Gálbulo é designação dada em morfologia botânica aosestróbilos arredondados, ou em forma de cone curto com base arredondada, carnudos eindeiscentes (que não se abrem quando maduros), produzidos por diversas espécies deconíferas dogéneroJuniperus.[1] Estas estruturas, morfológicamente semelhantes abagas, são na realidademegastróbilos que encerram váriassementes no seu interior.
Tecnicamente sãopseudofrutos, gerados a partir de uma estrutura semelhante àspinhas das restantes coníferas, mas em que não se dá alenhificação das escamas, as quais se tornam carnudas e colaescentes. Estas pseudobagas são típicas das espécies do géneroJuniperus, conhecidas pelos nomes comuns dezimbros ouzimbreiros, com destaque para espécies comoJuniperus communis (zimbros) eJuniperus thurifera (sabinas) nas quais assementes aparecem rodeadas por escamas que se tornam carnudas e que em geral se soldam, produzindo uma estrutura morfologicamente semelhante a um fruto carnudo.[1]
Os gálbulos corresponde exclusivamente aos estróbilos femininos, pois as espécies deJuniperus que os produzem sãodioicas, con estruturas que producem apenasflores femininas e outras com apenas flores masculinas.
As espécies que produzem gálbulos são tipicamentezoocóricas, necessitando que uma ave ou mamífero ingira o pseudofruto como factor de propagação das sementes. Nalguns casos são lagartas que ingerem as sementes.[2] Osácidos gástricos desfazem a cobertura carnuda do gálbulo, libertando as sementes e permitindo a sua posterior descarga com asfezes egerminação.
Os gálbulos de algumas espécies, entre as quaisJuniperus communis, recebem a designação debaga de zimbro e são utilizados comocondimento e na produção de diversas bebidas alcoólicas, entre as quais osgins. Também se lhe conhecem desde tempos remotos usos emmedicina tradicional examanismo.