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Consequência lógica

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Consequência lógica é um conceito fundamental nalógica. Trata-se de uma relação entre umconjunto desentenças (ouproposições) e uma sentença (proposição), na qual o primeiroacarreta o segundo. Por exemplo, diz-se que"Caco é verde" é uma consequência lógica de"todos os sapos são verdes" e"Caco é um sapo", porque seria "auto-contraditório" afirmar estas últimas sentenças e negar a primeira. Aconsequência lógica é arelação entre aspremissas e a conclusão de um argumento válido. Estas definições tendem a ser circulares; fornecer uma explicação razoável paraconsequência lógica e para oacarretamento constitui um tópico importante daFilosofia da lógica.

A verdade da consequência acima depende tanto da verdade dos antecedentes como da relação de consequência lógica entre os antecedentes e o consequente. A consequência poderá não ser verdadeira, se nem todos os sapos forem verdes. Consequências lógicas ou inferências porraciocínio dedutivo são um aspecto importante daepistemologia que comunica ao público em geralhipóteses a cerca dacausalidade de fatores de risco.

Uma relação de consequência lógica especificada formalmente pode ser caracterizada através dateoria dos modelos ou dateoria da demonstração (ou ambos).

A consequência lógica também pode ser expressa como uma função de conjuntos de sentenças para conjuntos de sentenças (a formulação preferida deTarski), ou como uma relação entre dois conjuntos de sentenças (lógica de conclusão múltipla).

Abordagem à noção de consequência lógica

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Esta secção descreve algumas das abordagens comuns à noção de consequência lógica.

Γ{\displaystyle \Gamma } irá representar um conjunto arbitrário de premissas eA{\displaystyle \mathrm {A} } uma arbitráriaconclusão arbitrária.Γ{\displaystyle \Gamma } /A{\displaystyle \mathrm {A} } irá denotar o argumento lógico tendoΓ{\displaystyle \Gamma } como seu (conjunto de) premissas eA{\displaystyle \mathrm {A} } como a sua conclusão.ΓA{\displaystyle \Gamma \vdash \mathrm {A} } irá significar queA{\displaystyle \mathrm {A} } é uma consequência lógica deΓ{\displaystyle \Gamma }.

Consequência em uma teoria formal e consequência semântica

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Uma fórmulaA{\displaystyle \mathrm {A} } é uma consequência de um conjunto de fórmulasΓ{\displaystyle \Gamma } em uma teoria formal se há umaderivação formal deA{\displaystyle \mathrm {A} } na teoria formal a partir do conjuntoΓ{\displaystyle \Gamma }.

ΓSA{\displaystyle \Gamma \vdash _{\mathrm {S} }\mathrm {A} },

A consequência em uma teoria formal não depende de qualquer interpretação desta teoria formal.

Uma fórmulaA{\displaystyle \mathrm {A} } é uma consequência semântica de um conjunto de fórmulasΓ{\displaystyle \Gamma }.

ΓA{\displaystyle \Gamma \models \mathrm {A} },

se e somente se nenhuma interpretaçãoI{\displaystyle {\mathcal {I}}} faz com que todos os membros deΓ{\displaystyle \Gamma } sejam verdadeiros eA{\displaystyle \mathrm {A} } seja falso.

Abordagens modais

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As abordagens modais à noção de consequência lógica são variações da seguinte ideia básica:

Alternativamente (e, como diriam muitos)

Tais abordagens ditas "modais" porque apelam às noções modais de necessidade e de (im)possibilidade.É necessário que é muitas vezes entendido como umquantificador universal sobremundos possíveis, de modo que as abordagens acima podem ser traduzidas como:

Considere a abordagem Modal, em termos do argumento dado como exemplo acima:

Todos os sapos são verdes.
Caco é um sapo.
Por conseguinte, Caco é verde.

A conclusão é uma consequência lógica das premissas porque não podemos imaginar um mundo possível em que (a) Todos os sapos são verdes; (b) Caco é um sapo, e (c) Caco não é verde.

