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Crimeia

45° 18′ N, 34° 24′ L
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 Nota: Para a república russa, vejaRepública da Crimeia. Para a república ucraniana, vejaRepública Autônoma da Crimeia.
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Esta páginacita fontes, mas quenão cobrem todo o conteúdo. Ajude ainserir referências (Encontre fontes:Google (N • L • A • I • WP refs)  • ABW  • CAPES).(junho de 2020)

Crimeia
Къырым ярымадасыКры́мский полуо́стровКри́мський піво́стрів
Crimeia
Imagem de satélite da Crimeia
Localização da Crimeia
Localização da Crimeia
Localização da Crimeia
PaísesReconhecida internacionalmente como território ucraniano ocupado pelaRússia (verCrise da Crimeia de 2014).
RegiãoLeste Europeu
Maior cidadeSebastopol
Maresmar Negromar de Azov
Coordenadas45° 18' N34° 24' E

Apenínsula da Crimeia (emtártaro da Crimeia:Къырым ярымадасы;romaniz.:Qırım yarımadası; emrusso:Кры́мский полуо́стров; emucraniano:Кри́мський піво́стрів), também conhecida simplesmente comoCrimeia (FO 1943: Criméia) é uma massa de terra na costa do norte domar Negro, pelo qual é cercada quase completamente, e pelomar de Azov ao nordeste. Apenínsula está localizada ao sul da região ucraniana deKherson e a oeste da região russa deCubã. Está ligada aoOblast de Kherson peloistmo de Perekop e é separada de Cubã peloestreito de Querche. Aponte terrestre de Arabat está localizada a nordeste, uma estreita faixa de terra que separa um sistema de lagoas, chamadoSivash, do mar de Azov.

A Crimeia (oupenínsula Táurica, como era chamado desde aAntiguidade até o início daEra Moderna) tem sido historicamente a fronteira entre omundo clássico e asestepes pônticas. Sua parte sul foi colonizada porgregos antigos,persas,romanos,bizantinos,godos da Crimeia,genoveses eotomanos, enquanto ao mesmo tempo seu interior foi ocupado por vários invasores nômades dasestepes, comocimérios,citas,sármatas,godos,alanos,búlgaros,hunos,cazares,quipechaques,mongóis e aHorda Dourada. A Crimeia e territórios adjacentes foram unidos noCanato da Crimeia entre os séculos XV e XVIII. Em 1783, a Crimeia foi anexada peloImpério Russo. Após aRevolução Russa de 1917, a península tornou-se uma república autônoma dentro daRepública Socialista Federativa Soviética da Rússia, parte daUnião Soviética, embora mais tarde, durante aSegunda Guerra Mundial, tenha sido rebaixada para oOblast da Crimeia.

Em 1954, o Oblast da Crimeia foi transferido para aRepública Socialista Soviética da Ucrânia, porNikita Khrushchev, a fim de reforçar a "unidade entre russos e ucranianos" e a "grande e indissolúvel amizade" entre os dois povos.[1] A região então transformou-se naRepública Autônoma da Crimeia dentro daUcrânia independente em 1991, sendo queSevastopol manteve sua própria administração, dentro de Ucrânia, mas fora da república autônoma. Desde 1997, após o tratado de paz e amizade assinado pelaRússia e Ucrânia, a Crimeia abriga a base daFrota do Mar Negro da Rússia em Sevastopol. A antiga frota soviética do mar Negro e suas instalações foram divididas entre a Frota Russa do Mar Negro e asForças Navais Ucranianas. As duas marinhas compartilhavam alguns dos portos e cais da cidade, enquanto outros eram desmilitarizados ou usados ​​por qualquer um dos dois países. Sevastopol permaneceu como a sede da Frota Russa do Mar Negro, assim como a sede das Forças Navais da Ucrânia, também sediada na cidade. Em 27 de abril de 2010, a Rússia e a Ucrânia ratificaram a base naval ucraniana para o tratado de gás, estendendo o arrendamento à Marinha Russa de instalações da Crimeia por 25 anos após 2017 (até 2042) com uma opção para prolongar o contrato de arrendamento por cinco anos.[2]

