Cristologia é o estudo sobreCristo; é uma parte dateologia cristã que estuda e define a natureza deJesus, adoutrina da pessoa e da obra de Jesus Cristo, com uma particular atenção à relação comDeus, às origens, ao modo de vida deJesus de Nazaré, visto que estas origens e o papel dentro da doutrina de salvação tem sido objeto de estudo e discussão desde os primórdios docristianismo.
A Cristologia tem sido debatida incansavelmente durante séculos, em várias nações, dentro de várias correntes cristãs, com pontos de vista semelhantes, divergentes e mesmo com algumas controvérsias. Alguns aspectos deste assunto muito debatidos no eixo central da cristologia no decurso da história do cristianismo são:
Uma explanação alternativa é que eram uma oposição às doutrinas dosCristãos Gnósticos que afirmavam que Jesus Cristo teve somente a ilusão de um corpo humano e, assim, nenhuma ancestralidade humana, como o via odocetismo.[2]
A opinião de que Jesus era somente humano, como afirmava oadopcionismo, foi oposta por líderes da igreja tais comoSão Paulo, e veio eventualmente a serem aceitas somente por seitas como a dosebionitas e (de acordo comSão Jerônimo), mas logo subjugadas pelas igrejasortodoxas de uma forma ou outra.[2]
A natureza de Jesus Cristo é uma questão da busca por determinar se Cristo era um homem com a tendência para pecar igual à deAdão antes dopecado (pré-lapsarianismo) ou uma tendência ao pecado, igual à de Adão depois do pecado (pós-lapsarianismo), ambas diretamente relacionadas com oPlano da Salvação, visto que o ministério de Cristo, se caracterizava pelo exemplo na superação do pecado, mostrando que era possível o homem viver sem pecar.
Entre as principais escolas que buscaram determinar a natureza de Cristo temos:
Arianismo, que crê que Jesus, apesar de um ser superior, seja inferior ao Pai sendo uma criatura sua;
Docetismo, defende que Jesus era um mensageiro dos céus e que seu corpo era "carnal" apenas na aparência e sua crucificação teria sido uma ilusão;
Ebionismo, que crê em Jesus como um profeta, nascido de Maria e José, que teria se tornado Cristo no ato do batismo;
Elcasaismo - recusam a divindade de Cristo, consideram-no o último dos profetas e chamam-lhe anjo Jesus;
Monofisismo, segundo a qual Cristo teria uma única natureza composta da união de elementos divinos e elementos humanos;
Nestorianismo, segundo a qual Jesus Cristo é, na verdade, duas entidades vivendo no mesmo corpo: uma humana (Jesus) e uma divina (Cristo);
Miafisismo, que defende que em Jesus Cristo há a natureza humana e a natureza divina, mas que estas duas naturezas se unem natural e completamente para formar uma única e unificada Natureza de Cristo;
Sabelianismo, o qual defendia que Jesus eDeus não eram pessoas distintas, mas sim "aspectos" ou "modos" diferentes do trato da Divindade com a humanidade;
Mosaico retratando oCristo Pantocrator, na Igreja de Daphne,Atenas,Grécia. A imagem foi terminada entre os anos de 1090 e 1100.
A Cristologiaortodoxa, defendida pelas IgrejasCatólica,Ortodoxas eprotestantes, tem por base oConcílio de Calcedônia (em451 d.C., o qual estabelece as bases desta corrente, na qual o Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro Homem (união hipostática) e se apresenta em duas naturezas sem distinção, indivisíveis e inseparáveis, de tal forma que as propriedades de cada uma permanecem ainda mais firmes quando unidas numa só pessoa. Para os defensores desta cristologia, o termo "Filho de Deus" aplicado aJesus deve ser interpretado com a natureza de Deus, gerado já desde o início de tudo e, portanto co-eterno.
Mas, estas mesmas Igrejas dissidentes rejeitam o rótulo de monofisista, porque elas afirmam que defendem na verdade omiafisismo, que é a crença de que em Jesus há a natureza humana e a natureza divina, mas que estas duas naturezas se unem para formar uma única e unificada Natureza de Cristo. Estas Igrejas afirmam que o miafisismo é diferente do monofisismo, mas esta doutrina cristológica igualmente se diverge da doutrina ortodoxa daunião hipostática.
Oarianismo, que recebeu este nome por ser derivado da doutrina deÁrio, apresenta uma distinção clara entre o Cristo e o Logos como razão divina. O Cristo é apresentado como uma criatura pré-temporal, super-humana, a primeira das criaturas, não Deus, porém mais que homem."O logos é a própria razão divina a qual Deus pai admitiu sair de si mesmo sem a diminuição do seu próprio ser." (Justino Martir)
Referências
↑Frédéric Lenoir -Comment Jésus est devenu Dieu - Capítulo 6
↑abFrédéric Lenoir -Comment Jésus est devenu Dieu - Capítulo 3