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Costa do Marfim

8° 00′ N, 6° 00′ O
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Esta páginacita fontes, mas quenão cobrem todo o conteúdo. Ajude ainserir referências (Encontre fontes:Google (N • L • A • I • WP refs)  • ABW  • CAPES).(setembro de 2019)

República da Costa do Marfim
République de Côte d'Ivoire
Lema: "Union, Discipline, Travail" ("União, Disciplina, Trabalho")
Hino: "L'Abidjanaise" ("A Abidjanesa")
Localização
CapitalIamussucro (constitucional),
Abidjã (sede do governo)
Maior cidadeAbidjã
Língua oficialFrancês
Gentílicocosta-marfinense, marfinense, ebúrneo,[1] ivoiriense[2][nota 1]
GovernoRepública presidencialista
Alassane Ouattara
Tiémoko Meyliet Koné
Robert Beugré Mambé
Independência 
• Data
7 de agosto de1960
• Constituição Atual
8 de Novembro de2016
Área
 • Total322 463km² (67.º)
 • Água (%)1,4
FronteiraMali,Burquina Fasso (N),Gana (E),Libéria eGuiné (W)
População
 • Estimativa para 202129 389 150 hab. (53.º)
 • Densidade91 hab./km² (122.º)
PIB (PPC)Estimativa para 2020
 • TotalUS$ 144,497bilhões*[3] (73.º)
 • Per capitaUS$ 2 902[3]
PIB (nominal)Estimativa para 2020
 • TotalUS$ 61,502bilhões*[3] (75.º)
 • Per capitaUS$ 1 369[3]
IDH (2021)0,550 (159.º) – médio[4]
Gini (2018)37,2[5]
MoedaFranco CFA (XOF)
Fuso horário(UTC+0)
Cód. ISOCIV
Cód. Internet.ci
Cód. telef.+225

ACosta do Marfim (emfrancês:Côte d'Ivoire), oficial e protocolarmenteRepública de Côte d'Ivoire,[nota 2] é um paísafricano, limitado a norte peloMali e peloBurquina Fasso, a leste peloGana, a sul peloOceano Atlântico e a oeste pelaLibéria e pelaGuiné. Sua capital éIamussucro, mas a maior cidade éAbijã.

Em Portugal, denomina-seebúrneo,marfinês,costa-marfinês ou aindacosta-marfinense a quem é natural da Costa do Marfim. No Brasil, émarfinense. O governo marfinês solicitou à comunidade internacional em outubro de 1985 que o país seja designado apenas pelo nome francêsCôte d'Ivoire e vários países e organizações internacionais acataram.[6] No entanto, emportuguês o país é comumente designado pelo seu nome originalCosta do Marfim, já que a região foi batizada por exploradores portugueses.[7] O mesmo ocorrendo em outras línguas, comoIvory Coast em inglês eElfenbeinküste em alemão.

Antes de sua colonização pelos europeus, a Costa do Marfim era o lar de vários estados, incluindoReino Jamã, oImpério de Congue eBaúle. A área tornou-se umprotetorado da França em 1843 e se consolidou como uma colônia francesa em 1893, em meio àdisputa europeia pela África. Alcançou a independência em 1960, liderada porFélix Houphouët-Boigny, que governou o país até 1993. Relativamente estável pelos padrões regionais, a Costa do Marfim estabeleceu estreitos laços políticos e econômicos com seus vizinhos da África Ocidental, mantendo ao mesmo tempo relações estreitas com o Ocidente, especialmente a França, sendo um dos últimos países africanos a manter plenos contatos com essa nação.[8] O país experimentou um golpe de Estado em 1999 e duas guerras civis fundamentadas religiosamente, primeiro entre 2002 e 2007 e novamente durante 2010 e 2011. Em 2000, o país adotou uma nova constituição.