Em março de 2014, após a destituição do presidente pró-russoViktor Yanukovich naRevolução Ucraniana de 2014, asforças armadas russas apoiadas por separatistas pró-russosinvadiram grandes edifícios do governo ucraniano, bases militares e instalações de telecomunicações da península e forçaram as autoridades locais a realizarem umreferendo sobre "reunificação com a Rússia", considerado ilegal pelaResolução 68/262 daAssembleia Geral dasNações Unidas, sendo então a Crimeia considerada um território ucraniano sob ocupação russa. A maior parte dacomunidade internacional (excetoZimbábue,Venezuela,Síria,Nicarágua,Sudão,Bielorrússia,Armênia,Coreia do Norte eBolívia) não reconhece a anexação e considera a Crimeia um território ucraniano sob ocupação russa. AFederação Russa administra atualmente a península como duas entidades federais: aRepública da Crimeia e aCidade Federal de Sevastopol. A Ucrânia continua a afirmar o seu direito sobre a península.[3]

Etimologia

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O nomeCrimeia provém do nome da cidade de Qırım (atualStary Krym), que servia como capital da província da Crimeia durante o domínio daHorda Dourada. O nomeKrim, portanto, remonta ao termo tártaro que designa "estepe" ou "monte" (língua tártara da Crimeia:qırım, "minha estepe", "meu monte", que vem doantigo turcomano e doturcomano médioqır, "topo de montanha", "cordilheira", "estepe", "deserto", "chão plano").[4][5]Krym é a formarussificada de Qırım.

Osgregos antigos designavam a Crimeia deTáuride (também Táurida ou Táurica; emgrego antigo Ταυρική,transl.Taurikē), devido ao nome de seus habitantes, ostauros. Ohistoriador gregoHeródoto relata a origem lendária do nome; segundo ele, o célebre heróiHéracles teria arado a terra da região utilizando um imensotouro (Taurus). Heródoto também se refere a uma região vizinha chamadaCremni[6] que significaria "Penhascos", e poderia se referir à península da Crimeia, célebre pelos penhascos em seu litoral, que contrastam com o resto da costa norte do mar Negro, geralmente plana.

História

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Ver artigo principal:História da Crimeia

História antiga

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Acolônia grega deQuersoneso Táurica, próxima à atualSebastopol

Táurica era o nome da Crimeia naAntiguidade Clássica; era habitada por uma grande variedade de povos. As regiões do interior eram habitadas peloscitas, enquanto a costa montanhosa meridional pelostauros, um ramo doscurios.Colonos gregos habitavam inúmerascolônias ao longo do litoral da península, mais especificamente a cidade deQuersoneso, atualSebastopol. Noséculo IV a.C.[7] a parte oriental da Táurica passou a integrar oReino do Bósforo, antes de ser incorporada aoImpério Romano, noséculo I a.C. Durante os primeiros três séculos depois de cristo, a Táurica foi sede decolonosromanos emCárax.[8] Finalmente, a Táurica foi renomeada pelostártaros da Crimeia, de cujoidioma vem o nome atual da região; "Crimeia" vem do tártaroQırım, através do gregoKrimea (Κριμαία).[carece de fontes?]

