O nome deste género, provém dolatimDracaena[2], que, por sua vez, proveio dogrego clássico δράκαινα (drákaina)[3], que significa «dragoa; dragão fêmea».[1]
As dracenas podem-se dividir em dois grandes grupos, de acordo com o porte:
Num grupo, encontram-se as espécies com porte arbóreo[1], as quais crescem em regiões áridas e semi-desérticas, sendo comummente conhecidas comoárvore-do-dragão oudragoeiro[4].
Noutro grupo, encontram-se as espécies de porte arbustivo[1], as quais crescem à sombra, nosub-bosque das florestas tropicais, sendo comummente conhecidas comodracenas. Encontram-se popularizadas, enquanto plantas domésticas.
Há ainda, inúmeras outras espécies que, antigamente se inseriam no género dasDracenas, mas que, presentemente, estão agora incluídas nogéneroCordyline.[5]
O dragoeiro deve o seu nome à cor daseiva produzida pelaD. draco e pelaD. cinnabari, que depois de oxidada por exposição ao ar forma uma resina pastosa de cor vermelho vivo que foi comercializada naEuropa com o nome dosangue-de-dragão oudrago. O sangue-de-dragão moderno, entretanto, é mais comummente feito a partir das palmasDaemonorops.
Há algumas espécias, como aD. deremensis,D. fragrans,D. godseffiana,D. marginata, e aD. sanderiana, que são muito usadas como plantas caseiras e em decoração de jardins. Também são muito utilizadas pela cultura afro-brasileira nos ritos de passagem daIniciação Queto.[6]
O sangue-de-dragão era usado na antiguidade em fármacos (sob o nome desanguis draconis) e em tinturaria, constituindo nos tempos iniciais de povoamento europeu daMacaronésia, em especial das Canárias, um importante produto de exportação.[7]
↑Nomes de Dracenas. Multilingual Multiscript Plant Name Database. (em inglês)
↑José Flávio Pessoa de Barros – Eduardo Napoleão - Ewé Òrìsà - Uso Litúrgico e terapêutico dos Vegetais nas casas de candomblé Jêje-Nagô, Editora Bertrand Brasil.