Acultura da cidade deSão Paulo foi largamente influenciada pelos diversos grupos deimigrantes que ali se estabeleceram, principalmenteportugueses,japoneses,italianos,espanhóis e também demigrantes, principalmentenordestinos. São Paulo possui uma ampla rede deteatros, casas de show e espetáculo, bares e grandes eventos culturais como aBienal de São Paulo e aVirada Cultural, mas também a maior e principal Fashion Week do continente, e que está entre as cinco principais do mundo. Instituições de ensino,museus; o seu principal museu de arte, o MASP, é um dos mais ricos do mundo, sem falar na sua prestigiosa Pinacotéca egalerias de arte não raro empregam superlativos em suas descrições (sedia, por exemplo, a maioruniversidade pública do país - aUniversidade de São Paulo - a maior universidade privada - aUniversidade Paulista - e a maior casa de espetáculos do país, oCredicard Hall).[1]
São Paulo é a principal capital cultural doBrasil, tendo-se consolidado como local de origem de toda uma série demovimentos artísticos e estéticos ao longo dahistória do século XX. possui ostatus de sede de muitas das principais instituições culturais do Brasil, é em São Paulo que existe o maior mercado para acultura, tendo hoje se consolidado como a principal capital cultural do Brasil e uma das 12 Capitais Culturais do Mundo, segundo pesquisa, realizada pelo jornal britânico, The Guardian e que foi encomendada, pela prefeitura de Londres, por ordem, do então prefeito; Boris Johnson.[2]
Na cidade, são celebrados festivais relacionados aos grupos de imigrantes, como a festa da Achiropita (festival Italiano) também com os Matsuri (festivais de cultura japonesa). Destes, destacam-se: o Tanabata Matsuri[3] (七夕祭り, "Festival do Tanabata"), relacionado à comemoração doTanabata, e realizado desde 1979,[4] o Nikkey Matsuri[5] (ニッケイ祭り, "Festival do Nikkey"), o Mochitsuki Matsuri[6] (餅つき祭り, "Festa doMochi Batido") e o Bunka Matsuri[7] (文化祭り, "Festival da Cultura").

A cena teatral paulistana é uma das mais influentes do Brasil, combinando tradição e vanguarda em dezenas de palcos, centros culturais, companhias, escolas e festivais; episódios decisivos da história do teatro brasileiro ocorreram na cidade, que abriga tanto vertentes experimentais quanto um teatro comercial e musical robusto.
O processo de modernização cênica no país teve marcos fortemente ligados a São Paulo, como a criação doTBC e doTeatro de Arena (década de 1950), fundamentais para a renovação técnica e para a formação de grandes intérpretes e diretores, entre elesCacilda Becker,Paulo Autran,Sérgio Cardoso eGianfrancesco Guarnieri.
Histórico
O Teatro Oficina, eleito pelo jornalThe Guardian como o melhor teatro do mundo na categoriaprojeto arquitetônico.[8]São Paulo reúne uma rede de teatros históricos, comerciais e de pesquisa. OTheatro Municipal de São Paulo é um marco arquitetônico e simbólico desde 1911, sede de óperas, dança e concertos, além de peças e festivais.[11] OTeatro Cultura Artística – idealizado pelaSociedade de Cultura Artística e construído entre 1947 e 1950 – integra o circuito central e foi requalificado após danos sofridos ao longo de sua história. Entre outras casas destacam-se oTeatro Sérgio Cardoso,Teatro Renault (palco de musicais), Teatro Bradesco, Teatro Porto,CCSP,Centro Cultural Fiesp, unidades do Sesc e espaços independentes comoOs Satyros (naPraça Roosevelt) eParlapatões.[12][13]
A cidade abriga companhias e coletivos de diferentes estéticas, comoTeatro Oficina,Teatro da Vertigem, Companhia do Latão, Grupo XIX de Teatro, Folias D'Arte eOs Satyros, além de estruturas de articulação como a Cooperativa Paulista de Teatro.[14] A produção periférica e comunitária também se expandiu nas últimas décadas, conectando práticas cênicas a processos de urbanização e lutas sociais nas bordas da metrópole.
São Paulo concentra escolas e centros de formação e pesquisa teatral, como aEAD-USP, aECA-USP, a SP Escola de Teatro e laboratórios como o CPT (Sesc).[15][16] O processo de renovação técnica e pedagógica iniciado no século XX segue em diálogo com tendências internacionais.

A capital sedia festivais e mostras de grande alcance, como a MITsp, que traz produções nacionais e internacionais, e aVirada Cultural, que inclui programação teatral gratuita espalhada pela cidade.[17][18] A interface entre teatro e artes visuais também aparece em iniciativas ligadas àBienal de São Paulo, com programas e debates que tratam do cênico e do performativo em diálogo com as artes plásticas.[19]
A crítica especializada, a imprensa e os acervos digitais (públicos e privados) documentam o circuito teatral paulistano. Mapas de política cultural e pesquisas acadêmicas analisam acesso, financiamento e territorialização da oferta cultural, com São Paulo como caso central. Iniciativas de classe e memória, como as mantidas por sindicatos, associações e arquivos digitais, registram marcos de artistas e espaços; entre elas, bases históricas e dossiês sobre a cena paulistana.[20]

