavy metal dadécada de 1970.Clinton Heylin, autor deBabylon's Burning: From Punk to Grunge, citou oBlack Sabbath como "talvez a mais ubíqua influência pré-punk na cena noroeste."[28] O Black Sabbath desempenhou um papel em dar forma ao som grunge, através de seus próprios registros e os registros que eles inspiraram.[29] A influência doLed Zeppelin também é evidente, sobretudo no trabalho doSoundgarden, a quem a revistaQ observou que estavam "no encalço ao rock dos anos 70, mas desprezando o machismo e o sexismo do gênero."[30] Embora a banda galesa de rockBudgie nunca fosse mais do que uma banda cult nos Estados Unidos, a sua influência tem sido citada por bandas grunge como oAlice In Chains,[31] Melvins[32] e Soundgarden.[33] A gravação da banda hardcore punk de Los AngelesBlack Flag,My War, de 1984, no qual a banda combinou o heavy metal com o seu som tradicional, teve um forte impacto em Seattle.Steve Turner do Mudhoney comentou: "Um monte de outras pessoas em todo o país odiava o fato de que o Black Flag tinha ficado lento… mas até aqui foi muito bom … éramos como 'Yay!' Eles são estranhos e estão fodendo o som."[34] Turner explicou a integração do grunge de influências do metal, lembrando: "Hard rock e metal nunca foram muito um inimigo do punk como foi para outras cenas. Aqui, foi tipo, 'Há apenas vinte pessoas aqui, você não pode realmente encontrar um grupo para odiar.'" As bandas começaram a misturar o metal e o punk na cena musical de Seattle por volta de 1984, com a maior parte do crédito para essa fusão indo para oThe U-Men.[35]

O som cru, distorcido e o feedback-intensivo de algumas bandas denoise rock tiveram uma influência no grunge. Entre elas estão o Killdozer, de Wisconsin, e a mais notadamenteFlipper, deSão Francisco, uma banda conhecida pelo seu lento e sombrio "noise punk." A mistura doButthole Surfers do punk, do heavy metal e do noise rock foi uma grande influência, principalmente sobre o trabalho inicial do Soundgarden.[36] O Soundgarden e outras bandas grunge iniciais foram influenciadas pelas bandas pós-punk britânicas como oGang of Four e oBauhaus, que eram populares no início da cena de Seattle da década de 1980.[37] ApósNeil Young tocar em alguns concertos com oPearl Jam e gravar o álbumMirror Ball com eles, alguns membros da mídia deram a Young o título de "Padrinho do Grunge." Este baseou-se em seu trabalho com sua banda Crazy Horse e seu uso regular de guitarra distorcida, principalmente no álbumRust Never Sleeps.[38] Um álbum igualmente influente mas muitas vezes esquecido éNeurotica doRedd Kross, sobre o qual o co-fundador da Sub Pop disse: "Neurotica foi um trocador de vida para mim e para muita gente na comunidade musical de Seattle."[39]

Desenvolvimento

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Um lançamento seminal no desenvolvimento do grunge foi a compilaçãoDeep Six, lançada pela C/Z Records em 1986. O registo contém faixas múltiplas de seis bandas:Green River,Soundgarden,The Melvins,Malfunkshun,Skin Yard eThe U-Men. Para muitas delas foram as suas primeiras gravações. Os artistas tiveram "uma maior parte de som pesado, agressivo, que mesclava os andamentos mais lentos do heavy metal com a intensidade do hardcore". Como Jack Endino lembrou: "As pessoas simplesmente disseram: 'Bem, que tipo de música é isso? Isso não é metal, não é punk, o que é isso?' [...] as pessoas diziam 'Eureka! Estas bandas têm algo em comum'".[34]

OMudhoney serviu como a principal banda daSub Pop e liderou o movimento grunge de Seattle.

