Os Estados Unidos tem uma das economias mais desenvolvidas do mundo. O país tem acesso a abundantes recursos naturais, uma infraestrutura interna muito bem desenvolvida, altos níveis de produtividade e uma força de trabalho com bons índices de educação.[14] A economia americana mantém um alto nível de produção e seu Produto Interno Bruto (PIB) per capita foi mais de $81 mil dólares, em 2023, a sétima melhor no mundo. Historicamente, a economia americana tem mantido uma taxa de crescimento doPIB estável, uma baixataxa de desemprego e elevados níveis depesquisa e deinvestimento financiados por capitais nacionais e, por causa da diminuição das taxas de poupança, cada vez mais pelos investidores estrangeiros. Em 2009, os gastos dosconsumidores respondiam por 71% do PIB dos Estados Unidos.[15] Desde 2011, a economia se mantém em recuperação após arecessão de 2007-08 e seus índices de crescimento e produtividade já superavam o período pré-crise. O país também é uma das civilizações mais desiguais da história.[16]
Desde osanos 1970, a economia dos Estados Unidos tem absorvidopoupanças a partir do resto do mundo, muito embora a participação do país na riqueza mundial tenha caído.[17] O fenômeno é objeto de discussão entre oseconomistas. Assim como outrospaíses desenvolvidos, os Estados Unidos enfrentam umbaby boom retraído, o que já faz com que a população comece a retirar suas contas daSegurança Social, no entanto, a população Norte-Americana ainda é jovem e em crescimento, quando comparado aEuropa ouJapão. A dívida pública dos Estados Unidos está em um excesso de US$ 13,5 trilhões e continua a crescer a uma taxa de cerca de 3,93 bilhões dólares por dia.[18]
A indústria agrícola norte americana é uma das maiores do mundo. As fazendas norte americanas produzem grandes quantidades de produtos vegetais, que são quase suficientes para atender à demanda nacional sendo o excesso exportado. Os Estados Unidos são um dos maiores exportadores de produtos agrícolas e segundo maiores produtores delaranjas elimões do mundo, perdendo apenas para o Brasil. A maior parte da produção nacional está concentrada naFlórida. A Califórnia é também grande produtora de frutas cítricas. O país também é o maior produtor mundial demilho,soja,amendoim,trigo ealgodão. O milho e a soja são cultivados na tão chamadaCorn Belt. O amendoim é cultivado no sul do país. O trigo é cultivado no centro-norte do país, emKansas (maior produtor nacional),Dakota do Norte,Dakota do Sul,Montana eOklahoma. O algodão, é cultivado atualmente no sul do país, mas foi por séculos o produto mais importante da economia dos Estados do sudeste norte americano. O país também é o maior exportador dos produtos mencionados acima. Os Estados Unidos também cultivamcana de açúcar no sul do país. Já o nordeste do país é grande produtor de frutas tais comomaçãs,morangos euvas.
O uso de cada vez mais modernas técnicas de cultivo e de maquinário agrícola cada vez mais avançados contribuiu para que os Estados Unidos alcançassem a posição de maior potência agro-pecuária do mundo. Porém, isto também causa problemas para a indústria agrícola - bem como também para a indústria pecuária. O uso de tais técnicas e equipamentos é caro - embora a longo prazo diminua os preços dos produtos produzidos. Fazendeiros que não possuem fundos suficientes para arcar com as despesas destas técnicas e equipamentos não conseguem vender seus produtos - por serem mais caros do que produtos produzidos através do uso de modernos equipamentos e técnicas - são forçados a vender sua terra e buscar emprego nascidades. Em 1925, o número de fazendas no país era de 6,5 milhões. Atualmente, este número é de 2,2 milhões, e ainda está em diminuição. Cerca de 95% das fazendas norte americanas são de propriedade dos fazendeiros que nela cultivam, isto é, são fazendas mantidas por famílias. Os 5% restantes são propriedades de grandes empresas que trabalham no ramo de alimentos.
