AFederação Italiana de Futebol (emitaliano:Federazione Italiana Giuoco Calcio, que usa asiglaFIGC), é o órgão dirigente dofutebol sediada emRoma, naItália. A entidade foi fundada emTurim em 15 de março de 1898 sob o nomeFederazione Italiana del Football (FIF), manteve esse nome até 1909.
Foi fundada na cidade deTurim em15 de março de1898 sob o nome de Federação Italiana de Futebol – FIF (emitaliano:Federazione Italiana del Football), nome esse mantido até1909, para a presidência da nova associação foi eleito em25 de março o engenheiro Mario Vicary, numa espécie de constituinte presidida pelo Conde Enrico D'Ovidio.[1][2]
Seguindo esse impulso que deu à Federação uma estrutura formal, o futebol conseguiu chegar rapidamente em toda a Itália, reunindo a empolgação e iniciativas que já haviam infectado as grandes cidades, de Gênova a Roma, de Turim a Palermo, de Milão para Nápoles. Pouco mais de dois meses depois de sua fundação, em 8 de maio de 1898, aFederazione organizou um torneio realizado noVelódromo Humberto I emTurim entreFC Torinese,Genoa, Ginnastica Torino eInternazionale Torino; o Genoa foi o campeão do Torneio, conquistando de fato o que, então, entraria para a história como a primeira edição do Campeonato Italiano de Futebol.[2]
Em 1909, foi sugerido mudar o nome da Federação durante as eleições anuais do conselho realizadas emMilão, as poucas equipes presentes, que representavam menos de 50% dos clubes filiados, decidiram então enviar um cartão-postal pedindo que todas as equipes votassem em um dos cincos novos nomes sugeridos durante a reunião. O novo nome que foi aprovado foi "Federazione Italiana Giuoco del Calcio" e desde então este é o nome da Federação Italiana de Futebol. A Federação foi reconhecida pelaFIFA em 1905 e faz parte daUEFA desde o nascimento da confederação europeia, que ocorreu em1954.[carece de fontes?]
A estreia daSeleção Masculina ocorreu em 15 de maio de 1910, naArena Civica em Milão, e a Itália venceu aFrança por 6–2, vestindo camisas brancas. No ano seguinte, a icônica camisaAzzurra foi usada pela primeira vez numa partida contra aHungria, a cor escolhida foi uma homenagem àCasa de Savoia.[2]
Infelizmente, aPrimeira Guerra Mundial paralisou as atividades de1916 a1919 e a recuperação foi naturalmente difícil, tornando-se ainda mais problemática pelas lacunas criadas pelo conflito entre os oficiais e os jogadores. Uma vez que esta triste e dolorosa fase foi superada, enquanto o País recuou lentamente, o futebol explodiu, encorajado pelo desejo de redenção e um novo começo em que o esporte desempenhou um papel essencial.[2]
O futebol foi importado da Inglaterra, mas já era popular na Itália e sua popularidade se espalhou rapidamente, mesmo após uma pausa durante aPrimeira Guerra Mundial, o futebol italiano continuou a evoluir: em 1913, foi realizado o primeiro campeonato em escala nacional, mesmo divididos em grupos do norte e sul, a competição foi vencida peloPro Vercelli que derrotou aLazio por 6–0; em 1922, a primeiraCoppa Italia foi realizada e oVado ganhou o troféu; nesse mesmo ano, aConfederazione Calcistica Italiana (C.C.I.) separou-se da FIGC e acabou voltando no ano seguinte; e em 1930, o Campeonato Italiano disputado no sistema da rodadas foi lançado. Em dez anos (1923–33), ocorreram as primeiras grandes transformações em nível nacional e internacional, e essas mudanças foram possíveis graças a gestão deLeandro Arpinati na FIGC entre 1926 e 1933. Em 1933, Arpinati deixou o cargo paraGiorgio Vaccar, que passará para a história como o mais bem sucedido presidente da história do futebol italiano. Nesse período, sob sua gestão, trouxeram glória para a seleção italiana liderada pelo técnicoVittorio Pozzo, que venceu asCopas do Mundo de1934 e1938, além da medalha de ouro nosJogos Olímpicos de 1936.[2]
Durante o barulho sinistro das bombas daSegunda Guerra Mundial, o futebol teve que parar, e mais uma vez a guerra varreu tudo, e dramaticamente interrompeu o ar de entusiasmo e alegria que estava crescendo. A partir do período do pós-guerra, a Federação foi abalada por resultados decepcionantes alcançados em campo, motivados pelos escândalos nacionais ou extra-futebolistas.[3].
