Corporação proprietária é um termo desenvolvido durante o fascismo, no qual a corporação, grupo de pessoas que atuam como uma única pessoa buscando a execução de objetivos comuns, passa a ser dona do negócio em que opera. A ideia da "corporação proprietária" nasceu deUgo Spirito, sendo expressa pela primeira vez durante o II Congresso de Estudos Sindicais e Corporativos.[1] Nesta conferência, segundo Spirito, para atingir os objetivos dofascismo era necessário acelerar a construção de um novo estado.[2] Nessa perspectiva, Spirito consideraria osindicalismo como um legado docapitalismo, explicando como superar a distinção entre empregadores e trabalhadores.[2]
Segundo Spirito, para superar as diferenças entre empregadores e trabalhadores, as empresas individuais devem ser transformadas em entidades pertencentes a corporações, ou seja, permitir que trabalhadores e empregadores, em graus diversos e em relação ao nível hierárquico, compartilhem os propriedade e gestão da corporação. Essas corporações seriam entendidas como um órgão do Estado.[2]
Com a "corporação proprietária", Spirito queria criar uma das ferramentas capazes de se opor e vencer a luta contra ocomunismo e ocapitalismo, dando origem a uma "Nação de produtores" que se autodisciplina através dosistema corporativo, deixando de lado aluta de classes contínuas e intermináveis, fazendo coincidir o interesse individual com o interesse nacional e comunitário.[3]
Com isso, pretendia-se alcançar o "corporativismo integral", entendido como a fase final do estado fascista onde se realiza a transferência do controle do capital dos acionistas para os trabalhadores da empresa, além da transferência dos meios de produção e, portanto, da propriedade do negócio à corporação.[4]