Abordagens formais

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Asabordagens formais à noção de consequência lógica são variações da seguinte ideia básica:

Duas variantes comuns desta ideia básica são as seguintes:

  1. ΓA{\displaystyle \Gamma \vdash \mathrm {A} } apenas no caso em que não hásubstituição uniforme dos termos não-lógicos emΓ{\displaystyle \Gamma } /A{\displaystyle \mathrm {A} } gera um argumento com premissas verdadeiras e conclusão falsa.
  2. ΓA{\displaystyle \Gamma \vdash \mathrm {A} } apenas no caso em que não há nenhuma forma de interpretar os termos não-lógicos emΓ{\displaystyle \Gamma } /A{\displaystyle \mathrm {A} } que geram um argumento com premissas verdadeiras e uma conclusão falsa.

Vamos considerar novamente o argumento:

Todos os macacos são marrons.
Caco é um macaco.
Por conseguinte, Caco é marrom.

Uma abordagem formal (1) diz que a conclusão é uma consequência lógica das premissas porque não importa comosubstituirmos uniformemente os termos não-lógicos (sapo,verde,Caco) no argumento, não obtemos premissas verdadeiras e uma conclusão falsa. Considere o exemplo:

Todos osarranha-céus são altos.
OEmpire State Building é um arranha-céu.
Logo, oEmpire State Building é alto.
Todos os quadrados são retângulos.
Todos os retângulos são quadriláteros.
Logo, um quadrado é um quadrilátero.
Todas as aves têm penas.
Os pinguins são aves.
Por conseguinte, os pinguins têm penas.

Nós podemos construir argumentos como estes todos os dias, mas nunca aconteceu de um desses argumentos ter premissas verdadeiras e uma conclusão falsa. O argumento é dedutivamente válido em virtude da sua forma lógica, que pode ser caracterizado com o seguintetemplate (ondeF,G ea são tapa-buracos sem sentido):

TodosFs sãoGs.
a é umF.
Logo,a é umG.

Uma abordagem formal (2) diz que a conclusão do argumento de "Caco" é uma consequência lógica das premissas porque não importa comointerpretamos os termos não-lógicos (sapo,verde,Caco) no argumento, já que nós não obtemos premissas verdadeiras e uma conclusão falsa. Suponha, por exemplo, que interpretemossapo como sendoencanador(a),verde sejatímido(a), eCaco sejaMadonna (a cantora). Então o argumento tem duas premissas falsas (pois nem todos os encanadores são tímidos, e Madonna não é uma encanadora) e uma conclusão falsa (pois Madonna não é tímida). Nós podemos vir com tantas interpretações de sapo, verde e Caco quanto nós quisermos, mas isso nunca resultará num argumento com premissas verdadeiras e uma conclusão falsa.

Abordagens modais-formais

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A abordagemmodal-formal na consequência lógica, combina lógica modal e formal, acima referidas, dando origem a variações da seguinte ideia básica:

Grande parte dos lógicos provavelmente concordam que a consequência lógica, como nós intuitivamente a compreendemos, tem tanto um aspecto modal como também formal, e que alguma versão da abordagem modal/formal está bem próxima de ser correta.

Abordagens baseadas em justificativas

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As abordagens consideradas acima são todas "abordagens que preservam a verdade", no sentido de que todas elas supõem que a característica de uma boa inferência é aquela que nunca permite que alguém, de premissas verdadeiras, chegue a uma conclusão falsa. Como uma alternativa, alguém propôs umaabordagens que preservam a verdade, segundo a qual a característica de uma boa inferência é de que ela nunca permite que alguém, de premissas que são afirmadas com justificativa, chegue a uma conclusão que não é afirmada com justificativa. Essa é (aproximadamente) a abordagem favorecida pelosintuicionistas tais comoMichael Dummett.

Consequência lógica não-monotônica

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As abordagens discutidas acima, produzem relações de consequência monotônicas, ou seja, aquelas que, seA{\displaystyle \mathrm {A} } é uma consequência deΓ{\displaystyle \Gamma }, entãoA{\displaystyle \mathrm {A} } é uma consequência de qualquersuperconjunto deΓ{\displaystyle \Gamma }. Também é possível especificar relações de consequência não-monotônicas para captar a ideia de que, por exemplo,Piu-piu pode voar é uma consequência lógica de

Aves geralmente podem voar,Piu-piu é uma ave

mas não de

Aves geralmente podem voar,Piu-piu é uma ave,Piu-piu é um pinguim.

Para mais desse assunto veja o artigo delógica não-monotônica.

Ver também

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