A Costa do Marfim é uma república com forte poder executivo investido em seu presidente. Através da produção de café e cacau, o país foi uma potência econômica na África Ocidental durante as décadas de 1960 e 1970, embora tenha passado por uma crise econômica nos anos 80, contribuindo para um período de turbulência política e social. Noséculo XXI, a economia marfinense é amplamente baseada no mercado e ainda depende fortemente da agricultura, com a produção de culturas de pequenos agricultores sendo dominante. A língua oficial é o francês, com línguas indígenas locais também amplamente utilizadas, incluindo baúle,diúla (que é usada no comércio), dã,anim e cebaara senufô. No total, existem cerca de 78 línguas faladas na Costa do Marfim. Existem grandes populações demuçulmanos,cristãos (principalmente católicos romanos) e várias religiões indígenas.[9]

Etimologia

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O nome foi dado pelos colonos franceses porque havia um grande comércio demarfim extraído das presas doelefante-africano na região. Em 1985, o governo do país solicitou à ONU que utilizasse o nome francês, Côte d'Ivoire,[10] em todas as línguas, para evitar confusões causadas pela diversidade de exônimos.

História

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Ver artigo principal:História da Costa do Marfim

O território que compõe a Costa do Marfim era habitado por povos agricultores quando os comerciantesportugueses chegaram no século XV para comercializar marfim e escravos.[11]

No século XVII, alguns estados bantas foram criados.

Independência

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Em dezembro de 1958, a Costa do Marfim se tornou uma república autônoma dentro da Comunidade Francesa, como resultado de um referendo que trouxe o status de comunidade a todos os membros da antiga federação da África Ocidental Francesa, exceto aGuiné, que votou contra a associação. A Costa do Marfim tornou-se independente em 7 de agosto de 1960,  e permitiu que a sua filiação comunitária cessasse. Ele estabeleceu a cidade comercial deAbidjã como sua capital.[12]

Morte de Houphouët-Boigny

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Félix Houphouët-Boigny morreu em 7 de dezembro de 1993, e foi sucedido por seu viceHenri Konan Bédié, que era presidente do Parlamento.[13]

Geografia

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Ver artigo principal:Geografia da Costa do Marfim

Clima

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A Costa do Marfim situa-se em plenaregião tropical, com o clima habitual destas zonas; a temperatura média situa-se nos 30 °C (descendo ligeiramente à noite) durante praticamente todo o ano, com exceção da estação das chuvas, em que a temperatura baixa para os 25 °C. Há duas estações de chuvas (de maio a agosto e, com menos intensidade, em novembro). Há duas grandes zonas climáticas: no Norte a paisagem é árida, sendo o clima quente e seco; o Sul é bastante úmido, com vegetação muito rica.

Fauna e flora

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Acobertura vegetal mudou consideravelmente ao longo dos anos. A paisagem consistia emflorestas densas, amplamente subdivididas em florestas hidrófilas eflorestas mesófilas, que originalmente ocupavam um terço do território ao sul e oeste.[14] Hoje, é composta por florestas abertas ousavanas arborizadas, que se estendem do Centro ao Norte, mas com muitos pontos de floresta seca. Pequenosmanguezais também existem nolitoral.

O elefante africano, que dá origem ao nome do país

Desde operíodo colonial, as áreas de florestas densas têm sido significativamente reduzidas pelo homem. Desde a independência do país, a área milhões para 3 milhões de hectares (?), devido ao desmatamento maciço para o cultivo de cacau, do qual a Costa do Marfim é o principal produtor mundial.[15]

Afauna apresenta uma riqueza particular, com muitasespéciesanimais (vertebrados,invertebrados,animais aquáticos eparasitas). Entre osmamíferos, o animal mais emblemático continua sendo oelefante, cujas presas, feitas demarfim, já foram uma importante fonte derenda. Abundante na floresta e na savana, o elefante foi intensamente caçado. Como resultado, atualmente é presente apenas emreservas e parques e em alguns pontos nas florestas.

A Costa do Marfim também abriga duas espécies dehipopótamos, o dasavana e opigmeu. Obúfalos,macacos ainda numerosos,roedores,pangolins ecarnívoros, e oleão, também residem no país.

