ODesfile das Escolas de Samba do Rio de Janeiro é aparadacarnavalesca que acontece anualmente noSambódromo da Marquês de Sapucaí, na cidade doRio de Janeiro, noBrasil.
O desfile competitivo das escolas de samba foi idealizado pelo jornalista pernambucanoMário Filho (irmão do dramaturgoNelson Rodrigues), que organizou através do seu periódicoMundo Sportivo o primeiro certame oficial, no ano de 1932.[1][2][3] Outro recifense,Pedro Ernesto, também atuou de forma decisiva para o sucesso do evento: quando prefeito do entãoDistrito Federal, tornou-se o primeiro político a dar apoio financeiro ao carnaval, dentro de um projeto que visava transformar o Rio de Janeiro numa potência do turismo, e em 1935 reconheceu e oficializou os desfiles.[4][5]
Um determinado número deagremiações disputa o título de campeã do carnaval com avaliações feitas por jurados divididos entre diversos quesitos previamente estipulados pela ligas organizadora do evento que sãoLIESA,LIERJ,Superliga eLIVRES. Outras ligas já administraram esses desfiles comoUGESB,FBES,UCES,AESCRJ,LIESGA,Samba é Nosso eACAS eLIESB.
Ao longo dos anos, os nomes dos grupos, número de escolas participantes e regras de competição foram alteradas.
As escolas têm seus componentes divididos em grupos ou alas, e cada ala tem a mesma fantasia, dentro do enredo trazido, uma bateria que são os ritmistas que tocam os instrumentos de percussão, uma ala de baianas, figura tradicional do carnaval carioca, ala de crianças, umacomissão de frente, formado por 15 pessoas em média que vem na frente da escola, em geral com uma apresentação teatral ou coreográfica, as alegorias, que são os carros alegóricos, onde estão os destaques, figuras centrais do enredo, os passistas que são os componentes que desfilam "sambando no pé", já que as alas evoluem e não sambam, algumas apresentam coreografias ensaiadas, e atualmente os componentes dos carros também podem apresentar coreografias, os diretores de harmonia, que são elementos responsáveis pela organização do desfile, omestre-sala e porta-bandeira, responsáveis pela condução do pavilhão da escola, se apresentam ricamente trajados e bailando, sendo que todos os componentes cantam o samba enredo em uníssono, liderados pelo cantor oficial da escola, o "puxador".
O desfile do Grupo Especial e da Série A (fusão dos Grupos de acesso A e B), acontecem no Sambódromo. Já os desfiles dosGrupos de acesso C, D e E, (agora B, C, D e E) acontecem naIntendente Magalhães onde são montadas arquibancadas para o público. Cada uma tem um tempo de desfile que pode variar de 75 minutos paras as do grupo especial, que chega a ter 5000 componentes, a 30 minutos que é o caso das escolas menores, que não chega a reunir 300 componentes.
As escolas do Grupo Especial fazem o desfile daLIESA em dois dias de desfile (domingo e segunda-feira). Já o desfile da Série A acontece na sexta e sábado de carnaval. Fazem o desfile de uma nova instituição carnavalesca, aLIERJ que antes eram Grupos de acesso A e B. além dos demais grupos são organizados pelaAESCRJ, sendo que antes eram chamados de Grupo Rio de Janeiro. Na terça-feira, acontece o desfile dasescolas de samba mirins, organizada pelaAesm-RIO.
A apuração das notas das escolas de samba doGrupo Especial é realizada naquarta-feira de cinzas; declara-se a campeã e a última colocada é rebaixada para a Série A. As seis melhores colocadas voltam à Marquês de Sapucaí no sábado seguinte para odesfile das campeãs. Da mesma forma, na apuração do desfile da Série A, realizado após a apuração do grupo especial, declara-se a campeã (que sobe para o grupo imediatamente superior) e a que será rebaixada para o Grupo de acesso B. Para 2011, os grupos A, B, C, D e E passaram a subir apenas 1 escola, por intervenção daRIOTUR para a diminuição das mesmas.[6] Após incêndio naCidade do Samba,[7] na qual três escolas tiveram seus barracões incendiados,[8] ficou decidido o não rebaixamento de nenhuma escola e a subida de uma do grupo de acesso,[8] voltando a haver treze agremiações no carnaval de 2012, com o advento daSérie A, que inicialmente teria 19 escolas. Em 2013, permaneceu apenas uma subindo ao especial e três diretamente ao novo Grupo B. Havia um projeto para que os desfiles dos Grupos B, C, D e E fossem realizados fora da Intendente Magalhães.[9]
No carnaval 2016, duas novas ligas de carnavalLIESB eSamba é Nosso administraram osdesfiles da Intendente Magalhães, que durante os anos posteriores perteceram a LIESB e no carnaval 2019 a LIESB deixou o comando da Série E, realizado no sábado das campeãs e repassou paraACAS e num acordo entreLIERJ eLIESB ficou definido que além da campeã, o Grupo Especial da Intendente Magalhães passa a subir também a vice-campeã[10] e no Grupo Especial da Intendente Magalhães, onde rebaixa uma e recebe sete vindas do Grupo de Acesso da Intendente Magalhães, que também rebaixa uma e recebe oito do Grupo de Avaliação[11].