Ao longo dos últimos séculos, a Crimeia foi invadida ou ocupada sucessivamente peloscitas,sármatas,godos (250 d.C.),hunos (376),protobúlgaros (século IV-VIII),cazares (século VIII), aRússia de Quieve (séculos X-XI),bizantinos (1016),quipechaques ou cumanos (1050),mongóis (1237). Noséculo XIII osgenoveses destruíram ou tomaram as colônias que seus rivaisvenezianos haviam fundado na costa da Crimeia e se estabeleceram em Cembalo (Balaclava), Soldaia (Sudak), e Cafa (Teodósia). Essas prósperas cidades comerciais existiram até a conquista da península pelosturcos otomanos em 1475. Apandemia daPeste Negra chegou àEuropa noséculo XIV, provavelmente a bordo de navios mercantis genoveses vindos dapenínsula da Crimeia.[9]

Diversospovos turcomanos se fixaram na península a partir do início daIdade Média, por volta doséculo XIII. O pequeno enclave doscaraítas instalou-se entre principalmente em Çufut Qale. Por diversas ocasiões estes grupos dominaram demograficamente a península, enquanto em outros momentos seus números foram reduzidos (1750-1944) ou até mesmo desapareceram totalmente (1944-1991), apenas para reaparecer novamente (1991-presente). Após a destruição daHorda Dourada porTamerlão, os tártaros da Crimeia fundaram umcanato independente, oCanato da Crimeia, em 1427 (ou 1443),[10] sob a liderança deHacı I Giray, um descendente deGêngis Cã. Seus sucessores e ele próprio reinaram primeiramente emSolkhat (Eski Qırım) e, a partir do início doséculo XV, emBakhchisaray (ouBakh-chisarai[10]). Os tártaros da Crimeia passaram a controlar asestepes que se estendiam deCubã até orio Dniestre, sem, no entanto, conseguir assumir o controle dos entrepostos comerciais genoveses. Após eles finalmente obterem o controle delas, capturaram osultão otomanoMeñli I Giray,[11] que foi libertado em troca do reconhecimento doscãs da Crimeia pelos otomanos e a aceitação de seu papel como príncipes tributários doImpério Otomano.[12][13] Os cãs da Crimeia, no entanto, mantiveram um grande grau de autonomia do Império Otomano; em 1774, acabaram entrando para a esfera de influência dosrussos com oTratado de Küçük Kaynarca até que, em 1783, toda a Crimeia foi anexada peloImpério Russo,[13] e teve início a construção das cidades deSebastopol e deSimferopol.[10]

Ogodo da Crimeia, umalíngua germânica oriental, era falada pelosgodos da Crimeia em diversos locais isolados da Crimeia até o fim doséculo XVIII.[14]

Mesquita e Palácio do Cã da Crimeia emBakhchysaray, centro doislã naUcrânia por quase 300 anos

Canato da Crimeia

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Ver artigo principal:Canato da Crimeia

OCanato da Crimeia foi um Estadotártaro fundado porHacı I Giray, descendente deGêngis Cã, e durou de 1441 a 1783. Em 1478 o Canato se tornou umtributário do Império Otomano, e durante as longasguerras de expansão russas se tornou um Estado formalmente independente através dos termos doTratado de Küçük Kaynarca, assinado entre os russos e osturcos otomanos em 1774, mas foi anexado peloImpério Russo em 1783, passando a se chamar deProvíncia (губе́рния) da Táurida.

Comércio escravagista

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Até o fim doséculo XVIII, os tártaros da Crimeia mantinham umcomércio escravagista maciço com oImpério Otomano e oOriente Médio em geral.[15] Cerca de dois milhões de escravos oriundos daRússia e daUcrânia foram vendidos durante o período que foi de 1500 a 1700.[16] Ostártaros tornaram-se célebres por suas incursões devastadoras e quase que anuais contra os povoseslavos do norte. Em 1769, naquela que é considerada a últimaincursão tártara, ocorrida durante aGuerra Russo-Turca, cerca de 20 mil pessoas foram escravizadas.[17]

Guerra da Crimeia eséculo XIX

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Acavalariabritânica avançando contra as tropasrussas durante aBatalha de Balaclava, durante aGuerra da Crimeia

