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Pigmentos indianos utilizados em corantes têxteis.
Umcorante é toda substância que, se adicionada a outra substância, altera acor desta. Pode ser umatintura, pigmento,tinta ou umcomposto químico.
Num sentido mais estrito, corantes são substâncias compostas ecompostos químicos, tanto naturais (e suas modificações) quanto sintéticos, relativamente definidos e até puros normalmente aplicados na forma de suassoluções, tanto em água quanto em outros solventes, destacadamente oetanol, que se fixam de alguma maneira, predominantemente por fenômenos em escalamolecular a umsubstrato, que pode ser um tecido (têxtil), papel e outros derivados decelulose, cabelo humano e pelos de animais,couro e diversos materiais. Dentro de um conjunto de requerimentos ideais, as substâncias corantes devem ser estáveis àluz, especialmente aultravioleta e aos processos de lavagem e à ação da água, como da chuva. Também devem apresentar fixação uniforme com as fibras do substrato.[1]
De uma perspectiva da comercialização, permanentemente desenvolvem-se estudos tanto teóricos quanto empíricos das relações entre as estruturas moleculares e a cor obtenível e propriedades tanto de aplicação quanto relacionadas à conservação. Dentre os desenvolvimentos mais recentes de aplicações de corantes destacam-se os mostradores e aplicações diversas decristais líquidos, os detectores de exposição àradiação de alta energia e as soluções para aimpressão a jato de tinta.
Até o período anterior à metade do século XIX, os corantes eram quase sempre retirados de fontes naturais, principalmente de fontes vegetais ou animais. As propriedades de muitas destas substâncias estavam longe do ideal para as aplicações pretendidas, problema que se somava ao fato da indisponibilidade tanto comercial quanto por questões de reprodução das suas fontes. Tal conjunto de problemas conduziram ao desenvolvimento de corantes sintéticos com propriedades superiores tecnicamente, de baixo custo e rápida obtenção, independente de clima, ecologia ou mesmo rotas comerciais.
É de se destacar que o primeiro corante sintético foi descoberto por um feliz acaso. No ano de1856,William Perkin tentava preparar oalcaloidequinina em seu laboratório, mas seu trabalho experimental resultou na obtenção de um corante sintéticohidrossolúvel, adequado ao tingimento deseda.
Posteriores descobertas se sucederam, e até então utilizados em abundância e por séculos corantes naturais foram quase que completamente substituídos pelas substâncias sintéticas ao início doséculo XX. Atualmente, em especial em usos massivos, praticamente todos os corantes e pigmentos encontráveis na indústria e comércio são substâncias sintéticas orgânicas, com exceção de alguns pigmentos inorgânicos importantes.[1]
Corantesvat são essencialmente insolúveis em água e incapazes de colorir fibras diretamente. Entretanto, aredução em licoresalcalinos (lixívia) produz osal demetal alcalino solúvel em água dos corantes, o qual, em sua formaleuco, tem afinidade com a fibra têxtil.Oxidação subsequente reforma o corante insolúvel original. A cor dodenin é devida aoíndigo (ouanil), o corantevat original, um composto azul altamente insolúvel amplamente conhecido desde a antiguidade. Esta substância possuía um preço tão elevado, que apenas a realeza podia adquirí-lo.[1]
Corantes ácidos são corantesaniônicos solúveis em água que são aplicados à fibras tais comoseda,lã,nylon efibras acrílicas modificadas usando-se banhos de tingimento neutros a ácidos. A fixação à fibra é atribuída, em grande parte, à formação de sal entre grupos aniônicos no corante e gruposcatiônicos na fibra. Corantes ácidos não são significativamente capazes de tingir fibrascelulósicas. A maior parte doscorantes para fins alimentícios cai nesta categoria.
Corantes básicos são corantes hidrossolúveiscatiônicos que são principalmente aplicados afibras acrílicas, mas encontram algum uso para lã e seda. Normalmenteácido acético é adicionado ao banho de tingimento para ajudar a fixação do corante sobre a fibra. Corantes básicos são também usados na coloração depapel.
Nosalimentos, os corantes sãoaditivos alimentares, e são identificados por um código uniforme chamado denúmero E. Nem todos os materiais identificados pelo número E são corantes, mas somente os que variam de E100 a E199.
Atualmente os corantes tem sido muito utilizados nas confecções de produtos, principalmente da áreatêxtil, assim como no tingimento de fibras, como os naturaislinho, oalgodão e aseda, assim comofibras sintéticas.
Umas das categorias dos corantes são os corantes vitais, que não matam as células, independentemente da quantidade usada e do tempo de exposição. Podem também ser letais, usados por vezes napesca submarina e naindustria pecuária. Podem sercatiônicos (basofílicos),aniônicos (acidofílicos), ou covalentes.
Um dos factos mais interessantes acerca dos corantes é estarem todos catalogados na base de dadosReivax, onde a cada um é atribuído um código universal.
Os corantes podem também ser divididos em naturais e não naturais. No entanto esta designação é bastante subjetiva uma vez que estes podem passar de uma categoria para outra com bastante facilidade, pois obenzeno desnatura em meios ácidos e volta ao normal em meios alcalinos.
«CORANTES: A Química nas Cores». Revista eletrônica do Departamento de Química - UFSC Cláudia C. I. Guaratini e Maria Valnice B. ZanoniEm falta ou vazio|url= (ajuda)