O futebol está entre os fatores que ajudaram a Itália a sair dos escombros da guerra: os bons anos doGrande Torino (vencedor de cinco campeonatos seguidos) eTragédia de Superga (1949), tiveram repercussões imediatas na seleção nacional, que acabou eliminada na primeira rodada das Copas do Mundo de1950 e1954 e não qualificada para o Mundial de1958. Foi também um período de grave crise para a FIGC: o presidenteOttorino Barassi renunciou, abrindo caminho para uma nova gestão do Comitê Executivo, nas mãos do comissário extraordinárioBruno Zauli. Foi, no entanto, este período da gestão do Comitê Executivo temporário que encorajou a transformação total de todo o corpo da federação e sua organização eBruno Zauli inicia a renovação da FIGC em 1959: três ligas foram instituídas (profissional, semi-profissional e amador), a Associação de Árbitros foi transformada em um Setor da FIGC e outros dois setores de serviços foram criados, o setor Técnico, com sede emCoverciano, e o setor de categorias de base, que deu novo impulso às escolinhas de futebol. O mandato de Zauli chegou ao fim, eUmberto Agnelli chegou à frente da Federação em 1959. No entanto, ele logo decidiu desistir da tarefa porque estava muito envolvido com seus compromissos com aFIAT. No seu lugar, em 1961, começou o período deGiuseppe Pasquale à frente da entidade, ele foi "esmagado" pelo fracasso da seleção na1966 contra aCoréia. Em 1967, com a chegada deArtemio Franchi à presidência da FIF (FIGC), o futebol italiano redescobriu sua forma em escala internacional. Em1968, a Itália comandada porValcareggi sediou e tornou-se campeã daEurocopa e em1970 foi vice-campeã da Copa do Mundo no México, perdendo a final para o Brasil por 4–1, depois de vencer na semifinal a Alemanha na prorrogação por 4–3. Os sucessos também ocorreram fora de campo: o Presidente da FIGC, Artemio Franchi, foi eleito presidente da UEFA em 1973 e vice-presidente da FIFA em 1974, deixou o cargo na FIGC paraFranco Carraro em1976, mas acabou voltando ao posto em1978 e ficou até1980.[2][4][5]
Um escândalo de apostas levou à renúncia deArtemio Franchi da presidência da FIGC, à véspera daCopa do Mundo na Espanha, onde a Itália treinada porEnzo Bearzot conquistou seu terceiro título mundial, sob a gestão do presidenteFederico Sordillo, que substituiu Franchi em 1980. Em1986, as consequências doTotonero bis, um escândalo de jogos de futebol na Itália entre 1984 e 1986 nas Serie A, Serie B, Serie C1 e Serie C2, levaramFranco Carraro ao comando da FIGC, como comissário extraordinário.Antonio Matarrese foi eleito presidente da FIGC em outubro de 1987. Nesse meio tempo, a reforma do Estatuto promovida por Carraro garantiu um arranjo mais funcional para toda a organização. Os anos que seguiram foram importantes para o futebol italiano, pois a seleção masculina conquistou o terceiro lugar noCampeonato Europeu de 1988, na Alemanha, e dois anos depois sediou aCopa do Mundo de 1990.[carece de fontes?]
