É considerado um craque solitário em uma época decadente daCeleste.[2] Esteve em duas Copas do Mundo,1986 e1990, em que o Uruguai pouco brilhou: em ambas, sua seleção caiu nas oitavas-de-final (contra a rival e futura campeãArgentina e a anfitriãItália, respectivamente), para a qual só havia chegado, nos dois casos, como uma das melhores terceiras colocadas na primeira fase. Com ele já veterano, os uruguaios não se classificaram para os mundiais de1994 e1998. Ao todo, disputou oito partidas de Copa do Mundo, vencendo somente uma - contra a então pouquíssimo expressivaCoreia do Sul, e por apenas 1–0.[carece de fontes?]
Seus maiores triunfos com a camisa celeste ficaram guardados para asCopa América.[3] Francescoli disputou cinco edições, chegando às finais das quatro em que atuou em campo e vencendo três dessas, perdendo apenas a de1989, contra oBrasil, que jogava em casa.[2] Foi nas edições do torneio, por sinal, que ele marcou o seu primeiro e o seu último gol pela seleção.[carece de fontes?]
Francescoli foi ídolo até na rivalArgentina, onde sente-se mais querido até do que na própria terra natal, onde nem seus três títulos naCopa América o livram para muitos compatriotas de uma imagem de quem não ganhou nada por lá.[4] No país vizinho, onde vive atualmente,[4] brilhou em duas passagens peloRiver Plate,[2] sendo um dos maiores ídolos deste clube, do qual é o estrangeiro que mais marcou gols e condutor da segunda conquista do clube naTaça Libertadores da América, tendo faturado ainda cinco títulos argentinos nos somados seis anos em que atuou pela equipe.[5] Também fez sucesso nas duas equipes em que jogou naFrança, apesar dos maus resultados de uma (Racing Paris) e de sua passagem efêmera pela outra (Olympique de Marseille).
O garoto Francescoli em foto 3 x 4 de sua carteirinha de jogador juvenil doMontevideo Wanderers, primeiro clube de sua carreira e o único que defendeu em seu país natal.
Torcedor doPeñarol, Francescoli poderia ter começado a carreira na equipe aurinegra, onde chegou a ser bem cotado após um teste. Todavia, desencantou-se com a condução das peneirascarboneras, onde passava mais tempo observando os outros do que jogando, e desistiu do clube. Ele, futuramente uma das maiores figuras doRiver Plate, poderia curiosamente também ter começado noRiver Plate uruguaio, onde foi aprovado, mas optou por seguir na equipe de futebol doColégio Salesiano em que estudava, pela qual fora campeão por cinco anos seguidos em competições colegiais.[4]
No último ano do colegial, então, recebeu oferta doMontevideo Wanderers (curiosamente, rival do River Plate que ele recusara[6]), após ser observado por olheiros deste clube em partida de bairro onde atuou ao lado de colega que já estava nas categorias de base da equipe. Angariou respeito logo, a ponto da equipe juvenil iniciar jogando com dez em campo quando ele, por conta de compromissos escolares, se atrasava alguns minutos.[4] Em 1980, ele estreou na equipe principal e osbohemios conseguiram seu melhor resultado desde seu quarto e último título nacional, em 1931 (ainda na fase amadora do futebol local): o vice-campeonato, atrás apenas do grande time doNacional, campeão também daLibertadores e daCopa Intercontinental daquele ano.[carece de fontes?] Além da elegância, que o faria ser conhecido comoEl Príncipe (alcunha herdada deAníbal Ciocca,[2] ex-jogador do Wanderers), outro hábito que já demonstrava ali era o de mascar chicletes durante os jogos; o exercício lhe estimulava a salivar, o que evitava ressecamentos na boca. Afirmou que tornou-se tão dependente do hábito que não se sentia bem quando não dispunha de algum chiclete antes das partidas.[4]
O vice-campeonato, que rendeu ao jovem comparações também comJuan Alberto Schiaffino admitidas por este próprio,[7] porém, não levou os alvinegros para aTaça Libertadores da América de 1981: a segunda vaga uruguaia foi definida pelo vencedor daliguilla pre-Libertadores, torneio disputado pelos times que ficavam entre o segundo e o sétimo lugares no campeonato. Na de 1980, o clube ficou em terceiro e de fora da competição continental.[carece de fontes?] NaPrimera División Uruguaya de 1981, a equipe de Francescoli fez nova boa campanha, terminando atrás apenas da dupla Nacional e Peñarol, mas novamente sucumbiu no minitorneio. Mesmo assim, meses depois, em fevereiro de 1982, fazia seu debute pelaSeleção Uruguaia. A classificação para a Libertadores pelaliguilla finalmente veio neste ano, ironicamente depois da pior campanha do Wanderers com Francescoli no campeonato nacional - um quinto lugar.[carece de fontes?]
