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Descida de Cristo aos infernos

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Afresco daAnastasis.
Igreja de Chora, emIstambul.

ADescida de Cristo aos infernos (emlatim:Descensus Christi ad Inferos) é uma doutrina nateologia cristã referenciada noCredo dos Apóstolos e noCredo de Atanásio (Quicumque vult) e que afirma queJesus "desceu ao Sheol". Ela é lembrada pelos católicos e ortodoxos noSábado de Aleluia.

Segundo essa doutrina, após a suamorte na cruz e antes de sua gloriosaRessurreição, Jesus Cristo desceu àMansão dos mortos (Sheol, no hebraico; Hades, no grego), não para sofrer, mas para levar a salvação àqueles justos que haviam morrido antes da sua vinda ao mundo.

O termo "infernos" não deve ser entendido como o Inferno dos condenados (lugar de punição eterna), mas sim como uma morada onde se encontravam as almas dos justos do Antigo Testamento, que esperavam pela redenção prometida. Cristo desceu até eles como Salvador, libertando-os e conduzindo-os à luz da vida eterna. Este é um dos mistérios celebrados no Sábado Santo, quando a Igreja se recolhe em silêncio, meditando sobre o repouso de Cristo no túmulo e sua ação salvadora no mundo invisível.[1]

As poucas referências explícitas nasEscrituras a respeito desta "descida" deu origem a interpretações diferentes.[2] Na arte cristã, sobretudo na tradição bizantina, essa cena é retratada com o nome de Anástasis (grego para “ressurreição”), mostrando Cristo glorioso descendo aos infernos, esmagando as portas do Hades e erguendo pela mão Adão e Eva, simbolizando a humanidade redimida. Essa iconografia se espalhou posteriormente pelo Ocidente, especialmente a partir do século VIII.[3]

Terminologia

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A expressão em grego utilizada no Credo dos Apóstolos éκατελθόντα εἰς τὰ κατώτατα -"katelthonta eis ta katôtata" - e, emlatim,descendit ad inferos. O termo gregoτὰ κατώτατα ("o mais baixo") e o latinoinferos ("os abaixo") podem também ser traduzidos como "profundezas", "morada dos mortos" ou "limbo". Versões modernas do Credo geralmente o traduzem de forma mais literal como"ele desceu até os mortos".

Fontes

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Cristo no limbo.
c. 1575. Por um discípulo deHieronymus Bosch atualmente noMuseu de Arte de Indianapólis, nosEstados Unidos.

Escrituras

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Diversas passagens doNovo Testamento já foram utilizadas para provar que Cristo teria descido ao inferno ou ao reino dos mortos antes desua ascensão.[4] Entre elas:

    • «no qual também foi [Jesus] pregar aos espíritos em prisão, os quais noutro tempo foram desobedientes, quando a longanimidade de Deus esperava nos dias deNoé...» (I Pedro 3:19–20)
    • «Pois por isto foi o Evangelho pregado até aos mortos...» (I Pedro 4:6)
  • Mateus 12:40, que traça um comparativo entre oprofetaJonas, que foi engolido por um peixe enorme, e Cristo, que ficou três dias morto.
  • Atos 2:27 eAtos 2:31, que declaram explicitamente que Cristo não seria deixado noHades, e que a sua carne não veria a corrupção.
  • Efésios 4:8–10 também já foi proposto[quem?] como sugerindo a doutrina da descida ao inferno:"Por isso diz: Quando ele subiu ao alto, levou cativo o cativeiro, Deu dons aos homens. (Ora que quer dizer isto: Ele subiu, senão que também desceu aos lugares mais baixos da terra? Aquele que desceu é também o que subiu muito acima de todos os céus, para encher todas as coisas.)"
Este versículo é umaparáfrase truncada deSalmos 68:18, com o ponto de vista alterado:"Subiste ao alto, levaste cativos os prisioneiros; Recebeste dons dos homens, Mesmo dos rebeldes, para Deus Jeová habitar entre eles."Frank Stagg identifica três pontos de vista nesta passagem de Efésios[5]:
    • O enterro de Jesus ou
    • Sua descida às profundezas ou o Inferno ou
    • Suaencarnação como sendo um ato de profunda humildade (videFilipenses 2).
  • Zacarias 9:11 faz referência a prisioneiros numa"cova que não há água". A referência aos cativos tem sido apresentada como sendo um reflexo dos prisioneiros deYHWH frente a seus inimigos emSalmos 68:17–18.
  • Isaías 24:21–22 também faz referência a espíritos prisioneiros, um relato que lembra o de Pedro quando ele foi visitado por espíritos na prisão:"Naquele dia Jeová castigará o exército dos altos nas alturas, e os reis da terra sobre a terra. Serão ajuntados, como presos são ajuntados na cova, serão encarcerados na prisão, e depois de muitos dias serão visitados."