Aves, das quais centenas de espécies já foram identificadas, embelezam as paisagens. Há também muitosrépteis (cobras,lagartos,camaleões),anfíbios epeixes de água doce, e inúmeras espécies deinvertebrados comomoluscos,insetos (borboletas,besouros,formigas,cupins),aranhas eescorpiões. Alguns animais, como algumas subespécies dochimpanzé comum, tornam-se mais raros a cada dia. Muitas outras espécies estãoameaçadas.[16]

Política

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Ver artigo principal:Política da Costa do Marfim
Assembleia Nacional da Costa do Marfim emAbidjã

A Costa do Marfim foi colonizada pela França na época em que oimperialismo se instalou sobre a África e a Ásia. Nessa época, oseuropeus buscavam mercado consumidores e matéria-prima para suas fábricas e para seus produtos manufaturados. Então foi feita a "Partilha da África", onde alguns países europeus dividiram a África em territórios.

Sob a presidência deAlassane Ouattara, a justiça é manipulada para neutralizar seus oponentes políticos. A Comissão Eleitoral Independente (IEC), responsável pelas eleições, é altamente contestada pela oposição devido ao controlo exercido sobre ela pelo governo. Em 2016, a Corte Africana de Direitos Humanos e dos Povos reconheceu que a CEI não era imparcial nem independente e que o Estado da Costa de Marfim violou, entre outras coisas, a Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos. Num relatório confidencial tornado público pela imprensa, os embaixadores europeus evocam autoridades que "são impermeáveis a críticas internas ou externas e politicamente demasiado fracas para aceitar o jogo democrático". Milhares de opositores são presos pelo seu regime.[17]

Subdivisões

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Ver artigo principal:Subdivisões da Costa do Marfim
Regiões da Costa do Marfim

A Costa do Marfim está dividida em 19 regiões (régions), que, por sua vez, estão subdivididas em 58 departamentos (départements).

Regiões
  1. Agnéby
  2. Bafing
  3. Bas-Sassandra
  4. Denguélé
  5. Dix-Huit Montagnes
  6. Fromager
  7. Haut-Sassandra
  8. Lacs
  9. Lagunes
  10. Marahoué
  11. Moyen-Cavally
  12. Moyen-Comoé
  13. N'zi-Comoé
  14. Savanes
  15. Sud-Bandama
  16. Sud-Comoé
  17. Vallée du Bandama
  18. Worodougou
  19. Zanzan

Economia

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Ver artigo principal:Economia da Costa do Marfim
Rodovia no centro deAbidjã, capitalde facto do país.
Principais produtos deexportação da Costa do Marfim em 2019 (em inglês).

A economia da Costa do Marfim é baseada principalmente no cultivo docacau. Segundo dados daFAO divulgados em 2023, o país é o maior produtor e exportador desse item no mundo.[18] A Costa do Marfim também foi, neste ano, o 2.º maior produtor do mundo denoz de cola, o 3.º maior produtor do mundo decastanha de caju einhame, o 8.º maior produtor do mundo debanana-da-terra, além de ter grandes produções demandioca,óleo de palma,arroz,cana de açúcar,milho,borracha natural,algodão, entre outros.[19] As maiores exportações de produtos agropecuários processados do país, em termos de valor, em 2019, foram:cacau (U$ 4,6 bilhões),borracha natural (U$ 0,9 bilhão),castanha de caju (U$ 0,8 bilhão),algodão (U$ 0,36 bilhão),café (U$ 0,22 bilhão),óleo de palma (U$ 0,2 bilhão),banana (U$ 0,16 bilhão) e produtos feitos comchocolate (U$ 0,15 bilhão), entre outros.[20] O país já foi o maior exportador de óleo de palma (256 mil toneladas) e o terceiro produtor de algodão (106 mil toneladas de fibras — 1995) —, ainda que a dívida externa desse país chegue a quase 15 608 milhões. As produções de borracha (83 mil toneladas — 1995) e de copra (43 mil toneladas — 1995), inexistentes antes de 1960, bem como as lavouras de abacaxi (170 mil toneladas — 1995), bananas (211 mil toneladas — 1995) e açúcar (125 mil toneladas — 1995), tornaram-se itens importantes da balança comercial. A recuperação do setor de madeira, que em 1988 correspondia a um terço da receita de exportação, é mais recente.