Disputando a edição de 1983 da Libertadores, Enzo e sua equipe - na qual também eram figurasJorge Barrios,Luis Alberto Acosta,Raúl Esnal (que iriam com ele àCopa América de 1983; Barrios também iria àCopa do Mundo de 1986, onde seria o mais jovem capitão do mundial) eAriel Krasouski (que integrou com Barrios o elenco celeste vencedor doMundialito de 1980[carece de fontes?])[8] - fizeram campanha respeitável: terminaram seu grupo na liderança, empatados com o tradicionalNacional, e só foram eliminados ali porque apenas uma das quatro equipes de cada chave avançava para as semifinais - os tricolores venceram oplay-off que decidiu com quem ficaria com a vaga única.[carece de fontes?]
Em 1983, oRiver Plate, após vê-lo brilhar naCopa América daquele ano, o contratou por 310 mil dólares, no que seria um de seus melhores negócios.[5] Seu início ali, porém, seria irregular.[5] A equipe terminou o Campeonato Metropolitano (ocampeonato argentino era desde 1969 dividido em dois torneios, Nacional e Metropolitano, que, apesar do nome, era mais valorizado[9]) em penúltimo[carece de fontes?] e só não terminou rebaixada por manobra política criada dois anos antes por conta da comoção gerada pelo rebaixamento de outro doscinco grandes times argentinos, oSan Lorenzo, mas que só se tornaria válida justamente naquele campeonato: a partir dele, as equipes a sofrerem o descenso seriam as que ficassem nas duas últimas colocações em uma tabela de pontuação das médias de cada clube no campeonato disputado juntamente com os dois anteriores. Por este método, aplicado até os dias atuais, o time de Francescoli ficou duas posições acima dos rebaixados; ironicamente, a medida, criada para proteger os grandes times, fez com que outro deles (oRacing) caísse no lugar do River.[10]
No ano seguinte, Francescoli já passou a demonstrar seu potencial com mais constância, após ter alternado longos momentos de apatia, sem participar de uma jogada sequer, com lances geniais.[7] No primeiro semestre, quando disputava-se o Campeonato Nacional (em que o sistema era de mata-matas), a equipe chegou à final, mas foi derrotada peloFerro Carril Oeste, chegando a perder por 0–3 na partida de ida, em plenoMonumental de Núñez. No Metropolitano (disputado em pontos corridos), o uruguaio terminou artilheiro com 24 gols, mas osmillonarios ficaram apenas em quarto e onze pontos atrás do campeãoArgentinos Juniors.[carece de fontes?]
Mesmo com a equipe ficando pelo caminho no Nacional de 1985, Francescoli foi eleito oficialmente o melhor jogador naArgentina, sendo inclusive o primeiro estrangeiro a receber tal premiação. O título argentino finalmente viria no campeonato seguinte, o de 1985/86 (que instituiu um único torneio, nos moldes das temporadas europeias, para o campeonato argentino),[carece de fontes?] e com ele terminando novamente na artilharia (agora com 25 gols, três deles em um frenético 5 a 4 noArgentinos Juniors, então campeão daTaça Libertadores da América[12]).[carece de fontes?] Em janeiro de 1986, na pausa do campeonato, o uruguaio marcou seu mais famoso gol, em uma bicicleta na vitória de 5–4 (com três gols obtidos nos últimos sete minutos, incluindo outro dele) sobre a então respeitadaSeleção Polonesa,[13] que participava do torneio amistoso que os cinco grandes clubes argentinos organizam no verão.[14] Humilde, declarou que apreciou mais o outro gol que fez naquela partida,"porque foi um gol de equipe, nos cansamos de fazer tabelas".[15]
Após o título argentino, garantido com cinco rodadas de antecedência, sucedeu-se aCopa do Mundo de 1986.[7] Depois do mundial, o uruguaio foi contratado pelo futeboleuropeu, peloRacing Paris, clube recém-promovido daLigue 2.[carece de fontes?] Poderia ter ido para aFrança antes mesmo do torneio: oNantes se dispôs a pagar 2,5 milhões de dólares por seu passe, mas o então presidente riverplatense, Hugo Santilli, preferiu apostar que a estrela teria cotação maior após a Copa.[16]
A nova equipe de Francescoli era o clube mais tradicional deParis, mas enfrentava decadência desde adécada de 1950 e passara a recentemente rivalizar com a crescente ascensão do novato vizinhoParis Saint-Germain[17] (fundado em 1970), que, por sinal, havia conquistado na temporada anterior o seu primeiro título francês.[carece de fontes?] Mesmo assim, aMatra resolveu patrocinar o time, que passou inclusive a chamar-seMatra Racing em 1987. Buscando formar um grande elenco que vencesse também aLigue 1 e, até 1993, aCopa dos Campeões da UEFA,[18] a empresa automobilística do magnataJean-Luc Lagardère forneceu uma injeção financeira que permitiu as contratações também deLuis Fernández (ídolo do próprio rival PSG[19]),Maxime Bossis,Thierry Tusseau,Pierre Littbarski,David Ginola,Sonny Silooy,Eugène Ekéké e até de outrouruguaio,Rubén Paz.[20] Mas, na primeira temporada, o clube da capital francesa brigou contra o rebaixamento, conseguindo terminar em 13º em boa parte devido aos 14 gols de Francescoli, artilheiro do elenco e com o dobro de gols do vice.[21]
Francescoli, naquele time, tornou-se ídolo,[2] sendo eleito em 1987 o melhor jogador estrangeiro naFrança.[carece de fontes?] Para a temporada de 1987/88, o técnicoportuguêsArtur Jorge, treinador doPorto que acabara de vencer surpreendentemente aCopa dos Campeões da UEFA, foi trazido ao time.[19] Jorge seria o melhor técnico de Francescoli, na opinião do próprio.[4] O Matra vinha conseguindo lutar pelas primeiras posições, alternando-se entre o terceiro e o segundo lugares a partir da segunda metade do certame. Porém, um incrível jejum de vitórias nas doze rodadas finais deixou o time apenas na sétima colocação, onze pontos atrás do campeãoMonaco, e fora de competições europeias. Francescoli marcou oito vezes, sendo outra vez o artilheiro do Racing na liga.[22] O uruguaio chegou a receber proposta daJuventus de Turim, na época carente de um comandante desde a aposentadoria deMichel Platini em 1987, mas a recusou.[2] Após o campeonato de 1988/89, em que foi outra vez o artilheiro do time em campanha que livrou por pouco o clube do rebaixamento[23] (a equipe terminou na última posição antes dos três rebaixados, escapando apenas por ter justamente melhor saldo de gols que o antepenúltimo),[18] foi contratado pelo campeão dobrado, oOlympique de Marseille (que havia vencido tanto o campeonato quanto aCopa da França).[carece de fontes?]