Doutrina no cristianismo primitivo

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Descida de Cristo ao Inferno
Baixo-relevo do século XV naCidadela de Carcassonne.

A descida de Jesus ao inferno era ensinada por teólogos naigreja antiga e aparece em diversas obras: "Homilia sobre a Paixão" deMelito de Sardis (†c. 180); "Um Tratado sobre a Alma", 55, deTertuliano (†c. 220); "Tratado sobre Cristo e o Anticristo" deHipólito (†c. 236); "Contra Celso", 2:43, deOrígenes (†c. 253) e , finalmente, os sermões deAmbrósio de Milão (†c. 397).

OEvangelho de Mateus relata que imediatamente após a morte de Jesus, a terra tremeu, houve uma escuridão e um eclipse, o véu noTemplo se partiu em dois e muitas pessoas se levantaram dos mortos e vagaram por Jerusalém, sendo vistas pela população. De acordo com oapócrifoEvangelho de Nicodemos, a descida ao inferno foi antecedida pelaressurreição de Lázaro dos mortos antes dacrucificação.

Nos "Atos de Pilatos" - geralmente incorporado no texto medieval "Evangelho de Nicodemos", amplamente lido - a narrativa foi construída à volta de um original que pode remontar ao século III, com muitas melhorias e interpolações. Os capítulos 17 a 27 da obra chamam-seDecensus Christi ad Inferos e contém um dramático diálogo entre Hades e o príncipeSatã, além da entrada do "Rei da Glória", visto como ocorrendo dentro doTártaro (vide abaixo).

Conceitos sobre a vida após a morte

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Ver artigo principal:Vida após a morte

A visão doAntigo Testamento sobre a vida após a morte era a de que todas as pessoas, justas ou não, iam para oSheol quando morriam. Nenhumhebreu jamais desceu até lá e retornou, embora uma visão do recém-falecidoSamuel apareceu paraSaul quando invocada pelabruxa de Endor (I Samuel 28:7–25). Diversas obras do período doSegundo Templo elaboram sobre o conceito de Sheol, dividindo-o em seções baseadas na justiça e piedade dos que morreram.

O Novo Testamento defende uma distinção entre o Sheol, a "mansão dos mortos", e o destino eterno dos que forem condenados noJuízo Final, que é chamado de diversas formas:geena (por exemplo, emMateus 5:22), "trevas exteriores" (como emMateus 8:12) oulago do fogo eterno (ex. emApocalipse 19:20). Esta distinção pode não ser aparente dependendo da tradução utilizada, com algumas utilizando-se do termo "inferno" indistintamente, ao contrário do original grego (videtraduções de Hades).