| Palcos dos desfiles | |||
|---|---|---|---|
| Centro do Rio | Campinho | ||
| Sambódromo da Marquês de Sapucaí | Estrada Intendente Magalhães | ||
Nos anos 1920, osranchos carnavalescos eram a maior atração do carnaval de rua. Desfilavam naAvenida Rio Branco e seus componentes eram oriundos da classe média. Precursor da escola de samba, o rancho de carnaval teve sua primeira agremiação — a "Reis de Ouro" — criada em 1893 pelo pernambucanoHilário Jovino Ferreira, e foi responsável por apresentar novidades como oenredo, personagens como o casal demestre-sala e porta-bandeira e o uso de instrumentos de cordas e de sopro.[12][13][14][15] A população mais pobre, por sua vez, não desfilava nos ranchos devido ao custo alto das fantasias, saindo nos blocos e nos cordões, formados por negros oriundos principalmente daBahia, que moravam na região da Saúde, e se apresentavam principalmente naPraça Onze e arredores, ao som da batucada, um ritmo de origem africana, com elementos docandomblé.
Nessa época, surgem os "blocos de sujo", que saíam durante o dia, esse nome se deve ao fato de que os integrantes iam direto do trabalho para o bloco sem tomar banho, os componentes usavam fantasias improvisadas, feitas de lençóis, e com máscaras parecendo caveiras (denominados clóvis), e os blocos de sujo possuíam na abertura do desfile um grupo de foliões com máscaras de rosto de idosos, chamava-se cordões de velhos, isso seria o embrião dascomissões de frente das futuras escolas de samba.
Muitos homens se vestiam de mulher e mulheres de homem, e essa tradição de inversão de papéis sexuais no carnaval daria origem anos mais tarde aobloco das piranhas, em que homens se apresentam vestidos de mulher, ainda comum nos dias de hoje no carnaval dossubúrbioscariocas.
As agremiações começam a se organizar. NoEstácio, bairro próximo aoCentro do Rio, considerado o berço das escolas de samba, surge oA União Faz a Força, cujas cores vermelha e branca era uma alusão aoAmérica fazendo parte doUnião figuras da cultura popular como: Bide,Ismael Silva e Newton Bastos. O bloco durou até1927, quando morreu seu líder, o Mano Rubem.
A batucada era acompanhado por instrumentos de percussão, muitos deles oriundos daÁfrica e de seus ritos religiosos como o candomblé, sendo que muitos instrumentos eram improvisados de utensílios domésticos como o prato, frigideira e faca, até hoje usados nas baterias das escolas de samba. Também se usavam instrumentos de corda comocavaquinho eviolão, e também outros comochocalho epandeiro.
Em1928, substituindo oA União Faz a Força, surge oDeixa Falar, cujas reuniões ocorriam em frente à Escola Normal no Largo do Estácio (hoje encontra-se naRua Mariz e Barros, naTijuca), daí o batismo da nova agremiação comoEscola de Samba. Hoje, a Deixa Falar é considerada a primeira escola de samba, apesar de haver dúvidas se ela realmente foi uma escola ou um bloco carnavalesco.
O samba, que na época já era um ritmo musical muito popular, ganhava cada vez mais espaço nos salões de dança e no próprio carnaval, principalmente a partir de1917, quandoDonga registra naBiblioteca Nacional o sambaPelo telefone, sendo o primeiro samba gravado da história.Pelo Telefone teve êxito extraordinário no Carnaval de1918, cantado por vários blocos, cordões e até pelas grandes sociedades.
Porém na época, o samba se parecia com omaxixe, que era um ritmo muito popular naquela época. O grupo da Deixa Falar cria um novo formato de samba inventando um novo instrumento de percussão, o surdo de marcação, de autoria de Bide, que aproveitou um latão de manteiga de 20 quilogramas, abriu os dois lados da lata, cobriu com um pedaço de papel de saco decimento levemente aquecido e umedecido, preso por um grosso arame. Surgia o surdo de marcação que viria a ser o principal instrumento de marcação das baterias. Esse episódio foi apresentado pelas carnavalescasRosa Magalhães e Lícia Lacerda em1982, no inesquecível desfile daImpério SerranoBumbum Paticumbum Prugurundum.
Foi Bide também que modificou a estrutura dos sambas que até então tinha uma letra improvisada, sendo que só o refrão era fixo, a partir dessa época o samba passa a ter a sua segunda parte composta.
No final dos anos 1920, o carnaval popular se expandia por outras áreas da cidade, como o morro da Mangueira e seus arredores, onde apareciam blocos e cordões, revelando artistas comoCartola eCarlos Cachaça, dentre outros, com agremiações oriundas doentrudo, como asGuerreiros da Montanha eTrunfos da Mangueira, muitos deles eram rivais sendo comum as brigas entre seus componentes.
Foi em1925 que Cartola cria oBloco dos Arengueiros, que reunia os jovens arruaceiros do morro, que pelo mau comportamento, eram impedidos de sair nos blocos "de família". Só em 1928, Cartola dissolve osArengueiros para criar a Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, formada pela união dosArengueiros com os vários blocos e cordões locais. Inicialmente conhecida como A Escola de Samba, depois como Estação Primeira e finalmente como Mangueira, seu primeiro desfile ocorre em1930. Cartola é o responsável pela escolha da coresverde erosa para o pavilhão da escola e o cantorSílvio Caldas, amigo de Cartola, manda aprimorar o surdo de marcação, com corpo de madeira e usa couro de cabrito, dando de presente para a Mangueira, a figura do surdo se torna o símbolo da agremiação, e a bateria da escola se torna inconfundível por ser a única a tocar o surdo de marcação sem resposta, característica herdada dessa época.