Em1996, as vicissitudes pessoais do presidenteAntonio Matarrese, a falha na conquista da Copa de 90, a não qualificação para a Euro de 92 e a falha na Euro na Inglaterra em 96, levaram a queda de presidente da FIGC. Um congresso elegeuLuciano Nizzola como presidente da entidade, encerrando um período de 4 meses de gestão do secretário-geral do Comitê Olímpico Italiano,Raffaele Pagnozzi, como comissário extraordinário. Em2000 foi a vez deGianni Petrucci, que tornou-se comissário extraordinário após uma fracassada tentativa de reeleição deLuciano Nizzola.[3]
No final da presidência da FIF (FIGC) de Luciano Nizzola, nenhum candidato conseguiu obter o quórum necessário para ser eleito. Assim, a liderança da FIGC foi assumida pelo presidente doComitê Olímpico Nacional Italiano – CONI,Gianni Petrucci, como comissário extraordinário. Após um ano de administração externa do presidente do CONI,Franco Carraro tornou-se presidente da Federação Italiana de Futebol, depois de ter sido eleito com mais de 90% dos votos durante a Assembleia Geral realizada em28 de dezembro de2001, emRoma. Franco Carraro voltou a presidência da FIGC depois de 25 anos, ele tinha sido sido eleito pela primeira vez em1 de agosto de1976.[carece de fontes?]
Em maio de2006, após as conseqüências doCalciopoli, um escândalo que envolveu alguns dos principais clubes do país em um esquema de manipulação de resultados na temporada2004–05 daSerie A, a FIGC foi colocada sob intervenção pelo Comitê Olímpico Nacional Italiano (CONI, na sigla em italiano) e o presidente da Federação Italiana de Futebol, Franco Carraro foi substituído pelo comissário extraordinário,Guido Rossi.[6] Em19 de setembro, Rossi renunciou ao cargo de Comissário da FIGC.[7][8] Em21 de setembro,Luca Pancalli, chefe do Comitê Paraolímpico Italiano, foi escolhido para substituir Rossi, como comissário extraordinário da FIGC.[9][10]
Em2 de abril de2007,Giancarlo Abete é eleito presidente da FIGC por uma grande maioria durante a assembleia geral, com um coeficiente de 449,94 votos dos 461,94 correspondentes aos 264 delegados que votaram (5 votaram em branco, 2 abstiveram de votar dos 271).[11]
Em2009, Giancarlo Abete foi confirmado como presidente da FIGC para mais quatro anos durante a primeira rodada de votação, tendo recebido 98,42% de todos os votos e2011 ele também será nomeado vice-presidente da UEFA.[12]
Em14 de janeiro de2013, o presidente Giancarlo Abete foi reeleito para a chefia da FIGC.[13]
Em20 de novembro de2017, o presidente da FIGC,Carlo Tavecchio, renunciou ao cargo, uma semana depois de a seleção nacional não conseguir a vaga para aCopa do Mundo de 2018 na Rússia, a primeira vez desde 1958; ele havia sido reeleito para quatro anos no cargo em março de 2017, mas passou a sofrer grande pressão depois da desclassificação na repescagem europeia pela Suécia, considerada um desastre no país, e decidiu se afastar.[15][16]
Em1 de fevereiro de2018, após a eleição fracassada assembleia de janeiro de 2018, que não consegue chegar ao quórum para a eleição de um novo presidente, o CONI, que supervisiona todos os esportes na Itália, nomeia o seu secretário geral,Roberto Fabbricini, para o cargo de comissário extraordinário da Federação Italiana de Futebol, que passa a presidir interinamente a entidade.[17][18][19][20]
Em22 de outubro de2018, o ex-mandatário daLega Pro (terceira divisão do futebol da Itália)Gabriele Gravina foi eleito como o novo presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC). Gabriele Gravina, de 65 anos, ganhou a eleição com 97,20% dos votos, em uma assembleia eleitoral em Roma. O cartola era o único candidato para substituir o ex-presidente Carlo Tavecchio. A FIGC estava sob intervenção do Comitê Olímpico Nacional Italiano (CONI) desde janeiro, devido ao impasse para escolher o sucessor de Tavecchio.[21]