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Dinastia Shang

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Parte deuma série da
História da China
  • Xia(c. 2070–1600 AEC)

  • Shang(c. 1600–1046 AEC)

  • Chou(c. 1046–256 AEC)
Chou Ocidental(1046–771 AEC)
Chou Oriental(771–256 AEC)
Primaveras e Outonos(c. 770–476 AEC)
Estados Combatentes(475–221 AEC)

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Han Ocidental(202 AEC – 9 EC)
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Wei,Shu, eWu

   
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Jin Oriental(317–420)




   

Sung do Norte(960–1127)
Sung do Sul(1127–1279)



Moderna

   

ADinastia Shang (em chinês: 商朝, pinyin:Shāng Cháo;c. 1600 a.C. – 1045 a.C.) foi a segundaDinastia registrada pela historiografia tradicionalchinesa, e também um influenteestado (no qual o registro mais antigo do passado daChina foi escrito, possivelmente noséculo XIII a.C. na forma de inscrições divinatórias em ossos ou carapaças de animais). A Dinastia Shang tinha influência desde o norte dorio Amarelo a sul dorio Han eYangtzé, doShandong ao sul doHenan, domar Amarelo aBanpo. Os Shangs já eram poderosos antes de suplantarem os Xia e coexistiram com a DinastiaZhou e a Dinastia Xia.[1][2]


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Dinastia Shang

1600 – 1046 a.C
ContinenteÁsia
RegiãoExtremo Oriente
PaísChina
CapitalYin Xu
Língua oficialChinês antigo
ReligiãoReligião tradicional chinesa
GovernoMonarquia Feudal
Período históricoIdade do BronzeIdade Antiga
 • 1600Deposição daDinastia Xia
 • 1046 a.CDeposto pelaDinastia Zhou

Antecedentes

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Antes dessa Dinastia, houve a China pré-histórica e aDinastia Xia.[1][3]

Capitais Shangs

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Na Dinastia Shang, houve uma série de capitais, das quais a mais importante eraZhengzhou, capital durante o período inicial e intermédio da Dinastia. Ela tinha uma muralha com cerca de 6,4 quilómetros de comprimento e 10 metros de altura que protegia um grande povoado. Os edifícios e a muralha usavam a técnica de terra calcada. Já a cidade deAnyang foi ocupada entre 1300 e 1050 a.C. e descoberta na década de 1830.[1][4][5]

Em Zhengzhou, ascasas eoficinas descobertas indicam que a sociedade Shang era incrivelmente organizada, governada rigidamente e socialmente estratificada. Nos arredores de Anyang, emXiaotun, foram descobertos indícios do que teria sido o centro cerimonial e administrativo do estado Shang na sua fase tardia. EmXibeigang, 3 quilómetros a norte foram descobertos 11 grandes túmulos cruciformes que podiam pertencer aos 11 monarcas Shangs, que segundo os registos existentes teriam reinado em Anyang.[5][6]

Cidades Shangs

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Encontraram-se restos de sociedades avançadas e estratificadas datados da época da Dinastia Shang no vale dorio Amarelo

No seu apogeu mais de mil cidades fortificadas estariam ligadas à capital e ao palácio Shang. As cidades Shangs eram localizadas noVale do rio amarelo e na planície na China do norte.[7]

Governantes Shangs

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Os governantes Shangs faziam um importante papel cerimonial, mas também se ocupavam daadministração doestado e eram servidos porfuncionários com funções especializadas. Eram apoiados por váriosclãsaristocráticos com os quais tinham relações deparentesco ou dematrimônio. Aaristocracia dedicava-se àsartes militares e lutava comcarros puxados a cavalo. A relação entre os Shangs e os clãs era pessoal mas formalizada através de cerimônias de investidura, nos quais o rei podia pedir serviços aos clãs, laborais e militares. Os Shangs bem como os seus apoiadores da aristocracia levavam a cabo campanhas agressivas contra os vizinhos, obtendo assim prisioneiros esaques. Também expandiam a sua autoridade graças a mandatos para a criação de novospovoados e da disponibilização de novas zonas para aagricultura. Com estes meios o estado Shang expandiu-se do seu núcleo territorial junto ao rio amarelo até ao vale dorio Wei até a atual província deShanxi. Os reis Shangs eram consideradossemideuses.[1][5]

Relações dos Shangs com outros

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Os Shangs formaram relações com um estado chamado Shu, o que talvez signifique que uma cultura que se desenvolveu de forma independente na província deSichuan.[5]

Economia Shang

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A base económica do estado Shang era a agricultura e a sua colheita mais importante era opainço. O clima daplanície do norte chinês era então maistropical e arborizado, necessitando assim de uma considerável quantidade de mão de obra para atuar na agricultura. Afirma-se muitas vezes, especialmente por historiadoresmarxistas, comoGuo Moruo, que a mão de obra utilizada normalmente eraescrava e que a sociedade Shang devia ser considerada como o estágio escravagista da evolução social chinesa. Tal ideia tem sido motivada por indícios de sacrifícios humanos que faziam parte das cerimónias fúnebres da realeza, e por certas inscrições oraculares. Há pouco tempoJun Li sugeriu que a maioria da população não era composta por escravos, no sentido de serem comprados e vendidos, e que esta usufruía de liberdade individual. No entanto era obrigada a trabalhos coercivos, como a construção de muralhas e tarefas agrícolas, sendo também recrutada para serviços militares.[8] Asoja foi introduzida em 1200 a.C.[9]