No setor dapecuária, o país tem uma baixa produção. Diante do problema de abastecimento em proteínas animais, a Costa do Marfim é obrigada a importar grandes quantidades de carne. Portanto, um amplo programa visando a desenvolver o potencial nacional foi lançado.

A economia também é baseada nas 1 600 indústrias do país, no total em todos os setores são 2 283 empresas privadas e 140 em que o estado é acionista majoritário. 74% das empresas se encontram na região deAbidjã, 4% emBouaké e 2% em San Pedro, e 20% em outras regiões. O sistema bancário marfinense é um dos mais desenvolvidos daÁfrica. Ele é composto de um banco de desenvolvimento, de 16 bancos comerciais, de uma dezena de representações internacionais e de 16 estabelecimentos financeiros. A Côte d’Ivoire pertence à “zona franca”, institucionalizada pela União Monetária Oeste Africana. Os sete estados membros (Benim,Burquina Fasso, Costa do Marfim,Mali,Níger,Senegal eTogo) entregaram a emissão da moeda o Franco CFA, e de maneira geral, as suas políticas monetárias a uma instituição, o Banco Central dos Estados da África do Oeste, cuja sede fica emDacar (Senegal).

Namineração, em 2019, o país era o 9.º maior produtor mundial demanganês[21] Além disso, tem uma produção considerável deouro.[22]

Até a segunda metade doséculo XX, o país era o maior explorador demarfim, daí o nome Costa do Marfim.

Em 2010 o país foi o 51.º maior exportador depetróleo do mundo (32,1 mil barris/dia).[23] Em 2015, o país era o 57.º maior produtor degás natural (2 bilhões de m³/ano).[24]

Demografia

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Ver artigo principal:Demografia da Costa do Marfim

Evolução demográfica

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População na Costa do Marfim[25]
AnoPopulação
19001,5 milhões
19502,7 milhões
19705,3 milhões
1975 (censo)6,7 milhões
1988 (censo)10,9 milhões
200016,73 milhões
201019,09 milhões
202022,65 milhões
203026,08 milhões
204029,35 milhões

Educação

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O sistema educativo marfinense, baseado no modelo herdado daFrança,[26] introduziu a escolaridade gratuita e obrigatória após a independência para incentivar a matrícula de crianças em idade escolar. Além dos ciclos habituais de ensino primário, secundário e superior, este sistema incluía um nívelpré-escolar com três secções (petite section, moyenne section e grande section). Entre 2001 e 2002, antes da crise política e militar, 391 creches, privadas e públicas, funcionavam em todo o país. Em 2005, só na área controlada pelas forças republicanas, havia 600creches com 2.109 professores e 41.556 alunos.

Um centro educacional do Fundo de Desenvolvimento da Formação Profissional (FDFP)

Existem seis níveis deensino primária (aulas preparatórias para os anos 1 e 2, aulas elementares para o ano 1, aulas elementares para o ano 2, aulas intermediárias para o ano 1 e aulas intermediárias para o ano 2), culminando no Certificat d'Etudes Primaires Elémentaires (Certificado de Estudos Primários Elementares) e um exame de admissão para o sexto ano do ensino médio. Em 2001, o Ministério da Educação tinha 8.050 escolas primárias estaduais com 43.562 professores atendendo 1.872.856 alunos, e 925ensinos públicas com 7.406 professores atendendo 240.980 alunos.[27]

Em 2005, havia 6.519 escolas primárias, das quais 86,8% eram públicas, com 38.116professores e 11.661.901 alunos.