Produção da agricultura dos Estados Unidos em 2018
Foram disparadamente o maior produtor mundial demilho (392 milhões de toneladas). O país é líder mundial da produção de milho a décadas e só recentemente a China, com 257,3 milhões de toneladas produzidas neste ano, vem se aproximando da produção norte-americana;
Foram o maior produtor mundial desoja (123,6 milhões de toneladas), um posto que ocupou por muitos anos, mas recentemente, vem disputando com o Brasil a liderança mundial. O Brasil superou a produção de soja dos EUA em 2020;[22]
Foram o 4º maior produtor mundial detrigo (51,2 milhões de toneladas), perdendo somente para China, Índia e Rússia;
Foram o 3º maior produtor mundial debeterraba (30 milhões de toneladas), perdendo somente para Rússia e França (a beterraba serve para a fabricação deaçúcar eetanol);
Foram o 10º maior produtor mundial decana-de-açúcar (31,3 milhões de toneladas) - A cana também é usada para a fabricação deaçúcar eetanol;
Foram o 5º maior produtor mundial debatata (20,6 milhões de toneladas), perdendo somente para China, Índia, Rússia e Ucrânia;
Foram o 3º maior produtor mundial detomate (12,6 milhões de toneladas), perdendo somente para China e Índia;
Foram o 3º maior produtor mundial dealgodão (11,4 milhões de toneladas), perdendo somente para China e Índia;
Foram o 12º maior produtor mundial dearroz (10,1 milhões de toneladas);
Foram o maior produtor mundial desorgo (9,2 milhões de toneladas);
Foram o 3º maior produtor mundial deuva (6,8 milhões de toneladas), perdendo somente para China e Itália;
Foram o 4º maior produtor mundial delaranja (4,8 milhões de toneladas), perdendo somente para Brasil, China e Índia;
Foram o 2º maior produtor mundial demaçã (4,6 milhões de toneladas), perdendo somente para a China;
Foram o 3º maior produtor mundial decebola (3,2 milhões de toneladas), perdendo somente para China e Índia;
Foram o 3º maior produtor mundial deamendoim (2,4 milhões de toneladas), perdendo somente para China e Índia;
Foram o maior produtor mundial deamêndoa (1,8 milhões de toneladas);
Foram o 2º maior produtor mundial demorango (1,3 milhões de toneladas), perdendo somente para a China;
Foram o 10º maior produtor mundial deaveia (814 mil toneladas);
Foram o 8º maior produtor mundial delimão (812 mil toneladas);
Foram o 3º maior produtor mundial depera (730 mil toneladas), perdendo somente para China e Itália;
Foram o 3º maior produtor mundial deervilha verde (722 mil toneladas), perdendo somente para China e Índia;
Foram o 6º maior produtor mundial depêssego (700 mil toneladas);
Foram o 2º maior produtor mundial denoz (613 mil toneladas), perdendo somente para a China;
Foram o 2º maior produtor mundial depistache (447 mil toneladas), perdendo somente para o Irã;
Foram o 3º maior produtor mundial delentilha (381 mil toneladas), perdendo somente para Canadá e Índia;
Foram o 2º maior produtor mundial deespinafre (384 mil toneladas), perdendo somente para a China;
Foram o 4º maior produtor mundial deameixa (368 mil toneladas), perdendo somente para China, Romênia e Sérvia;
Foram o 4º maior produtor mundial detabaco (241 mil toneladas), perdendo somente para China, Brasil e Índia;
Além de produções menores de outros produtos agrícolas, comomelão (872 mil toneladas),abóbora (683 mil toneladas),grapefruit (558 mil toneladas),cranberry (404 mil toneladas),cereja (312 mil toneladas),blueberry (255 mil toneladas),centeio (214 mil toneladas),azeitona (138 mil toneladas), etc.[21]
Na pecuária, os Estados Unidos foram, em 2019, o maior produtor mundial decarne bovina, com uma produção de 12,3 milhões de toneladas; o maior produtor mundial decarne de frango, com uma produção de 20,1 milhões de toneladas; o maior produtor mundial deleite de vaca, com uma produção de 99 bilhões de litros; o 2º maior produtor mundial decarne suína (só perdendo para a China), com uma produção de 12,5 milhões de toneladas; o 6º maior produtor mundial demel, com uma produção de 71,1 mil toneladas, entre outros.[23]
Os EUA possuem o segundo maior rebanho de gado bovino comercial do mundo, atrás somente do Brasil (209,1 milhões de cabeças de gado, sendo que a Índia possua um rebanho de 187,3 milhões de animais (a Índia possui a segunda maior população bovina do mundo, embora por motivos religiosos este gado não é utilizado para fins comerciais). Os Estados Unidos possuem aproximadamente 116,8 milhões de cabeças de gado bovino. Além disso, o país possui também grandes rebanhos suínos (aproximadamente 55 milhões de cabeças) e ovinos (38 milhões de cabeças). Galinhas e outros aviários são criados nos Estados do centro-sul e do sul do país. A indústria pecuária do país produz no geral mais alimentos do que o necessário para atender à demanda nacional - sendo o excesso exportado - embora nos últimos anos o país a demanda por carne e leite bovino nos Estados Unidos tenha superado a oferta, e o país tenha importado grandes quantidades de carne bovina e de gadocanadense.