A má fase do Matra, de fato, não o impedia de ser visto como um astro mundial: Francescoli integrou, ainda como jogador deste clube, a Seleção do Resto do Mundo que jogou contra aSeleção Brasileira no amistoso que marcou a despedida deZico pelo Brasil,[24] em março de 1989, inclusive marcando um dos gols da vitória por 2–1.[carece de fontes?] Mas o time vinha decepcionando também naCopa da França: nos três anos em que esteve nospingouins, Francescoli não conheceu sequer as oitavas-de-final do torneio, com eliminações frente equipes de divisões inferiores comoCréteil eRennes e perdendo para ambos tanto fora quanto dentro doParc des Princes.[carece de fontes?] Insatisfeita com os resultados, Lagardère e sua Matra acabaram por também deixar o Racing em 1989.[19][25] O clube não demoraria a enfrentar uma falência e a sair das primeiras divisões francesas, perdendo de vez nadécada de 1990 o posto de grande representante da capital para o Paris Saint-Germain.[17] Ao 2016, é mais proeminente norugby union.[26][27]
EmMarselha, Francescoli acabou por ficar apenas uma temporada, marcante o suficiente para encantar um torcedor em especial:Zinédine Zidane. O futuroZizou batizaria um de seus filhos de Enzo em homenagem ao uruguaio,[28] que naquela edição de 1989/90 daLigue 1 foi um dos principais nomes que deram o segundo título francês seguido aosciels et blancs. A importância de Francescoli foi sentida na sua ex-equipe do Racing, que não se livrou do rebaixamento sem ele naquela temporada. Ironicamente, os dois times se enfrentaram nas semifinais daCopa da França e quem levou a melhor foram justamente os parisienses que ele deixara.[carece de fontes?] O OM caiu nas semifinais também daCopa dos Campeões da UEFA, sendo eliminado peloBenfica pelo critério dos gols marcados fora de casa - os encarnados venceram noEstádio da Luz por 1–0 depois de terem perdido por 1–2 noVélodrome.[carece de fontes?] O detalhe é que o gol benfiquista, feito a oito minutos do fim, foi marcado com a mão, mas a irregularidade não foi invalidada, tirando da final o elenco de Francescoli,Jean-Pierre Papin,Chris Waddle eJean Tigana.[29]
Após aCopa do Mundo de 1990, realizada naItália, em que chegou a enfrentar ospróprios anfitriões no torneio, Francescoli foi finalmente jogar neste país. Juntamente com os compatriotasJosé Óscar Herrera eDaniel Fonseca, transferiu-se para o pequenoCagliari, onde voltou a conviver com lutas contra o rebaixamento em suas duas primeiras temporadas no novo clube, nas quais ele somou apenas quatro (1990/91) e seis gols (1991/92) nocampeonato italiano. Nelas, a equipe daSardenha também não se saiu bem naCopa da Itália, sendo eliminada logo no primeiro confronto em ambas.[carece de fontes?]