A visãohelenística da descida heroica às profundezas e o triunfante retorno segue tradições que são muito mais antigas que asreligiões de mistério populares no tempo de Jesus. OÉpico de Gilgamesh contém uma episódio similar, assim como aOdisseia (cap. XI). Escrevendo logo após onascimento de Jesus,Virgílio incluiu um episódio também naEneida. O pouco que sabemos sobre a liturgia destas religiões de mistério - como osmistérios de Elêusis e omitraísmo - sugere que um ritual de morte e renascimento do iniciante era uma parte importante do ritual. Este também tem paralelos muito mais antigos, em particular com os rituais deOsíris. A antigahomilia chamada "A Descida do Senhor ao Inferno" pode ter sido influenciada por estas tradições ao se referir aobatismo como sendo um símbolo da "morte e do renascimento" (Colossenses 2:9–15) ou vice-versa.

Interpretações da doutrina

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Descida de Jesus ao inferno.
Vitral na Igreja de Saint-Germain-l'Auxerrois emParis.

Católicos

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Há uma antiga homilia sobre a descida ao inferno, de autoria desconhecida, chamada geralmente de "A Descida do Senhor ao Inferno", que é a segunda leitura na parte das leituras da missa noSábado de Aleluia naIgreja Católica.[6]

OCatecismo da Igreja Católica (§636) afirma o seguinte:

636. Na expressão «Jesus desceu à mansão dos mortos», oSímbolo confessa que Jesus morreu realmente, e que, por ter morrido por nós, venceu a morte e o Diabo «que tem o poder da morte» (Hebreus 2:14).[7]

Portanto, a palavra "inferno" é utilizada nas escrituras e no Credo dos Apóstolos para fazer referência à "mansão dos mortos", sejam justos ou maus, até que (e se) que eles possam ser admitidos nocéu (vide §633 do Catecismo). Esta "mansão dos mortos" é o "inferno" para onde Jesus desceu. Sua morte libertou da exclusão do céu os justos que morreram antes de sua chegada:

Foram precisamente essas almas santas, que esperavam o seu libertador no "Seio de Abraão, que Jesus Cristo libertou quando desceu àmansão dos mortos. Jesus não desceu à mansão dos mortos para de lá libertar os condenados, nem para abolir o inferno da condenação, mas para libertar os justos que O tinham precedido.[7]

A conceituação da "mansão dos mortos" como um lugar, embora seja possível e costumeira, não é obrigatória (os documentos da Igreja, como oscatecismos, falam de um "estado ou lugar"). Alguns defendem que Cristo não esteve na morada dos condenados, que é geralmente compreendido atualmente como sendo o "inferno". Por exemplo,Tomás de Aquino ensinava que Cristo não foi ao "inferno dos perdidos", mas"ele os envergonhou por sua falta de fé e maldade; mas para os que estavam presos nopurgatório ele deu esperança de obterem a glória; enquanto que sobre os santos padres detidos no inferno apenas por conta dopecado original, ele lançou a luz da glória eterna".[8]

Enquanto alguns defendem que Cristo meramente desceu até o "limbo dos profetas" outros, principalmente o teólogoHans Urs von Balthasar (inspirado pelas visões deAdrienne von Speyr), defendem que foi mais do que isso e que a descida envolveu sofrimento da parte de Jesus.[9] Uma vez que tantoJoão Paulo II quantoBento XVI elogiaram a teologia de Balthasar e alguns não enxergam uma posição doutrinária precisa da igreja sobre este ponto, este é um tema no qual as diferenças e a especulação teológica é permissível sem transgredir os limites da ortodoxia.[9]

Igreja Ortodoxa

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Descida de Jesus ao inferno.
Séc. XV.Ícone russo de autoria desconhecida atualmente noMuseu Russo emSão Petersburgo.
Descida de Jesus ao inferno num dos painéis da "Paixão de Rotemburgo".
1494. NoReichsstadtmuseum deRothenburg ob der Tauber, naBaviera.

A "Homilia Pascal" deJoão Crisóstomo trata do tema da descida ao inferno e é lida tipicamente durante aVigília Pascal, o maior dos serviços litúrgicos da Igreja Ortodoxa durante a celebração daPascha.