A cultura visual paulistana consolidou São Paulo como polo dasartes plásticas no Brasil e na América Latina, articulando modernismo, instituições de referência, um circuito de galerias e forte produção dearte urbana; marcos como aSemana de Arte Moderna de 1922, a fundação doMuseu de Arte de São Paulo (MASP) e aBienal de São Paulo estruturaram um ecossistema que integra museus, coleções públicas, escolas, galerias e práticas no espaço público, com projeção nacional e internacional.[21][22]
ASemana de Arte Moderna de 1922, realizada noTheatro Municipal de São Paulo entre 13 e 17 de fevereiro de 1922, foi um divisor de águas ao propor a renovação estética e a afirmação de uma linguagem moderna com identidade brasileira; reuniu nomes comoMário de Andrade,Oswald de Andrade,Anita Malfatti eGraça Aranha, influenciando desdobramentos como oManifesto Antropófago.[23] No pós-guerra, a criação doMASP (1947) e a instalação daBienal de São Paulo (1951) consolidaram a cidade como epicentro de modernização museológica e de internacionalização do circuito artístico brasileiro.[24][25]

Entre as instituições de referência estão oMASP, aPinacoteca do Estado de São Paulo, oMAC-USP, oMAM São Paulo, oInstituto Tomie Ohtake, oCCBB São Paulo, oMuseu Afro Brasil e unidades doSESC (como oSESC Pompeia). O circuito de galerias inclui espaços de experimentação como a Galeria Vermelho.[26] O município mantém ainda aColeção de Arte da Cidade de São Paulo (Pinacoteca Municipal), gerida peloCCSP, herdeira do primeiro acervo público de arte moderna do país formado pela Biblioteca Mário de Andrade a partir de 1946.[27]
A cidade é berço e residência de artistas que marcaram diferentes gerações:Tarsila do Amaral,Wesley Duke Lee,Regina Silveira,Nelson Leirner,Leda Catunda,Tunga,Tomie Ohtake,Eduardo Kobra,German Lorca eBob Wolfenson, entre outros, além de novas gerações que orbitam entre instituições e o circuito independente.[28] No campo da mediação e organização profissional, entidades representativas e arquivos de classe preservam a memória e discutem políticas culturais para o setor.[29]
A capital tornou-se referência global emgrafite e intervenções urbanas, com circuitos como oBeco do Batman e artistas projetados internacionalmente; a visibilidade da cena paulistana foi destacada inclusive pela imprensa estrangeira e pela crítica especializada.[30] Murais de artistas comoEduardo Kobra eOs Gêmeos tornaram-se cartões-postais contemporâneos e dialogam com políticas de arte pública e ocupação cultural do espaço urbano.[31]
ABienal de São Paulo é um dos mais importantes eventos de artes visuais do hemisfério sul, articulando debates, educação e exibição de arte contemporânea; sua programação também estabelece diálogos com o teatro e a performance, refletindo a porosidade entre campos artísticos na cidade.[32] A cobertura jornalística e crítica especializada de veículos comoFolha de S.Paulo eO Estado de S. Paulo contribui para a circulação, análise e memória do circuito expositivo.[33][34]

A produção audiovisual emSão Paulo é central para ocinema, atelevisão e o mercado publicitário nacionais, articulando memória, formação e indústria em torno de instituições como aCinemateca Brasileira, oMIS-SP, escolas (aECA-USP), estúdios (Quanta, O2, Gullane) e políticas públicas como aSpcine.[35][36][37][38]
No início do século XX, a capital consolidou circuito exibidor e produção incipiente que desembocariam em estúdios e cineclubes; mais tarde, a criação daCinemateca Brasileira (originada da Filmoteca do MAM-SP nos anos 1940) estabeleceu um polo de preservação de filmes, documentos e equipamentos, articulando pesquisa e difusão.[39] Entre as companhias dos anos 1940–50 destacam-se aCompanhia Cinematográfica Vera Cruz (no ABC paulista, com forte impacto na cadeia produtiva da região metropolitana) e aCompanhia Cinematográfica Maristela, ambas fundamentais para profissionalização de equipes técnicas e padrões industriais no país.[40][41] A partir dos anos 1960, o centro expandido abrigou o polo conhecido comoBoca do Lixo (Luz/Santa Ifigênia), celeiro de filmes de baixo orçamento, autorais e populares que formou diretores, técnicos e atores e deu origem a uma “Hollywood paulistana”.[42]
A Televisão São Paulo é berço da televisão brasileira: aTV Tupi estreou em 1950, primeira emissora regular da América Latina; em seguida surgiram aTV Record (1953), com forte produção de teledramaturgia e música ao vivo, e aTV Cultura (1969), emissora pública daFundação Padre Anchieta, referência em conteúdo educativo e cultural.[43][44][45]
Além da Cinemateca e do MIS-SP, a cidade mantém rede de salas de programação curatorial, cineclubes e circuito público municipal; aSpcine opera o Circuito Spcine de Cinema e a Film Commission, fomentando a atração de filmagens e a difusão em bairros periféricos.[46][47]
Na formação, destacam-se cursos de graduação e técnicos naUSP (ECA),FAAP, SENAC e escolas livres como aAcademia Internacional de Cinema.[48][49][50]
A cidade sedia aMostra Internacional de Cinema de São Paulo (desde 1977), oÉ Tudo Verdade — Festival Internacional de Documentários (desde 1996), oFestival de Curtas Kinoforum e programações doAnima Mundi, entre outros, que conectam produção local e internacional, formam público e impulsionam o mercado.[51][52][53][54]
Indústria e estúdios São Paulo concentra infraestrutura industrial e empresas que operam em cinema, TV, publicidade e streaming: complexos como a Quanta e produtoras comoO2 Filmes,Gullane e Paranoid conduzem projetos nacionais e internacionais, enquanto hubs comoBarra Funda eVila Leopoldina reúnem estúdios, locadoras e pós-produção; o setor publicitário, historicamente forte na cidade, sustenta alto volume de filmes e séries.[55][56][57]

