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OGovernment Communications Headquarters (GCHQ) é umserviço de inteligênciabritânico encarregado dasegurança e daespionagem econtraespionagem nas comunicações, atividades tecnicamente conhecidas comoSIGINT (Inteligência de sinais). O órgão também é responsável pela garantia de informação aoGoverno Britânico e àsForças Armadas daquele país. Está sediado emCheltenham.[1]
Ele faz parte do grupo de cincoEstados chamados de "Os Cinco Olhos", a saber:Estados Unidos da América (EUA),Canadá,Austrália,Nova Zelândia e Reino Unido.[2][3][4]
CESG (Communications-Electronics Security Group) é o braço do GCHQ que trabalha para proteger as comunicações e os sistemas de informação do governo e áreas críticas de infraestrutura nacional do Reino Unido.
O GCHQ, inicialmente chamadoGovernment Code and Cypher School (GCCS ouGC&CS), foi criado após aPrimeira Guerra Mundial a partir daBletchley Park e como resultado da fusão da Room 40 (serviço de criptografia da Marinha Real Britânica) e do MI-8 (serviço de criptografia do Exército Britânico). Em 1946, adotou a sigla GCHQ, mantida até hoje.[5]
Durante aSegunda Guerra Mundial, participou ativamente na luta contra onazismo, sendo o responsável pela gestão do projetoEnigma que usava acriptografia para proteger e, consequentemente, descriptografar as mensagens inimigas das forçasalemãs.[6]
Por meio do tratadoUKUSA, o GCHQ compartilha informações com aNational Security Agency (NSA), agência de segurança estadunidense, mantendo atividades no Reino Unido com o recolhimento e a análise de informações para o projetoEchelon.[7]
O GCHQ possui uma estação naIlha de Ascensão, de onde também é feita a interceptação dos sinais de rádio e de satélite advindos de boa parte daAmérica do Sul e daÁfrica, por intermédio do mencionado sistemaEchelon. Há estações de interceptação de sinais de satélite existentes na ilha, além do grande número de antenas de rádio e de satélite espalhadas por toda a Ilha de Ascensão.
Em 2013, as revelações deEdward Snowden confirmaram e acrescentaram informações sobre as atividades de espionagem do GCHQ. O programa paraExploração Global das Telecomunicações mostrou a ligação do GCHQ com o sistema de Vigilância global da NSA.
| Parte dasérie sobre |
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Revelações |
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O sistema de vigilância global da NSA foi revelado em junho de 2013 no jornalThe Guardian, baseado em documentos delatados porEdward Snowden. São participantes também desse sistema os demaisEstados signatários doTratado de Segurança UK-USA conhecido como "Cinco Olhos" (Five Eyes - em inglês). Os membros participantes são:Estados Unidos,Canadá,Austrália,Nova Zelândia eReino Unido.[2][3]
Através de vários programas, entre eles o programa de vigilância telefônica chamadoExploração Global das Telecomunicações, a agência de inteligência britânica colabora e participa ativamente do sistema deVigilância global daAgência de Segurança Nacional.[8][9][10][11][12][13]
A existência do programaExploração Global das Telecomunicações do GCHQ foi revelada ao mesmo tempo que a de seu programa irmão, o programa de vigilância "Dominando a Internet".[11]
Optic Nerve é um programa de vigilância do GCHQ com colaboração daNSA que permite que aos seus analistas interceptar e armazenar as imagens dewebcams de milhões de usuários daInternet.[14][15][16]
Em um período de apenas seis meses, documentos revelados porEdward Snowden mostram que o Serviço Britânico GCHQ, coletou dados de cerca de 1.8 milhões de usuários, incluindo imagens sexuais intimas.[17]
Os documentos mostram que o programa Optic Nerve salvou uma imagem a cada cinco minutos.
Os documentos também mostram que GCHQ vem testando buscas automáticas com base na tecnologia deReconhecimento facial,[18][19][20] para as pessoas que se assemelham a alvos do GCHQ.
Uma apresentação sobre o sistema diz: "Você procurar identidades semelhantes ao seu alvo e você será capaz de solicitar comparação automática da faces semelhantes as do seu alvo ".
Em abril de 2014, oThe Intercept publicou informações sobre a colaboração do GCHQ com a NSA, mostrando que o GCHQ omitiu, até mesmo dos membros do Parlamento britânico, a extensão de suas atividades conjuntas com a NSA. As revelações levaram os parlamentares britânicos a exigir uma revisão rigorosa das atividades clandestinas do órgão, uma vez que, na primeira vez que isto foi feito, o GCHQ não forneceu dados sobre as proporções reais da sua participação na vigilância global com a NSA.[21]