Embora a prática da criação de gado espalhe-se por todo país, esta indústria está concentrada no sudoeste e no centro-norte do país. As regiões central e ocidental dos Estados Unidos também possuem grandes rebanhos. O Estado deTexas possui o maior rebanho de gado no país. Outros Estados que possuem grandes rebanhos de gado sãoMontana,Colorado,Califórnia eNevada.
A indústria pecuária americana tem enfrentado nas últimas décadas problemas meteorológicos com a seca. Isto fez com que a população do gado americano caísse gradualmente nas últimas décadas. Devido ao alto consumo de carne bovina no país, os Estados Unidos passaram a importar carne e gado do Canadá, deAlberta e deOntário, para tentar minimizar o problema da diminuição populacional dos rebanhos de gado americano.
Os Estados Unidos produzem anualmente mais de cinco milhões de toneladas depeixes e outros animais e vegetais marinhos e fluviais. O valor estimado destes produtos é de 3,4 bilhões de dólares. A maior parte da pesca é realizada noOceano Pacífico, embora a indústria da pesca também seja considerável noGolfo do México e noOceano Atlântico. Outros locais onde a indústria possui importância razoável são em pequenas cidades ao longo doRio Mississippi-Missouri, e nosGrandes Lagos.
O Estado americano deAlasca é o maior produtor de peixes e outros animais e vegetais marinhos, onde a pesca é uma das principais fontes de renda. A pesca também possui alguma importância razoável emWashington,Louisiana,Vermont eMaine. Considerando-se apenas o peso e o valor total dos produtos produzidos pela indústria, sãoLuisiana,Massachusetts,Texas,Maine, Washington,Flórida eVirgínia os principais produtores, organizados em ordem decrescente de pesca.
A indústria da pesca dos Estados Unidos é a quinta maior do mundo, atrás daChina,Peru,Chile eJapão, em ordem decrescente de peso total dos produtos pescados. Apesar disso, a indústria da pesca possui, em geral, pouca importância para a economia do país, respondendo por 0,02% do PIB nacional. Cerca de 150 mil pessoas trabalham como pescadores regulares, isto é, fazem da pesca sua profissão.
Aproximadamente 30% do país é coberto porflorestas. Graças à demanda nacional por produtos de madeira e derivados, a indústria desilvicultura dos Estados Unidos é uma das maiores do mundo. Um terço da madeira produzida no país vêm do noroeste americano, que é a maior região produtora de madeira dos Estados Unidos.Washington é o maior produtor de madeira no país. Já os Estados americanos onde osApalaches estão localizados abrigam grandes florestas cuja madeira das árvores é de grande qualidade.
Apesar das grandes reservas florestais, o grande consumo de madeira no país, ao longo da história americana, fez com que estas reservas lentamente diminuíssem, ao mesmo tempo em que odesmatamento crescia gradualmente, por causa do gradual aumento da demanda. A partir doséculo XIX, para diminuir e estabilizar este problema, os americanos passaram a importar madeira, bem como produtos de madeira e derivados, doCanadá. A madeira canadense atualmente responde por aproximadamente 18% de toda a madeira usada nos Estados Unidos. Esta madeira é importada em sua maior parte das províncias canadenses deColúmbia Britânica,Quebec,Ontário e doNovo Brunswick. Os Estados Unidos são o maior importador de madeira do mundo.
OBanco Mundial lista os principais países produtores a cada ano, com base no valor total da produção. Pela lista de 2019, os Estados Unidos tem a 2ª indústria mais valiosa do mundo (US $ 2,3 trilhões), atrás apenas da China.[29]
A indústria de manufaturação dos Estados Unidos é a maior do mundo. As fábricas americanas produzem grandes quantidades tanto de produtos industriais - produtos que são usados por outras fábricas para a fabricação de outros produtos - e de produtos de consumo - produtos cujo destino final é o consumidor. O valor total dos produtos fabricados no país é de mais de 1,9 trilhão de dólares.
