Movatterモバイル変換


[0]ホーム

URL:


Ir para o conteúdo
Wikipédia
Busca

Clero

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Clero: da esquerda para a direita, umarcebispoanglicano, umrabinojudeu, ummuftiislâmico e um teólogoprotestante.

Clero (dogregoκληρος,transl.:klêros[carece de fontes?]) designa o conjunto de sacerdotes (ou clérigos, ou ainda ministros sagrados) responsáveis por um culto religioso.

Nojudaísmo, um líder religioso é frequentemente conhecido comorabino (professor) ouchazan (cantor).Rabino-Chefe é um título dado em muitos países para o reconhecido líder religioso da comunidade judaica do país.

Nocristianismo, os nomes utilizados para os membros do clero variam de acordo com a denominação e há uma ampla gama de cargos clericais formais e informais, no entanto, é possível classificar sacerdotes cristãos em três grupos:diáconos,presbíteros ebispos. NaIgreja Católica, os presbíteros recebem o tratamento depadres e em igrejas protestantes são comumente chamados depastores ouanciões (ouélderes naIgreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias). Existe uma hierarquia entre os bispos da Igreja Católica, com oPapa, o bispo da cidade deRoma, no topo.

Noislamismo, um líder religioso é frequentemente conhecido formalmente ou informalmente comoulemá (acadêmico islâmico),imã (dirige as preces na mesquita),mulá,mufti (acadêmico islâmico que interpreta asharia e emitefátuas) eaiatolá (usado apenas pelos muçulmanos xiitas). Antes da queda doImpério Otomano, oXeque do Islão era a autoridade máxima entre os acadêmicos islâmicos sunitas do Império.

O Clero no Cristianismo

[editar |editar código]

Clero Católico

[editar |editar código]

Na Igreja Católica, o clero é constituído por todos os ministros sagrados que receberam oSacramento da Ordem. Entre os clérigos, podem-se distinguir aqueles que compõem oclero regular — que, sendoconsagrados, seguem as regras de umaordem religiosa — doclero secular (dolatimsæculum, que significa mundo) — parcela do clero que desempenha atividades voltadas para o público, que se dedica às mais variadas formas de apostolado e à administração da Igreja e que vive junto dosleigos.

O clero está disposto numahierarquia ascendente, sendo baseada nos três graus do Sacramento da Ordem: oEpiscopado, o Presbiterado e o Diaconado. Basicamente, a hierarquia vai desde do simplesdiácono, passando pelopresbítero (oupadre),bispo,arcebispo,primaz,patriarca (em casos mais especiais) ecardeal, até chegar ao cargo supremo dePapa.[1] O clero regular tem a sua própria hierarquia e títulos eclesiásticos, sendo ele pelo menos subordinado ao Papa.

A ascensão da fé na Idade Média deu à Igreja grandes poderes políticos e econômicos. Aliada ao Império, estava sempre de olhos abertos para conter qualquer indício de dissidência por parte de seus fiéis. Por conta disso, eram premiados com grandes propriedades de terra e exigiam cada vez mais a devoção de seu povo.

Todos os ministros sagrados são homens, porque os doze Apóstolos são todos homens e Jesus, na sua forma humana, também é homem.[2] Mas isto não quer dizer que o papel damulher na Igreja seja menos importante, mas apenas diferente. Exceptuando em alguns casos referentes a padres ordenados pelasIgrejas orientais ou a diáconos, todo o clero écelibatário. Existem determinadas tarefas, como por exemplo a celebração daMissa e dossacramentos (exceptuando obatismo em casos de extrema necessidade), que são exclusivos dos membros do clero.

Para oscatólicos, o Chefe e Pastor da Igreja é o Papa,[3] sendo eleeleito peloColégio dos Cardeais. Além deste colégio, o Papa também é aconselhado e assistido pelaCúria Romana e, periodicamente, peloSínodo dos Bispos. Entre outras funções, o Papa, oVigário de Cristo na Terra, tem a missão de manter a integridade e fidelidade da doutrina e fé católicas àRevelação divina, corrigindo se for necessário qualquer interpretação errada vigente na Igreja. Para tal, convocaconcílios ecuménicos ou então exerce pessoalmente aInfalibilidade Papal.[4] NaIgreja Latina e em algumas das Igrejas orientais, só o Papa pode designar os membros acima do nível de presbítero.

A Igreja defende que todos os seus Bispos (que são coadjuvados pelos presbíteros e diáconos), devido ao sacramento da Ordem, são ossucessores dosDoze Apóstolos, sendo o Papa o sucessor directo doApóstolo S. Pedro.[5] Daí a autoridade eprimazia que o Papa goza.

A actividade e disciplina do clero são reguladas e supervisionadas pelaCongregação para o Clero (no caso dos padres e dos diáconos) e pelaCongregação para os Bispos (no caso do episcopado). O clero de rito oriental é também supervisionado pelaCongregação para as Igrejas Orientais.