A Crimeia se tornou parte daprovíncia da Táurida, e foi em seu território que se travaram boa parte das batalhas daGuerra da Crimeia (1853-1856), que opôs oImpério Russo, de um lado, e aFrança, oReino Unido, oImpério Otomano e oReino da Sardenha no outro. A Rússia e o Império Otomano entraram em guerra em outubro de 1853 pelos direitos alegados pelos russos de proteger oscristãos ortodoxos sob o domínio otomano. A Rússia começou em vantagem, após destruir a frota otomana no porto deSinope, no mar Negro; para frear as conquistas russas, a França e a Grã-Bretanha entraram no conflito, em março de 1854. Grande parte dos combates tiveram como intenção o controle do mar Negro, e as batalhas terrestres foram travadas na península da Crimeia. Os russos conseguiram defender sua grandefortaleza em Sebastopol por mais de um ano; após a sua queda, um acordo de paz foi assinado emParis, em março de 1856. A questão religiosa já havia, a essa altura, sido resolvida. Os principais resultados do conflito foram: a neutralização do mar Negro — a Rússia não mais manterianavios de guerra lá — e duas naçõesvassalas, aValáquia e aMoldávia, tornaram-se virtualmente independentes, embora ainda sob o domínio nominal dos otomanos. A guerra devastou boa parte da infraestrutura econômica e social da península.[carece de fontes?]

Séculos XX

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Na União Soviética

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Durante aGuerra Civil Russa, após a queda doImpério Russo, a Crimeia foi dominada por diversas facções, tornando-se um bastião doExército Brancoantibolchevique. Foi na Crimeia que os Russos Brancos, liderados pelogeneral Wrangel, fizeram sua última resistência contra as forçasanarquistas deNestor Makhno e oExército Vermelho, em 1920. Cerca de 50 000 prisioneiros de guerra e civis foram sumariamente executados, por fuzilamento ou enforcamento, após a derrota do general Wrangel, naquele mesmo ano.[18] Este é considerado um dos maiores massacres da Guerra Civil.[19]

Em 18 de outubro de 1921 aRepública Socialista Soviética Autônoma da Crimeia (RSSAC) foi criada como parte daRepública Socialista Federativa Soviética da Rússia, que se tornou então parte daUnião Soviética.[12] A Crimeia passou por duas fomes graves durante oséculo XX: afome de 1921-1922 e oHolomodor, em 1932-1933.[20]

Durante aSegunda Guerra Mundial, a Crimeia foi palco de diversasbatalhas sangrentas. Astropas do Eixo, sob o comando daAlemanha nazista, sofreram graves perdas no verão de 1941, à medida que tentavam avançar pelas águas estreitas doistmo de Perekop, que liga a Crimeia ao continente. Depois de conseguirem romper o bloqueio, as tropas do Eixo ocuparam a maior parte da Crimeia, com exceção da cidade deSebastopol, queresistiu de outubro de 1941 até 4 de julho de 1942, quando os alemães finalmente capturaram a cidade. A partir de 1 de setembro de 1942, a península passou a ser administrada com o nome deGeneralbezirk Krim ("Distrito-Geral da Crimeia")und Teilbezirk ("e Subdistrito")Taurien. Apesar das táticas duras dos nazistas e seus aliados, as montanhas da Crimeia continuaram a ser um bastião livre utilizado pela resistência nativa até o dia em que a penínsulafoi libertada pelas forças de ocupação dosAliados, em 1944.