Em outra regiões da cidade, as agremiações se organizam, como aVai como Pode do subúrbio deOswaldo Cruz, fundada em1923 pelo sambistaPaulo da Portela, que ainda na década de 1930 passaria a se chamar Portela, nome da estrada em que se localizava sua sede. NaTijuca, surgiram em1931 aUnidos da Tijuca e em1933, na região portuária da Gamboa, aVizinha Faladeira, que iria ser responsável pela introdução do luxo nos desfiles das escolas de samba. Como a maioria dos sambistas eramnegros e das camadas sociais mais populares, boa parte das escolas de samba se originaram dos morros cariocas, onde em geral moravam.[16]
Nos primeiros anos da década de 1930, os desfiles da escolas de samba eram desorganizados; ainda não havia horário, itinerário, disputa ou premiação. Antes de1935, o importante era que os grupos passassem pelaPraça Onze e pelas casas das tias baianas, respeitadas como as mães do samba e do carnaval popular, principalmenteTia Ciata, a mais famosa e respeitada de todas elas, representadas até hoje nos desfiles pelaala das baianas das escolas. O responsável por essa organização foi Zé Espinguela, daMangueira.
No ano de 1932, o periódicoMundo Sportivo, do jornalista pernambucanoMário Filho (irmão do dramaturgoNelson Rodrigues), decidiu organizar o primeiro desfile competitivo das escolas de samba, o qual foi vencido pela Mangueira. O Mundo Sportivo encerrou suas atividades antes do carnaval seguinte, mas o sucesso de público fez com que o jornalO Globo assumisse a organização do evento em 1933.[1] Em 1935, o também recifensePedro Ernesto,prefeito do Rio de Janeiro, legaliza as escolas e oficializa os desfiles de rua, criando asigla GRES (Grêmio Recreativo Escola de Samba) usadas pela maioria das agremiações. Até o final da década de 1940, aPortela, de coresazul ebranco, se revezava nos primeiros lugares com a Mangueira.
As escolas passaram a ter regras mais rígidas para os desfiles, como a que exigia temas deenredo que contassem aHistória do Brasil. Essa exigência alterou as estruturas dossambas-enredo, que começaram a apresentar letras enormes, descritivas, praticamente contando a história do episódio retratado e muitas vezes com equívocos e contradições. Surgiu, daí, a expressãosamba do crioulo doido, uma alusão àsgafes nasletras e aos compositores, que em geral eram negros e - na maioria das vezes -analfabetos. Décadas mais tarde,Stanislaw Ponte Preta imortalizaria a expressão em canção que ficou muito famosa.Os desfiles eram realizados no domingo de carnaval, naPraça Onze. No local ficou conhecido o berço do samba carioca chamado dePequena África. A Deixa Falar desfilou pela primeira vez na região em 1929. Em 1930 já havia cinco escolas desfilando incluindo Mangueira e Vai Como Pode, mais tarde conhecida como Portela: Para o Ano Sai Melhor, Segunda Linha do Estácio e Unidos da Tijuca. O desfile das escolas de samba tornou-se um concurso, que ganhou Deixa Falar em 1930 e 1931. Em 1932, havia 19 escolas desfilando. Em 1933, o desfile passou a ser patrocinado pelo maior grupo de mídia brasileiro da época,O Globo. Eles estabeleceram uma lista de quatro critérios de avaliação para os juízes. Em1942, com as obras da avenida Presidente Vargas, o desfile mudou de local. Em1945 foi realizado noEstádio São Januário. A partir de1947, naAvenida Presidente Vargas. A partir de1952, são montadas arquibancadas para o público assistir aos desfiles.
Com a demolição da Praça Onze para a recém-inauguradaAvenida Presidente Vargas, no início dos anos 1940, os desfiles cresceram em tamanho e importância, superando osranchos e as grandes sociedades carnavalescas e criando uma nova cultura do samba.
Com a oficialização das escolas, os sambistas de todas as regiões da cidade e de pequenos municípios vizinhos organizaram novos grupos em suas comunidades, aumentando o número de escolas, como aPrazer da Serrinha de Vaz Lobo, que, em1947, daria origem àImpério Serrano, escola que iria quebrar a hegemonia da Mangueira e da Portela.
Nos primeiros anos de desfiles, o público se aglomerava nas calçadas para ver o desfile, enquanto autoridades e jurados viam o desfile em pequenos palanques de madeira, especialmente instalados para a ocasião. Em pouco tempo os espectadores traziam caixotes de madeira nos quais subiam para obter uma visão melhor do espetáculo. Por sua vez, a Prefeitura passou a instalar tablados rudimentares de madeira, com degraus de onde se podia assistir ao desfile em pé. A medida foi insuficiente para o público crescente e logo a prefeitura começou a instalararquibancadas.
Nos primeiros anos, aclasse média não se interessava pelos desfiles. Ela só começou a se interessar em meados dos anos 1940. Por sua vez, a Prefeitura passou a cobrar ingressos para o desfile e os que não podiam pagar aglomeravam-se nos locais de concentração e dispersão das escolas. Ao mesmo tempo, melhorava a organização, com a construção de barracões com chão de terra batida para seus ensaios (quadras). Cresciam também em número de integrantes, o que levou ao surgimento das alas, que tinham estatuto e presidente próprios.