Após duas temporadas sem aparentar tanto seu brilho por ter sido usado de modo mais recuado, atuando como responsável mais por iniciar jogadas do que por oferecer o último passe ou concluir, Enzo realizou uma grande terceira temporada pelosrossoblù, o suficiente para ser considerado um dos maiores jogadores do clube e um dos maiores uruguaios do futebol italiano:[30] na Copa, ele marcaria seus únicos gols (três) no torneio, com a eliminação só vindo nas quartas-de-final, contra oMilan. NaSerie A, a equipe conseguiu uma surpreendente sexta colocação, com vaga naCopa da UEFA seguinte e com ele marcando sete vezes, seus melhores números em uma única temporada nocalcio. Desta vez, Francescoli não recusou as ofertas que vinham deTurim e desembarcou na cidade. Não naJuventus, que lhe quisera anos antes, mas no rivalTorino, recém-campeão daCopa da Itália,[carece de fontes?] e que tinha uma pequena colônia uruguaia comMarcelo Saralegui eCarlos Alberto Aguilera.[30]
Seu novo clube chegou perto de repetir o título na Copa, mas oAncona surpreendeu e levou a melhor nas semifinais.[carece de fontes?] A campanha naSerie A, por sua vez, foi dúbia, em um campeonato bastante disputado: oToro fugia do rebaixamento assim como aspirava à vaga na Copa da UEFA; o clube ficou quatro pontos acima do primeiro rebaixado e apenas dois atrás do último classificado para o torneio europeu. Já naRecopa Europeia, em que osgranato estavam classificados como os campeões da Copa da Itália de 1993, o time caiu nas quartas-de-final, contra o futuro campeãoArsenal.[carece de fontes?]
ASupercopa Italiana (tirateima entre os vencedores do Campeonato e da Copa nacionais) de 1993, o troféu mais próximo que ele esteve de vencer naItália, foi perdida para oMilan. Também não teve no Torino um bom desempenho no que se refere a gols, tendo marcado seu número mais baixo nas quatro edições da liga italiana que disputou: apenas três.[carece de fontes?] Ainda assim, ficou lembrado por boas atuações, especialmente na campanha na Copa da Itália.[30]
Já com 33 anos e mal visto em seu país por atuar naEuropa, resolveu voltar aoRiver Plate da Argentina. Apesar da idade, demonstrou grande fôlego no time campeão do Apertura naquele ano (a temporada argentina voltara a ser dividida em dois campeonatos distintos, agora chamadosApertura e Clausura, a partir de 1990/91), sendo ele, pela terceira vez, seu artilheiro,[carece de fontes?] além de um espelho para os mais jovens. Ali, o River foi também campeão nacional invicto pela primeira vez.[31]
O time teve um ano menos empolgante em 1995: terminou em décimo no Clausura e em sétimo no Apertura,[carece de fontes?] caindo nos pênaltis em pleno Monumental nas semifinais daTaça Libertadores da América contra oscolombianos doAtlético Nacional.[32] Também nos pênaltis em semifinais, osmillonarios foram eliminados pelo futuro campeãoIndependiente naSupercopa Libertadores, na qual Francescoli foi artilheiro." Os troféus dele naquele ano vieram com o Uruguai, sendo eleito ofutebolista sul-americano do ano. A falta de conquistas clubísticas naquele 1995 não o impediu de ser eleito também o melhor jogador do futebol argentino, dez anos após ter recebido a mesma premiação.[carece de fontes?]
No ano seguinte, com ele aposentado daCeleste para dedicar-se apenas ao River,[33] as taças voltariam aNúñez. A primeira foi a mais importante: Francescoli liderou um conjunto jovem do River (dentre os quais,Ariel Ortega,Matías Almeyda,Juan Pablo Sorín,Hernán Crespo,Marcelo Gallardo), ao título daTaça Libertadores da América de 1996 - a segunda da história da instituição, igualando momentaneamente o arquirrivalBoca Juniors[carece de fontes?] -, amenizando uma antiga frustração: dez anos antes, ele transferira-se para aFrança e justamente naquele segundo semestre de 1986 o clube, já sem ele, fora campeão da Libertadores e daIntercontinental ("Saldei uma dívida comigo mesmo", declarou sobre[5]). Até 2013, foi a última vez em que o melhor time da fase de grupos conseguiu terminar o torneio como campeão.[34] A conquista - curiosamente, contra o mesmoAmérica de Cali que o clube derrotara na final continental de 1986 - é tida por ele, juntamente com a daCopa América de 1995, como o melhor momento da carreira.[4] O ano de 1996 prosseguiu dourado para osmillonarios, que encerraram uma série de campanhas ruins no campeonato argentino, faturando no segundo semestre o Apertura com nove pontos de vantagem sobre o segundo colocado após terem ficado apenas em 14º no Clausura, no primeiro semestre.[2]
No final do ano, em que ele foi requisitado para voltar a defender o Uruguai,[33] o River enfrentou aJuventus naCopa Intercontinental, tendo a chance de superar os boquenses (que ainda tinham apenas um título no torneio[carece de fontes?]) entre os vencedores do troféu, mas perdeu para os italianos. Curiosamente, na equipe adversária estava o fã de Francescoli,Zinédine Zidane."Quando vi Francescoli jogar, ele era o jogador que eu queria ser. Era o jogador que eu via e admirava noOlympique de Marseille - meu ídolo. Joguei contra ele quando estava na Juventus. Quando você joga com o cara que você adorou a vida toda, é aí que percebe que se tornou grande. Enzo é como um deus", declarou o francês,[35] que também afirmou em uma visita em 2008 aoBrasil que"O vi jogar muitas vezes. Dizem que temos a mesma movimentação e, observando as imagens, reconheço semelhanças entre nossos estilos.".[36]