Entre realizadores, pesquisadores e intérpretes ligados à cidade destacam-sePaulo Emílio Salles Gomes (crítico e fundador da Cinemateca),Jean-Claude Bernardet (crítico e professor),José Mojica Marins (Zé do Caixão),Carlos Reichenbach,Ugo Giorgetti,Hector Babenco,Anna Muylaert,Laís Bodanzky,Tata Amaral,Andrea Tonacci eAmácio Mazzaropi (ator e produtor), entre outros, além de programadores e curadores comoLeon Cakoff (fundador da Mostra) eAmir Labaki (fundador do É Tudo Verdade).[58][59][60]
A tradição de cinemas de rua e programação de repertório atravessa o século, com salas históricas, cineclubes e centros culturais (comoCCSP e unidades do Sesc-SP) que preservam a cinefilia paulistana e promovem difusão e formação de público.[61][62]
Os bairros da cidade[63] são constantemente retratados em produções cinematográficas brasileiras e internacionais, em especial novelas, séries e filmes, como:A Próxima Atração,[64] "Rainha da Sucata",[65] "Tiro e Queda",[66][67][68][69]Caras & Bocas,[70],Verdades Secretas,Sete Pecados[71],Família É Tudo,Dancin' Days (1979),Anjo Mau,[72]Ciranda de Pedra (1981)[73],Ciranda de Pedra (2008),Rainha da Sucata[74],A Próxima Vítima (1995),Passione,[75][76],Ti Ti Ti ambas versões de 1985 e2010,I Love Paraisópolis,A Favorita,Haja Coração,Ensaio sobre a Cegueira,Black Mirror,Os Simpsons,[77]Sintonia,Eles não usam Black-tie,Carandiru,Sai de Baixo[78] e na minissérie "Anarquistas, Graças a Deus"[79][80][81][82]
A arquitetura deSão Paulo é um mosaico que espelha a sua história e diversidade, com palacetes ecléticos, edifícios modernistas e arranha‑céus que marcam a evolução urbana da capital; marcos como oEdifício Martinelli (primeiro arranha‑céu da cidade), oConjunto Nacional (misto, naAvenida Paulista), oEdifício Copan e o conjunto doParque Ibirapuera sintetizam camadas que vão do ecletismo e art déco à ousadia modernista e aos grandes empreendimentos contemporâneos.[83][84] A transformação daAvenida Paulista em ícone urbano e cultural ilustra essa passagem de um eixo residencial aristocrático para uma paisagem de alta densidade e verticalização, hoje cercada por equipamentos culturais e empresariais.[85]
O bairro deHigienópolis é um dos mais tradicionais e notáveis do ponto de vista arquitetônico: combina edifícios modernistas — como oEdifício Louveira, deJoão Batista Vilanova Artigas eCarlos Cascaldi, tombado peloCondephaat — com casarões históricos ecléticos, além de marcos residenciais dos anos 1930–1960, a exemplo do ”D. Pedro II” (1938), ”Santa Amália” (1943), ”Higienópolis” (1943), oEdifício Prudência (1944), deRino Levi, com jardins deRoberto Burle Marx, oEdifício Bretagne (1959), deJoão Artacho Jurado, o Parque das Hortênsias (1957), o Piauí (1949) e o Cinderela (1956). O bairro abriga ainda instituições como aFAAP e aPraça Buenos Aires, além do Edifício Santo André — obra deJacques Pilon vinculada ao industrialFrancisco Matarazzo Sobrinho — onde residiuTarsila do Amaral, de frente para oParque Buenos Aires.[86][87][88][89]
Os bairros planejados pelaCompanhia City —Jardim América,Jardim Europa,Jardim Paulista eJardim Paulistano — incorporaram princípios dascidades‑jardins inglesas, com traçado curvilíneo, praças e lotes amplos para palacetes das elites do início do século XX; esse universo convive, no centro e nos eixos de negócios, com a verticalização de marcos como oEdifício Martinelli e, mais tarde, ícones modernistas como oEdifício Copan e equipamentos culturais de referência, caso doSesc Pompeia e do conjunto doParque Ibirapuera, associados à produção deLina Bo Bardi eOscar Niemeyer.[90][91][92] Nas últimas décadas, a requalificação de áreas centrais e a expansão de polos de negócios em bairros comoBrooklin,Itaim Bibi eVila Olímpia intensificaram os empreendimentos corporativos e residenciais de alto padrão, incluindo conjuntos de uso misto como oParque Cidade Jardim, oComplexo JK e oCidade Matarazzo.[93]
A cultura arquitetônica paulistana também se expressa por meio de seus protagonistas: além deRamos de Azevedo (autor de obras como oTheatro Municipal de São Paulo), destacam‑seGregori Warchavchik (Casa Modernista daVila Mariana),Rino Levi,João Batista Vilanova Artigas,Paulo Mendes da Rocha,Lina Bo Bardi (autora doSesc Pompeia),Oscar Niemeyer (autor de parte doParque Ibirapuera e doEdifício Copan),Ruy Ohtake,Isay Weinfeld,Arthur Casas,Jacques Pilon,João Artacho Jurado e os paisagistasRoberto Burle Marx eRosa Kliass. Esses agentes, entre outros, consolidaram um repertório que vai do modernismo ao contemporâneo, com ênfase em soluções de uso misto, desenho urbano, requalificação de antigos distritos fabris e atenção crescente à sustentabilidade ambiental.[94][95]

