Ogato-dos-pampas (Leopardus colocola), também conhecido pelo nome degato-palheiro (ou gato-palheiro-dos-pampas), é ummamífero dafamília dosfelídeos. É chamado de gato-dos-pampas por viver normalmente em lugares abertos, pastos com capim alto e poucasárvores.[1]É considerado umfelino de pequeno porte, mede entre 60 cm a 1 metro e pesa de 1,7 a 6,4 kg. Essaespécie apresenta uma vasta distribuição naAmérica Latina e pode ser encontrado em diversos ambientes. Existem registros de hábitos tanto crepusculares-noturnos em região deCerrado quanto em hábitos noturnos. Suapopulação varia de 1.262 a 6.394 indivíduos, e se alimenta demamíferos pequenos e insetos. Essa espécie encontra categorizada como QuaseAmeaçada (NT) pelaUICN, por conta da perda do seu habitat, caça de retaliações e atropelamentos.[2] E também se encontra na Lista Vermelha daBahia como espécie ameaçada deextinção.[3]
É um felino de pequeno porte, mede de 60 cm a 1 metro e pesa de 1,7 a 6,4 kg, e se assemelha aogato doméstico. Suaexpectativa de vida é de 9 a 18 anos.[4]Possuipelagem que varia do marrom-ferrugem ao cinza-alaranjado bem longa, principalmente na linha dorsal e pode eriçar-se durante certas reações do animal, parda, com bandas transversais amarelas ou marrons, que se estendem do dorso aos flancos, e cauda curta de pelagem espessa, com anéis escuros. Osmembros possuem partes negras, e as orelhas são grandes e pontiagudas. Estima-se também que nos próximos 18 anos (trêsgerações) possa ocorrer o declínio de pelo menos 12% desta população em razão da perda e fragmentação de habitat pela expansão agrícola esilvicultura, além dapredação porcães domésticos eatropelamentos.[2]
Leopardus pajeros foi descrito a princípio comoFelis pajeros por Desmarest em 1816, e por muito tempo esse nome foi usado para denominar os gatos-palheiros, basicamente devido às incertezas sobre a verdadeira identidade de colocolo e se este nome seria válido ou não. Desde que o epíteto específicocolocolo ficou bem definido para designar os gatos-palheiros, o nomepajeros ficou restrito ao nível de subespécies. García-Perea, em sua revisãotaxonômica sobre essa espécie, reconheceupajeros como uma espécie plena e englobando setesubespécies:Lyncbailurus pajeros pajeros, L.p. budini, L.p crespoi, L.p crucinus, L. p. garleppi, L. p. steinbacbi e L. p. tbomasi.[5]
Sua população varia de 1.262 a 6.394 indivíduos. A quantidade de indivíduos tende a diminuir porque essa espécie se encontra ameaçada devido a perda e fragmentação de habitat pela expansão agrícola e silvicultura, além da predação por cães domésticos e atropelamentos. Estimar-se que nos próximos 18 anos possa ocorrer decaimento de 12% dessa população por conta dessas ameaças.[2] Existe pouca informação sobre areprodução do Gato-dos-pampas em relação a seucomportamento reprodutivo, e as informações que existem vieram decativeiros. Umafêmea de cativeiro reproduziu pela primeira vez com dois anos de idade e o tempo degestação durou 80 a 85 dias. Sua época reprodutiva nohemisfério norte é de abril a julho e a quantidade filhotes variam de 1 a 3.[4]
O gato-dos-pampas é a espécie de felinosul-americano que coabita uma grande quantidade dehabitats diferentes, não somente áreas abertas, mas tambémflorestas. No brasil, ele ocorre em baixadensidade nosbiomas Cerrado,Pantanal e Pampa, principalmente nas áreas bem preservadas, sendo observado com mais frequência nas Unidades de Conservação. Essa espécie no seu ambiente natural pode ser encontrada em ambientes alterados, como áreas de cultivos agrícolas, além de áreas vizinhas, campos-áreas agricultáveis e Cerrado-pastos. Os hábitos da espécie variam geralmente em dependência do tipo de ambiente e com a composição da comunidade decarnívoros da região. Existem registros de hábitos tanto crepusculares-noturnos em região de Cerrado quanto em hábitos noturnos. Acadeia alimentar dessa espécie engloba, principalmente pequenos mamíferos, einsetos.[2] Por meio de pesquisas de analises das fezes dessa espécie a fim de saber quais micro vertebrados eram predados peloLeorpadus pajeros, 92% do que foi encontrado correspondiam a mamíferos, representados exclusivamente porroedores; 5,3% correspondiam alagartos e apenas 2,7% aaves[6]
As ameaças em relação a essa linhagem são várias, a mais comum que acontece com várias espécies atualmente é a perda do habitat devido à expansão agrícola, que acontece tanto no Cerrado quanto no Pampa, e também pela silvicultura que ocorre basicamente no Pampa. Ele aparece como uma das espécies ameaçadas no bioma Pampa.[7]Somado a isso, as práticas históricas de queima de pastagens que acontece principalmente no Pampa, como método de manejo para a exploração pecuária. Além disso, atropelamentos são também uma ameaça grave a espécieLeopardus pajeros, já que essa espécie tem uma baixa população e amortalidade pode ocasionar um grande impacto em algumas subpopulações do país.[2]
A predação por cães domésticos é bastante comum no bioma Pampas e é realizada como caça por retaliação ou preventiva, e ocorrem em muitos casos por incentivo da própriacultura da região. Outro tipo de caça por retaliação é o envenenamento, que é utilizado no Cerrado e Pampa, é um método não seletivo que impacta toda a fauna silvestre. Por fim, existe uma possível sensibilidade da espécie aepizootias, que foi destacada como uma ameaça a espécie ao longo de toda sua distribuição. Todas estas ameaças também estão presentes nos países vizinhos onde o gato-dos-pampas está presente.[2]
OLeopardus pajeros já foi registrada em váriasUnidades de Conservação ao longo da sua distribuição e acredita-se que conforme forem aumentados os estudos e o números de pesquisadores envolvidos essa espécie seja registrada em mais Unidades de Conservação. Ela se encontra atualmente categorizada como Quase Ameaçada (NT) pela UICN e está incluída no Apêndice II daCITES (Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas deFauna eFloraSilvestres), além de estar protegida pelalegislaçãonacional da maioria dos países onde ocorre ou está presente nas respectivas listas de espécies ameaçadas nacionais. O gato-dos-pampas já sofreu bastante com a caça para obtenção de sua pele, que era comercializada, particularmente, como produto deexportação em países como Uruguai e Argentina. Nos dias atuais, isso mudou, a caça legal dessa espécie não é mais permitida, porém, existe a caça de retaliação, praticada de maneira ilegal. Além dessas ações, existem medidas deconservação que podem ser aplicáveis a esta espécie, como destacar a utilização de felinos como "espécies bandeiras" em atividades deEducação Ambiental, em especial o meiorural, dando enfoque as crianças e trabalhadores rurais.[2]É interessante também conduzir novas pesquisas sobre seu comportamento,ecologia e distribuição para que se possa planejar estratégias de conservação de maneira mais eficiente.[4]