A indústria de manufaturação está concentrada nos estados da região central e da região nordeste dos Estados Unidos. Atualmente, o crescimento industrial está concentrado no sul do país - especialmente no sudoeste americano. ACalifórnia é o estado americano que mais fabrica produtos manufaturados nos Estados Unidos - tanto em número de produto quanto ao valor econômico total destes produtos. Em seguida, em ordem decrescente, vêmTexas,Ohio,Illinois,Michigan,Pensilvânia,Carolina do Norte eNova Iorque.
Os principais produtos fabricados nos Estados Unidos sãocomputadores esoftwares, produtos eletrônicos, equipamentos de transporte (aviões, veículos motorizados,trens e navios), produtos químicos (fertilizantes, remédios), alimentos, maquinário industrial, produtos de metal, produtos deplástico, siderurgia, material impresso,petróleo e derivados e móveis.
A região central dos Estados Unidos é uma grande produtora deferro eaço, veículos motorizados e maquinário industrial.Detroit é a capital da indústria automobilística dos Estados Unidos. A indústria siderúrgica americana é a maior do mundo - embora em frente a forte concorrência da indústria siderúrgica de outros países tais como oBrasil, oCanadá e aÁfrica do Sul. A indústria siderúrgica americana está sediada emPittsburgh e emCincinnati. Em 2019, os Estados Unidos eram o 2º maior produtor deveículos do mundo (10,8 milhões) e o 4º maior produtor deaço (87,9 milhões de toneladas).[30][31][32]
A região nordeste dos Estados Unidos é, por sua vez, grande produtora deroupas etecidos, alimentos industrializados, material impresso e de equipamentos eletrônicos. Por sua vez, petróleo e derivados são produzidos noTexas, bem como outros estados à beira doGolfo do México. O oeste americano é sede da indústria de alta tecnologia americana. NaCalifórnia, localiza-se o famosoVale do Silício, onde são desenvolvidas e produzidas computadores esoftwares em geral. Outro grande pólo da indústria de alta tecnologia é Pittsburgh, um dos principais pólos da indústria robótica e de biotecnologia do mundo.
Os Estados Unidos também são um dos 5 maiores produtores mundiais devinho (foi o 4º maior produtor mundial em 2018),[33] principalmente na área da Califórnia.
Atlanta,Dallas,Seattle eWichita são grandes centros da indústria aeroespacial. A maioria das fábricas daBoeing - a maior empresa fabricadora deaviões em geral do mundo - localizam-se em Seattle.
Até adécada de 1980, a maioria dos produtos americanos eram produzidos no país por companhias americanas. A partir de então, para reduzir custos operacionais, várias companhias passaram a comprar matéria-prima ou certos componentes de outros países. Outros passaram a produzir componentes de produtos em outros países. E outras empresas passaram a produzir de vez todos os seus produtos no estrangeiro. Estes produtos incluem roupas, eletrônicos, computadores, móveis ebrinquedos. Componentes ou produtos são produzidos naChina,Coréia do Sul,Malásia,México eTaiwan.
Destaca-se em todo o seu parque industrial, a indústria de armamentos, exatamente pela demanda destes equipamentos ser proporcional ao tamanho de seu orçamento de defesa, o maior do mundo. São produtores de toda a espécie de armamentos, desde armas leves, veículos, aviões e navios de guerra, etc..
Os Estados Unidos é um país grande. Como tal, possui grandes e vários depósitos de numerosos recursos naturais dentro de seus limites territoriais. O valor dos recursos naturais minerados ou extraídos nos Estados Unidos é o segundo mais alto do mundo - somente atrás daRússia. Embora somente a mineração por si componha apenas uma pequena parcela do PIB (4%) e do número de trabalhadores empregados (0,5%), a mineração é um fator-chave em outros setores da economia americana - especialmente a indústria de manufaturação.