Entre o final dos anos 1940 e anos 1950, os desfiles revelavam as primeiras estrelas das escolas, comomestres-salas eporta-bandeiras que criavam coreografias especiais para o desfile e que passaram a ser reconhecidos pelo público, como as porta-bandeiras Mocinha eNeide da Mangueira,Vilma Nascimento na Portela e o mestre-sala Bicho Novo, doEstácio. As cabrochas, que eram as passistas que sambavam no pé, encantavam o público pela sua arte e beleza. Algumas ganharam fama, como Paula e Narcisa doSalgueiro e Maria Lata d'Água, da Portela, que sambava carregando um latão de banha cheio de água na cabeça, mostrando a marca do bom-humor carioca em lidar com as vicissitudes - já que a maioria dos componentes das escolas eram oriundos dos morros cariocas, onde não havia água canalizada na época, obrigando os sambistas a subir as ladeiras com latas de água nas cabeças para abastecer seus barracos. Nosbarracões das escolas, funcionavam oficinas em que se criavam alegorias em "papel carne-seca" (técnica adaptada do machê francês) e fantasias, que se tornavam melhores a cada ano, usando as cores das escolas que, por sua vez, arregimentavam torcedores tão entusiastas quanto as dos times defutebol.
Em1954, a união de três escolas de samba do Morro do Salgueiro naTijuca, zona norte do Rio, faz surgir a Salgueiro, escola que iria trazer mudanças profundas nos desfiles. Foi a primeira escola a fazer enredos que colocassem osnegros em destaque e não na figuração, como em1957 comNavio Negreiro e o desfile, que até então era confeccionado por pessoas da própria comunidade, passa a ser de responsabilidade de artistas plásticos. Surge então a figura docarnavalesco, em enredo sob a batuta dos artistas plásticos Dirceu Nery e Marie Louise Nery daEscola Nacional de Belas Artes, a Salgueiro traz em1959 o enredoViagens pitorescas do Brasil -Debret, que obteve o vice campeonato, abolindo nesse desfile as cordas laterais que distanciavam o público de seus desfiles, dentre os jurados desse ano estava o ProfessorFernando Pamplona, daEscola Nacional de Belas Artes, que, empolgado com o desfile, iria a partir daquele ano, ser a principal figura de transformação da estética dos desfiles, trazendo para o Salgueiro um grupo de profissionais que iria redefinir a estética do carnaval, que foram:Arlindo Rodrigues,Maria Augusta,Joãosinho Trinta,Rosa Magalhães, Lícia Lacerda, dentre outros.
Em1961, os desfiles passam a ser um evento com cobrança de ingresso do público.
Mas as escolas não só sobreviveram à demolição daPraça Onze como irá ver nos anos 1960 sua ascensão definitiva. Os desfiles passaram a render dinheiro e prestígio para muita gente. Os ingressos passam a ser muito procurados. As grandes torcidas faziam festa nos desfiles, muitas vezes levando sua escola ao campeonato.
A alta sociedade carioca e os mais famosos artistas da época passaram a prestigiar os desfiles. A integração de pessoas das camadas sociais mais abastadas nos desfiles teve seu início no desfile daMangueira. Conhecida como "Gigi da Mangueira", uma jovem pertencente a tradicional família da alta sociedade, se tornou a primeirapassista de fora da comunidade da escola. DoSalgueiro, Isabel Valença foi a primeira cidadã afro-brasileira a concorrer no baile mais luxuoso da cidade, o baile de carnaval do Teatro Municipal, disputando e vencendo o concurso de fantasias que acontecia durante o baile, numa belíssima representação deChica da Silva, enredo da escola em1963, em um desfile memorável, avermelho ebranco daTijuca revoluciona o carnaval com um samba enredo diferente, onde a letra ao contrário do que se fazia, era bem cuidada, sucinta e com grande fidelidade aos fatos históricos, e nesse desfile apresentou inovações como ala de passo marcado dançando ominueto, ensaiados pela coreógrafa do Teatro Municipal, Mercedes Batista, uma obra prima dos artistasArlindo Rodrigues eFernando Pamplona, que iriam homenagear em anos seguintes, personagens esquecidos de história do Brasil como:Zumbi dos Palmares,Chico Rei eDona Beija, mudando a estética dos enredos que até então exaltavam a história oficial, um estupendo sucesso que causou a indignação dos sambistas conhecidos como "puristas" que acreditavam que essas inovações iriam acabar com o samba. As escolas de samba colaboraram de certo modo para integrar as diferentes camadas sociais, nos anos seguintes as escolas saiam da exclusividade de suas comunidades e abriam espaços para pessoas de fora, o que iria ser um fator que nos anos seguintes levariam a ser o super espetáculo a qual se tornou.
O crescimento vertiginoso das escolas de samba trouxe muitos e novos problemas para os desfiles. Faltavadisciplina e organização, o que causava enormes atrasos, criando intervalos de horas entre a passagem das escolas. Em1975, o desfile, que deveria terminar ao amanhecer do dia seguinte, atravessou a manhã, indo terminar sob o calor de 40 graus Celsius, às duas horas da tarde do dia seguinte, em plenoverão carioca, deixando seus integrantes e público cansados com as muitas horas de duração. Nessa época, era comum que o público saísse sambando atrás da escola que desfilava por último, aMocidade, que possuía a mais famosa bateria, sob a regência de Mestre André, tornou-se tradicional, introduziu as "paradinhas", que consistiam em dado momento os ritmistas pararem de tocar os instrumentos por alguns segundos, e depois retomando o ritmo em plena harmonia com o canto, o que causava grande efeito e levava o público ao delírio.