Os "Três Grandes" naConferência de Ialta, na Crimeia:Winston Churchill,Franklin D. Roosevelt eJosef Stalin

Em 18 de maio de 1944 toda a população detártaros da Crimeia foideportada à força (Sürgün, "exílio", emlíngua tártara da Crimeia) para aÁsia Central, pelo governo soviético deJosef Stalin, como uma forma depunição coletiva, sob a alegação de que eles haviam colaborado com as tropas de ocupação nazistas[10] e formado asLegiões Tártaras que combateram os soviéticos.[13] Estima-se que 46% dos deportados tenha morrido durante o trajeto, devido a fome e doenças.[21] Em 26 de junho do mesmo ano, as populaçõesarmênias,búlgaras egregas também foram deportadas para a Ásia Central. No fim do verão de 1944, alimpeza étnica da região estava completa. Em 1967 os tártaros da Crimeia foram oficialmente "reabilitados", porém continuaram proibidos de retornar legalmente para sua pátria até os últimos dias da União Soviética; em 1989, a deportação foi declarada ilegal.[10] A RSSA da Crimeia foi abolida em 30 de junho de 1945 e transformada nooblast (província) daCrimeia da RSFS da Rússia.

Em 19 de fevereiro de 1954 oPresidium doSoviete Supremo da União Soviética emitiu umdecreto que transferiu o Oblast da Crimeia da RSFS da Rússia para aRepública Socialista Soviética da Ucrânia.[22][23] A transferência da província para a Ucrânia foi descrita como uma "medida simbólica" que visava comemorar o 300.º aniversário da integração da Ucrânia aoImpério Russo.[24][25][26] O Secretário-Geral do Partido Comunista da União Soviética, na altura, eraNikita Khrushchev.

Nos anos que se seguiram à guerra, a Crimeia floresceu, tornando-se um dos principais destinos turísticos da região, construindo novas atrações comospas para os visitantes, que vinham de toda a União Soviética e dos países vizinhos.[12] A infraestrutura e a indústria da Crimeia também se desenvolveram nesse período, especialmente em torno dosportos marítimos deQuerche e Sebastopol, e na capital do oblast,Simferopol, situada em seu interior.[carece de fontes?]

Após umreferendo, realizado em 20 de janeiro de 1991, o oblast da Crimeia passou a ter o status deRepública Socialista Soviética Autônoma, ato oficializado em 12 de fevereiro daquele mesmo ano peloSoviete Supremo da República Socialista Soviética da Ucrânia.[27]

Século XXI

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Ver artigos principais:Crise da Crimeia de 2014,Anexação da Crimeia à Federação Russa, eIntervenção militar da Rússia na Ucrânia (2014–presente)
Ver também:República da Crimeia eRepública Autônoma da Crimeia

Em março de 2014, após a expulsão do presidente pró-russoViktor Yanukovich naRevolução Ucraniana de 2014, asforças armadas russas apoiadas por separatistas pró-russosinvadiram grandes edifícios do governo ucraniano, bases militares e instalações de telecomunicações da península e forçaram as autoridades locais a realizaremum referendo sobre "reunificação com a Rússia" considerado ilegal pelaResolução 68/262 daAssembleia Geral dasNações Unidas, sendo então a Crimeia considerada um território ucraniano sob ocupação russa. A maior parte dacomunidade internacional (excetoZimbábue,Venezuela,Síria,Nicarágua,Sudão,Bielorrússia,Armênia,Coreia do Norte eBolívia) não reconhece a anexação e considera a Crimeia um território ucraniano sob ocupação russa. AFederação Russa administra atualmente a península como duas entidades federais: aRepública da Crimeia e aCidade Federal de Sevastopol. A Ucrânia continua a afirmar o seu direito sobre a península. Atualmente, estão em efetivo funcionamento duas unidades distintas daFederação Russa na península: aRepública da Crimeia e aCidade Federal de Sevastopol, embora a Ucrânia continue a reivindicar o seu direito de exercersoberania sobre a península.[3]

Geografia

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Mapa da península da Crimeia

A Crimeia faz fronteira com a região doKherson a norte, com aomar Negro aosul e aooeste, e com omar de Azov aoleste. Tem uma área de 26 000 km², com uma população de 1,9 milhão de habitantes (2005). Sua capital éSimferopol.