Os principais recursos naturais extraídos nos Estados Unidos sãopetróleo,gás natural ecarvão. O país é o terceiro maior produtor de petróleo do mundo, perdendo apenas para aRússia e aArábia Saudita. Os Estados Unidos também é o segundo maior produtor degás natural do mundo, perdendo apenas para aRússia. A demanda destes dois produtos, porém, é mais alta do que a quantidade extraída destes produtos. Por isso, os Estados Unidos são obrigados a importar petróleo e gás natural, para atender à sua grande demanda, que é a maior do mundo. Os Estados Unidos importam petróleo doCanadá e da Arábia Saudita, gás natural do Canadá e da Rússia. Os Estados Unidos também é o segundo maior produtor mundial decarvão, atrás somente daChina. O carvão é usado em usinas produtoras de eletricidade, que usam o carvão como combustível, ou pela indústria siderúrgica do país.
Em 2019, o país era o 4º produtor mundial deouro;[34] 5º maior produtor mundial decobre;[35] 5º produtor mundial deplatina;[36] 10º produtor mundial deprata;[37] 2º maior produtor mundial derênio;[38] 2º maior produtor mundial deenxofre;[39] 3º maior produtor mundial defosfato;[40] 3º maior produtor mundial demolibdênio;[41] 4º maior produtor mundial dechumbo;[42] 4º maior produtor mundial dezinco;[43] 5º produtor mundial devanádio;[44] 9º maior produtor mundial deminério de ferro;[45] 9º maior produtor mundial depotash (um mineral que contémpotássio e é usado como fertilizante);[46] 12º maior produtor mundial decobalto;[47] 13º maior produtor mundial detitânio;[48] maior produtor mundial degipsita;[49] 2º maior produtor mundial decianite;[50] 2º maior produtor mundial decalcário;[51] além de ser o 2º maior produtor mundial desal.[52] Era o 10º maior produtor do mundo deurânio em 2018.[53]
O turismo é uma das principais fontes de renda dos Estados Unidos. Estima-se que o número de turistas domésticos - isto é, turistas de um dado país que visitam outro lugar neste mesmo dado país - esteja em torno de 1,5 bilhão anualmente.
Os Estados Unidos são o terceiro país mais visitado por turistas estrangeiros. Só perde para aEspanha e para aFrança. Em 2018, foram 79,6 milhões de turistas internacionais. É o país que mais recebe receitas vindas do turismo: foram US $ 214,4 bilhões neste ano.[54] Dos turistas que o país recebe, cerca de oito milhões vêm do Canadá e sete milhões doMéxico. Gastos realizados por turistas canadenses nos Estados Unidos são de aproximadamente 6,2 bilhões de dólares, e os gastos realizados por turistas mexicanos, de cinco bilhões. Outros turistas internacionais vêm daEuropa,Japão,Caribe,China,Brasil eArgentina. Turistas internacionais - excluindo-se os canadenses e os mexicanos - somam 50 milhões anualmente.
Cerca de 350 áreas nos Estados Unidos sãoparques nacionais ou sítios históricos. Estes sítios são administrados pelaNational Park Service. Estes parques e sítios atenderam a cerca de 287 milhões de turistas - domésticos ou estrangeiros. Alguns polos turísticos americanos incluemNova Iorque,Los Angeles,Miami,Orlando,San Francisco,Honolulu,Filadélfia eChicago.
Os Estados Unidos são o maior polo financeiro do mundo. Existem cerca de 800 mil instituições financeiras. Aqui, estão inclusas bancos, seguradoras e imobiliárias. O setor financeiro emprega mais de 13 milhões de pessoas nos Estados Unidos - 7,8% da força de trabalho nacional - e é responsável por cerca de 19% do PIB nacional.
Existem cerca de 10 250 empresas financeiras nos Estados Unidos, mais 1,7 mil empresas de poupança e empréstimo, que são direcionadas primariamente para o financiamento da aquisição da casa própria. O número destas empresas está em declínio nos últimos anos, por causa de falências, compras e fusões, enquanto o número de centros bancários continua a aumentar. No total, são mais de 87 mil centros bancários. O total das poupanças e outras redes de crédito somadas dos bancos americanos é de 5,5 trilhões de dólares. As inúmeras empresas financeiras americanas estão sediadas em diferentes cidades espalhadas pelo país.Nova Iorque,Chicago,Houston,Los Angeles,San Francisco eFiladélfia destacam-se como os principais centros financeiros do país. Nova Iorque é o maior centro financeiro do mundo, e Chicago e Los Angeles estão entre os maiores do mundo.
