Ageografia marxista é uma vertente dageografia crítica que usa as teorias e a filosofia domarxismo para examinar asrelações espaciais dageografia humana. Na geografia marxista, as relações que ageografia tradicionalmente analisa —ambiente natural e relações espaciais — são revistas como resultados domodo de produçãomaterial. Para entender completamente as relações geográficas, nessa visão, aestrutura social também deve ser examinada. A geografia marxista tenta mudar a estrutura básica da sociedade.[1]
O marxismo é geralmente entendido como as ideias deMarx eEngels, socialistas revolucionários comoLenin eTrótski e pensadores posteriores baseados em Marx, comoGramsci. A geografia marxista é o exame marxista da sociedade "do ponto de vista do espaço, lugar, escala e transformação humana da natureza". Os geógrafos marxistas argumentam que incorporar o pensamento marxista à Geografia enriquece o pensamento geográfico.[2]
A geografia marxista é de naturezaradical e sua principal crítica àciência espacialpositivista centrou-se em suas metodologias, que não consideraram as características docapitalismo e dos abusos subjacentes aos arranjos socioespaciais. Como tal, os primeiros geógrafos marxistas eram explicitamente políticos ao defender amudança social e oativismo; eles buscavam, através da aplicação da análise geográfica dos problemas sociais, aliviar apobreza e a exploração nas sociedades capitalistas.[3] A geografia marxista faz afirmações enérgicas sobre como as estruturas profundamente arraigadas do capitalismo atuam como um determinante e uma restrição à agência humana. A maioria dessas ideias foi desenvolvida no início da década de 1970 por geógrafos quantitativos insatisfeitos;David Harvey é geralmente considerado como o principal pioneiro do movimento marxista na geografia humana.
Para atingir tais objetivos filosóficos, esses geógrafos confiam fortemente nateoria social e econômica marxista, baseando-se naeconomia marxista e nos métodos domaterialismo histórico para desvendar a maneira pela qual os meios de produção controlam a distribuição espacial humana nas estruturas capitalistas. Marx também é invocado para examinar como as relações espaciais são afetadas pela classe. A ênfase está na estrutura e nos mecanismos estruturais.