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Ode-leonismo, oumarxismo-de-leonismo é uma correntecomunista idealizada porDaniel De Leon, sindicalista que atuou nos Estados Unidos e fundou oPartido Socialista e Trabalhista, o qual segue, até hoje, essa ideologia.[1] Essa corrente, influenciou futuramente oSocialismo Democrático e oComunismo de conselhos.
O de-leonismo se opõe tanto aoMarxismo-leninismo, quanto aoAnarcocomunismo, se colocando como alternativa a ambos. As principais críticas dos de-leonistas ao Socialismo soviético, são referentes a falta de democracia interna doPartido Comunista da União Soviética, à planificação da economia e centralização excessiva do poder. Entretanto, De Leon exerceu forte influencia no pensamento deLênin, principalmente em relação aossovietes.[2] O pensamento de De Leon, defende a criação de conselhos operários, responsáveis pelo governo popular, de cooperativas para produção econômica e defende a industrialização como caminho para o comunismo e para o desenvolvimento econômico e social. Entretanto, diferente dosanarcossindicalistas, defendem a importância do partido e de um governo.
De acordo com a teoria de-leonista, os trabalhadores deveriam formar simultaneamente sindicatos revolucionários no local de trabalho e um partido político socialista para organizar a luta na frente política. O apoio prévio para uma eventual vitória política deveria consistir na hegemonia dosindicalismo revolucionário na frente econômica, com os trabalhadores organizados assumindo um papel preponderante na definição do programa político. Supõe-se que, nesse ponto, os sindicatos revolucionários terão alcançado força suficiente nos centros para permitir que os trabalhadores assumam o controle dos meios de produção.[3]
A vitória socialista nas urnas seria acompanhada por uma transferência do controle de fábricas, minas, fazendas e outros meios de produção para conselhos de trabalhadores organizados no sindicato. O de-leonismo distingue este evento da greve geral para assumir o controle dos meios de produção, da teoria defendida peloanarcossindicalistas.[4][5]
O governo existente seria então substituído por um governo eleito dentro da união revolucionária, e o governo socialista recém-eleito promulgaria rapidamente as emendas constitucionais ou outras mudanças na estrutura do governo necessárias para apoiar o processo revolucionário. Os trabalhadores no local de trabalho elegeriam o comitê de trabalhadores para continuar a produção, e representantes nos comitês locais e nacionais.[4]
Os trabalhadores também elegem representantes para um comitê central, chamado Congresso Popular Trabalhista, que funcionaria no lugar dopoder legislativo. Esses representantes estariam sempre sujeitos ao direito de seus eleitores de revogá-los. Segundo o de-leonismo, o governo socialista reorganizaria assim o governo nacional, de forma setorial e não territorial.[5]
No Brasil, não existem movimentos marxistas-de-leonistas, entretanto a militância de-leonista no Brasil, se organiza noPartido Democrático Trabalhista, em algumas de suas facções internas.[6]