A literatura na cidade de São Paulo começa com a chegada dos missionários daCompanhia de Jesus, cujos membros são conhecidos comojesuítas, no início doséculo XVI. Eles escreveram relatórios àcoroa portuguesa sobre as terras recém-encontradas e sobre os povos nativos, compondo poesias e músicas para ocatecismo. Os padres jesuítasManuel da Nóbrega eJosé de Anchieta são considerados os fundadores da capital paulista.[96]
Durante o século XIX a cidade teve grandes nomes da literatura como o escritorÁlvares de Azevedo, representante da fase ultrarromântica doRomantismo. Porém, os escritores paulistanos só atingem independência cultural e projeção nacional no início do século XX, com o movimentomodernista brasileiro, principalmente após a realização daSemana de Arte Moderna em 1922.[97]
Durante o período modernista surgiram importantes escritores daliteratura brasileira comoMário de Andrade eOswald de Andrade, responsáveis pela introdução domodernismo noBrasil e produtores de uma extensa e importante obra literária, dramatúrgica e crítica para a cultura brasileira.[98] Com o poema urbano "Pauliceia desvairada", Mário de Andrade estabeleceu o movimento modernista no Brasil.[99]

O romanceMacunaíma, com a sua abundância defolclore brasileiro, representa o ápice da prosa nacionalista no modernismo através da criação de umanti-herói nacional. A poesia experimental de Oswald de Andrade, a prosa devanguarda, em especial o romance"Serafim Ponte Grande" (1933), e manifestos provocativos que exemplificavam a quebra do movimento com a tradição.[100] Artistas e escritores modernistas escolheram oTeatro Municipal de São Paulo para lançar seu manifesto modernista. O local passou a ser um bastião da cultura europeia com a Ópera e apresentações demúsica clássica trazidas da Alemanha, França, Áustria e Itália. Foi importante para eles escolher o Teatro Municipal como ponto de partida, porque a alta sociedade que frequentava o local negavam suas raízes brasileiras por falar línguas como o francês apenas na casa de ópera. Além disso, os frequentadores se comportavam como se o resto do Brasil, e a própria cultura brasileira, não importasse ou não existisse. Ambos os autores foram influentes escritores da escola modernista: Mário de Andrade e Oswald de Andrade.[98]
A partir dos anos de 1960, São Paulo começa a ser o cenário de diversas obras da literatura brasileira. Algumas das mais memoráveis são osromances policiaisRubem Fonseca eMarcos Rey, e nos poemas deRoberto Piva, que descrevem, principalmente, as ruas soturnas do centro da cidade, com suas personagens excluídas da sociedade - usuários de drogas, homossexuais, criminosos e boêmios. Este aspecto da cultura urbana da cidade também pode ser lido nos livros deTony Bellotto eBernardo Carvalho.
Noséculo XXI, a cidade voltou a ser o cenário de um grande romance:Eles Eram Muitos Cavalos deLuiz Ruffato, ganhador doTroféu APCA, aborda um dia na cidade, a partir das histórias individuais de seus moradores. O livro traz personagens tão distintos quanto políticos, empresários, estudantes, marginalizados, migrantes e imigrantes, em suas diferenças sociais e culturais (judeus, italianos, nordestinos, evangélicos) e foi bem recebido pela crítica.[101][102][103]

A cidade tem uma cena musical fervilhante, com diversas vertentes musicais sendo representadas. Nosamba epagode, a cidade possui nomes de renome comoPaulo Vanzolini, compositor de uma das mais conhecidas músicas sobre a cidade,Ronda, eAdoniran Barbosa, cujos sucessos mais lembrados sãoSaudosa Maloca eTrem das Onze. Também osDemônios da Garoa, grupo de samba dadécada de 1940 ainda em atividade considerado o "Conjunto Vocal Mais Antigo do Brasil em Atividade".[104] Adoniran Barbosa (1910–1982), compositor e intérprete, é frequentemente apontado como cronista do cotidiano paulistano e como quem consolidou um “samba de sotaque paulistano” voltado à memória de imigrantes e camadas populares. O município foi o berço de várias bandas derock nas décadas de 1960, 1970 e 1980, como osOs Mutantes, uma banda derock psicodélico que liderou o caminho no cenário musical damúsica experimental, cujo sucesso é por vezes relacionado com o de outros músicos daTropicália, mas com um estilo musical e ideias próprias.[105] A cidade também inspirou músicos desse movimento, comoCaetano Veloso que compôsSampa eTom Zé, com diversas músicas sobre a cidade (em que atualmente vive), dentre as quaisSão São Paulo. A cena dorock paulistano também consagrouRita Lee (1947–2023), tanto nosOs Mutantes quanto em carreira solo, a bandaSecos & Molhados que revelou o cantorNey Matogrosso, bandas doBRock 80 comoTitãs,Ira! eUltraje a Rigor, além de nomes comoArnaldo Antunes (1960–),Nando Reis (1963–),Guilherme Arantes (1953–) eFábio Jr. (1953–).No final dogoverno militar no início dos anos 1980 a bandaUltraje a Rigor surgiu na cidade. Eles jogaram um estilo simples e irreverente do rock. As letras representavam as mudanças nasociedade e nacultura que não apenas São Paulo, mas em toda a sociedade brasileira.[106]