Conecta-se ao resto da Ucrânia peloistmo dePerekop, com uma largura de 5 a 7 km. No extremo oriental encontra-se apenínsula de Querche, que está diretamente em face dapenínsula de Taman, em terras russas. Entre as penínsulas de Querche e Taman encontra-se oestreito de Querche, com 4,5 a 15 km de largura, que liga o mar Negro aomar de Azov.

A costa da Crimeia é repleta de baías e portos. Esses portos encontram-se no lado ocidental do Istmo de Perekop, nabaía de Karkinit; no sudoeste, na baía aberta deKalamita, com os portos deEupatória,Sebastopol eBalaclava; nabaía de Arabat, no lado norte doIstmo de Yenikale ouQuerche; e naBaía de Cafa ouTeodósia, com o porto homônimo no lado sul.[carece de fontes?]

A costa sudeste é flanqueada a uma distância de 8 a 12 km do mar por uma cadeia de montanhas também conhecidas comomontes da Crimeia, cujo ponto mais alto é designadoRoman-Kosh. Essas montanhas são acompanhadas por uma segunda cadeia paralela. Cerca de 75% do resto da superfície da Crimeia consiste de pradarias semiáridas, uma continuação sul dasestepes Pontic, que se inclinam levemente para o nordeste a partir dos pés das montanhas. A cadeia principal dessas montanhas ergue-se abruptamente do fundo do mar Negro, alcançando uma altitude de 600 a 750 metros, começando no sudoeste da península, chamadocabo Fiolente (ant. Parthenium). Era essecabo que, supõe-se, era coroado com o templo deÁrtemis, ondeIfigênia teria exercido como sacerdotisa.[carece de fontes?]

Demografia

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Grupos étnicos

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Ostártaros da Crimeia, uma minoria étnicamuçulmana, que em 2001 compunha 12,1% da população,[28] foi formada na Crimeia no fim daIdade Média após o surgimento doCanato da Crimeia. Os tártaros da Crimeia foramexpulsos à força para aÁsia Central pelo governo deJosef Stalin. Após a queda da União Soviética, muitos tártaros da Crimeia começaram a voltar para a região.[29] De acordo com o censo ucraniano de 2001, 58% da população da república são deetnia russa, e 24% sãoucranianos.[28]

Línguas

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Aslínguas oficiais da Crimeia são oucraniano, orusso e otártaro da Crimeia. Outras línguas faladas são oarménio, opolaco e oromeno.[carece de fontes?]