Naquele mesmo ano,Bruce Pavitt lançou a compilaçãoSub Pop 100 e o EPDry As a Bone do Green River como parte de sua nova gravadora, aSub Pop. Um dos primeiros catálogos da Sub Pop descreveu o EP do Green River como "o GRUNGE 'ultra-loose' que destruiu a moral de uma geração."[40] Bruce Pavitt e Jonathan Poneman da Sub Pop, inspirados por outras cenas musicais regionais na história da música, trabalharam para garantir que sua gravadora projetasse um "som de Seattle", reforçado por um estilo semelhante de produção e embalagem de álbum. Enquanto o escritor musical Michael Azerrad reconheceu que as primeiras bandas grunge comoMudhoney,Soundgarden eTad tinham sons distintos, ele observou que "para o observador objetivo, houve algumas semelhanças distintas."[41] Os primeiros concertos grunge foram pouco frequentados (muitos por menos de uma dúzia de pessoas) mas as imagens do fotógrafo da Sub Pop, Charles Peterson, ajudaram a criar a impressão de que tais concertos eram grandes eventos.[42] O Mudhoney, que era formado por ex-membros do Green River, serviu como a principal banda da Sub Pop durante todo o seu tempo com a gravadora e liderou o movimento grunge de Seattle.[43] Outras gravadoras no noroeste do Pacífico que ajudaram a promover o grunge incluíam: C/Z Records, Estrus Records, EMpTy Records e PopLlama Records.[16]

O grunge atraiu a atenção da mídia no Reino Unido depois de Pavitt e Poneman pedirem para o jornalista Everett True da revista britânicaMelody Maker escrever um artigo sobre a cena musical local. Esta exposição ajudou a fazer o grunge conhecido fora da área local durante o final década de 1980 e atraiu mais pessoas para os shows locais.[16] O apelo do grunge à imprensa musical era que ele "prometeu o retorno para uma noção de uma visão regional e autoral para o rock norte-americano."[44] A popularidade do grunge na cena damúsica underground era tal que as bandas começaram a mover-se para Seattle e se aproximarem da aparência e do som das bandas grunge originais. Steve Turner do Mudhoney disse: "Foi realmente ruim. Bandas falsas foram aparecendo aqui, as coisas não estavam vindo de onde estávamos vindo."[45] Como reação, muitas bandas grunge diversificaram seu som, com o Nirvana e o Tad em especial criando canções mais melódicas.[46] Dawn Anderson, da fanzine Backlash de Seattle, lembrou que em 1990, muitos locais tinham se cansado da promoção exagerada criada ao redor da cena de Seattle e esperavam que a exposição à mídia começasse a desaparecer.[16]

Sucesso

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ONirvana se apresentando noMTV Video Music Awards de 1992.

As bandas grunge tinham feito incursões ao mainstream musical no final da década de 1980. OSoundgarden foi a primeira banda grunge a assinar com uma grande gravadora, quando integrou a lista daA&M Records em 1989. O Soundgarden, juntamente com outras grandes contratações de gravadoras (Alice in Chains eScreaming Trees) se apresentaram "okay" com seus lançamentos inicais com grandes gravadoras, de acordo com Jack Endino.[16] ONirvana, originalmente deAberdeen,Washington, também foi cortejado por grandes gravadoras, assinando finalmente com aGeffen Records em 1990. Em setembro de 1991, a banda lançou sua estreia na gravadora,Nevermind. O álbum estava na melhor esperança de ser um sucesso menor em par com o álbumGoo, doSonic Youth, que a Geffen tinha lançado um ano antes.[47] Foi o lançamento do primeiro single do álbum, "Smells Like Teen Spirit", que "marcou a abertura de um fenômeno da música grunge". Devido a constante transmissão do videoclipe da canção naMTV, oNevermind vendia cerca de 400,000 mil cópias por semana até o Natal de 1991.[48] Em janeiro de 1992, oNevermind substituiu o álbumDangerous do astropopMichael Jackson no 1º lugar naBillboard 200.[49]