A cidade também ficou conhecida nos anos de 1980 pelo movimentoVanguarda Paulista, encabeçado por músicos experimentais, dentre os quaisArrigo Barnabé,Itamar Assumpção,Ná Ozzetti, oGrupo Rumo. Outros artistas ligados à canção paulistana contemporânea incluemMarcelo Jeneci (1982–) eTulipa Ruiz (1978–). São Paulo gerou ainda grandes bandas de rock de humor, comoJoelho de Porco,Premeditando o Breque (esta, responsável pelo conhecida música São Paulo São Paulo),Língua de Trapo e osMamonas Assassinas .Nadécada de 1990,Drum & Bass tornou-se um outro movimento musical em São Paulo, com artistas comoDJ Marky,DJ Patife,XRS,Drumagick eFernanda Porto.[109]Muitas bandas deheavy metal também se originaram na cidade, comoAngra,Torture Squad,Korzus eDr. Sin. Muitas culturas "alternativas" de São Paulo se misturam em um pequenoshopping apelidado deGaleria do Rock, que inclui lojas que atendem a uma ampla gama de nichos alternativos. Em 2011, foi confirmada a versãobrasileira do festivalLollapalooza, que será sediada noJockey Club paulistano nos dias 7 e 8 de abril de 2012.[110][111]
Por seu aspecto urbano, a cidade cada vez mais se renova musicalmente, aceitando os diversos ritmos musicais oriundos de todas as partes dopaís. São Paulo também é um dos principais centros demúsica erudita do Brasil, sendo local de nascimento de compositores internacionalmente reconhecidos comoOsvaldo Lacerda eAmaral Vieira, e palco durante o ano todo de apresentações deconcertos eóperas em suas diversas salas, como aSala São Paulo, oTeatro Municipal de São Paulo (palco daSemana de Arte Moderna de 1922, considerada marco de início daarte moderna no Brasil), oTeatro São Pedro e o Teatro Alfa. AOrquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) é considerada um dos melhores conjuntos sinfônicos doMundo.[112]

A cidade também é muito influente no movimentohip-hop (break,grafite erap), sendo que, no Brasil, os maiores expoentes dessa vertente cultural estão em São Paulo e seu entorno. Também é forte a presença damúsica eletrônica, com diversasraves e festas, como oSkol Beats,[113]Nokia Trends,[114]Spirit of London, entre outras.[115] Nohip hop de base periférica, destacam-seEmicida (1985–) eCriolo (1975–).A cidade concentra ainda importantes casas de espetáculos, comoCredicard Hall (atual Vibra São Paulo), Teatro Bradesco,Espaço das Américas e Audio, além do festivalLollapalooza Brasil e daSala São Paulo, inaugurada em 1999, sede daOrquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP). Exemplos de músicos paulistanos incluemAdoniran Barbosa (1910–1982),Rita Lee (1947–2023),Tom Zé (1936–),Emicida (1985–),Criolo (1975–),Arnaldo Antunes (1960–),Marcelo Jeneci (1982–),Paulo Vanzolini (1924–2013),Itamar Assumpção (1949–2003),Tulipa Ruiz (1978–),Guilherme Arantes (1953–),Fábio Jr. (1953–),Nando Reis (1963–) eJoão Carlos Martins (1940–).
Entre os principais festivais da cidade, destacam-seThe Town — realizado noAutódromo de Interlagos e organizado pela mesma empresa doRock in Rio, com artistas como Bruno Mars, Foo Fighters, Post Malone e Maroon 5 em 2023[116] —, oLollapalooza Brasil, que desde 2012 reúne grandes nomes do rock, pop, hip hop e música eletrônica, hoje também em Interlagos[117][118], o Primavera Sound São Paulo, versão local do festival catalão com foco em indie/alternativo[119], aVirada Cultural com programação gratuita 24 horas por toda a cidade[120], o Coala Festival dedicado à música brasileira contemporânea noMemorial da América Latina[121] e o Festival Turá no entorno doParque Ibirapuera[122], além da SIM São Paulo, que combina conferência da indústria com showcases[123].

A paisagem linguística paulistana articula um contínuo de variedades doPortuguês do Brasil, doDialeto paulistano urbano de prestígio às transições com oDialeto caipira naRegião Metropolitana de São Paulo e no interior; a fala local é descrita como “ligeira” e de nasalidade marcada, com palatalização de /t/ e /d/ diante de /i/ (tia → [tʃia], dia → [dʒia]) e traços prosódicos associados à história migratória da cidade, incluindo heranças deLínguas indígenas do Brasil e daImigração italiana no Brasil[124]; a percepção corrente de “sotaque neutro” em São Paulo relaciona-se ao peso midiático e ao prestígio social dessa variedade, embora se trate de um sotaque reconhecível no panorama nacional. O léxico é dinâmico e fértil emgírias: “busão” (ônibus), “rolê” (passeio), “trampo” (trabalho), “perrengue” (aperto), “mano/mina” (rapaz/moça), “zoeira” (brincadeira), “mó” (muito) e interjeições como “ô, loco, meu”; exemplos usuais incluem “Vamos pegar o busão pra um rolê naAvenida Paulista depois do trampo?” e “Que perrengue pra chegar, mó trânsito!”[125][126].
Nos anos 2010–2020, variedades socioprofissionais também ganharam visibilidade: o jargão domercado financeiro associado aos “faria-limers” espalhou anglicismos e neologismos para além do eixo corporativo, aparecendo em discursos oficiais e na imprensa[127]. O uso coloquial para o repertório de jargões do entorno daAvenida Brigadeiro Faria Lima, associado aomercado financeiro e a profissionais de tecnologia e investimentos; expressões com anglicismos (“deal”, “follow-up”, “deck”, “EOD”) e corporativês tornaram-se reconhecíveis também fora do eixo corporativo. Ex.: “Fechou o deal? Bora tocar esse follow-up no deck até o EOD.”[128][129]. Essa vitalidade lexical coexiste com marcas identitárias de bairros e tradições culturais, compondo um mosaico estudado pelaSociolinguística e por pesquisas deDialetologia que observam mudanças em curso e a circulação de falares entre centro, periferias e municípios conurbados[130][131].