Fragmentos de ossos oraculares

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Muitas das informações disponíveis sobre a sociedade Shang chegou até nós graças a inscrições feitas em omoplatas debovinos, ou com menos regularidade em carapaças detartarugas. Diziam que eram "ossos dedragão" e era reduzidos a pó para fins medicinais. Foram descobertos mais de 200 mil fragmentos do ossos oraculares em Xiaotun. Os ossos oraculares revelam nos as mais variadas coisas sobre o estado Shang. Usavam (as inscrições oraculares) 3 mil grafemas diferentes e incluíam uma semana de dez dias e um ciclo de 60 dias.[10]

Metalurgia chinesa Shang

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Receptáculo para vinho, utilizado em rituais

Os indícios acumulados nos últimos anos apoiam a teoria da descoberta independente dametalurgia na China e da rápida transferência de técnicasceramistas para a manufatura de objetos embronze. A produção e utilização do bronze era controlada pelorei. A quantidade de objetos encontrados demonstra que a extração de minério e a manufatura de peças constituíam grandesindústrias. Os recipientes Shangs iniciais eram fundidos em moldes distintos sendo as várias partes posteriormente unidas. Uma indústria em pequena escala surgiu emGansu por volta do ano 2000 a.C.. Este método foi a base sobre o qual se desenvolveu a produção de bronze em grande escala.[11]

Túmulos

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Os reis Shangs eram sepultados em grandestúmulos cruciformes, cuja escavação exigia o trabalho de centenas de pessoas. Os cadáveres eram postos em caixões de madeira rodeados por objetos funerários. Nas rampas que conduziam ao fundo do túmulo encontravam-se cadáveres humanos e de cavalos.[11][12]

Religião Shang

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Graças às provas, pode se ter uma ideia da religião Shang. O povo Shang adorava vários deuses, dos quais muitos eram ascendentes da realeza. Outros eram espíritos daNatureza, e ainda outros possivelmente derivassem de mitos populares ou de cultos locais. O culto do ancestrais era praticado por grande parcela da população e permaneceu uma parte essencial do culto religioso até aos tempos modernos. Um estudo recente mostra que Di significava "deuses" coletivamente, em vez de um deus principal, como antigamente se pensava e apenas com os Zhous surgiria a ideia de um deus principal. Os indícios descobertos nos túmulos mostra-se claro que acreditavam navida depois da morte, e as perguntas oraculares podem ter sido dirigidas a antepassados falecidos. A corte pode ter sido frequentado por Xamãs e, é possível que o próprio rei fosse um xamã. É claro, se estas opiniões estiverem certas, a essência da religião Shang era muito diferente da abordagem racional das escolas filosóficas que tornar-se-iam preponderantes durante o período Zhou. O autor David N. Keightley, aceita num livro recente que acosmologia dos Shangs não era a única que existia, refere também que é pouco o que se sabe sobre as formas de crenças de todos os que não pertenciam a elite Shang.[13]

Os historiadores chineses de períodos posteriores habituaram-se à noção de que uma Dinastia sucedia a outra, mas sabe-se que a situação política na China primitiva era muito mais complexa. Alguns acadêmicos sugerem que os Xias e os Shangs talvez fossem entidades políticas que coexistiram, da mesma maneira que os zhous foram contemporâneos dos Shangs.[5]

Ver também

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Referências

  1. abcdSérie de autores e consultores,Dorling Kindersley,History (título original), 2007,ISBN 978-989-550-607-1, pág 60
  2. Roberts, John A. G.,History of China (título original), Palgrave MacMillan, 1999 (primeira edição), 2006 (segunda edição),ISBN 978-989-8285-39-3, pág 35-37
  3. Roberts, John A. G.,History of China (título original), Palgrave MacMillan, 1999 (primeira edição), 2006 (segunda edição),ISBN 978-989-8285-39-3, pág 33-35
  4. Série de editores e colaboradores,Sinais do tempo do mundo antigo (título emPortugal), Dorling Kindersley, 1993 (primeira edição), pág 120
  5. abcdeRoberts, John A. G.,History of China (título original), Palgrave MacMillan, 1999 (primeira edição), 2006 (segunda edição),ISBN 978-989-8285-39-3, pág 36
  6. Série de autores e consultores,Dorling Kindersley,History (título original), 2007,ISBN 978-989-550-607-1, pág 60 e 61
  7. Série de editores e colaboradores,Sinais do tempo do mundo antigo (título emPortugal), Dorling Kindersley, 1993 (primeira edição), p. 126 e 127
  8. Roberts, John A. G.,History of China (título original), Palgrave MacMillan, 1999 (primeira edição), 2006 (segunda edição),ISBN 978-989-8285-39-3, pág 37
  9. Série de editores e colaboradores,Sinais do tempo do mundo antigo (título emPortugal), Dorling Kindersley, 1993 (primeira edição), p. 124.
  10. Roberts, John A. G.,History of China (título original), Palgrave MacMillan, 1999 (primeira edição), 2006 (segunda edição),ISBN 978-989-8285-39-3, pág 37 e 38
  11. abRoberts, John A. G.,History of China (título original), Palgrave MacMillan, 1999 (primeira edição), 2006 (segunda edição),ISBN 978-989-8285-39-3, pág 38
  12. Série de autores e consultores,Dorling Kindersley,History (título original), 2007,ISBN 978-989-550-607-1, pág 61
  13. Roberts, John A. G.,History of China (título original), Palgrave MacMillan, 1999 (primeira edição), 2006 (segunda edição),ISBN 978-989-8285-39-3, pág 39

Bibliografia

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  • Roberts, John A. G.,History of China (título original), Palgrave MacMillan, 1999 (primeira edição), 2006 (segunda edição),ISBN 978-989-8285-39-3

Ligações externas

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Oriente
Próximo
Estepe
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Leste
Asiático
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Meridional
Mesoamérica
Andes
Relacionados
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