O sucesso deNevermind surpreendeu a indústria da música.Nevermind não só popularizou o grunge, mas também estabeleceu "a viabilidade comercial e cultural do rock alternativo em geral."[50]Michael Azerrad afirmou queNevermind simbolizou "uma mudança radical no rock" em que oglam metal, osynthpop e anew wave, que dominavam o rock e as paradas de sucesso naquela época caiu em desgraça diante da música que era autêntica e culturalmente relevante.[51] Outras bandas grunge subsequentemente replicaram o sucesso do Nirvana. OPearl Jam, que conta com os ex-membros doMother Love Bone,Jeff Ament eStone Gossard, tinha lançado seu álbum de estreiaTen em agosto de 1991, um mês antes deNevermind, mas as vendas do álbum só foram conseguidas um ano depois. Até o segundo semestre de 1992,Ten se tornou um sucesso, sendo certificado ouro e alcançando o 2º lugar nas paradas daBillboard.[52] Os álbunsDirt, do Alice in Chains,eBadmotorfinger, do Soundgarden, juntamente com o álbum doTemple of the Dog com a colaboração dos membros do Pearl Jam e do Soundgarden, também estiveram entre os 100 melhores álbuns mais vendidos de 1992.[53] O avanço popular dessas bandas grunge levou aRolling Stone a apelidar Seattle como "a novaLiverpool."[17] As grandes gravadoras assinaram com as maioria das bandas grunge proeminentes em Seattle, enquanto que um segundo influxo de bandas se mudaram para a cidade na esperança de sucesso.[54]

Soundgarden em concerto no Lollapalooza emChicago.

A popularidade do grunge resultou em um grande interesse na cena musical de Seattle percebido os traços culturais. Enquanto a cena musical de Seattle no final década de 1980 e início da década de 1990, na realidade, consistia em vários estilos e gêneros de música, a sua representação na mídia "serviu para retratar Seattle como uma 'comunidade' musical no qual o foco estava sobre a exploração contínua de uma linguagem musical, ou seja, grunge."[55] A indústria da moda marcada como "moda grunge" aos consumidores, cobrando preços mais altos para itens como bonés de esqui de malha. Os críticos afirmaram que a publicidade era cooptar elementos do grunge e transformá-los em um modismo. AEntertainment Weekly comentou em um artigo de 1993: "Não houve esse tipo de exploração de uma subcultura desde a mídia descobrir os hippies na década de 60".[56] OThe New York Times comparou o "grunging da América" com o marketing em massa dopunk rock, dadisco e dohip hop nos anos anteriores.[17] Ironicamente, oNew York Times foi induzido a imprimir uma lista falsa de gírias que foram supostamente utilizadas na cena grunge; muitas vezes referida como umhoax do dizer grunge. Essa mídia exagerada em torno do grunge foi documentada no filmeHype!, de 1996.[16]

A reação contra o grunge começou a se desenvolver em Seattle; no final de 1992, Jonathan Poneman disse que na cidade "Todas as coisas grunge são tratadas com o maior cinismo e diversão [...] Porque a coisa toda é um movimento fabricado e sempre será."[17] Muitos artistas grunge estavam desconfortáveis com o seu sucesso e da atenção que ele trouxe.Kurt Cobain, do Nirvana, contou a Michael Azerrad: "Famoso é a última coisa que eu queria ser."[57] O Pearl Jam também sentiu o peso do sucesso, com muita atenção caindo sobre o vocalistaEddie Vedder.[58] O álbum seguinte do Nirvana,In Utero (1993), foi um álbum intencionalmente abrasivo que o baixista do Nirvana,Krist Novoselic, descreveu como um "som selvagem agressivo, um verdadeiro álbum alternativo."[59] No entanto, logo após seu lançamento em setembro de 1993, oIn Utero liderou as paradas daBillboard.[60] O Pearl Jam continuou a desempenhar bem comercialmente com seu segundo álbum,Vs. (1993). O álbum vendeu um recorde de 950,378 cópias em sua primeira semana de lançamento, liderando as paradas daBillboard e superando todas as outras entradas no top dez dessa semana combinadas. Em 1994, o Soundgarden lançou seu quarto álbum de estúdio, Superunknown. Foi um dos discos mais populares do ano e vendeu incriveis 9 milhões de cópias.[61]