NoDialeto paulistano, a literatura descreve como traços salientes a palatalização de /t/ e /d/ diante de /i/ (tia → [tchi], dia → [dji]), a alternância entre o “r tepe” [ɾ] e o “r retroflexo” [ɻ] em coda (associada a contrastes centro/periferia), e a ditongação em sequências com “en” (“fazeinda”, “enteindeindo”), além do apagamento do -r final em infinitivos; a variedade é influenciada historicamente por contatos indígenas, migrações internas e, de modo muito marcante, pela imigração italiana do fim do século XIX e início do XX.[132]
Em bairros tradicionalmente italianos, comoMooca eBela Vista (Bixiga), observou-se o chamado “plural zero” em fala popular (“os carro vermelho”) como efeito de contato, traço frequentemente citado em descrições populares do falar paulistano. Exemplos: “Depois do trampo, a gente pega o busão naAvenida Paulista pra um rolê” (palatalização em “dia/tia”; léxico coloquial); “Cê tá certo, mano” (r tepe central) vs. “Cê tá cerRRto, mano” (r retroflexo periférico). Fala “cantada” e léxico identitário, com expressões popularizadas como “orra, meu”; a italianidade histórica do bairro é amplamente documentada em estudos sobre o paulistanês. Ex.: “Ô, belo, vamo tomá um chopis na Mooca?”; existem iniciativas e reportagens que mencionam pedidos de registro do “mooquês” como bem imaterial noCONPRESP[133][134].
São comuns etnônimos informais vinculados a pertencimentos locais: “moquense/mooquënser” (daMooca), “tatuapeense” (doTatuapé), “santanense/santaner” (deSantana), “pinheirense” (dePinheiros), “itaquerense” (deItaquera), “moemense” (deMoema), “butantanense” (doButantã), entre outros; tais designações aparecem em crônicas, mídia local e iniciativas culturais de bairro[135][136]. Ex.: “Orgulho moquense”, “rolezinho pinheirense”.
“Senhoras de Santana”: Rótulo midiático para mulheres tradicionais deSantana, associado a um ethos conservador de bairro, recorrente em textos jornalísticos e ensaísticos. Ex.: “As ‘senhoras de Santana’ lotaram a reunião do conselho.”[137][138][139].
“Quatrocentão”: Termo para antigas famílias paulistanas ligadas à elite estabelecida desde os primórdios da cidade; aparece como marcador histórico-cultural em narrativas sobre identidade paulistana (uso social e historiográfico).[140]

A moda emSão Paulo consolidou-se como a principal doBrasil e uma das mais influentes daAmérica Latina, articulando criação autoral, indústria do vestuário, varejo e mídia; a cidade sedia oSão Paulo Fashion Week (SPFW), realizado duas vezes por ano e reconhecido como o maior evento de moda latino-americano, e aCasa de Criadores, celeiro de novas marcas e estilistas, além de feiras que cruzam moda, design e artesanato, como a MADE (Mercado de Arte e Design) e a Feira Rosenbaum; historicamente, São Paulo estruturou polos de produção e comércio comoBom Retiro eBrás, e eixos de luxo como osJardins e aRua Oscar Freire, com papel relevante de lojas de departamento e butiques desde o início do século XX (casos doMappin e daDaslu), enquanto a diversidade cultural e a presença nikkei naLiberdade influenciam estéticas locais; a cidade abriga marcas, criadores e publicações que moldaram o cenário nacional e dialogam internacionalmente, entre elesAlexandre Herchcovitch,Gloria Coelho,Reinaldo Lourenço,João Pimenta,Carlos Miele, À La Garçonne, Ellus, Cavalera, PatBo, Apartamento 03, Piet e Cotton Project, e revistas como Vogue Brasil, Elle Brasil, Harper’s Bazaar Brasil, L'Officiel Brasil, FFW, Revista Daslu e Made in Brazil.[141][142][143][144][145][146][147][148][149]

