Nascido emJoanesburgo em uma influente famíliaafricânder, de Klerk estudou na Universidade dePotchefstroom antes de começar uma carreira como advogado. Ele se filiou aoPartido Nacional, que tinha ligações com sua família, sendo eleito para o Parlamento e foi membro do governo deP. W. Botha, exercendo vários postos ministeriais. Como ministro, apoiou e implementou políticas doApartheid, um sistema desegregação racial que privilegiava ossul-africanos brancos em detrimento da maioria negra. Após a renúncia do presidente Botha em 1989, de Klerk o substitui, primeiro como líder do Partido Nacional e depois como Presidente do país. Embora observadores da época acreditassem que de Klerk continuaria com as políticas de Botha em defesa doapartheid, ele decidiu seguir ao caminho oposto e apostar na abertura política e encerrar a política estatal de segregação. Estava ciente da crescente animosidade e violência étnica que estava levando a África do Sul a uma guerra civil racial. Com o evoluir da situação crise, as forças de segurança do Estado cometeram abusos generalizados dedireitos humanos e incentivavam a violência entre os povosXhosa eZulu, embora de Klerk negasse que sancionou estas atitudes. Então, para apaziguar o clima tenso interno da nação, além das condenações dacomunidade internacional, ele permitiu marchas e manifestações antiapartheid, legalizou uma série de partidos políticos antiapartheid anteriormente proibidos e libertou ativistas presos, incluindoNelson Mandela. O presidente também desmantelou oprograma nuclear sul-africano.[2]
De Klerk negociou com Mandela o desmantelamento do governo doapartheid e estabeleceu a transição política para osufrágio universal. Em 1993, ele formalmente se desculpou pelos efeitos maléficos doapartheid, mas não peloapartheid em si. Ele supervisionou aeleição livre de 1994 onde Mandela liderou oCongresso Nacional Africano (o ANC) a vitória; o Partido Nacional de Frederik de Klerk terminou em segundo lugar. De Klerk foi vice-presidente de Mandela em suacoalizão, formando o Governo de Unidade Nacional. Nesta posição, ele apoiou as políticas econômicas liberais do governo Mandela, mas se opôs à instituição daComissão de Verdade e Reconciliação que deveria investigar violações de direitos humanos na era doApartheid. De Klerk defendiaanistia completa. Sua relação de trabalho com Mandela era tensa, embora mais tarde falasse positivamente dele. Em maio de 1996, após o Partido Nacional se opôr a novaconstituição do país, de Klerk se retirou da coalizão de governo; o partido se desfez no ano seguinte e se reformou como o "Novo Partido Nacional". Em 1997, ele se aposentou da política ativa e, a partir daí, lecionou internacionalmente.[3]
De Klerk foi uma figura controvérsa. Ele recebeu vários prêmios, incluindo umNobel da Paz, ganhando muitos elogios por desmantelar oapartheid e trazer sufrágio universal para a África do Sul. Por outro lado, ativistas antiapartheid o criticaram por oferecer apenas um pedido de desculpas básico pelo regime repressivo e por ignorar os abusos de direitos humanos pelas forças de segurança do Estado. Enquanto isso, membros daextrema-direita sul-africana esupremacistas brancos[4] o acusaram de traição por abandonar oapartheid.
Em 19 de março de 2021, foi anunciado que De Klerk sofria commesotelioma, um tipo de câncer.[5] Alguns meses depois, em 11 de novembro, faleceu em sua casa naCidade do Cabo, enquanto dormia, aos 85 anos de idade.[6][7][8]
↑de Klerk, Willem (1991).F. W. de Klerk: The Man in his Time. Johannesburg: Jonathan Ball Publishers.ISBN978-0-947464-36-3
↑Glad, Betty; Blanton, Robert (1997). «F. W. de Klerk and Nelson Mandela: A Study in Cooperative Transformational Leadership».Presidential Studies Quarterly.27 (3): 565–590.JSTOR27551769