Principais cidades

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Ver também

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Referências

  1. Why Did Russia Give Away Crimea Sixty Years Ago?, Mark Kramer,The Wilson Center, 19 de março de 2014
  2. «Entenda por que Ucrânia e Rússia brigam pelo controle da Crimeia».Folha de S. Paulo. 27 de março de 2014. Consultado em 29 de dezembro de 2016 
  3. ab«Assembleia Geral da ONU declara referendo da Crimeia como ilegal e inválido».Último Segundo. 27 de março de 2014. Consultado em 29 de dezembro de 2016 
  4. “kır”,Nişanyan Sözlük (Dicionário Etimológico Turco)
  5. Starostin, Sergei,Dybo, Vladimir, Mudrak, Oleg.“*Kɨr”,Etymological Dictionary of the Altaic Languages, Leiden: Brill Academic Publishers (2003)
  6. Heródoto,Histórias, IV. 20.
  7. Hind, John. D.M. Lewis; J.Boardman; S. Hornblower; M. Ostwald, ed. «The Bosporan Kingdom». Cambridge: CUP.The Cambridge Ancient History (em inglês). VI - The 4th Century BC: 476–511  !CS1 manut: Nomes múltiplos: lista de editores (link)
  8. «Polish archaeologists discovered a Roman garrison commander's house in the Crimea | News | Science & Scholarship in Poland». Naukawpolsce.pap.pl. 18 de setembro de 2013. Consultado em 28 de fevereiro de 2014 
  9. «Channel 4 – History – The Black Death».Channel 4. Consultado em 3 de novembro de 2008.Cópia arquivada em 25 de junho de 2008 
  10. abcdeHistória da Crimeia, acesso em 16 de março de 2013.
  11. «Soldier Khan». Avalanchepress.com. Consultado em 8 de fevereiro de 2014 
  12. abc«History». blacksea-crimea.com. Consultado em 28 de março de 2007 
  13. abcSubtelny, Orest (2000).Ukraine: A History (em inglês). [S.l.]:University of Toronto Press.ISBN 0-8020-8390-0 
  14. Krause Todd B. e Slocum, Jonathan.«The Corpus of Crimean Gothic» (em inglês). University of Texas at Austin. Consultado em 5 de janeiro de 2017. Arquivado dooriginal em 2 de março de 2007 
  15. Brian Glyn Williams (2013).«The Sultan's Raiders: The Military Role of the Crimean Tatars in the Ottoman Empire»(PDF) (em inglês).The Jamestown Foundation. p. 27. Consultado em 5 de janeiro de 2017. Arquivado dooriginal(PDF) em 21 de outubro de 2013 
  16. Darjusz Kołodziejczyk, tal como relatado porKizilov, Mikhail (2007).«Slaves, Money Lenders, and Prisoner Guards:The Jews and the Trade in Slaves and Captivesin the Crimean Khanate».The Journal of Jewish Studies (em inglês). p. 2 
  17. Kizilov, Mikhail.Slave Trade in the Early Modern Crimea From the Perspective of Christian, Muslim, and Jewish Sources. [S.l.]:Universidade de Oxford. p. 7 
  18. Gellately, Robert (2007).Lenin, Stalin, and Hitler: The Age of Social Catastrophe (em inglês). [S.l.]:Knopf. p. 72.ISBN 1-4000-4005-1 
  19. Werth, Nicolas; Bartosek, Karel; Panne, Jean-Louis; Margolin, Jean-Louis; Paczkowski, Andrzej e Courtois, Stephane.Black Book of Communism: Crimes, Terror, Repression,Harvard University Press, 1999, p. 100,ISBN 0-674-07608-7. Capítulo 4:The Red Terror
  20. «Famine in Crimea» (em inglês). Iccrimea.org. Consultado em 28 de fevereiro de 2014 
  21. Rummel, R. J.Lethal Politics: Soviet Genocides and Mass Murders Since 1917 (em inglês). [S.l.]: Transaction Publishers. p. 181 
  22. «"The Gift of Crimea".» (em inglês). www.macalester.edu. Consultado em 6 de março de 2014. Arquivado dooriginal em 10 de março de 2014 
  23. «"Подарунок Хрущова". Як Україна відбудувала Крим» (em ucraniano). Istpravda.com.ua. Consultado em 28 de fevereiro de 2014 
  24. Por que a Crimeia pertence à Ucrânia[ligação inativa], acesso em 17 de março de 2013.
  25. Arutunyan, Anna (2 de março de 2014).«Russia testing the waters on Ukraine invasion».USA Today (em inglês). Consultado em 2 de março de 2014 
  26. Calamur, Krishnadev (27 de fevereiro de 2014).«Crimea: A Gift To Ukraine Becomes A Political Flash Point» (em inglês). NPR. Consultado em 2 de março de 2014 
  27. «Day in history - 20 January».RIA Novosti (em russo). 8 de janeiro de 2006. Consultado em 6 de agosto de 2007.Cópia arquivada em 30 de setembro de 2007 
  28. abAbout number and composition population of AUTONOMOUS REPUBLIC OF CRIMEA by data All-Ukrainian population census', Censo Ucraniano de 2001
  29. Pohl, J. Otto.The Stalinist Penal System: A Statistical History of Soviet Repression and Terror. Mc Farland & Company, Inc, Publishers. 1997.23.
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