História do Clero no Mundo Lusófono

[editar |editar código]

Na época daIdade Média, o clero católico tinha privilégio e prestígio nasociedade feudal ibérica, porque diziam-se fazer ligação entreDeus e os seres humanos.

Enquanto osmonges nosmosteiros rurais acumulavam funções, pregavam e celebravam cultos, ajudavam os necessitados, ajudavam no campo e compilavam obras. Oclero era, na Idade Média, todo o extracto social associado ao culto religioso, nomeadamente ocristão.

Porém, já na sociedadevisigótica tinha o clero desempenhado um papel de relevância. O seu prestígio manteve-se junto das populações cristãs peninsulares, durante adominação muçulmana, e fortalecer-se-ia no período daReconquista cristã, tornando-se o principal patrocinador deste movimento.

Às razões que constituem os fundamentos da cristandade acrescem as da peculiaridadeibérica, onde as lutas contra osinfiéis inflamavam a fé cristã, determinando o zelo das crenças profundas. E não apenas pela missão religiosa, como pela cultura das letras, a que muitos dos seus membros se dedicavam, o clero exerceu preponderância social epolítica, desempenhando os eclesiásticos cargos importantes junto dos reis.

Até meados doséculo XIV, o clero manteve essa situação de privilégio, devendo-se ao aparecimento doslegistas a concorrência que veio a sofrer nessa época. Ao clero coube, também, um significativo papel, quer no povoamento, quer no arroteamento de terrenos de cultura e desenvolvimento das instituições de beneficência e caridade. Também a instrução eartes ficaram a dever muito àIgreja desta época.

Face a esta situação de privilégio, teve o clero muitos conflitos com a realeza.

Em Portugal

[editar |editar código]

Além do clerosecular, distribuído emPortugal pelasdioceses deBraga,Porto,Lamego,Viseu,Coimbra,Lisboa eÉvora e, posteriormente, alargado àGuarda eSilves, as ordensmonásticas e asordens militares contribuíram também para a apreciável obra da Igreja nos tempos daprimeira dinastia de Portugal.

Osconventos mais importantes foram, desde oséculo XII, oMosteiro de Santa Cruz de Coimbra (dosCónegos Regrantes de Santo Agostinho) e o deAlcobaça

Também omosteiro do Lorvão, fundado noséculo VI, seria, no século XII, onde o ofício das letras mereceria aosbeneditinos um grande empenho, bem patente noscódices que se guardam noArquivo da Torre do Tombo: oLivro das Aves, de1183, e oApocalipse do Lorvão, de1189.

Quanto às ordens militares, parece ter sido a dosTemplários a mais antiga (século XII), embora outras se tenham também estabelecido em Portugal, como a dosHospitalários, a deSantiago da Espada e a deCalatrava.

Desta última, nasceu aOrdem de Avis, que tão relevantes serviços iria prestar ao país.

Entretanto, como à volta doscastelos se instalavamagricultores, confiados na protecção doscavaleiros das ordens, estes viriam aumentar os seus rendimentos. Assim, o clero secular, aliado às ordens monásticas e religiosas, dispunha de valiosos bens.

Quer os monarcas, quer osnobres faziam doações de terras a estas instituições religiosas. Os soberanos levavam a sua generosidade ao ponto de renunciar aos direitos reais (coutos) sobre as terras que doavam aos mosteiros e igrejas.

Isentos deencargos fiscais, os bens de raiz adquiridos pela Igreja prejudicavam, assim, oerário régio, o que fazia com que fossem decretadas «leis contra a amortização» tendentes a evitar um crescimento desses bens. Quando o testamento, que já existira noImpério Romano, foi introduzido naIdade Média, cedo se revestiu da forma de legado pio. Assim, feito a favor da Igreja, permitirá a dilatação da propriedade eclesiástica, mercê da aquisição dos chamados bens demão de obra, em que converterá grande parte do território português que, deste modo, ficava sujeito à autoridade dos prelados, mosteiros e mestres das ordens militares oubispos. Desde as «leis de desamortização», promulgadas porD. Afonso II (12211223) até à lei deD. Dinis, de1286, que estabelecia o prazo de um ano para que fossem vendidas a particulares as propriedades adquiridas pelas ordens religiosas após a subida deste monarca ao trono de Portugal, é percorrido um longo caminho que, afinal, se revelaria um enfraquecimento progressivo do poder do clero, sobretudo a partir doséculo XIV.

Ver também

[editar |editar código]

Referências

  1. Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, n. 179
  2. Catecismo da Igreja Católica (CIC), n. 1577
  3. Compêndio do Catecismo da Igreja Católica (CCIC), n. 182
  4. Ibidem, n. 185
  5. Ibidem; n. 174 e 176
Ícone de esboçoEste artigo sobrereligião é umesboço. Você pode ajudar a Wikipédiaexpandindo-o.
Aspectos
Conceitos
Política
e religião
Mito
e ritual
Listas
Obtida de "https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Clero&oldid=67280481"
Categorias:
Categorias ocultas:

[8]ページ先頭

©2009-2026 Movatter.jp