A decepção com a perda da Intercontinental e com a eliminação precoce nos pênaltis para oRacing no Monumental nas oitavas-de-final da Libertadores seguinte[32] foi superada nos outros torneios que se seguiram, com o River emendando um tricampeonato nacional consecutivo, sendo campeão tanto do Clausura quanto do Apertura de 1997 e também daSupercopa Libertadores neste ano. Francescoli anunciou o encerramento da carreira no início de 1998 - oUruguai não se classificara para aCopa do Mundo daquele ano -, recusando oferta de um milhão de dólares para continuar,[2] mesmo sentindo que poderia jogar mais um ano.[4] Noites mal-dormidas causadas peloestresse advindo da rotina de jogador fizeram com que ele fosse buscar terapia desde 1996 ("errava um pênalti e ficava três dias mal, sentia que todos me olhavam por ter errado", explicou).[4] Seu rosto já estava junto ao deÁngel Labruna,Alfredo Di Stéfano e outros mitos do River em bandeiras dos torcedores.[2] O técnicoRamón Díaz também sentia a ascendência do uruguaio no ambiente do clube; o treinador não tinha bom relacionamento com seus jogadores e ficaria marcado por ter vencido disputas com outros ídolos no elenco riverplatense, mandados embora, comoGabriel Cedrés,Germán Burgos,Hernán Díaz,Leonardo Astrada eSergio Berti, mas não conseguira se sobrepor a Francescoli.[4]
Seus dois últimos jogos oficiais pelosmillonarios foram históricos: ambos, em intervalo de quatro dias, valeram títulos, que foram conquistados. O primeiro deles, na quarta-feira de 17 de dezembro de 1997, foi o jogo de volta da decisão daSupercopa Libertadores, contra oSão Paulo. Era a última edição do torneio, e o River jamais o havia conquistado, o que dava uma sensação de "agora ou nunca".[37] Os brasileiros, com quem haviam empatado fora de casa, foram batidos por 1–2 noMonumental de Núñez. No domingo de 21 de dezembro, o River empatou noEstádio José Amalfitani em 1–1 com oArgentinos Juniors e sagrou-se campeão do Apertura 1997, concluindo o tricampeonato argentino seguido (a equipe havia faturado o Apertura 1996 e o Clausura 1997 previamente), desbancando o arquirrivalBoca Juniors (deDiego Maradona, que também aposentou-se ali), o outro concorrente ao título - e que só havia sofrido uma derrota no campeonato. As duas voltas olímpicas em quatro dias ainda são uma marca recordista do River no futebol argentino,[38] e a proximidade delas com onatal só aumentou as boas recordações para os torcedores.[37]
Em 1 de agosto de 1999, retornou ao Monumental para um amistoso de despedida. 65 mil espectadores, dentre os quais opresidente da Argentina,Carlos Menem, edo Uruguai,Julio María Sanguinetti, foram ver a partida,[5] assim como alguns torcedores do próprio arquirrivalBoca Juniors, tamanho o seu carisma geral.[4] O jogo reuniu os amigos de Enzo no River contra o clube que torcia na infância, oPeñarol, vencido por 0–4 com dois gols dele.[5] Outro foi marcado em conjunto com seus pequenos filhos, que entraram em campo nos minutos finais, com Enzo entregando para Marco repassar para Bruno acertar as redes.[39]
Outro ídolo riverplatense que viera doUruguai,Walter Gómez, deu o pontapé inicial.[5] Quando se aproximava o dia da partida, o compositor argentinoIgnacio Copani lhe dedicou a música "Inmenzo" (um trocadilho com oprenome de Francescoli), tida como uma das canções-homenagem mais emotivas a um jogador, encerrando-se com o pedido"quiero verte una vez más querido Inmenzo, quiero verte una vez más, te lo suplico".[40] Copani também cantou a música no amistoso de despedida.[39]
Desde que oU-ru-guayo, como era saudado pela torcida,[2] parou de jogar, oRiver Plate deixou rapidamente de impor o mesmo respeito internacional de antes,[2] em crise que se agravaria também a nível doméstico, culminando em um inédito rebaixamento em 2011 - por ironia, no mesmo dia em que se completavam quinze anos da conquista da Libertadores de 1996.[41] Francescoli ainda é o sétimo maior artilheiro do time, com 137 gols em 286 partidas, e está em terceiro entre os goleadores estrangeiros naArgentina, só atrás dosparaguaiosArsenio Erico eDelfín Benítez Cáceres.[5]
Em 1981, um ano após o debute profissional, integrou aSeleção Uruguaia que venceu oCampeonato Sul-Americano de Futebol Sub-20,[42] sendo eleito inclusive o melhor da competição.[2] Participou também domundial da categoria naquele ano, onde o Uruguai caiu nas quartas-de-final. Estreou pela seleção principal em 1982, em um torneio amistoso que o país disputou naÍndia.[carece de fontes?] No ano seguinte, já integrava o plantel charrúa naCopa América de 1983, onde foi decisivo: ele fez o primeiro gol na vitória por 2–0 sobre o Brasil, no jogo de ida da decisão (então em duas partidas),[2] gol este tido por ele como um de seus mais bonitos; acertou as redes deLeão em cobrança de falta,[4] no que foi o primeiro gol dele pela seleção principal e a primeira vez em que atuava por ela dentro de seu país, emMontevidéu, depois de seis partidas iniciais jogadas todas no exterior.[carece de fontes?]