Os Estados Unidos possuem uma extensiva malharodoviária,ferroviária ehidroviária. De fato, a quilometragem destas malhas são as maiores do mundo em suas respectivas categoria. Existem cerca de 75 mil quilômetros de rodovias evias expressas de alta capacidade. Para cada 100 habitantes, existem cerca de 75 carros. Enquanto isto, caminhões transportam cerca de um quarto de toda a carga transportada no país.
Trens transportam cerca de 35% de toda a carga transportada no país, enquanto respondem por apenas 1% dos passageiros movimentados. O contrário acontece com aslinhas aéreas americanas, que transportam 18% dos passageiros mas menos de 1% da carga no país. O mercado norte americano de passageiros no setor aéreo é a maior do mundo.Chicago,Atlanta,Los Angeles,Dallas,Nova Iorque,San Francisco eOrlando destacam-se como grandescentros aeroportuários.
São publicadas diariamente no Estados Unidos cerca de 60 milhões dejornais. No país, são publicados milhares de jornais diários ou semanais. Existem também no país milhares de estações derádio etelevisão. Praticamente toda residência americana possui um rádio, e a grande maioria possui uma televisão.
Nas energias não-renováveis, em 2020, o país era o maior produtor depetróleo do mundo, extraindo 11,3 milhões de barris/dia.[55] Em 2019, o país consumia 19,4 milhões de barris/dia.[56][57] O país foi o 2º maior importador de petróleo do mundo em 2018 (7,9 milhões de barris/dia).[55] Em 2015, os Estados Unidos também eram o maior produtor mundial degás natural, 766,2 bilhões de m³ ao ano.[58] Na produção decarvão, o país foi o 2º maior do mundo em 2018: 702,3 milhões de toneladas, atrás apenas da China.[59] Os Estados Unidos também são o país que mais possuiusinas atômicas em seu território: em 2019 haviam 95 usinas, com uma potência instalada de 97,1 GW.[60]
Nas energias renováveis, em 2020, os Estados Unidos eram o 2º maior produtor deenergia eólica do mundo, com 117,7 GW de potência instalada; o 2º maior produtor deenergia solar do mundo, com 75,5 GW de potência instalada (em ambos, atrás apenas da China);[61] e em 2014 era o 4º maior produtor deenergia hidroelétrica do mundo (atrás da China, do Brasil e do Canadá) com uma potência instalada de 102 GW.[62][63][64]
Os Estados Unidos são os maiores produtores e consumidores deenergia elétrica do mundo. O país consome cerca de um quarto de toda a energia elétrica produzida anualmente no mundo inteiro - apesar de concentrar apenas 5% da população mundial. O consumo de energia elétrica per capita do Estados Unidos é a segunda mais alta do mundo, atrás somente doCanadá. Combustíveis fósseis geram no total 39% da eletricidade produzida nos Estados Unidos. O carvão gera 57% da eletricidade consumida no país, o gás natural gera 9%, e petróleo gera 2%. O extensivo uso de combustíveis fósseis como combustível para geração de eletricidade, aliado à maior frota automobilística em atividade do planeta, fazem com que o Estados Unidos seja responsável sozinho por um quinto de toda a emissão de gases provocadores doefeito estufa.
Outras fontes de energia sãousinas hidrelétricas, que geram 20% da eletricidade produzida no país, eusinas nucleares, que geram 9% da eletricidade produzida no país. Apesar de ser a maior produtora de eletricidade do mundo, tendo gerado mais de 3,839 trilhões de quilowatts em 2002, a produção de eletricidade doméstica não é suficiente para atender à grande demanda nacional, de mais de quatro trilhões de quilowatts. Os Estados Unidos importa o restante da eletricidade necessária doCanadá.
