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Design

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iPod, reconhecido pelodesign de alta qualidade.

Design (do latim: "designare": destacar, refere-se à projeto[1])[nota 1] conceitos aplicado na criação de produto que une funcionalidade e estética com um propósito específico;[2][3] é a idealização, criação, concepção, elaboração e, especificação deprodutos, normalmente produzidos industrialmente ou por meio de sistema deprodução em série que demanda padronização dos componentes edesenho normalizado. Essa é uma atividade estratégica, técnica e criativa, normalmente orientada por uma intenção ou objetivo, ou para a solução de um problema.

Exemplos de uso do design incluem projetar vários tipos deobjetos, como utensílios domésticos, vestimentas, máquinas, ambientes, serviços, marcas e tambémimagens, como em peças gráficas, famílias de letras (tipografia), livros e,interfaces digitais desoftwares ou depáginas da internet, entre outros.

O design recorre a algumasdisciplinas como por exemplo:antropometria,economia,biônica,ecologia, entre outras.

Odesign é também umaprofissão, cujo profissional é odesigner, que normalmente se especializam em uma determinada área/atividade. Atualmente as especializações mais comuns são:design de interação,design visual,design de produto,design de moda,design de interiores,design gráfico e,design de serviço.

História

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Ver artigo principal:História do design

Mesmo estando presente em vários momentos dahistória da civilização, como busca da união daestética dos objetos às suas funcionalidades, as práticas que caracterizam o design moderno tomaram corpo naRevolução Industrial. Posteriormente, no meio cultural e industrial alemão da primeira década do século vinte, o design passou a ser tomado como um objeto de estudo e seus conhecimentos organizados em uma disciplina.

Odesign no Brasil foi bastante influenciado, principalmente no seu ensino, pela tradição alemã daDeutscher Werkbund (Federação Alemã do Trabalho), da Bauhaus e da Escola de Ulm.

A primeira instituição a oferecer um curso superior em design no Brasil foi aEscola Superior de Desenho Industrial -ESDI. Fundada no ano de 1962 como uma entidade autônoma, seu modelo de ensino foi fortemente influenciado pelo modelo alemão daEscola de Ulm.[4] No ano de1975 ela foi incorporada ao Centro de Tecnologias e Ciências daUERJ, passando a fazer parte da citada.

Profissão

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Ver artigo principal:Designer

O senso comum costuma perceber odesenho industrial apenas pelas suas intervenções estéticas. Entretanto, uma importante preocupação dodesign éunir a forma e a função desse objeto, e como ele se relaciona com o usuário. E, em um processo de retroalimentação, as intervenções do desenho industrial no produto acabam, inclusive, por otimizar suas funções.

O crescimento e aperfeiçoamento da produção industrial contemporânea aumenta a importância da concepção e acabamento formal dos produtos. Na construção de um produto, osdesigners levam em conta valores estéticos que possam ser aliados aos aspectos de funcionalidade do tal item, permitindo seu melhor posicionamento no mercado. Bens podem se tornar mais desejados apenas com alterações em sua abordagem de desenho industrial.

Estudo

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O estudo dodesign sempre esteve ligado a outras áreas do conhecimento como apsicologia, a teoria daarte, acomunicação e aciência da cognição. No entanto, odesign possui um conhecimento próprio que se desenvolveu através dasua história, mas tem se tornado mais evidente nos últimos anos. Isso pode ser percebido pela criação de cursos de doutorado e mestrado específicos sobredesign em todo o mundo.[5]

Certos pesquisadores vêm buscando compreender melhor esse conhecimento próprio, que segundo alguns constitui uma filosofia dodesign.[6] Estudam as hipóteses, fundações e implicações dodesign. O campo é definido por um interesse em um conjunto de problemas, ou interesse nas preocupações centrais ou fundamentais dodesign. Além desses problemas centrais para odesign como um todo, muitos filósofos dodesign consideram que esses problemas como aplicados às disciplinas específicas (por exemplo, afilosofia da arte).

O filósofo checo naturalizado brasileiroVilém Flusser estudou a relação entre os objetos e os seres humanos, com especial atenção àfotografia. Ele dava aodesign uma importância central na criação da cultura, principalmente na contemporânea.[7]

Um exemplo desse tipo de conhecimento é o estudo datipografia, sua história e seu papel na estruturação do conhecimento humano.[8]

Outras acepções

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Nafilosofia o substantivo abstratodesign refere-se a objetividade, propósito, outeleologia. O conceito é bastante moderno, e se interpõe entre ideias clássicas de sujeito e objeto. Odesign é então oposto à criação arbitrária, sem objetivo ou de baixacomplexidade.

No Brasil, desenho industrial é uma categoria de direito autoral passível de proteção regulamentada na Lei 9.279/96. É importante ressaltar que deve ser um resultado visual novo para que tenha a referida proteção na legislação brasileira. O registro de desenho industrial vigorará pelo prazo de 10 (dez) anos e admite 3 (três) prorrogações por períodos sucessivos de 5 (cinco) anos cada. O pedido de prorrogação deverá ser formulado durante o último ano de vigência do registro.

