A palavra "corveta" é derivada dotermo latino "corbita" (pequenocorvo), chegando àlíngua portuguesa através dotermo francês "corvette". Este termo designava originalmente uma embarcação de guerra àvela, de dimensões inferiores às dafragata, surgida nos finais doséculo XVIII. As corvetas possuíam menores dimensões do que as fragatas, embora também possuíssem três mastros de velame. Ao contrário das fragatas, as corvetas não dispunham de umabateria inteira coberta decanhões.
O posto naval decapitão de corveta — existente em alguns países como o Brasil — refere-se ao comando de uma corveta.
Provavelmente foi aMarine royale francesa a iniciar o uso do termo "corveta" para designar pequenos navios de guerra, no final doséculo XVII. O termo generalizou-se, nas marinhas dos outros países, no final doséculo XVIII e no início doXIX.
As corvetas do início do século XIX, eram navios semelhantes às fragatas, mas de menores dimensões e, normalmente, sem nenhuma bateria inteira coberta. Tinham mais de 30metros de comprimento, um deslocamento médio de 400toneladas, três mastros com velas redondas e estavam armadas com cerca de 24peças, a maioria delas no convés.
Durante o século XIX, as corvetas seguem um desenvolvimento paralelo ao das fragatas.
Com a introdução da propulsão a vapor nos navios, surgiram ascorvetas a vapor. Estas, eram, na verdade, navios mistos, já que mantinham mastros com velas, sendo o vapor apenas uma forma alternativa de propulsão. A construção dos cascos em madeira também foi substituída, progressivamente, pela construção em ferro. Mais tarde, foram instaladas blindagens em alguns destes navios, surgindo ascorvetas couraçadas.
No final doséculo XIX estes navios tornaram-se completamente obsoletos, sendo substituídos — tal como asfragatas — peloscruzadores.
Corveta da classe Flower HMCSKenogami da Marinha Real Canadiana —1940.
O termo "corveta" ressurgiu durante aSegunda Guerra Mundial para designar um tipo de navio de escolta e de patrulha oceânica, de construção económica, ao serviço daRoyal Navy britânica. O projetista naval William Reed desenhou um pequeno navio, baseado numbaleeiro de umahélice. A simplicidade do projeto permitiria a rápida construção de um grande número de navios em pequenos estaleiros navais sem experiência em embarcações de guerra.
As primeiras corvetas foram as daClasse Flower, projetadas para a patrulha oceânica. Estes navios eram bastante marinheiros e manobráveis. No entanto, as suas capacidades antisubmarinas e antiaéreas eram bastante limitadas. Além disso, tinham uma autonomia limitada, eram lentas — com uma velocidade inferior à dossubmarinos alemães à superfície — e com alojamentos para a tripulação com poucas condições.
As limitações das corvetas levaram à sua substituição progressiva pelasfragatas — navios com características semelhantes, mas maiores, mais rápidos, melhor armados e com duas hélices.
A seguir à Segunda Guerra Mundial passaram a ser classificados como corvetas alguns navios de escolta ou de patrulha, com deslocamentos que vão das 500 às 2 000 toneladas. As corvetas são, normalmente, navios com armamento superior ao dos navios patrulha, mas inferior ao das fragatas oucontratorpedeiros.
Apesar de menores que as fragatas e contratorpedeiros, algumas modernas corvetas são bastante bem armadas, com peças de grande calibre, lança-mísseis e lança-torpedos. Algumas delas dispõem, inclusive, dehangar parahelicópteros. Estas caraterísticas, associadas à sua elevada rapidez e manobralidade, permitem-lhes fazer frente a navios de maior porte. É essa a razão pela qual, marinhas de países com reduzidas áreas litorais ou oceânicas, tenham feito da corveta o seu principal tipo de navio de combate de superfície.
Atualmente, o critério para a classificação de uma embarcação de guerra como "corveta" é bastante vago. Existem marinhas que não usam essa classificação, como aMarinha dos EUA e aMarine nationale francesa que classificam os seus navios com características desse tipo, respectivamente como "navios de combate do litoral" e como "avisos". Por outro lado, algumas marinhas classificam como "corvetas", navios que poderiam ser classificados de outro modo, como aMarinha Portuguesa e aArmada Argentina, cujas corvetas, respectivamente, das classesBaptista de Andrade eEspora seriam normalmente consideradas "fragatas" segundo os padrões internacionais.
Originalmente conhecido no Brasil comofragatim ou pequena Fragata nos Estaleiros e Arsenais navio versátil e geralmente de Corsários ligados ao Império do Brasil de 1808–1850, a corveta é um tipo de navio. A palavra é derivada do latim "corbita" (pequeno corvo), através do francês "corvette", referindo originalmente uma embarcação de guerra e Mercante — de — guerra (entre Corsários), à vela, de dimensões inferiores às dafragata, surgida nos finais do século XVIII com esse nome no Brasil.
As corvetas aparecem na Marinha Portuguesa, no início doséculo XIX por reclassificação das fragatas menores, até aí conhecidas por "fragatinhas". A corveta passa então a ser um navio de três mastros, armado com 24 peças, com características semelhantes às da fragata, mas com dimensões menores.
Em1858, começam a ser incorporadas as corvetas a vapor — a primeira das quais aBartolomeu Dias — que se tornam, durante o resto doséculo XIX, o principal tipo de navio de combate oceânico da Marinha Portuguesa. Em1875 é aumentada ao efetivo a corveta couraçadaVasco da Gama, o únicocouraçado da história da Marinha Portuguesa.
No final do século, as corvetas restantes são abatidas ao serviço e inteiramente substituídas pelos novoscruzadores.
A Marinha Portuguesa só volta a usar o termo "corveta", para classificar um dos seus navios, em1964. Nesse ano, por necessidades decorrentes daGuerra do Ultramar, o antigo navio hidrográficoNRPAlmirante Lacerda é transformado em navio de combate, sendo rebatizadoCacheu e classificado como corveta. Mais tarde são classificados como corvetas os navios das novas classesJoão Coutinho em1970 eBaptista de Andrade em1973. Os navios destas novas classes — tal como a NRPCacheu — estavam vocacionados para missões de soberania e presença naval nosterritórios ultramarinos portugueses, de uma maneira semelhante às antigascanhoneiras do final do século XIX e aosavisos coloniais dadécada de 1930. No entanto, apesar de classificados como corvetas, pela sua elevada autonomia e capacidade oceânica, os novos navios inseriam-se mais na categoria de fragatas ligeiras.
Atualmente, as corvetas restantes das classesJoão Coutinho eBaptista de Andrade são usadas, essencialmente, em missões de patrulha oceânica. Deverão ir sendo substituídas, sucessivamente, pelos novos navios de patrulha oceânica daclasseViana do Castelo. Depois da desativação da totalidade daqueles navios, a Marinha Portuguesa deixará, novamente, de ter embarcações classificadas como corvetas.