De acordo com oUnited States Census Bureau, a renda familiar média bruta americana em 2010 foi de 49 445 dólares. A média variou de 64 308 dólares entre famílias asiáticas-americanas a $ 32 068 entre os lares deafro-americanos. Usando aparidade do poder de compra das taxas de câmbio, a média geral é semelhante ao grupo do mais ricospaíses desenvolvidos. Depois de uma diminuição acentuada durante a metade doséculo XX, a taxa depobreza estabilizou-se desde os anos 1970, sendo que há entre 11 e 15% norte-americanos abaixo dalinha da pobreza todos os anos e cerca de 58,5% deles passam pelo menos um ano em situação de pobreza entre as idades de 25 e 75 anos.[65][66] Em 2010, 46,2 milhões de americanos viviam na pobreza, número que subiu pelo quarto ano consecutivo.[67]
OEstado de bem-estar social dos Estados Unidos é um dos menos extensos do mundo desenvolvido, o que diminui a sua capacidade de reduzir apobreza relativa eabsoluta consideravelmente menos do que a média para os países ricos,[68][69] embora os gastos sociaisper capita públicos e privados combinados sejam relativamente altos.[70] Enquanto o Estado de bem-estar americano reduza eficazmente a pobreza entre os idosos,[71] presta relativamente pouca assistência para os mais jovens.[72] Um estudo de 2007 daUNICEF sobre o bem-estar infantil em vinte e uma nações industrializadas classificou os Estados Unidos em penúltimo lugar.[73]
Entre 1947 e 1979, a renda média real aumentou em mais de 80% para todas asclasses sociais, com a renda dos americanos mais pobres crescendo mais rapidamente do que a dos mais ricos.[74] No entanto, o aumento da renda, desde então, têm sido mais lento, menos amplamente compartilhados e acompanhado pelo aumento da insegurança econômica.[74][75] A renda familiar média aumentou para todas as classes, desde 1980,[76] mas o crescimento tem sido fortemente inclinado em direção ao topo.[68][74][77] Por conseguinte, a parcela da renda do 1% do topo - 21,8% da renda total reportada em 2005 - mais do que duplicou desde 1980,[78] deixando o Estados Unidos com a maior desigualdade de renda entre as nações desenvolvidas.[68][79] Os 1% mais ricos pagam 27,6% de todos osimpostos federais, enquanto os 10% mais ricos pagam 54,7%.[80] A riqueza, como renda, é altamente concentrada: os 10% mais ricos da população adulta possuem 69,8% da riqueza doméstica do país, a segunda maior participação entre as nações desenvolvidas.[81] Os 1% mais ricos possuem 33,4% da riqueza líquida.[82]
Em 2020, o país foi o 2º maior exportador do mundo (US $ 1,64 trilhões, 8,8% do total mundial). Na soma de bens e serviços exportados, chega a US $ 2,49 trilhões, perdendo por pouco para a China, que exportou US $ 2,64 trilhões.[83][84] Já nas importações, em 2019, foi o maior importador do mundo: US $ 2,56 trilhões.[85]
Os Estados Unidos, tendo uma das economias mais poderosas e influentes do mundo, possuem tratados comerciais com diversos países ao redor do mundo. Os Estados Unidos são um membro doNAFTA (Tratado de Livre Comércio da América do Norte), do qual oMéxico e oCanadá fazem parte. O Canadá é o maior parceiro comercial dos Estados Unidos, seguido pela China e pelo México.
É importante ressaltar também, que o Estados Unidos tem hoje a maior dívida externa pública do mundo. Tem o maior PIB, entretanto, ironicamente tem o maior déficit econômico também.
Outro problema que preocupa opaís é a realização necessária de importar deminérios para garantir a manutenção de sua economia que está sempre sedesenvolvendo. Os Estados Unidos são importadores de mais de 15% dopetróleo, 20% do cobre e dotungstênio, 50% dozinco e de bastantemanganês e demais minerais que são consumidos.[86]
O colosso é a principal característica econômica daproduçãomineral dos Estados Unidos mas também do consumo, e o requisito para que ela seja mantida é implantarempresas norte-americanas na quase totalidade daesfera global, a fim de serem obtidasmatérias-primas baratas. Sendo atuante não somente na economia, essas empresas muitas vezes são interferentes na organização dospaíses onde se instalaram, defendendo os interesses norte-americanos.[86]
Outra séria dificuldade prejudicial à economia é a desequilibradabalança comercial norte-americana. Como a economia dos Estados Unidos é complexa e as demais nações, em especial oJapão, avançam constantemente, a tendência do seu mercado é a absorção da maioria dosprodutos estrangeiros, nos quais percebe-se a entrada depreços de maior competitividade. Por esse motivo, os Estados Unidos são possuidores de uma grandedívida externa e é possível que os produtos nacionais concorrentes com produtos deimportação sejam ameaçadores ao nível de emprego de suapopulação.[87]
Sendo procurada uma forma de adaptação aos novos requisitos globais para formar conjuntos depaíses que tenham as mesmas finalidades econômicas. os três países daAmérica do Norte deram início uma parceria pela qual é pretendido beneficiar à todas as pessoas.[87]
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