Os equipamentos de som ainda eram precários e, criando sérios problemas naharmonia dos desfiles, oeco criado pelo corredor de edifícios da avenida fazia com que as escolas maiores "atravessassem" o samba (quando acontece de uma parte da escola está cantando uma parte do samba e a outra parte um trecho diferente), perdendo pontos na apuração dos resultados, algumas vezes as luzes se apagavam no meio dos desfiles.
As falhas técnicas durante os desfiles passaram a ser a causa de polêmicas nas apurações, escolas como aPortela, já reunia naquele tempo, dois mil componentes.
E nos anos 1970, as emissoras derádio etelevisão transmitiam os desfiles obtendo grande receita mas sem beneficiar as escolas, agências deturismo,que começavam a vender "pacotes de carnaval" para brasileiros e estrangeiros.Nestes incluíam ingressos para os desfiles das escolas.
Os sambas-enredo, que até os anos 1960 eram cantados só na avenida, passaram a ser gravados emLPs que sempre alcançavam grandes vendagens, fato que repercutiu diretamente nas quadras das escolas. A escolha do samba-enredo que, até então, eram pacíficas, começou a despertar interesse do público e viraram motivo de sérias disputas na alas de compositores, que recebiam parte do lucro pelas vendagens dos discos.
As arquibancadas eram montadas e desmontadas todos anos só nos anos 80 foi erguido oSambódromo, local definitivo para os desfiles, cujo modelo foi copiado por cidades de todo Brasil.
Os anos 1970 marcaram, também, a ascensão definitiva da figura do carnavalesco. A estética, a criatividade e o esmero na confecção de fantasias, adereços e alegorias passaram a valer pontos decisivos na hora da apuração do concurso, além de causar verdadeiro deslumbramento durante os desfiles. Destacando-se entre vários talentosos,Joãozinho Trinta, aluno deFernando Pamplona, que se destacava pelo talento e temperamento polêmico, trabalhou noSalgueiro onde fora bicampeão, com um enredo que falava das minas doRei Salomão, que na época recebeu acusações das outras escolas de contrariar o regulamento, já que proibia temas que não fossem brasileiros, mas que na versão do carnavalesco baseada em lendas, o Rei Salomão teria navegado em galeras daFenícia até oAmazonas muitos séculos antes deCabral, nesse desfile de forte impacto, viam-se elementos nunca mostrados, umacomissão de frente formado por bigas e símbolos fenícios, com todos os destaques sobre os carros alegóricos (até então os destaques vinham no chão) e como a escola desfilou de dia, ele substitui materiais como lamê e paetê, por espelhos, que causou forte impacto visual, mas apesar do sucesso, Joãozinho Trinta se transferiu para a pequena e desconhecidaBeija Flor que era uma pequena escola do município deNilópolis, naBaixada Fluminense, e traz um memorável carnaval em 1976, homenageando ojogo do bicho, episódio que também foi polêmico, afinal o jogo era proibido e considerado contravenção, seus críticos o acusaram de fazer apologia ao crime, mas a grandiosidade do espetáculo lhe valeu a fama de mago do carnaval. A superioridade dos desfiles da escola de Nilópolis, causou reações e críticas contra o chamadoluxo excessivo,Joãosinho Trinta respondeu aos críticos com uma frase que se tornou antológica:
Por outro lado, em 1975, um grupo de descontentes da Portela liderado pelo compositorCandeia, funda a escola de samba Quilombo, que tem como proposta manter as tradições das escolas de samba, rejeitando essa estética acadêmica, valorizando a cultura negra, em seu estatuto que estabelecia os objetivos da agremiação afirmava"A Escola de Samba é povo na sua manifestação mais autêntica! Quando o samba se submete a influências externas, a escola de samba deixa de representar a cultura de nosso povo"… Candeia morreu em1978 e a Quilombo desfilou até2002.Em1974, devido às obras dometrô, foi realizado na avenida Presidente Antônio Carlos. Em1978, ocorre a mudança para a ruaMarquês de Sapucaí.
No início dos anos 1980, o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro já era uma instituição nacional e na maior fonte de captação de dólares do setor deturismo. Em1983,Leonel Brizola que era o então governador do estado,juntamente como o seu viceDarcy Ribeiro, tiveram a ideia de criar um espaço fixo e definitivo para os desfiles de carnaval, devido a importância cultural do evento e acabar com a estrutura provisória de todos os anos.
Encomendou ao arquitetoOscar Niemeyer projeto que aumentasse em cinco vezes a capacidade do público e que durante o ano pudesse abrigar uma escola e ainda tivesse um espaço para o Museu do Carnaval, para a preservação da história do carnaval.Em1983, o entãogovernador,Leonel Brizola, encomendou aOscar Niemeyer o projeto de um local definitivo para os desfiles, já que até então asarquibancadas eram montadas na época do carnaval e depois desmontadas. O local escolhido foi a própria Marquês de Sapucaí, que passou a ser usada exclusivamente para o desfile, ficando fechada para o tráfego. Foi inaugurada em 2 de março de1984 e passou a ser conhecido popularmente como 'Sambódromo', embora seu nome oficial fosse "Passarela do Samba". No primeiro ano de desfile na nova passarela, havia uma modificação nos desfiles: no final da passarela, em forma de praça, deveria acontecer umaapoteose. O local, de fato, ficou conhecido comoPraça da Apoteose. Essa prática foi abandonada nos anos seguintes, e essa praça é usada hoje para eventos de música. Em18 de fevereiro de1997, o nome foi mudado para Passarela ProfessorDarcy Ribeiro, em homenagem ao idealizador do projeto. O nome popular 'Sambódromo' prevaleceu, no entanto. Com o aumento do número de escolas e do número de componentes em cada uma, o que tornou o desfile mais longo e cansativo para o público, em 1984 o desfile passou a ser realizado em dois dias: domingo e segunda-feira. No primeiro ano, foram proclamadas as campeãs de cada dia de desfile e a supercampeã, que foi a Mangueira, num resultado geral do desfile das campeãs, realizado no sábado seguinte. Porém essa prática não teve sucesso, motivo pelo qual a Mangueira se tornou a única supercampeã da história.