Declínio da popularidade

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Uma série de fatores contribuíram para o declínio do grunge em termos de destaque. Durante a segunda metade da década de 1990, o grunge foi suplantado pelopost-grunge, que permaneceu viável comercialmente no início do século XXI. As bandas de post-grunge comoCandlebox eBush, surgiram logo após a descoberta do grunge. Esses artistas não tinham as raízesunderground do grunge e foram fortemente influenciados pelo que o grunge tinha se tornado, ou seja, "uma forma popular de roque introspectivo, sério e de mentalidade difícil." O post-grunge era um gênero comercialmente mais viável por suavizar as guitarrasdistorcidas do grunge com umaprodução mais polida, preparada para o rádio.[62]

A partir das mortes deKurt Cobain eLayne Staley (foto), e problemas na turnê doPearl Jam, o grunge começou a perder a popularidade.

Por outro lado, outro gênero do rock alternativo, obritpop, surgiu em parte como uma reação contra o domínio do grunge noReino Unido. Em contraste com a dureza do grunge, o britpop foi definido pela "exuberância da juventude e desejo de reconhecimento."[63] Os artistas do britpop foram as vozes do desprezo para com o grunge. Em uma entrevista de 1993 à revistaNew Musical Express,Damon Albarn, da banda britpopBlur, concordou com a afirmação do entrevistador John Harris de que o Blur era uma "banda antigrunge" e disse: "Bem, isso é bom. Se opunk era sobre como se livrar doshippies, então eu estou me livrando do grunge."[64]Noel Gallagher, doOasis, enquanto um fã do Nirvana, escreveu músicas querefutaram a naturezapessimista do grunge. Gallagher observou em 2006 que o single do Oasis "Live Forever" (1994), " foi escrito em meados do grunge e tudo mais, e eu me lembro que o Nirvana tinha uma canção chamada 'I Hate Myself and I Want to Die,' e eu gostava... Bem, eu não estou fazendo essa porra. Por mais que eu goste dele [Cobain] e de toda essa merda, eu não estou fazendo isso. Eu não posso aceitar pessoas que vêm comheroína, dizendo que se odeiam e que querem morrer. Isso é uma merda de lixo."[65]

Durante meados da década de 1990, muitas bandas grunge acabaram ou se tornaram menos visíveis.Kurt Cobain, rotulado pela revistaTime como "oJohn Lennon do balançantenoroeste", apareceu "extraordinariamente torturado pelo sucesso" e lutava contra umvício emheroína. Os rumores surgiram no início de 1994, de que Cobain tinha sofrido umaoverdose de drogas e que o Nirvana estava se rompendo.[66] No dia 8 de abril de 1994, Cobain foi encontrado morto em sua casa em Seattle com um ferimento à bala, aparentemente autoinfligido; o Nirvana sumariamente foi desfeito. Nesse mesmo ano, o Pearl Jam cancelou sua turnê de verão em protesto contra a empresaTicketmaster, que havia encarecido os ingressos de seus concertos.[67] Assim, a banda começou umboicote contra a empresa que não só reduziu o número de shows organizados pela empresa, mas também reduziu o número de shows de muitas outras organizações similares. O grupo acabou não fazendo quase nenhum show nosEstados Unidos durante três anos.[68]

Em 1996, oAlice in Chains fez as suas últimas apresentações com o seu vocalista original,Layne Staley, que posteriormente morreu de uma overdose de speedball (mistura de heroína com cocaína) em 2002.[69] Nesse mesmo ano, o Soundgarden e o Screaming Trees lançaram os seus últimos álbuns de estúdio,Down on the Upside eDust, respectivamente. O Soundgarden separou-se no ano seguinte.