O Uruguai se classificou para aCopa do Mundo de 1986 depois de uma acirrada disputa contra oChile no grupo formado também com oPeru (a vaga veio após vitória em confronto direto com os chilenos, que tinham a vantagem do empate, na última rodada, emMontevidéu).[carece de fontes?] Francescoli foi tido por críticos com potencial para ser o artista máximo da competição,[43] opinião seguida pelo próprio treinador uruguaio,Omar Borrás:"Todo mundo fala dePlatini, deMaradona, deElkjær... mas nosso Francescoli tem tudo para ser o grande destaque da Copa".[44]
A participação uruguaia no torneio, porém, foi pouco bem vistosa: aCeleste deixou oMéxico sem ter vencido, com dois empates e duas derrotas, uma delas nos famigerados 1–6 para aDinamarca, justamente a partida em que ele marcou o que seria seu único gol em Copas.[carece de fontes?] Tal episódio é visto por ele como o mais vergonhoso da carreira."Jamais nos demos conta de que estávamos fazendo um papelão. (...) Eu meto 1–2 (momentaneamente no placar) e saio correndo buscar a bola, dizendo 'vamos que empatamos'. Nos deram um baile e não nos demos conta. Nunca mais me aconteceu. É a única coisa que pediria perdão a todos os uruguaios", comentou.[4] O Uruguai só passou de fase como um dos melhores terceiros colocados, caindo nas oitavas-de-final contra a rival e futura campeãArgentina deDiego Maradona.[carece de fontes?]
A decepção foi amenizada no ano seguinte com novo título naCopa América. O Uruguai entrou já na semifinal, como detentor do título. Mesmo sem ter marcado, Francescoli brilhou ali, contra a anfitriãArgentina, no seu conhecidoMonumental de Núñez (o estádio doRiver Plate).[2] A taça veio após vitória contra oChile, e aquela conquista isolou o Uruguai como o maior vencedor do torneio até então: foi a décima terceira vez que os celestes sagravam-se campeões dele, ultrapassando os argentinos, que tinham então doze.[carece de fontes?]
Dois anos depois, os uruguaios estiveram novamente no páreo. O torneio foi decidido entre eles e o anfitriãoBrasil, curiosamente em circunstâncias similares às daCopa do Mundo de 1950: no mesmoMaracanã, no mesmo 16 de julho, com os brasileiros tendo outra vez a vantagem do empate em um confronto direto pela taça na última rodada de um quadrangular final.[45] Desta vez, porém, os anfitriões levaram a melhor. A seguir, iniciaram-se as eliminatórias para aCopa do Mundo de 1990 e outra vez os uruguaios tiveram de se superar para obter a classificação: aBolívia mostrou-se o maior adversário no grupo formado também com oPeru. Francescoli e colegas realizaram os dois últimos jogos da campanha com a obrigação de vencê-los, e conseguiram, assegurando lugar no mundial nos critérios de desempate contra os bolivianos.[carece de fontes?]
A segunda Copa de Enzo não foi muito melhor do que a primeira; apesar de considerado por alguns analistas como um dos favoritos pelos talentos que tinha em seu plantel,[46] o Uruguai novamente não se saiu muito bem, vencendo somente aCoreia do Sul (e por apenas 1–0) e outra vez avançou à segunda fase como um dos melhores terceiros colocados, voltando a cair nas oitavas-de-final, desta vez contra a anfitriãItália.[carece de fontes?] Após o mundial, o técnicoÓscar Tabárez foi substituído porLuis Cubilla, que já havia subaproveitado Francescoli quando treinara oRiver Plate, na época em que Enzo chegara ao clube.[42] Cubilla atendeu a um forte sentimento entre os fãs uruguaios na época, de ressentimento contra os atletas do país que atuavam naEuropa, e inclusive insinuou que Francescoli e tambémRubén Sosa,Carlos Alberto Aguilera eJosé Óscar Herrera seriam "dinheiristas". Revoltados, eles teriam se recusado a jogar se Cubilla não se retratasse; fato é que tais jogadores ficaram de fora daCopa América de 1991.[47]
Sem as estrelas "europeias", o Uruguai caiu na primeira fase. Paraa de 1993, eles já estavam de volta. Mesmo convocado por Cubilla, porém, Enzo não foi utilizado no torneio e o Uruguai caiu nas quartas-de-final. Só em um amistoso após a Copa América de 1993 é que ele encerrou um hiato de mais de três anos sem jogar pelaCeleste.[carece de fontes?] Nessas duas Copa América que ele não jogou, por sinal, aArgentina reverteu a situação e faturou ambas, reultrapassando o Uruguai como a maior vencedora da competição.[carece de fontes?]
