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Frederik Willem de Klerk

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
F. W. de Klerk
de Klerk em novembro de 2015.
7.º Presidente de Estado da África do Sul
Período20 de setembro de1989
a10 de maio de1994
Antecessor(a)P. W. Botha
Sucessor(a)Nelson Mandela
(comoPresidente da África do Sul)
1.ºVice-presidente daÁfrica do Sul
Período10 de maio de1994
a30 de junho de1996
(junto comThabo Mbeki)
PresidenteNelson Mandela
Sucessor(a)Thabo Mbeki(Sozinho)
Dados pessoais
Nome completoFrederik Willem de Klerk
Nascimento18 de março de1936
Joanesburgo,Transvaal,
União Sul-Africana
Morte11 de novembro de2021 (85 anos)
Cidade do Cabo,África do Sul
ProgenitoresMãe: Hendrina Cornelia Coetzer
Pai: Johannes de Klerk
Alma materUniversidade de Potchefstroom
Prêmio(s)Nobel da Paz(1993)
EsposaMarike de Klerk(1959–1998)
Elita Georgiades(1998–2021)
Filhos(as)3(Jan, Willem e Susan)
PartidoNacional
ReligiãoIgreja Reformada Neerlandesa
ProfissãoAdvogado
AssinaturaAssinatura de Frederik Willem de Klerk

Frederik Willem de Klerk (Joanesburgo,18 de março de1936Cidade do Cabo,11 de novembro de2021) foi umpolíticosul-africano que foipresidente da África do Sul desetembro de1989 amaio de1994, o último branco a ocupar o cargo. De Klerk foi também o líder doPartido Nacional, defevereiro de 1989 a setembro de1997.[1]

Nascido emJoanesburgo em uma influente famíliaafricânder, de Klerk estudou na Universidade dePotchefstroom antes de começar uma carreira como advogado. Ele se filiou aoPartido Nacional, que tinha ligações com sua família, sendo eleito para o Parlamento e foi membro do governo deP. W. Botha, exercendo vários postos ministeriais. Como ministro, apoiou e implementou políticas doApartheid, um sistema desegregação racial que privilegiava ossul-africanos brancos em detrimento da maioria negra. Após a renúncia do presidente Botha em 1989, de Klerk o substitui, primeiro como líder do Partido Nacional e depois como Presidente do país. Embora observadores da época acreditassem que de Klerk continuaria com as políticas de Botha em defesa doapartheid, ele decidiu seguir ao caminho oposto e apostar na abertura política e encerrar a política estatal de segregação. Estava ciente da crescente animosidade e violência étnica que estava levando a África do Sul a uma guerra civil racial. Com o evoluir da situação crise, as forças de segurança do Estado cometeram abusos generalizados dedireitos humanos e incentivavam a violência entre os povosXhosa eZulu, embora de Klerk negasse que sancionou estas atitudes. Então, para apaziguar o clima tenso interno da nação, além das condenações dacomunidade internacional, ele permitiu marchas e manifestações antiapartheid, legalizou uma série de partidos políticos antiapartheid anteriormente proibidos e libertou ativistas presos, incluindoNelson Mandela. O presidente também desmantelou oprograma nuclear sul-africano.[2]

De Klerk negociou com Mandela o desmantelamento do governo doapartheid e estabeleceu a transição política para osufrágio universal. Em 1993, ele formalmente se desculpou pelos efeitos maléficos doapartheid, mas não peloapartheid em si. Ele supervisionou aeleição livre de 1994 onde Mandela liderou oCongresso Nacional Africano (o ANC) a vitória; o Partido Nacional de Frederik de Klerk terminou em segundo lugar. De Klerk foi vice-presidente de Mandela em suacoalizão, formando o Governo de Unidade Nacional. Nesta posição, ele apoiou as políticas econômicas liberais do governo Mandela, mas se opôs à instituição daComissão de Verdade e Reconciliação que deveria investigar violações de direitos humanos na era doApartheid. De Klerk defendiaanistia completa. Sua relação de trabalho com Mandela era tensa, embora mais tarde falasse positivamente dele. Em maio de 1996, após o Partido Nacional se opôr a novaconstituição do país, de Klerk se retirou da coalizão de governo; o partido se desfez no ano seguinte e se reformou como o "Novo Partido Nacional". Em 1997, ele se aposentou da política ativa e, a partir daí, lecionou internacionalmente.[3]

De Klerk foi uma figura controvérsa. Ele recebeu vários prêmios, incluindo umNobel da Paz, ganhando muitos elogios por desmantelar oapartheid e trazer sufrágio universal para a África do Sul. Por outro lado, ativistas antiapartheid o criticaram por oferecer apenas um pedido de desculpas básico pelo regime repressivo e por ignorar os abusos de direitos humanos pelas forças de segurança do Estado. Enquanto isso, membros daextrema-direita sul-africana esupremacistas brancos[4] o acusaram de traição por abandonar oapartheid.

