Localizada na costa dogolfo de Cambaia, Damão formava, juntamente comDadrá eNagar Aveli (dois enclaves no território indiano), um dos três conselhos do antigo distrito português. O conselho compreendia as freguesias deDamão Grande (Moti Daman),Damão Pequeno (Nani Daman) eSé.[4]
O primeiro contato dosportugueses com Damão deu-se em 1523, quando ali chegaram os navios de Diogo de Melo. Em 1534, ovice-reiD. Nuno da Cunha enviou António Silveira para arrasar osbaluartes mouriscos da cidade, por saber que ali se encontravam osestaleiros e demais instalações necessárias ao apetrechamento das frotasislâmicas que combatiam as armadas portuguesas. O capitão-morMartim Afonso de Sousa também foi incumbido de bombardear e destruir as fortificações. Apenas em 1559 a cidade seria definitivamente tomada, pelo vice-rei D.Constantino de Bragança.[5]
A zona do Pequeno Damão, na margem direita dorio Damanganga, foi ocupada em 1614. Os sucessivos conflitos regionais — em especial as lutas contra ossidis (mercenáriosabissínios) e contra osmaratas — resultaram na perda de territórios comoBaçaim, que passou ao domínio marata em 1739.[5] No ano seguinte caiu tambémChaúl. Muitasvilas ealdeias foram então perdidas, até que, como compensação pelo auxílio militar prestado por Portugal a Madeva Pradan contra opríncipe Ragobá (aliado aosingleses), o país recebeu, pelo Tratado de 1780, 72 aldeias, origem dos futuros enclaves deDadrá e Nagar Aveli.[5]
↑Correia, Paulo (verão de 2020).«Toponímia da Índia — breve análise»(PDF). Bruxelas: A Folha — Boletim da Língua Portuguesa nas Instituições Europeias. p. 4.ISSN1830-7809. Consultado em 8 de outubro de 2020
Estes doisarquipélagos, localizados noAtlântico Norte, foram colonizados pelos portugueses no início doséculo XV e fizeram parte do Império Português até 1832, quando se tornaramprovíncias de Portugal. A partir de então passaram a ser consideradas como um prolongamento da metrópole europeia (as chamadasIlhas Adjacentes) e não como colónias. Hoje sãoregiões autónomas de Portugal.