Ainda contestado, ele foi utilizado nas eliminatórias para aCopa do Mundo de 1994. Uruguai, Brasil e Bolívia chegaram à última rodada do grupo formado também comEquador eVenezuela como os postulantes às duas vagas ofertadas. Os três tinham dez pontos, e brasileiros e uruguaios fariam um confronto direto noMaracanã. Os adversários venceram por 2–0 e, como a Bolívia conseguiu um ponto ao empatar naquela rodada, osorientales ficaram em terceiro e de fora da Copa.[carece de fontes?] A desclassificação para o mundial dosEstados Unidos é tido por Francescoli como o episódio mais triste da carreira:"vinha sofrendo dois anos de luta com Cubilla e meioUruguai. 'Tirem o passaporte desse traidor da pátria', me diziam. Por isso desabei em um canto doMaracanã a chorar".[4]
Um alento viria naCopa América de 1995, no seuUruguai, já sob outro técnico,Héctor Núñez. Retornando ao torneio, Francescoli ergueu noEstádio Centenario uma última vez o troféu, em nova final contra o (recém-tetracampeão do mundo) Brasil. A conquista veio apenas nos pênaltis, com ele acertando a primeira cobrança celeste.[carece de fontes?] Este título, além de reigualar Uruguai e Argentina como os maiores vencedores da competição (o que foi mantido até 2011, quando seu país conseguiu isolar-se novamenteao obter o décimo quinto título), faria Enzo, que tivera um ano sem troféus noRiver Plate, ser eleito novamente o melhor jogador daAmérica do Sul, já aos 34 anos, onze anos após ter recebido a mesma premiação. No torneio, ele também marcou o que seria seu último gol pela seleção, contra oParaguai.[carece de fontes?]
Francescoli havia optado por deixar a seleção após a conquista. Porém, nas eliminatórias para a para aCopa do Mundo de 1998, seus colegas acumularam insucessos e Enzo acabou por ser convencido a voltar pelo próprio presidente uruguaio,Julio María Sanguinetti,[33] reestreando em outubro de 1996. No período, voltou a ficar de fora de umaCopa América, se ausentandoda de 1997. Seus dois últimos jogos pelaCeleste, em julho e agosto daquele ano, ocorreram após o torneio, disputado em junho. Os uruguaios ainda tinham três compromissos antes do encerramento das eliminatórias sul-americanas, mas chegaram à última rodada já sem chances matemáticas de classificação, terminando em sétimo no grupo único daCONMEBOL.[carece de fontes?]
Ao todo, Francescoli realizou 73 partidas oficiais por seu país, com 37 vitórias, 18 empates e 18 derrotas e 17 gols marcados. Despediu-se como o segundo jogador com mais partidas pelo Uruguai, apesar dos três anos em que esteve renegado e do outro em que ficou voluntariamente aposentado, estando apenas quatro jogos atrás do então recordista, o goleiroRodolfo Rodríguez. Posteriormente, seria superado pelo também goleiroFabián Carini e pelo atacanteDiego Forlán.[carece de fontes?]
Francescoli é casado com Mariela Yern desde 1984 e com ela teve dois filhos, Bruno e Marco. Sua esposa é psicóloga,[4] no que teria sido de grande valia para o casal: a profissão a teria feito ser compreensiva com as emoções do marido, a quem chegou a entrevistar em um programa televisivo em 2000.[48] Bruno escolheu a advocacia, enquanto Marco tentou seguir os passos do pai, chegando a integrar os juvenis doCagliari,[4] onde Francescoli atuou por três anos, e doEstudiantes La Plata, mas não obteve muita projeção.[49] A vontade de acompanhar o crescimento dos filhos, que estavam entrando na adolescência quando ele estava prestes a se aposentar, foi outro fator para que ele optasse por parar de jogar.[4] Filho de Ernesto Francescoli e Olga Uriarte,[42] seuprenome deveria ter sido Vincenzo, mas os pais optaram por batizá-lo com uma versão reduzida por conta do sobrenome já longo.[4] Enzo tem ainda dois irmãos, Luis Ernesto, dois anos mais velho, e Pablo, treze anos mais moço.[42]
Sua maneira de ser é, desde a infância, o de uma pessoa tímida, que pouco fala e, no que ele considera como uma virtude, muito observadora,[4] sendo tido por quem o conheceu como um fenômeno dentro e fora de campo.[50][51] Foi embaixador uruguaio daUnicef até ser sucedido porDiego Forlán[52] e, em 2002, chegou a ir morar com a família emMiami, onde criaria em 2003 comPaco Casal, seu antigo empresário, a emissoraGol TV. Os Francescoli regressaram aBuenos Aires, onde estavam acostumados a viver, cinco anos depois, embora Enzo costumava ainda viajar mensalmente aosEstados Unidos por conta de suas atividades no canal.[4] Em 2010, liderou a equipe doCanal 7, a emissora estatal argentina, na transmissão daCopa do Mundo do ano.[53]