Ao mesmo tempo em que isso acontecia, as direções das escolas de samba resolveram organizar os desfiles e assim nasceu aLIESA em1984, formada por dez escolas do grupo 1, que romperam com a Associação das Escolas de Samba, já que na estrutura da Associação elas tinham o peso de escolas menores. A Liga passou a dividir o desfile das grandes escolas em dois dias (domingo e segunda feira de carnaval),assinou contrato com emissoras de televisão que começaram a pagar pela transmissão dos desfiles, instituiu omerchandising e passou a receber porcentagem na venda dos ingressos. Com o novo rendimento, as quadras das escolas foram modernizadas que passaram a ter infraestrutura e a gerar lucro, já que as quadras sediam eventos durante o ano inteiro.
O carnaval se profissionaliza e as posições de mestre-sala e porta-bandeira, diretor de bateria e harmonia, puxador e carnavalesco. As escolas se ampliam,deixando de ser compostas somente por suas comunidades e assim as fantasias passam a ser comercializadas para a comunidade externa o que atrai um grande número de turistas, tanto brasileiros e estrangeiros. Além é claro de celebridades que passam a usar os desfiles para a autopromoção e uma maior exposição na mídia, juntamente com a criação do cobiçado cargo de madrinha de bateria.
No final dos anos 1980, as escolas de samba do Rio de Janeiro se profissionalizaram e a movimentação financeira passou facilmente dos 100 milhões dedólares estadunidenses, gerando cerca de 30 mil empregos diretos e indiretos na cidade, além de uma rede demicro epequenas empresas de apoio ao carnaval.
As comunidades das escolas se beneficiam desse crescimento, com rendimentos e a organização dentro de suas quadras, possibilitaram a criação de serviços de assistência, cursos profissionalizantes e a prática de esportes e muitas outras atividades sociais que ocorrem em várias agremiações, exemplo disso é a Vila Olímpica da Mangueira que tem como ponto alto um projeto de esportes, que tem revelado atletas olímpicos.Joãozinho Trinta recebia críticas de que aBeija Flor era um luxo e Nilópolis um lixo, então cria o Projeto Mutirão, que visa a melhoria de qualidade de vida no pequeno município daBaixada Fluminense, com ações envolvendo a população e prefeitura, em alguns anos,Nilópolis se torna o município com os melhores indicadores sociais da Baixada Fluminense.
Os desfiles ganham fama mundial, com organização, com cronometragem e raríssimos incidentes, contam hoje com moderno sistema de som, que impede o atravessamento do samba e sistema de iluminação que valoriza acenografia do desfile, exportando o conceito para fora do país. Nos dois dias de desfile das principais escolas, desfilando pela passarela cerca de 100 mil figurantes. O desfile é transmitido para fora do Brasil, com um público potencial de mais de 2 bilhões de pessoas.
As escolas passam a reunir uma média de 3 a 5 mil componentes, os carros alegóricos cada vez maiores e com muitos efeitos. Nesse período, novas escolas surgiram entre as grandes e outras se tornaram decadentes, Joãozinho Trinta continuava a brilhar e seu estilo é seguido por outros artistas, no final dos anos 80 as escolas ficam muito parecidas, apresentando fantasias cada vez mais luxuosas e grandes carros alegóricos, mas o próprio Joãozinho Trinta quebra este paradigma ao trazer em 1989 naBeija-Flor aquela que é considerada a maior polêmica da história dos desfiles, um enredo chamadoRatos e urubus larguem minha fantasia, falando do lixo que se torna luxo, causando um choque, já que a Beija-Flor era conhecida por seu luxo, com uma comissão de frente formada por mendigos e com muitas alas e alegorias esfarrapadas, o que causou perplexidade, um dos momentos mais inesquecíveis do carnavalcarioca. No abre alas uma escultura coberta por sacos de lixo escondia umCristo Redentor vestido como um mendigo, o que fora proibido pela justiça, a pedido daIgreja Católica.
Outros nomes se firmam no cenário do carnaval, mas quase sempre oriundos daEscola Nacional de Belas Artes, discípulos deFernando Pamplona, comoMax Lopes, considerado o mago das cores,Renato Lage com seu inconfundível "estilo high-tech", adepto de efeitos em luz e neon, marcou época naMocidade onde conquistou vários títulos,Rosa Magalhães que se notabilizou pelo seu estilo que alia modernidade e luxo barroco, apresentado naImperatriz, que foi várias vezes campeã neste período, são os maiores destaques dessa época.