São Paulo reúne um circuito museológico de referência nacional, com ícones comoMASP,Pinacoteca,Museu da Língua Portuguesa,Museu do Ipiranga,MIS,Museu do Futebol,Catavento,Museu Afro Brasil,MCB,IMS Paulista,Japan House eCCBB, concentrados sobretudo noCentro,Paulista,Luz eIbirapuera; guias e reportagens recentes destacam acervos, requalificações e expansão física (como o novo edifício doMASP) e a atualização de experiências imersivas e interativas[151].
A rede estadual articula equipamentos comoCasa das Rosas,Casa Guilherme de Almeida,Casa Mário de Andrade,Museu da Imigração,Museu da Língua Portuguesa,Museu Afro Brasil,Memorial da Resistência eMIS Experience, reforçando programação contínua e políticas públicas para o setor[152]; o portal oficial “Conheça SP” também sistematiza endereços, perfis e serviços dos museus da capital[153].Entre monumentos e esculturas, oCentro Histórico tem noMarco Zero (Praça da Sé) uma referência urbana que irradia roteiros para edifícios e obras simbólicas, como oFarol Santander (antigo Banespa)[154].
No eixo cultural oeste-sul, destacam-se oMemorial da América Latina, com a escultura da“Mão” no pátio central, e o Jardim de Esculturas doMAM concebido porBurle Marx, que integra arte ao paisagismo noIbirapuera[155][156]; somam-se a esses o conjunto arquitetônico-histórico daPinacoteca e daLuz, oestádio do Pacaembu com oMuseu do Futebol e os espaços ao ar livre vinculados a museus de ciência e tecnologia, compondo um panorama em quepatrimônio edificado e obras públicas estruturam a experiência cultural da cidade[157][158].
A publicidade emSão Paulo ocupa posição central na cultura e na economia criativa brasileiras desde o início do século XX. A cidade foi pioneira com a instalação de “A Eclética” (1914), frequentemente apontada como a primeira agência de publicidade do país, em um contexto de expansão da imprensa, do varejo e da industrialização paulistana.[159][160]
Ao longo do tempo, o município consolidou-se como principal polo publicitário do país, reunindo grandes agências, anunciantes e veículos — além de escolas de excelência como aESPM e aECA-USP — e tornou-se protagonista em prêmios internacionais como oCannes Lions.[161] A regulação urbana também moldou a linguagem do setor: aLei Cidade Limpa (2007) transformou omercado de mídia exterior na capital e impulsionou formatos alternativos e digitais no espaço urbano.[162][163]
Entre os principais personagens da publicidade paulistana destacam-seWashington Olivetto (W/Brasil), autor de campanhas icônicas como o filme “Hitler” para aFolha de S.Paulo (1987),[164] e o trio daDPZ —Roberto Duailibi,Francesc Petit eJosé Zaragoza — associado a cases como “Garoto Bombril” e à profissionalização do mercado de criação no país.[165] Outros nomes de referência formados em São Paulo incluemAlex Periscinoto (Almap), Julio Ribeiro (Talent),Nizan Guanaes (DM9DDB e Africa/Grupo ABC),Marcello Serpa (AlmapBBDO), Fabio Fernandes (F/Nazca S&S),Luiz Lara (Lew’Lara\TBWA),Alexandre Gama (Neogama) e Celso Loducca (Loducca), todos frequentemente reconhecidos pela imprensa especializada e por rankings internacionais.[166][167][168][169]
Como capital midiática, São Paulo abriga grandes grupos de comunicação e editoras.Editora Abril — historicamente sediada na cidade — estruturou um portfólio amplo de revistas e títulos de referência, entre elesVeja, uma das publicações de maior circulação do país; durante anos, dados institucionais da empresa apontavam dezenas de títulos e altas tiragens na América Latina.[170][171] Além dela, concentram-se na cidadeFolha de S.Paulo eO Estado de S. Paulo, veículos que também são grandes anunciantes e promotores de prêmios criativos, assim como instituições do setor como aABAP, aAPP e oClube de Criação de São Paulo, que articulam memória, formação e reconhecimento no mercado local.[172][173]

São Paulo é um dos principais centros de comunicação do Brasil e da América Latina, e do Mundo por reunir em seu território a sede de vários grandes grupos de comunicação. A cidade é, sendo uma cidade de categoria 'Alfa', jà há muitos anos, por parte do Globalization and World Cities Study Group & Network (GaWC) Dois dos jornais mais influentes do país[174] são publicados na cidade, ambos com reputação internacional: aFolha de S. Paulo eO Estado de S. Paulo (o jornal mais antigo da cidade ainda em circulação).[175] A Folha de S. Paulo é um dos jornais mais lidos e reconhecidos no país, sendo o segundo maior jornal de circulação do Brasil, segundo dados doInstituto Verificador de Circulação (IVC), com uma circulação média diária de 294 498 exemplares, em 2010.[176] Outros importantes jornais são oDiário de São Paulo,Agora São Paulo e oJornal da Tarde.

Muitos dos crimes mais emblemáticos do país ocorreram na cidade, por exemplo oMassacre do Carandiru, os assassinatos deCarlos Marighella,Ubiratan Guimarães, deHenning Albert Boilesen, deAparício Basílio da Silva, de José Sampaio Moreira, do casal Jorge e Maria Cecília Bouchabki,[177] de Roberto Lee, suicídio de Luiz Carlos Leonardo Tjurs[178] e o sequestro deCelso Daniel.[179] Em2002 oBrooklin Velho estampou as capas dos principais jornais e revistas do país, onde ocorreu um dos crimes que mais chocou o país, conhecido comoCaso Richthofen. OndeSuzane Louise von Richthofen e osirmãos Daniel e Cristian Cravinhos foram à casa da Família von Richthofen e assassinaram o engenheiroManfred Albert von Richthofen e a psiquiatraMarísia von Richthofen.[180][181] NaVila Isolina Mazzei, distrito deVila Guilherme, ocorreu a morte da meninaIsabella Nardoni, de 5 anos, jogada do 6º andar de um apartamento. OCaso Isabella Nardoni comoveu o país em2008.[182]
No campo da televisão, a cidade foi pioneira com a criação da primeira emissora do país, aTV Tupi, pelo empresárioAssis Chateaubriand, em setembro de 1950.[183] Desde então, várias outras emissoras desenvolveram-se na cidade e ganharam projeção nacional, como foi o caso doSBT,[184] daRede Bandeirantes (pertencente aoGrupo Bandeirantes),[185]Rede Record,[186]TV Gazeta,[187]RedeTV![188] e aTV Globo São Paulo (antigaTV Paulista),[189] todas com sede naregião metropolitana de São Paulo.