Entre 55% da população entre 6 e 17 anos e 61% das meninas nessa faixa etária não estão matriculadas na escola. A baixa taxa de matrícula entre meninas levou o governo a desenvolver uma política específica para a educação de mulheres jovens na década de 1990. Em março de 1993, em colaboração com o Ministério daEducação Nacional, o Banco Africano de Desenvolvimento lançou umprojeto chamadoProjeto ADB Educação IV para melhorar a qualidade da educação e aumentar a taxa de matrícula em geral e a de meninas em particular.[28]

Um professor e seus alunos em uma aula deinformática

Oensino secundário é dividido em dois ciclos, com quatro turmas para o primeiro ciclo e três para o segundo. Este nível de educação "é caracterizado por um claro domínio do setor privado". Em 2005, 370 das 522 escolas secundárias do país pertenciam ao setor privado.208 O Ministério da Educação Nacional da Costa do Marfim registrou um total de 660.152alunos e 19.892 professores em 2005, tanto no setor público quanto no privado, em comparação com 682.461 alunos e 22.536 professores em 2001-2002, antes do início da guerra.208 A taxa de matrícula no ensino médio na Costa do Marfim é de 20%.[29]​ O primeiro ciclo do ensino secundário conduz ao Brevet d'études du premier cycle (BEPC) e o segundo ao baccalauréat.

Antes de 1992, o ensino superior era quase inteiramente responsabilidade do estado, com uma taxa de matrícula de 24%. Nos últimos anos, surgiram diversas universidadesuniversidades privadas e faculdades técnicas. Em 1997-1998, existiam três universidades públicas,[30] quatro grandes escolas públicas, sete universidades privadas, 47 centros privados e 31 centros de ensino superior depós-graduação dependentes de ministérios técnicos que não o Ministério do Ensino Superior.

Escola Normal Superior de Abidjã

Na década de 1960, o governo marfinense criou várias escolas técnicas secundárias e superiores para formar gestores especializados. Em 1970, o Instituto Superior Nacional de EducaçãoTécnica e mais tarde a Escola Superior Nacional de Obras Públicas foram abertos em Iamoussoukro, proporcionando formação local para técnicos superiores.[31] Atualmente, essasescolas estão agrupadas no Instituto Politécnico Nacional Félix Houphouët-Boigny (INPHB). Há um grande número de escolas técnicas e profissionalizantes particulares em todo o país.

A questão daconcorrência e das qualificações dos professores responsáveis ​​por educar e supervisionar os alunos que frequentam essas escolas públicas foi levantada muitas vezes . No entanto, é importante destacar que elas constituem um apoio essencial para o Estado, uma vez que as estruturas de ensino público são atualmente insuficientes e, por vezes, inadequadas para cobrir todas as necessidades. Uma lei aprovada em 1995[32] regulamenta o sector do ensino superior privado e introduz medidas para fortalecer as instituições relevantes. As reformas afetam certas estruturas existentes, como o InstitutoPedagógico Nacional do Ensino Técnico e Profissional (IPNETP), a Escola Normal Superior (ENS), a Agência Nacional de Formação Profissional (AGEFOP) e o Fundo de Desenvolvimento da Formação Profissional (FDFP).

Cultura

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Ver artigo principal:Cultura da Costa do Marfim

Literatura

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Biblioteca da Universidade de São Pedro, Costa do Marfim

A Costa do Marfim ostenta umaliteratura rica, rica em diversidade estilística e provérbios, apoiada por uma infraestrutura editorial relativamente sólida e autores de reputações diversas. Osautores mais famosos são Bernard Dadié, jornalista, contista, dramaturgo, romancista e poeta que dominou a literatura marfinense a partir da década de 1930, Aké Loba (Kocoumbo, l'étudiant noir, 1960)​ e Ahmadou Kourouma (Les Soleils des indépendances, 1968),[33][34][35][36] ​vencedor do Prix du Livre Inter em 1998 por sua obra En atendente le vote des bêtes sauvages, que se tornou um grande clássico nocontinente africano.