Consequentemente, inumeras bandas se separaram nos anos 2000 comoScreaming Trees,Gruntruck,TAD,The Smashing Pumpkins eHole.

Atualmente

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Pearl Jam em concerto, 2008.

Algumas bandas grunge que continuaram a gravar e fazer turnês com o sucesso mais limitado foi incluindo, mais significativamente, o Pearl Jam. Enquanto em 2006, o escritor daRolling Stone, Brian Hiatt, descreveu o Pearl Jam como tendo "gastado grande parte da década passada deliberadamente rasgando sua própria fama", ele notou que a banda desenvolveu um concerto leal seguinte semelhante ao doGrateful Dead.[70]

Apesar do desaparecimento do Nirvana, a banda continuou a ser bem sucedida postumamente. Devido às altas vendas doJournals do Kurt Cobain e da compilação da banda,Nirvana, sobre seus lançamentos em 2002, oThe New York Times argumentou que o Nirvana "está tendo mais sucesso agora do que em qualquer momento desde o suicídio do Sr. Cobain em 1994."[71]

OMudhoney segue lançando álbuns com uma relativa frequência, mas com muito menos sucesso do que durante a era dourada do grunge.[72]

O Alice in Chains se reuniu novamente em 2005,[73] e em 2009 terminaram a gravação de seu primeiro álbum de estúdio em quatorze anos com o novo vocalista,William DuVall. O álbum, intituladoBlack Gives Way to Blue,[74] foi lançado em setembro de 2009 pelaVirgin/EMI[75] e ganhou certificado de ouro pelaRIAA em 2010, com vendas superiores a 500 mil cópias nos Estados Unidos.[76] Em 2013 a banda lançou seu quinto álbum,The Devil Put Dinosaurs Here,[77] que estreou no 2º lugar daBillboard 200, sendo o posto mais alto que a banda alcançou desde o lançamento de seuálbum auto-intitulado, lançado em 1995.[78] O sexto álbum de estúdio da banda e o terceiro com DuVall como vocalista,Rainier Fog, foi lançado em 24 de agosto de 2018.[79]

Ben McMillan, vocalista deGruntruck, morreu de Diabetes em 26 de Janeiro de 2008.

OStone Temple Pilots e oSoundgarden reuniram-se em 2008 e 2010, respectivamente. Em 2015, Scott Weiland o vocalista do Stone Temple Pilots, foi encontrado morto no ônibus da banda após uma overdose.[80] Em 18 de maio de 2017, o vocalista doSoundgarden,Chris Cornell, cometeu suicídio após o fim de um show.[81]Mark Lanegan, Vocalista deScreaming Trees, morreu em 22 de fevereiro de 2022, aos 57 anos de idade

Ver também

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Referências

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Bibliografia

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  • Azerrad, Michael.Our Band Could Be Your Life: Scenes from the American Indie Underground, 1981-1991. Boston: Little Brown and Company, 2001.ISBN 0-316-78753-1
  • Campos, Ignacio Julia. "Grunge, noise & rock alternativo", editorial Celeste, 1996.ISBN 978-84-8211-056-1
  • DeRogatis, Jim.Milk It!: Collected Musings on the Alternative Music Explosion of the 90's. Cambridge: Da Capo, 2003.ISBN 0-306-81271-1
  • Heylin, Clinton.Babylon's Burning: From Punk to Grunge. Conongate, 2007.ISBN 1-84195-879-4
  • Humphrey, Clark.Loser: The Real Seattle Music Story. New York: Harry N. Abrams, 1999.ISBN 1-929069-24-3
  • Lyons, James.Representing Contemporary Urban America. Wallflower, 2004.ISBN 1-903354-96-5

Ligações externas

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Artigos relacionados
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