Em 19 de março de 2021, foi anunciado que De Klerk sofria commesotelioma, um tipo de câncer.[5] Alguns meses depois, em 11 de novembro, faleceu em sua casa naCidade do Cabo, enquanto dormia, aos 85 anos de idade.[6][7][8]

Referências

  1. «FW de Klerk, ex-presidente da África do Sul e Nobel da Paz junto com Mandela, morre aos 85 anos». G1. Consultado em 11 de novembro de 2021 
  2. de Klerk, Willem (1991).F. W. de Klerk: The Man in his Time. Johannesburg: Jonathan Ball Publishers.ISBN 978-0-947464-36-3 
  3. Glad, Betty; Blanton, Robert (1997). «F. W. de Klerk and Nelson Mandela: A Study in Cooperative Transformational Leadership».Presidential Studies Quarterly.27 (3): 565–590.JSTOR 27551769 
  4. Giliomee, Hermann (1997).«Surrender without Defeat: Afrikaners and the South African "Miracle"».Daedalus.126: 113-146 – via JSTOR 
  5. Rondganger, Lee (19 de março de 2021).«FW de Klerk diagnosed with cancer, undergoes treatment».Independent Online. Consultado em 11 de novembro de 2021 
  6. «FW de Klerk: South Africa's former president dies at 85».BBC News. Consultado em 11 de novembro de 2021 
  7. Lacey, Marc.«F.W. de Klerk, Last President of Apartheid South Africa, Dies at 85».The New York Times (em inglês).ISSN 0362-4331. Consultado em 11 de novembro de 2021 
  8. Frankel, Glenn (11 de novembro de 2021).«F.W. de Klerk, South African Nobel Prize winner for opening government, dies at 85».Washington Post (em inglês).ISSN 0190-8286. Consultado em 11 de novembro de 2021 

Ligações externas

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1951 — 1975
1976 — 2000
2001 — 2025
Laureados com oPrêmio Nobel de 1993
Física
Química
Fisiologia ou Medicina
Literatura
Paz
Ciências Econômicas
Presidentes de Estado (1961-1994)
Presidentes (desde 1994)
1927–50
1951–75

1951:Mohammed Mossadegh
1952:Isabel II do Reino Unido
1953:Konrad Adenauer
1954:John Foster Dulles
1955:Harlow Curtice
1956:Guerreiros Húngaros pela Liberdade
1957:Nikita Khrushchov
1958:Charles de Gaulle
1959:Dwight D. Eisenhower
1960:Cientistas Americanos:George Beadle /Charles Draper /John Enders /Donald A. Glaser /Joshua Lederberg /Willard Libby /Linus Pauling /Edward Purcell /Isidor Rabi /Emilio Segrè /William Bradford Shockley /Edward Teller /Charles Townes /James Van Allen /Robert Woodward
1961:John F. Kennedy
1962:Papa João XXIII
1963:Martin Luther King Jr.
1964:Lyndon B. Johnson
1965:William Westmoreland
1966:A Geração Abaixo dos Vinte e Cinco
1967:Lyndon B. Johnson
1968:Os Astronautas da Apollo 8:William Anders /Frank Borman /Jim Lovell
1969:A Classe Média Americana
1970:Willy Brandt
1971:Richard Nixon
1972:Henry Kissinger /Richard Nixon
1973:John Sirica
1974:Faisal da Arábia Saudita
1975:Mulheres Americanas:Susan Brownmiller /Kathleen Byerly /Alison Cheek /Jill Conway /Betty Ford /Ella Grasso /Carla Hills /Barbara Jordan /Billie Jean King /Carol Sutton /Susie Sharp /Addie Wyatt

1976–2000
2001–presente

2001:Rudy Giuliani
2002:As Delatoras:Cynthia Cooper /Coleen Rowley /Sherron Watkins
2003:O Soldado Americano
2004:George W. Bush
2005:Os Bons Samaritanos:Bono /Bill Gates /Melinda Gates
2006:Você
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2008:Barack Obama
2009:Ben Bernanke
2010:Mark Zuckerberg
2011: O Manifestante
2012:Barack Obama
2013:Papa Francisco
2014:Combatentes do vírusebola: Jerry Brown / Kent Brantly / Ella Watson-Stryker / Foday Gollah / Salome Karmah
2015:Angela Merkel
2016:Donald Trump
2017:Aqueles que Quebraram o Silêncio
2018:Os Guardiões e a Guerra da Verdade:Jamal Khashoggi / Maria Ressa / Wa Lone e Kyaw Soe Oo / Funcionários doThe Capital
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