A eles se junta uma segunda geração de autores cada vez mais populares, como Véronique Tadjo, Tanella Boni, Isaie Biton Koulibaly, Maurice Bandaman e Camara Nangala. Uma terceira geração já deixa a sua marca, com autores como Sylvain Kean Zoh (La voie de ma rue, 2002),[37] (Le printemps de la fleur fanée, 2009), (Des loups et des agneaux, 2017) e (Le fils de la nuit, 2023) ou Josué Guébo (L'or n'a jamais été un metal, 2009)[38] e (Mon pays, ce soir, 2011).

Esporte

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Ofutebol é o esporte mais praticado do país, aSeleção Marfinense de Futebol se classificou para as copas do mundo de 2006, 2010[39],2014 e2026[40], apesar de nunca ter conseguido classificação para as oitavas de final, porém, venceu oCampeonato Africano das Nações de 1992 e de2015 e a seleção já contou com as estrelasDidier Drogba,Salomon Kalou,Kolo Touré eYaya Touré, que fizeram carreira nos principais clubes da Europa. Orugby tem também papel de destaque na história esportiva da Costa do Marfim é um esporte bem disputado e foi introduzido no país pela colonização francesa; outros esportes ainda incluem obasquetebol eatletismo. Em Jogos Olímpicos, a Costa do Marfim, conquistou 3 medalhas (1 ouro, 1 prata e 1 bronze), sendoCheick Sallah Cissé o responsável pela única medalha dourada do país, nosJogos Olímpicos Rio 2016 notaekwondo; Ruth Gbabi também no Jogos de 2016, levou o bronze notaekwondo feminino, eGabriel Tiacoh faturou a prata no atletismo nos Jogos Olímpicos deLos Angeles 1984.[41]

DataNome em portuguêsNome localObservações
7 de agosto[42]Festa da IndependênciaFête de l'Indépendance
7 de dezembroAniversário da morte do pai da nação, Félix Houphouët BoignyAnniversaire du décès du père de la nation, Félix Houphouët Boigny

Ver também

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Notas

  1. Do nome oficial, Côte d'Ivoire.
  2. A forma comum e coloquial do país éCosta do Marfim. No entanto, o governo costa-marfinense solicitou à comunidade internacional que usasse protocolarmente as forma francófonasCôte d'Ivoire eRepública de Côte d'Ivoire. Este uso é muitas vezes seguido também no discurso coloquial no português dosPALOP.