A estrutura majestosa doSambódromo com suas arquibancadas muito altas e distantes da pista de desfiles, recebia críticas de não permitir a interação do público com as escolas, mas isso acaba sendo desfeito e assim vários desfiles apoteóticos com intensa participação do público como os campeonatos conquistados pelaVila Isabel em 1988 comKizomba - festa da raça, que é considerado um dos mais belos samba-enredo da história do carnaval, em1992 aEstácio comPauliceia desvairada, 70 anos de Modernismo no Brasil o público das arquibancadas moveu-se no ritmo de sua marcante bateria, no ano seguinte1993 oSalgueiro com o antológicoPeguei um ita no norte, em1997 aViradouro comTrevas ! Luz! A explosão do universo deJoãosinho Trinta,Mestre Jorjão faz o delírio do público ao introduzir na bateria elementos dofunk carioca.[17]
O desfile das escolas de samba entram noséculo XXI, como o maior espetáculo do planeta, seja em número de participantes ou como receita, e apesar de algumas previsões pessimistas de que as escolas haviam saturado, os desfiles procuram se renovar. ABeija-Flor, que tanto efetivou o conceito de carnavalesco, substituiu esse personagem por uma comissão de carnaval, que consiste numa divisão de tarefas, num processo de criação coletiva e associada, obtendo sucesso com seus desfiles. De 1998 a 2015, a escola de Nilópolis conquistou oito títulos e seis vice-campeonatos.
Ao mesmo tempo, surgePaulo Barros. O carnavalesco surpreende em2004 naUnidos da Tijuca, com uma estética diferente, usando materiais alternativos e baratos, além de alegorias "vivas", teatralizadas, como o já histórico carro do DNA.[18] Em 2007, já naViradouro, inova novamente com a bateria subindo em um carro alegórico em pleno desfile.
Polêmico, Paulo Barros iniciou uma nova era no Carnaval. Em vez de componentes cantando o samba, usa e abusa de coreografias e alas ensaiadas, lembrando espetáculos teatrais. Em vez dos tradicionais pierrôs, colombinas, negros, índios e arlequins, prefere alas com figuras da cultura pop comoBatman,Homem-Aranha eMichael Jackson. Seus enredos também fogem ao tradicional, deixando de contar uma história em forma de samba para tratar apenas de determinado tema ("Ciência", "Arrepio", "Segredo", "Música").
Apesar da empatia imediata com o público, Barros recebe sempre muitas críticas dos adeptos do Carnaval tradicional. Já seus defensores, que o chamam de "gênio", dizem queJoãosinho Trinta também foi muito criticado, hoje é exaltado como o homem que mudou o Carnaval. Para seus defensores, Barros será aclamado no futuro como o carnavalesco que reinventou o Carnaval moderno.

A partir de2006, o Carnaval do Rio de Janeiro conta com um novo atrativo. É aCidade do Samba. Construída próxima aoSambódromo, onde reúne os barracões das principais escolas de samba do carnaval do Rio de Janeiro e já provoca mudanças na estrutura do carnaval carioca.
Ao mesmo tempo em que isso acontecia, a direção das escolas de samba dosegundo grupo resolveu organizar seus desfiles e criou a Liga das Escolas de Samba do Grupo de Acesso (LESGA) em 2008, formada pelas dez escolas do grupo, que rompiam com a Associação das Escolas de Samba, por entenderem que nas assembleias tinham o mesmo peso das chamadas escolas menores. A LESGA passou a englobar as escolas do Grupo B. enquanto as escolas dos Grupos C, D e E continuaram sobre a responsabilidade da AESCRJ.
Em2010, o desfile passou por mudanças no número de jurados: de quarenta passa a cinquenta, sendo descartada a maior e menor do quesito, num sistema semelhante ao adotado há dois anos emSão Paulo.[19] além da mudança da apuração do grupo de acesso que era na quarta feira de cinzas depois do Grupo Especial, passando para terça-feira de carnaval.
E depois de vários anos sem sair do papel, o Grupo de Acesso ganhou, após três anos, a Cidade do Samba 2[20] nos mesmos moldes da de mesmo nome, a qual reúne os barracões das escolas de samba dos grupos de acesso A e B. Isso foi resultado darevitalização da Zona Portuária para os próximos grandes eventos na cidade.
Em 2011, não houve rebaixamento de nenhuma escola para oGrupo de acesso, entretanto apenas aCampeã subiu para oGrupo Especial. No ano de2012, duas Escolas doGrupo Especial foram rebaixadas para oacesso. Isso foi resultado do grande incêndio ocorrido na Cidade do Samba, afetando 3 escolas de samba:Portela,Grande Rio eUnião da Ilha; sendo a Grande Rio mais afetada, que perdeu 100% das alegorias e 85% das fantasias queimadas. Em reunião na sede da LIESA, ficou estabelecido para toda a imprensa que a três iriam desfilar mas não seriam julgadas; ou seja, foram 'Hors-Concours' e as demais escolas de samba desfilaram e foram julgadas, e no entanto nenhuma foi rebaixada.