Outros projetosWikimedia também contêm material sobre este tema:
WikcionárioDefinições noWikcionário
CommonsCategoria noCommons

Ver também

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Notas

  1. O termo deriva, originalmente, dedesignare, palavra emlatim, sendo mais tarde adaptado para o inglês comodesign. Houve uma série de tentativas de tradução do termo, mas os possíveis nomes comoprojética industrial acabaram em desuso. No Brasil, o termo "design' foi adotado durante o 5º ENDI (Encontro Nacional de Desenhistas Industriais), que ocorreu em Curitiba em 1988. Desenhistas industriais (hoje chamadosdesigners) do país todo reuniram-se e acordaram em utilizar os termosdesign edesigner, para se designar à matéria e ao profissional da área, respectivamente. Em inglês, a palavradesign pode ser usada tanto como umsubstantivo quanto como umverbo. O verbo refere-se a um processo de dar origem e então desenvolver um projeto de algo, que pode requerer muitas horas de trabalho intelectual,modelagem, ajustes interativos, e até mesmo processos dere-design; ou seja, o verbo é sinônimo em português deprojetar. O substantivo se aplica não apenas ao produto finalizado da ação (ou seja, o produto dodesign em si), ou ao resultado de se seguir o plano de ação, mas também ao projeto de uma forma geral. O termo inglês é bastante abrangente, mas quando os profissionais o absorveram para o português, queriam designar somente a prática profissional dodesign, ou seja, projetar. Era preciso, então, diferenciardesign dedrawing (ou seja, oprojeto diferente dodesenho), enfatizando que a profissão envolvia mais do que a mera representação das coisas projetadas. Nalíngua espanhola também existe essa distinção (sem uso doanglicismo): existem as palavrasdiseño (que se refere aodesign) edibujo (que se refere ao desenho). Estudos etimológicos deLuis Vidal Negreiros Gomes indicam que também no português existem essas nuances de significado, com as palavrasdebuxo como traçado edesenho como projeto, comportanto toda a riqueza de significados dodiseño. A questão do pouco uso das variantes linguísticas do desenhar (desenhador, desenhismo, desenhante, desenhística, desenhamentos) e dodebuxar (debuxos técnicos) no Brasil reflete na verdade a atrofia que as áreas criativas e técnicas sofreram na educação. O arquiteto brasileiroJoão Batista Vilanova Artigas, em um ensaio intituladoO desenho, faz referências ao uso durante operíodo colonial da palavradesenho com significado dedesejo ouplano. NaBauhaus, adotou-se a palavragestaltung, que significa o ato de praticar agestalt, ou seja, lidar com as formas, ou formatação. Quando traduzida para o inglês, adotou-sedesign, já usada para se referir a projetos. NoBrasil, com a implementação do primeiro curso superior dedesign, por volta da década de50, adotou-se a expressãodesenho industrial, pois à época era proibido o uso de palavras estrangeiras para designar cursos em universidades nacionais. O nomedesenho industrial foi assim pensado porque refere-se à prática de desenhar, esboçar e projetar algo que será reproduzido posteriormente em escala industrial. Antes disso, em 1934,Eliseu Visconti, um pioneiro dodesign brasileiro, ministrou curso deextensão universitária em "arte decorativa aplicada à indústria", na Escola Politécnica da Universidade do Rio de Janeiro. A disputa por uma nomenclatura para a profissão se estenderia por décadas. Atualmente tanto a legislação doMEC para cursos superiores como várias associações profissionais usam o termodesign, por entenderem que este sintetize melhor a essência da prática profissional, além se ser uma palavra menor e que já faz parte do saber popular. Contudo, no Brasil, a nomenclaturadesenho industrial mantém-se em uso atualmente, sobretudo entre os cursos dedesign em instituições públicas de ensino superior. O termodesenhista industrial, porém, já não segue o mesmo rumo, pois cada vez mais cai no desuso, dando lugar ao termo inglêsdesigner. O já mencionadoVilanova Artigas tentou resolver a questão propondo a palavradesígnio como sendo a tradução correta dedesign, pois dessa forma, este apresentaria diferenças do simples "desenho". Apesar de ser desenho, odesign possuiria algo mais: uma intenção (ou desígnio). Entretanto, apesar das pesquisas realizadas pelo arquiteto, sua proposta não foi adotada. Porém, Artigas considera legítimo também o uso da palavradesenho como tradução dedesign, devido ao seu contexto histórico: Artigas explora os significados da palavradesenho e vai até oRenascimento, quando o desenho possuía um conteúdo mais abrangente que o mero ato de rabiscar. Outra proposta de nomenclatura era oneologismoprojética, proposto porHouaiss, que também não foi adotada. Em todas as propostas de nomenclatura está implícito o conceito "projeto".

Referências

  1. «Origem da palavra Designar».Origem Da Palavra. Consultado em 4 de fevereiro de 2025 
  2. «Design».Dicionário Dicio. Consultado em 4 de fevereiro de 2025 
  3. «Design».Michaelis On-Line. Consultado em 4 de fevereiro de 2025 
  4. Paula et al. 2010.
  5. Monat, Campos & Lima 2008.
  6. Love, Terence.«Philosophy of Design: a Meta-theoretical Structure for Design Theory». www.love.com.au.Love Design & Research. Consultado em 30 de novembro de 2021 
  7. Flusser, Vilém (10 de janeiro de 2017).O mundo codificado. [S.l.]: Ubu Editora.ISBN 9788592886240 
  8. Lupton, Ellen (6 de abril de 2021).Pensar com Tipos. São Paulo, SP: Editora Olhares.ISBN 9786588280072 

Bibliografia

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Ligações externas

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Brasil

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Portugal

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