Edimburgo, a capital e segunda maior cidade do país, foi o centro doIluminismo escocês do século XVIII, que transformou a Escócia em uma das potências comerciais, intelectuais e industriais daEuropa.Glasgow, maior cidade,[11] já foi um dos polos industriais mais importantes do mundo. As águas territoriais escocesas consistem em um grande setor doAtlântico Norte e domar do Norte,[12] região que contém as maiores reservas depetróleo daUnião Europeia. Isso tem dado aAberdeen, terceira maior cidade do país, o título de capital do petróleo da Europa.[13]
O sistema jurídico escocês manteve-se separado da Inglaterra, doPaís de Gales e daIrlanda do Norte, sendo que a Escócia constitui uma jurisdição distinta no direito público e no privado dentro do reino. A existência de instituições jurídicas, educacionais e religiosas distintas das do resto do Reino Unido têm contribuído para a sobrevivência da cultura e daidentidade nacional escocesa desde a união em 1707.[16] Após um referendo em 1997, umParlamento Escocês foi restabelecido, desta vez como umalegislatura devolvida com autoridade para muitos temas internos. OPartido Nacional Escocês, que apoia aindependência do país, ganhou uma maioria absoluta nas eleições gerais de 2011.[17] Umreferendo realizado em 18 de setembro de 2014 rejeitou a separação do país do Reino Unido por uma maioria de 55% dos votos, com um comparecimento às urnas de 85%.[18][19]
Scotland vem deScoti, o nomelatino para osgaels. A palavra latinaScotia ("terra dos gaels") era inicialmente utilizada para se referir àIrlanda.[20] Até o século XI, o termoScotia foi usado para se referir a Escócia ao norte dorio Forth, juntamente com os termosAlbania ouAlbany, ambas derivadas dogaélicoAlba.[21] O uso das palavras Escócia para se referir a tudo o que é agora o território escocês tornou-se comum durante aIdade Média.
Ahistória escrita da Escócia começa, em linhas gerais, com a ocupação do sul e do centro daGrã-Bretanha peloImpério Romano, território transformado naprovíncia romana daBritânia e que equivale atualmente àInglaterra e aoPaís de Gales. O norte da ilha, conhecido comoCaledônia e habitado pela tribo celta dospictos, não foi conquistado pelos romanos. Segundo a tradição, o Reino da Escócia foi fundado em 843, quandoKenneth I se tornou rei das tribos dos pictos e das tribos dosescotos.
Aconquista normanda da Inglaterra em 1066 e a ascensão ao trono deDavi I permitiram a introdução dofeudalismo na Escócia e um maior relacionamento comercial com a Europa. No final do século XIII, diversas famílias normandas e anglo-saxãs haviam recebido terras escocesas. A primeira sessão doParlamento escocês foi realizada naquele período.
Em 1603, o Rei Jaime VI da Escócia herdou o trono inglês e tornou-seJaime I da Inglaterra. A Escócia continuou a ser um Estado separado, exceto durante oProtetorado dos Cromwell. Em 1707, após ameaças inglesas de interromper o comércio e a livre circulação na fronteira comum, os Parlamentos da Escócia e da Inglaterra promulgaram osAtos de União que criaram o Reino Unido da Grã-Bretanha.
Em seguida aoIluminismo escocês e àRevolução Industrial, a Escócia tornou-se uma das potências comerciais, intelectuais e industriais da Europa. A sua decadência industrial após aSegunda Guerra Mundial foi grave, mas mais recentemente o país tem vivido um renascimento cultural e econômico, em especial nas áreas de serviços financeiros, de eletrônica e de petróleo. Por meio doScotland Act britânico de 1998, o Parlamento escocês foi reaberto.
A Escócia ocupa o terço setentrional da ilha daGrã-Bretanha. Com umaárea de aproximadamente 78 772 km², sua única fronteira terrestre é com aInglaterra, ao sul. A Escócia encontra-se entre oOceano Atlântico, a oeste, e oMar do Norte, a leste.