Desde que encerrou a carreira, só retornou aos gramados para jogos festivos, como os que celebraram as aposentadorias deJuan Pablo Sorín,[54]Víctor Aristizábal eDiego Maradona, considerado por ele o maior jogador que viu, além de amigo. Maradona só não teria participado da despedida do próprio Francescoli porque os torcedores doRiver Plate se posicionaram fortemente contra."Não houve nenhum problema. Para mim há três coisas que não discuto nem com meus melhores amigos:religião,política efutebol, coisas em que a pessoa, equivocada ou não, defende uma causa", assegurou, embora ressalte que nunca se prendeu ao jogo:"jamais irás escutar eu dizendo 'sou do River e morro pelo clube', por mais que seja muito mais torcedor do que outros que dizem que são".[4]
O segundo maior jogador que viu, para ele, éZinédine Zidane, opinião que ele admite ser bastante influenciada por razões emocionais. O francês é um grande fã de Francescoli, a ponto de ter batizado um dos filhos de Enzo. O uruguaio soube da homenagem pouco antes de enfrentarZizou pelaCopa Intercontinental de 1996, e por isso fez questão de trocar de camisas com o francês ao fim da partida.[4] A peça se tornou a favorita de Zidane para dormir.[28] Ele também chegou a viajar aBuenos Aires especialmente para divulgar ao lado do ídolo a nova camisa do River, em 2008.[55] Posteriormente, os dois chegariam a apresentarFootball Cracks, umreality show que buscava descobrir novos talentos futebolísticos naEspanha.[56] A grande admiração de Zidane se estendeu aos demaisfranceses: Francescoli já contou que, por conta da relação, sente-se mais respeitado naFrança atualmente do que na época em que atuava no país.[4]
Outro famoso a ter sido batizado em homenagem a ele é o jogador argentinoEnzo Pérez.[57] Ele também é relacionado a outro argentino,Diego Milito, embora por outras razões: este é um grande sósia de Francescoli, que já brincou dizendo que nem seus filhos se parecem tanto com ele, tanto na aparência física quanto na forma de andar.[4] Por causa da semelhança, Milito também ficou conhecido comoEl Príncipe.[58] Desde que deixou de atuar, Francescoli foi sondado diversas vezes para treinar o River, mas nunca demonstrou vontade de exercer a função de treinador; afirmou que se lhe convidassem para sermanager do clube, poderia aceitar, visto que poderia empregar ali os aprendizados que teve como empresário. Longe do futebol, aprecia também fumar, hábito que tem desde os 16 anos, e jogargolfe.[4]
Costumeiramente visto como o craque da uma época decadente do Uruguai, Francescoli já disse que o título do país naCopa do Mundo de 1950 rendeu uma certa pressão às gerações seguintes de jogadores, além de mitificar demasiadamente a garra uruguaia."O Uruguai não ganhou no Maracanã por garra, ganhou porque jogava muito bem.Ghiggia,Schiaffino eJulio Pérez desequilibravam.Obdulio foi buscar a bola (após oBrasil ter aberto o placar naquela decisão) como eu contra aDinamarca. E tomamos seis! Se nós terminássemos ganhando da Dinamarca, teriam dito: 'Como Enzo os motivou!' Não ganharam pela raça, ganharam porque jogavam bem de verdade, mas a fantasia perdurou pelo tempo", chegou a se posicionar sobre.[4]
Um dos fatores que, por outro lado, o impedem de ter mais prestígio noUruguai é a sua relação comPaco Casal. Rumores sobre o hiato naCeleste em que Enzo e outros dos principais jogadores uruguaios que jogavam naEuropa afirmavam que Casal os ordenou para não jogar por ela, em resposta a brigas que ele vinha enfrentando nos bastidores daAssociação Uruguaia de Futebol.[47] Este é polêmico ali por ter grande controle sobre os clubes locais, sendo dono do vínculo dos principais jogadores uruguaios e da televisão que transmite os jogos,[6] por meio da Tenfield, empresa da qual Francescoli e o ex-colega de River e seleçãoNelson Gutiérrez também fazem parte.[59]"O contrato com a empresa Tenfield SA (...) tem sido prejudicial ao futebol uruguaio. Os jogadores cada vez ganham salários menores, os clubes estão falidos, mas os empresários são cada vez mais ricos. Os únicos jornalistas que apóiam a relação contratual entre aAUF e a Tenfield são os que trabalham para a empresa, que tem o monopólio no país.", expressou um crítico.[60] Muitos vêem nos negócios de Casal a causa da decadência, inclusive doméstica, dos grandes times do país,Nacional ePeñarol,[6] que só começou a reerguer-se, voltando em 2011 a uma final deTaça Libertadores da América depois de 24 anos,[carece de fontes?] justamente após romper com o empresário.[61]
Francescoli defende Casal:"É o empresário mais importante do meu país, e construiu (seu poder) desde o nada. Se envolveu em coisas que geram paixão, como futebol e carnaval, e isso gera divisões (de opiniões). (...) É uma boa pessoa. Um homem que ajuda mais do que crêem", afirmou."Paco não se levantou um dia e disse 'quero ser dono do futebol uruguaio'. Não. O futebol foi dado a Paco porque os dirigentes não foram aptos a vender os jogadores que criavam", completou. A relação fez com que Francescoli, ainda como jogador, se desentedesse com "nove dos dez jornalistas mais importantes do país", nas palavras do próprio.[4]
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