Em 2012, o desfile passa por mudanças no número de jurados: voltando para quarenta, sendo descartada a menor do quesito, que terão em subquesitos, como: mestre-sala e porta-bandeira, comissão de frente, alegorias e adereços, fantasias, samba-enredo e enredo[21] e com a nota mínima que subiu de 8 para 9.[22]
Após o carnaval de 2012, devido a quebra de contrato, a entãoLESGA deixou de gerir o desfile do grupo de acesso.[23][24] A LESGA foi reformulada e foi realizada uma nova eleição, onde se definiu a nova direção da entidade. Após isso, ficou estabelecido que passaria a se chamarLIERJ, e foram feitas várias alterações no funcionamento da entidade. Além da criação daSérie A, que era anteriormente batizado de "Série Ouro",[25] a qual apenas se configurava como "projeto" e se consolidou após um entendimento com as outras ligas e o poder público. Em 2016, devido à exclusão da AESCRJ, surgiram duas novas ligas de carnaval:LIESB eSamba é Nosso, sendo que, durante a homologação perante o poder público, houve filiação de escolas de sambas do Grupos C e D para a LIESB e algumas da Série B para a Samba é Nosso. Isso causaria o fim dasubvenção e, em comum acordo entre as duas ligas, a Série B ficou mesmo na LIESB e a Samba é Nosso, com as demais.
Nos anos de 2017 e 2018, não houve rebaixamento de nenhuma escola para aSérie A e aMocidade foi homologada campeã de 2017, junto com aPortela, após erro de um jurado. Em 2019, aLIESB deixou a gerencia do desfile daSérie E a fim de buscar mecanismos financeiros e com isso a repassou àACAS. Em 2020, dissidentes criaram aLIVRES, que foi oficializada mesmo com algumas escolas de samba que eram filiadas retornando à LIESB, desfilando no mesmo dia da outra liga.[26][27][28]

Desde o final dos anos 1970, aRede Globo transmite os desfiles doGrupo Especial, os quais em meados dos anos 80 até o final da década de 90 dividia com aManchete, com apenas três exceções:Em 1984, quando aManchete conseguiu a exclusividade do desfile apenas naquele ano, e de 1988 e 1993, quando a Manchete não possuía verba suficiente para adquirir os direitos de transmissão. Com afalência da Manchete, a Globo detém desde 2000 os direitos com exclusividade do Especial. Já o Acesso, que era exibido há bastante tempo pela Manchete, passou a ser daCNT. Com o surgimento da LESGA, a emissora continuou exibindo, mas de forma independente. Em 2010, o contrato do Grupo de Acesso foi negociado juntamente com o do Grupo Especial e assim o desfile do grupo de acesso foi repassado paraRede Bandeirantes,[29] tendo em 2011 sido renovado o contrato com a Globo por mais quatro anos e continuando sendo exibido pelaRede Bandeirantes.[30]
No carnaval de 2012, os desfiles do grupo A foram preteridos pela Bandeirantes, em detrimento da transmissão do carnaval baiano. ALesga e a Rede Globo rescindiram o contrato com a Bandeirantes[31] e repassaram para oSBT,[32] que além disso transmitiu o desfile das campeãs. Desde 2013, a Globo transmite os desfiles do Grupo de Acesso para o estado do Rio de Janeiro, que passa a se chamarSérie A[33] e nesse ano, devido ter o direito de transmissão, a Globo não repassou para nenhuma TV, o que resultou na não transmissão dodesfile das campeãs para a televisão aberta. O desfile foi transmitido pela internet[34]
Em 2014, assim como no ano anterior a Globo não repassou a nenhuma outra emissora, entretanto o desfile das campeãs foi transmitido pelo canal a cabo VIVA.[35][36] devido a questões financeiras, o VIVA não transmitiu o desfile no ano seguinte.[37].Além disso,por questões da programação, o desfile da primeira escola de cada noite não foi transmitido ao vivo na televisão aberta, nem mesmo para o Rio de Janeiro. A transmissão destas escolas ao vivo foi pela internet[38]
Existiu a possibilidade de os desfiles dos Grupos da AESCRJ, serem transmitidos pelaRecord,[39] o quê no entanto, foi descartada. tendo agora aNGT adquirido esses direitos, mas após divergências entre a troca do dia de desfile, o Grupo B deixou de ser transmitido.[40]
E na internet, os direitos eram daRádio Tupi, que exibia a transmissão dos desfiles das escolas mirins e do grupo B, além de ter exibido, mesmo com transmissão pela TV aberta, o desfile do grupo A[41] e da TV GRIO, com os desfiles realizados na Intendente Magalhães e no ano de 2016, por conta dos baixos índices de audiência, a emissora quase deixou de transmitir as quatro primeiras escolas de cada noite, o que foi revertido após uma reunião entre as partes. Além disso, repassou, para aTV Brasil, o direito de transmissão dos desfiles das campeãs.
Em 2019, devido à mudança nogoverno federal, a TV Brasil desistiu de transmitir as campeãs[42], porém a Rádio Arquibancada exibiu os desfiles da Série B e Grupo E através do seu canal no YouTube, e nesse mesmo ano houve uma novidade: a transmissão dos desfiles das escolas de samba da Série B após aLIESB fechar parceria com a TV Max Rio[43]. sendo que canais web que transmitiam esses desfiles, como Alegria Cachambi e Rádio Arquibancada continuaram a exibi-los.
Com o retorno do carnaval em 2022, o desfile das campeãs volta a ser transmitido pela televisão, no caso o canal a caboMultishow e o desfile das escolas de samba daSérie Prata, passam a serem transmitidos pelaTV Alerj[44]. em 2024, os desfiles da Série Prata, passam a serem exclusivos daTV Brasil, somente para oestado do Rio de Janeiro[45].
| Rede Globo G1 Globoplay | Grupo Especial |
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| Band TV YouTube | Série Ouro |
| TV Brasil TV YouTube | Série Prata |
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