O país inclui o território na Grã-Bretanha e diversosarquipélagos, como asShetland, asÓrcades e asHébridas. O territóriobritânico da Escócia pode ser dividido em três áreas, a saber, asHighlands ao norte, o Cinturão Central (Central Belt) e as Terras Altas Meridionais (Southern Uplands) ao sul. AsHighlands são montanhosas e apresentam as maiores elevações dasIlhas Britânicas (Ben Nevis, com 1 344 metros, o ponto culminante). O Cinturão Central é plano, concentra a maior parte da população e inclui grandes cidades como Glasgow e Edimburgo.
Segundo o censo de 2022, a população oficial da Escócia era de aproximadamente 5,5 milhões de habitantes, a maior já registada na história da nação.[4] Cerca de 62% da população se identifica como "apenasescocês", com 18% se considerando "escocês ebritânico", 8% "apenas britânico" e 4% nenhuma dessas.[22] Edimburgo e Glasgow são as maiores cidades, com quase um-quinto da população geral.[23] Em 2011, dos 5,3 milhões de habitantes do país, cerca de 4,4 milhões eram nativos escoceses (com seus quatro avós nascidos na Escócia). Desde a segunda guerra mundial, a imigração tem sido um grande fator no crescimento populacional, com pessoas vindo principalmente da Ásia e de outras partes da Europa. Cerca de 4% nasceram fora da Europa, segundo censo de 2011.[24]
A Escócia abrange uma área de 78.772 km², dando-lhe uma densidade populacional de 64 habitantes por quilómetro quadrado. Cerca de 70% da população do país vive na Central Lowlands — um vasto e fértil vale num estiramento na orientação nordeste-sudoeste entre as cidades deEdimburgo eGlasgow, incluindo grandes povoações comoPaisley,Stirling,Falkirk,Perth eDundee. Outras concentrações de população incluem a costa nordeste da Escócia — principalmente em torno da cidade deAberdeen e dos seus arredores. AsHighlands da Escócia têm a mais baixa densidade populacional, com cerca de oito habitantes por quilómetro quadrado. A cidade de Glasgow é a que tem a mais elevada densidade populacional com 3292 habitantes por quilómetro quadrado.
A população da Escócia é estimada através de registos de nascimentos, mortes e casamentos, e é supervisionada pelo Gabinete de Registo Geral da Escócia (GROS), chefiado pelo secretário-geral da Escócia. Sob os termos do registo de nascimentos, mortes e casamentos (da Escócia) de 1965, o secretário-geral deve apresentar um relatório anual das tendências demográficas aos ministros escoceses (anteriormente o secretário de Estado para a Escócia antes da desconcentração). Em articulação com o resto do Reino Unido, o recenseamento da população é realizado por décadas - o penúltimo foi realizado em 2001, o último foi realizado em 2011.
Constitucionalmente, o Reino Unido éde jure um Estado unitário com um parlamento e governo soberano. No entanto, ao abrigo de um regime de devolução (ouhome state) aprovou em finais da década de 1990, que em três dos quatro países constituintes dentro do Reino Unido — Escócia,País de Gales eIrlanda do Norte — votaram a favor de umautogoverno limitado, sujeito à autoridade do Parlamento britânico emWestminster, nominalmente na vontade, no sentido de alterar, modificar, ampliar ou suprimir os sistemas nacionais governamentais. Como tal, o parlamento escocês não é,de jure, soberano. O chefe de Estado na Escócia é a monarca britânica, atualmenteCarlos III (desde 2022).
O poder executivo, noReino Unido, é pertença doQueen-in-Council, enquanto o poder legislativo é exercido peloParliament-in-Queen (a Coroa e o Parlamento do Reino Unido em Westminster, emLondres). No entanto, existe desconcentração dos poderes executivo e legislativo em determinadas áreas, que foram constitucionalmente delegadas ao Governo escocês e ao Parlamento escocês, em Holyrood, em Edimburgo, respectivamente.
O Reino Unido mantém poder activo no Parlamento da Escócia, nomeadamente nos impostos, sistema de segurança social, militares, relações internacionais, radiodifusão, e algumas outras áreas explicitamente especificadas noActo da Escócia de 1998, como assuntos reservados. O Parlamento escocês tem autoridade legislativa para todas as outras áreas relacionadas com a Escócia, e tem poder limitado na diferenciação de impostos sobre o rendimento (o chamadoTartan Tax).