A descida ao inferno é geralmente mais comum e tem uma importância maior naiconografia ortodoxa do que na tradição ocidental. É oícone tradicional doSábado de Aleluia e é utilizado durante a temporada da Páscoa e nos domingos durante o ano todo. O ícone tradicional para aressurreição de Jesus não representa simplesmente o ato físico de Jesus saindo dosanto sepulcro, mas também mostra o que a fé ortodoxa acredita ser a realidade espiritual do que amorte e ressurreição representam.

O ícone mostra Jesus, vestido de branco e dourado para simbolizar sua majestade divina, de pé às portas dos insolentes portões de Hades (também chamados de "Portões da Morte"), que estão quebrados e caíram na forma da cruz, ilustrando a crença de que, através de sua morte na cruz, Jesus venceu a morte. Ele está segurandoAdão e Eva e puxando-os para fora de Hades. Tradicionalmente, ele não aparece segurando-os pelas mãos e sim pelos pulsos, ilustrando o ensinamento teológico de que a humanidade não consegue se livrar sozinha dopecado original, algo que só pode ser obtido por obra daenergia de Deus. Jesus está rodeado por várias figuras doAntigo Testamento (Abraão,David,Moisés entre outros); a parte de baixo do ícone mostra o Hades como um fosso de trevas, geralmente com vários pedações de correntes e cadeados quebrados jogados. Frequentemente, uma ou duas figuras aparecem nas trevas, ainda presas nas correntes, geralmente identificadas como personificações damorte e/ou doDiabo.

Luteranismo

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Martinho Lutero, num sermão realizado em Torgau em 1533, afirmou que Cristo desceu ao inferno. AFórmula da Concórdia (a confissão de fé luterana) afirma:"Acreditamos simplesmente que a pessoa inteira, Deus e ser humano, desceu ao inferno após seu sepultamento, conquistou o diabo, destruiu o poder do inferno e tomou do diabo todo o seu poder (art. XI)."

Muitas tentativas se fizeram apos a morte de Lutero para sistematizar sua teologia sobre a descida ao inferno, se ele desceu vitorioso ou humilhado, por exemplo. Para Lutero, porém, a derrota ou "humilhação de Cristo" não pode ser jamais completamente separada de sua glorificação vitoriosa.

Calvinismo

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João Calvino expressou sua preocupação de que muitos cristãosjamais consideraram seriamente o que é ou significa ter sido redimido do julgamento de Deus. Ainda assim, esta é nossa crença: obedientemente sentir o quanto a nossa salvação custou aoFilho de Deus." A conclusão de Calvino foi que"a descida de Cristo ao inferno foi necessária para a redenção dos cristãos, pois Cristo de fato sofreu as consequências dos pecados que ele redimiu."[10].

Mortalismo cristão

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Ver artigo principal:Mortalismo cristão

As visões apresentadas tem de comum entre si a crença cristã daimortalidade da alma. O ponto de vista dosmortalistas de umestado intermediário requer uma visão alternativa deAtos 2:27 eAtos 2:31, defendendo que o Novo Testamento utiliza o "inferno" como equivalente ao uso da palavra "Hades" naSeptuaginta e, portanto, aoSheol noAntigo Testamento.[11]William Tyndale eMartin Bucer deEstrasburgo argumentaram que Hades emAtos 2 é apenas umametáfora para "túmulo" ou "cova". Outros pensadoresreformados comoChristopher Carlisle eWalter Deloenus em Londres, argumentaram que o artigo deveria simplesmente ser retirado do credo.[12] Por conta de suas crenças mortalistas,Milton evitou o episódio da descida ao inferno.[13] Além disso, as interpretações mortalistas de Atos 2 também encontram eco entre osanglicanos mais modernos, comoE. W. Bullinger.[14]

Enquanto os que defendem a visão mortalista sobre a alma concordam que na "descida ao inferno" Jesus não poderia encontrar nenhuma alma consciente para ser visitada, a questão sobre se o próprio Cristo teria morrido ou ficado apenas "inconsciente", suscita diferentes respostas:

  • Para a maior parte dos defensores do "sono da alma"protestantes, comoMartinho Lutero, Cristo não passou pela mesma condição de morte e, enquanto seu corpo esteve em Hades, Cristo, como a segunda pessoa daTrindade, estava consciente no céu.[15]
  • Para os mortalistas cristãos que também sãoantitrinitários, como ossocinianos e oscristadelfianos, a máxima "os mortos não sabem de nada" inclui também Jesus durante os três dias de sua "morte".[16]

Ver também

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Referências

  1. «Desceu à mansão dos mortos».Canção Nova 
  2. D. Bruce Lockerbie,The Apostle's Creed: Do You Really Believe It ( Victor Books, Wheaton, IL) 1977:53-54, on-line textArquivado em 2012-07-09 naArchive.today.
  3. Leslie Ross, entry on "Anastasis",Medieval Art: A Topical Dictionary (Greenwood, 1996), pp. 10–11online.
  4. Ross, entry on "Anastasis",Medieval Art, p. 10. Ross cites Matthew 12:40 and Acts 2:24, 27, 31.
  5. Stagg, Frank.New Testament Theology. Nashville: Broadman, p. 311.
  6. The Lord's descent into hell
  7. ab«Catecismo da Igreja Católica, §636». Site oficial do Vaticano. Consultado em 15 de dezembro de 2012 
  8. Tomás de Aquino. «52.2».Suma Teológica 🔗. Christ's descent into hell (em inglês).III. [S.l.: s.n.] Consultado em 15 de dezembro de 2012 
  9. abReno, R.R.Was Balthasar a Heretic? First Things, October 13, 2008
  10. Center for Reformed Theology and Apologetics
  11. Norman T. Burns,Christian Mortalism from Tyndale to Milton 1972 p. 180.
  12. Descent into Hell inInternational Standard Bible Encyclopedia: A-D ed. and article Geoffrey W. Bromiley pp. 926-927.
  13. William Bridges HunterMilton's English poetry: being entries from A Milton encyclopedia p. 151.
  14. E. W. Bullinger "Hell" inA Critical Lexicon and Concordance to the English and Greek New Testament pp. 367-369.
  15. Kenneth HagenA theology of Testament in the young Luther: the lectures on Hebrews 1974 p95 "For Luther it refers to God's abandonment of Christ during the three days of his death:"
  16. Whittaker H.A.Studies in the Gospels

Bibliografia

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  • Trumbower, J. A., "Jesus' Descent to the Underworld," in Idem,Rescue for the Dead: The Posthumous Salvation of Non-Christians in Early Christianity (Oxford, 2001) (Oxford Studies in Historical Theology), 91-108. (em inglês)
  • Brinkman, Martien E., "The Descent into Hell and the Phenomenon of Exorcism in the Early Church," in Jerald D. Gort, Henry Jansen and Hendrik M. Vroom (eds),Probing the Depths of Evil and Good: Multireligious Views and Case Studies (Amsterdam/New York, NY, 2007) (Currents of Encounter - Studies on the Contact between Christianity and Other Religions, Beliefs, and Cultures, 33). (em inglês)
  • Alyssa Lyra Pitstick,Light in Darkness: Hans Urs von Balthasar and the Catholic Doctrine of Christ's Descent into Hell (Grand Rapids (MI), Eerdmanns, 2007). (em inglês)
  • Gavin D'Costa, "Part IV: Christ’s Descent into Hell," in Idem,Christianity and World Religions: Disputed Questions in the Theology of Religions (Oxford, Wiley-Blackwell, 2009). (em inglês)
  • Georgia Frank, "Christ’s Descent to the Underworld in Ancient Ritual and Legend," in Robert J. Daly (ed),Apocalyptic Thought in Early Christianity (Grand Rapids (MI), Baker Academic, 2009) (Holy Cross Studies in Patristic Theology and History), 211-226. (em inglês)

Ligações externas

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