Referências

  1. Portal da Língua Portuguesa, Dicionário de Gentílicos e Topónimos da Costa do Marfim
  2. «Costa do Marfim: Sociedade civil ivoiriense (...)». Pambazuka. 1 de outubro de 2010. Consultado em 24 de março de 2013. Arquivado dooriginal em 30 de Maio de 2013 
  3. abcdFundo Monetário Internacional (FMI), ed. (Outubro de 2014).«World Economic Outlook Database». Consultado em 29 de outubro de 2014 
  4. «Relatório de Desenvolvimento Humano 2021/2022» 🔗(PDF). Programa de Desenvolvimento das Nações Unida. Consultado em 8 de setembro de 2022 
  5. CIA World Factbook, Lista de Países por Coeficiente de Gini (em inglês)
  6. «Member States».www.ilo.org (em inglês). Consultado em 2 de agosto de 2021 
  7. «Descubra os segredos da Costa do Marfim | KNN Idiomas Brasil».www.knnidiomas.com.br (em inglês). Consultado em 26 de dezembro de 2025 
  8. Oliveira, Maira (3 de outubro de 2025).«Costa do Marfim, último bastião da França».Le Monde Diplomatique. Consultado em 26 de dezembro de 2025 
  9. Society, Benjamin Elisha Sawe in (25 de abril de 2017).«Religious Beliefs In Ivory Coast».WorldAtlas (em inglês). Consultado em 26 de dezembro de 2025 
  10. Nations, United.«Côte d'Ivoire | Naciones Unidas».United Nations (em espanhol). Consultado em 25 de maio de 2025 
  11. Jones, Daniel-E. (1 de janeiro de 1970).«Philippe CASTELLANO. Enciclopedia Espasa: historia de una aventura editorial. Espasa Calpe, Madrid, 2000, 582 pp.».Communication & Society (1).ISSN 2386-7876.doi:10.15581/003.14.37369. Consultado em 25 de maio de 2025 
  12. «A Very Short History of the Ivory Coast Region».ThoughtCo (em inglês). Consultado em 25 de maio de 2025 
  13. «Félix Houphouët-Boigny | Côte d'Ivoire President & Statesman | Britannica».www.britannica.com (em inglês). Consultado em 25 de maio de 2025 
  14. Gabriel Rougerie, L'Encyclopédie générale de la Côte d'Ivoire : le milieu et l'histoire, Abidjan, Paris, Nouvelles éditions africaines, 1978 (ISBN 2-7236-0542-6) (p. 171)
  15. «En Côte d'Ivoire, face à l'urbanisation sauvage, le parc du Banco, « poumon vert » d'Abidjan, se barricade».Le Monde.fr (em francês). 24 de março de 2022. Consultado em 31 de outubro de 2022 
  16. Gabriel Rougerie, L'Encyclopédie générale de la Côte d'Ivoire : le milieu et l'histoire, Abidjan, Paris, Nouvelles éditions africaines, 1978 (ISBN 2-7236-0542-6) (p. 207-214)
  17. Pigeaud, Fanny.«Côte d'Ivoire: lâché de toutes parts, le président Ouattara consent à quelques concessions».Mediapart (em francês). Consultado em 2 de agosto de 2021 
  18. «FAOSTAT».www.fao.org. Consultado em 26 de dezembro de 2025 
  19. Agricultura da Costa do Marfim, pela FAO
  20. Exportações da Costa do Marfim, pela FAO
  21. USGS Manganese Production Statistics
  22. «Ivory Coast Gold Production, 1990 – 2021 | CEIC Data».www.ceicdata.com. Consultado em 2 de agosto de 2021 
  23. «International - U.S. Energy Information Administration (EIA)».www.eia.gov. Consultado em 2 de agosto de 2021 
  24. CIA. The World Factbook. Natural gas - production.
  25. «COTE d'IVOIRE: POPULATION TRENDS».Africapedia (em inglês). Consultado em 31 de maio de 2025. Arquivado dooriginal em 1 de abril de 2012 
  26. Koné, Mariatou (1 de dezembro de 1996).«De la Gloire à la Déchéance : Histoire d'un "Courtier Local" en Côte d'Ivoire».Bulletin de l’APAD (12).ISSN 1950-6929.doi:10.4000/apad.598. Consultado em 31 de maio de 2025 
  27. Ministère de l'économie et des finances, La Côte d'Ivoire en chiffres, Dialogue Production, 2007, p. 168–169.
  28. Odounfa, Alice.«Le Défi de l'éducation pour tous en Côte d'Ivoire».Unesdoc. Consultado em 31 de maio de 2025 
  29. «UNESCO UIS».uis.unesco.org. Consultado em 31 de maio de 2025 
  30. Colin, Jean-Philippe.«Calcul économique, intensification des systèmes de production et dynamiques culturales». IRD Éditions: 171–231.ISBN 978-2-7099-0994-5. Consultado em 31 de maio de 2025 
  31. Koné, Mariatou (1 de dezembro de 1996).«De la Gloire à la Déchéance : Histoire d'un "Courtier Local" en Côte d'Ivoire».Bulletin de l’APAD (12).ISSN 1950-6929.doi:10.4000/apad.598. Consultado em 2 de junho de 2025 
  32. Lei de Reforma Educacional de 1995
  33. Nicolas, Jean-Claude (1985).Comprendre les soleils des indépendances d'Ahmadou Kourouma. Col: Les classiques africains. Bar le Duc: Ed. Saint-Paul |acessodata= requer|url= (ajuda)
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