O parlamento escocês é umalegislatura unicameral com 129 membros, 73 dos quais representam-se individualmente e que são eleitos por círculos eleitorais no primeiro posto do sistema; 56 são eleitos em oito diferentes regiões eleitorais pelos membros suplementares do sistema. A rainha nomeia um dos membros do parlamento, sobre a nomeação do parlamento, para ser primeiro-ministro. Outros ministros também são nomeados pela rainha sobre a nomeação do parlamento e, juntamente com o primeiro-ministro, compõem o governo escocês, o braço executivo do governo.
O Reino da Escócia foi umEstado independente até 1 de maio de 1707, quando osAtos de União formalizaram uma união política com o Reino da Inglaterra, de modo a criar o Reino Unido da Grã-Bretanha. A Escócia continua a ter Estado e jurisdição separados para fins dedireito internacional. O direito e o sistema de ensino escoceses, bem como aIgreja da Escócia, têm permitido a continuação da cultura e da identidade nacional escocesas desde a união.
Em 15 de outubro de 2012, osprimeiros-ministros do Reino Unido e da Escócia,David Cameron eAlex Salmond, assinaram um acordo que permitiu a realização em 18 de setembro de 2014, de um referendo a respeito da independência da Escócia.[25] Para votar era necessário ter pelo menos 16 anos de idade e registrar-se.[26]
A posição dos escoceses sobre oreferendo sobre a independência da Escócia em 2014 apresentou bruscas mudanças desde a proposta de independência ser oficialmente apresentada em dezembro de 2013: um balanço entre cinco pesquisas feitas entre aquele mês e janeiro de 2014 mostrou 39% a favor contra 61%, com os indecisos excluídos.[27] Em pesquisa realizada pelo periódico britânicoDaily Mail e divulgada no final de agosto de 2014, 41,6% era favorável, e 47,6% se manifestaram pela permanência. Em 6 de setembro, o site de pesquisas YouGov divulgou uma pesquisa em que 47% dos escoceses eram a favor da independência e 45% contra – excluindo-se os indecisos, há 51% e 49%, respectivamente.[28] Em 12 de setembro, a uma semana do referendo, o YouGov publicou outra pesquisa, desta vez mostrando, pela primeira vez desde agosto, os escoceses contra a independência à frente, com 51%, e os escoceses a favor com 48%, excluindo-se os indecisos.[29][30]
A campanha pela independência argumentou que uma independência aumentaria a economia do país, o salário-mínimo e fortaleceria a democracia, que passaria a focar mais nas minorias escocesas. Argumentou ainda que uma das principais receitas da Escócia independente viria da exploração das reservas de petróleo noMar do Norte, gerando receitas de US$ 13 bilhões.[31] Por outro lado, a campanha contra afirmava que haveria riscos e incertezas econômicas caso a independência fosse declarada, como sobre amoeda, alibra esterlina, e também que assim o Reino Unido não mais teria tanto poder econômico.[32]
O Real Banco Escócia,[33] alertou sobre os riscos à economia,[34] anunciando que, caso o referendo decidisse a favor da independência, mudaria sua sede para Londres, Inglaterra, devido aos riscos e incertezas econômicas.[35][36]
Ao término da contagem dos votos do referendo, os escoceses decidiram permanecer como um país integrante do Reino Unido. O "não" à independência venceu com cerca de 55% dos votos.[37]
Em 14 de novembro de 2014, tomou posse a Primeira Ministra do governo autônomo escocês,Nicola Sturgeon, doPartido Nacional Escocês (SNP). Sturgeon substituiuAlex Salmond, que havia renunciado em 19 de setembro, sendo a primeira mulher a ocupar o cargo.[38]
As subdivisões da Escócia, definidas pelo governo comoCouncil Areas ("Áreas de Conselho"), formam as áreas de governo local da Escócia, e são todasautoridades unitárias, segundo uso do governo e definição da lei. Não coincidem com oscondados tradicionais da Escócia.
