| Corrida ao Pingo Doce de 2012 | |
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| Data | 1 de maio de2012 |
| Localização | Pingo Doce,Portugal |
| Resultado | 50 ocorrências registadas pelaPSP; inúmeros desacatos; pelo menos 2 feridos transportados para um hospital. |
A1 de maio de2012, como resultado de uma campanha de vendas que garantia desconto de 50% para clientes que adquirissem mais de 100 euros em compras, verificou-se umacorrida à cadeia de hipermercadosPingo Doce, nas mais de 369 lojas espalhadas por todoPortugal.
A promoção resultou num afluxo anormal de viaturas e consumidores para junto das lojas, tendo aPolícia de Segurança Pública registado cerca de cinquenta ocorrências, entre as quais desacatos e agressões, tendo mais de metade ocorrido na região deLisboa.[1] Um desentendimento entre dois clientes num estabelecimento comercial naSenhora da Hora provocou dois feridos, que foram transportados para oHospital Pedro Hispano, noPorto. Foram ainda registadas agressões entre clientes, emLisboa, em duas superfícies daAmadora, e uma emLoures, onde um homem foi conduzido à esquadra para identificar e registar a ocorrência.[2]
O grupoJerónimo Martins, detentor doPingo Doce, negou acusações dedumping após a atração mediática que os incidentes tiveram na imprensa e opinião pública portuguesa. AAutoridade de Segurança Alimentar e Económica encontra-se a investigar eventuais infrações levadas a cabo com a campanha.[3] A questão foi ainda debatida naAssembleia da República, onde a esquerda parlamentar acusou o grupo Jerónimo Martins de práticas ilegais: Catarina Martins, doBloco de Esquerda, acusou a Jerónimo Martins de "esmagar" a concorrência "aproveitando a situação de aflição dos portugueses". Agostinho Lopes, doPartido Comunista Português, fala de "mais um ato de prepotência de um grande grupo de distribuição", constatando que "aparentemente são eles que mandam no Governo".[4]
Várias pessoas que testemunharam os acontecimentos publicaram vídeos em sites de partilha, como oYouTube, que mostram multidões e prateleiras vazias.[5] Um dos vídeos é uma paródia à grande afluência de pessoas à campanha do dia 1 de maio de 2012 do Pingo Doce.[6]
A2 de agosto, aAutoridade da Concorrência aplicou ao Grupo Jerónimo Martins uma multa de 29.927,88 euros, a que se somam 250 euros de custas, pela prática de 15 contraordenações relativas à campanha.[7]