A cidade sedia eventos esportivos de importância nacional e internacional, como oGrande Prêmio do Brasil deFórmula 1, realizado noAutódromo de Interlagos, oSão Paulo Indy 300, evento que faz parte daIndyCar Series e é realizado noCircuito Anhembi,[191][192] e oAberto de São Paulo de Tênis, realizado noComplexo de Tênis do Parque Villa-Lobos. Também realiza-se na cidade a tradicionalCorrida de São Silvestre, prova pedestre disputada desde1925, todo dia31 de dezembro, pelas ruas docentro. Entre as corridas de rua tradicionais, destacam-se, também, as provas São Paulo Classic, com cerca de 12 mil participantes[193] e Run Américas com 25 mil participantes em São Paulo num evento que acontece simultaneamente em diversas cidades daAmérica Latina: São Paulo,Lima,Caracas,Bogotá,Cidade do México,Santiago eBuenos Aires num evento que no total reúne 120 mil pessoas nessas 9 cidades.[194]
São Paulo recebeu jogos daCopa do Mundo FIFA de 1950,[195] foi sede deJogos Pan-Americanos de 1963[196] e foi uma das sedes doMundial Interclubes de 2000.[197] Também foi sede doCampeonato Mundial de Basquetebol Feminino de 1983 e2006, de Vôlei Feminino em1994, de uma das etapas do Concurso Mundial de Saltos da FEI (Federação Equestre Internacional) em 2007 e será cidade-sede dos jogos daCopa do Mundo FIFA de 2014.[198]

A cidade conta também com umJockey Club, onde a primeira corrida aconteceu em29 de outubro de1876, no Hipódromo daMooca, na rua Bresser. Com doiscavalos inscritos na primeira corrida, Macaco e Republicano, inauguraram as raias instaladas nas colinas da Mooca. Republicano era o favorito, mas Macaco levou o Primeiro Prêmio da Província.[199]
O município é sede de três grandes clubes brasileiros de futebol:Corinthians,Palmeiras (fundado por italianos) eSão Paulo FC. Além do chamado "Trio de Ferro", ainda conta com outras agremiações futebolísticas, como aPortuguesa de Desportos, oJuventus e oNacional.[200]
A cidade conta com cinco grandes estádios:
Além destes, conta com estádio menores como oEstádio Conde Rodolfo Crespi - popularmente conhecido comoEstádio da Rua Javari - (doClube Atlético Juventus), oEstádio Nicolau Alayon (doNacional) e oParque São Jorge (doCorinthians). Conta também com diversos ginásios devôlei ebasquete (Ibirapuera, Esporte Clube Pinheiros, Clube Hebraica e Paulistano), quadras de tênis, e muitas outras arenas esportivas, como oEstádio do Ibirapuera, destinado principalmente aoatletismo.[202]



Muitos esportistas notáveis nasceram em São Paulo, como o piloto tricampeão mundial da Fórmula 1,Ayrton Senna da Silva[203], o jogador de futebolGabriel Jesus[204] campeão olímpico e daCopa América, as tenistasLuisa Stefani eLaura Pigossi[205] que juntas conquistaram a primeira medalha olímpica do tênis brasileiro, o atletaAdhemar Ferreira da Silva[206], o piloto da Fórmula 1Felipe Massa[207], o futebpolistaZé Roberto[208], o jogador de futebolWalter Casagrande[209], a tenistaMaria Esther Bueno[210], entre outros.








Jardim Paulista,Pacaembu,Jardim América,Brooklin,Higienópolis,Interlagos,Jardim Europa,Morumbi eCampos Elíseos são os bairros paulistanos que compõem ojogo de tabuleiroMonopoly, conhecido noBrasil comoBanco Imobiliário e emPortugal,Monopólio, jogo que destaca locais de alto padrão que simbolizam riqueza e status em diferentes nações ao redor do mundo.[211][212][213][214][215]
ASecretaria Municipal de Cultura (SMC) é um órgão da Prefeitura da Cidade de São Paulo destinado a promover o desenvolvimento de atividades, instituições e iniciativas de natureza artística e cultural no âmbito do município.[216]
Foi criada em 1975[217] ao final da gestão do prefeitoMiguel Colasuonno, com o desmembramento em duas partes da antigaSecretaria de Educação e Cultura, sendo Luiz Mendonça de Freitas realocado como secretário interino. A implantação do órgão, no entanto, foi feita na gestão seguinte com o prefeitoOlavo Setúbal e o primeiro secretário municipal de cultura,Sábato Magaldi.[218]
Em 1947 a Secretaria de Cultura e Higiene é desdobrada em duas, criando a Secretaria de Higiene e aSecretaria de Educação e Cultura[219], sendo esta subdividida inicialmente em três partes:
-Gabinete do Secretário
-Departamento de Cultura
-Departamento de Educação, Assistência e Recreio
Em 1945 oDepartamento de Cultura e Recreação foi vinculado à Secretaria de Cultura e Higiene[220], composta por:
-Departamento de Cultura
-Departamento de Higiene
-Estádio Municipal e seus serviços
Em 1935 foi criado oDepartamento de Cultura e Recreação[221], primeiro órgão público dedicado à política cultural na cidade e no país. Elaborado pela gestão do então prefeitoFábio Prado, com apoio do governadorArmando de Sales Oliveira e em articulação comPaulo Duarte,Rubens Borba de Moraes,Sérgio Milliet eMário de Andrade, teve este último como seu primeiro diretor.
| N° | Secretário(a) | Período de governo | |
|---|---|---|---|
| interino | Luiz Mendonça de Freitas | ||
| 1 | |||
| 2 | |||
| 3 | Fábio Luiz Pereira de Magalhães (1942) | ||
| 4 | |||
| 5 | Jacob Salvador Zveibel | janeiro de 1986[222] | |
| 6 | Helio Dejtiar (1924-2004) | ||
| 7 | Jorge Antônio Miguel Yunes (1933-2017) | ||
| 8 | Renato Ferrari (1924-2013) | ||
| 9 | |||
| 10 | Rodolfo Osvaldo Konder (1938-2014) | ||
| 11 | |||
| 12 | |||
| 13 | |||
| 14 | Carlos Augusto Calil (1951) | ||
| 15 | |||
| 16 | |||
| 17 | Maria do Rosário Ramalho (1962) | ||
| 18 | |||
| 19 | Alê Youssef (1974) | ||
| 20 | |||
| 21 | Aline Torres (1985) | agosto de 2021[232] atéo momento | |