As fronteiras actuais existem desde 1 de abril de 1996, estabelecidas pelaLei do Governo Local Etc. (Escócia) de 1994. Antes dessa data, a divisão administrativa fazia-se pelas "Regiões" —Regions — (não se chamavam "condados" —counties —, ao contrário das estruturas análogas emInglaterra e doPaís de Gales), que eram por sua vez subdivididas emdistritos —districts —, estrutura introduzida a 16 de maio de 1975. Antes desta data, existiam condados administrativos, habitualmente chamadosconcelhos de condado —County Councils — da Escócia, esquema que foi introduzido em 1889. Antes de 1889, a administração fazia-se com base dacidade (city),burgh eparóquia (parish). Os condados tradicionais da Escócia nunca foram usados para a administração local.
Com o estabelecimento de conselhos de condado em 1889, as regiões que eles cobriam na Escócia assemelhavam-se aoscondados históricos da Escócia, mas não coincidiam com eles. Por exemplo,Ross and Cromarty cobria a área deRoss-shire eCromartyshire (o que fazia sentido, visto que Cromartyshire consiste de uma série deenclaves). Vários nomes eram diferentes.
A economia da Escócia é baseada no setor de serviços, principalmente de agrícola e têxtil.Edimburgo é um dos principais centros financeiros da Europa. Também se destaca no setor de bebidas, onde produção deuísque é o principal produto.
Edimburgo eGlasgow são as cidades mais industrializadas da Escócia. A evolução da economia escocesa é bastante dependente da evolução da economia de todo oReino Unido.
O inglês é a língua falada na Escócia. Duas outras línguas também são faladas em algumas comunidades: oScots (que por vezes não é considerado como um idioma separado) e ogaélico escocês.
A cidade deEdimburgo recebe no verão, aquele que é considerado o mais importante festival cultural do mundo. OFestival de Edimburgo possui grande destaque entre os principais eventos doReino Unido e daEuropa.
Okilt é um traço marcante da cultura e identidade do país, que surgiu noséculo XVI, no norte da Escócia. Cada clã ou família tinha um tipo de quadriculado no kilt, que identificava os seus integrantes.
Olago Ness é uma das grandes atrações turísticas escocesas, onde existe o mito doMonstro do lago Ness. Desde o início do século os habitantes da região e turistas afirmam ter visto um monstropré-histórico no lago. Muitas expedições foram feitas no local e até hoje nada foi encontrado.
↑«How we are organised». Igreja da Escócia.The Kirk’s status as the national Church in Scotland dates from 1690, when Parliament restored Scottish Presbyterianism, and is guaranteed under the Act of Union of Scotland and England of 1707.
↑«Church of Scotland».BBC.The same Act acknowledged the Church as 'a national church' with a responsibility for providing a parochial ministry to the people throughout the whole country.
↑«Our City». Aberdeen City Council. Consultado em 1 de dezembro de 2009.Cópia arquivada em 22 de setembro de 2010.Aberdeen's buoyant modern economy – is fuelled by the oil industry, earning the city its epithet as 'Oil Capital of Europe'
↑Devine, T. M. (1999).The Scottish Nation 1700–2000. [S.l.]: Penguin Books. p. 9.ISBN0-14-023004-1.From that point on anti-union demonstrations were common in the capital. In November rioting spread to the south west, that stronghold of strict Calvinism and covenanting tradition. The Glasgow mob rose against union sympathisers in disturbances that lasted intermittently for over a month
↑Ayto, John; Ian Crofton.Brewer's Britain & Ireland: The History, Culture, Folklore and Etymology of 7500 Places in These Islands. [S.l.]: WN.ISBN0-304-35385-X
↑Free Banking in Britain: Theory, Experience, and Debate, 1800-1845. Autor: Lawrence Henry White.Cambridge University Press, 1984, (em inglês)ISBN 9780521258593 Adicionado em 18/08/2017.
↑The Experience of Free Banking. Autor: Kevin Dowd.Routledge, 1992, págs. 157-186, (em inglês)ISBN 9780415048088 Adicionado em 14/08/2017.
↑Free Banking: The Scottish Experience as a Model for Emerging Economies, Volume 1536. Autor: Randy Kroszner. World Bank Publications, 1995, (em inglês) Adicionado em 18/08/2017.