Giardíase é umadoença parasitária causada pelaGiardia duodenalis (também denominadaG. lamblia eG. intestinalis).[3] Cerca de 10% das pessoas infetadas não manifesta sintomas.[1] Nos casos sintomáticos, os sintomas mais comuns sãodiarreia,dor abdominal eperda de peso.[1] Entre outros possíveis sintomas estãovómitos, sangue nas fezes efebre.[1] Os sintomas começam-se geralmente a manifestar entre 1 e 3 semanas após a exposição ao parasita.[2] Sem tratamento, os sintomas podem durar até seis semanas.[2]
AGiardia geralmente transmite-se quando cistos nasfezes contaminam alimentos ou água, que depois são ingeridos.[1] Pode também ser transmitida entre pessoas e a partir de outros animais.[1] Entre osfatores de risco estão viagens recentes apaíses em vias de desenvolvimento, mudarfraldas, ingerir alimentos crus e possuir umcão.[1] Os cistos são capazes de sobreviver até três meses em água fria.[1] O diagnóstico é realizado com análises às fezes.[1]
A prevenção consiste em medidas dehigiene.[1] As pessoas sem sintomas geralmente não necessitam de tratamento.[1] Nos casos sintomáticos o tratamento geralmente consiste na administração detinidazol oumetronidazol.[1] É possível que durante a infeção as pessoas desenvolvam temporariamenteintolerância à lactose, pelo que geralmente se recomenda evitar o consumo deleite durante algumas semanas.[1] É possível que durante o tratamento se verifiqueresistência antibiótica.[1]
A giardíase é uma das doenças parasitárias humanas mais comuns em todo o mundo.[3] Em 2013 ocorreram cerca de 280 milhões de casos em todo o mundo de giardíase sintomática.[3] Empaíses desenvolvidos, a frequência da doença entre a população pode chegar aos 7%, enquanto empaíses em vias de desenvolvimento pode chegar aos 30%.[1] AOrganização Mundial de Saúde classifica a giardíase comodoença negligenciada.[1]
Referências