Trabalhadores da construção civil, em Massachusetts - EUA, em 2006. Fotografia de Paul Keheler.
Classe trabalhadora é um conceito mais amplo da categoria clássica deproletariado, definida porMarx eEngels noManifesto do Partido Comunista de 1848. O conceito de classe trabalhadora abrange não só o proletariado, mas todas as camadas sociais que vivem da venda da suaforça de trabalho.[1]
É importante distinguir que, emsociologia os conceitos declasse social mudam conforme a orientação de cada escola sociológica. A escola chamadahistórico-crítica oumarxismo defende o conceito de que a divisão de classes deve ser compreendida a partir do lugar onde cada grupo de indivíduos está no processo deprodução de mercadorias.[2] Já as correntes de pensamento mais afetas aoliberalismo tem uma concepção de classe social conforme a renda e o padrão de vida do indivíduo ou grupo social.[3]
Para os marxistas, existem duas classes sociais autônomas politicamente nomodo de produçãocapitalista: aburguesia, constituída pelos donos dosmeios de produção e o proletariado, constituído pelos trabalhadores que fabricam mercadorias a partir da venda da sua força de trabalho. Vale ressaltar que a venda da força de trabalho não está limitada a venda para um empresário capitalista, um pequeno proprietário de terras ou de comércio permanece vendendo sua força de trabalho apesar de não possuir um chefe e ser dono dos meios de produção ou detentor do capital intelectual que está utilizando em seu trabalho.[2]
Já a correnteliberal divide a sociedade por seus ganhos: existem, assim,estamentos sociais, organizados alfabeticamente (classe A, B, C, etc.) cada uma correspondendo a uma faixa deconsumo e derenda.[3]
Atualmente, o conceito de classe trabalhadora sofre interferências das mudanças das relações de trabalho. O setor de serviços cresceu e muitas atividades, como, por exemplo, profissionais liberais e as consultorias, não utilizam meios de produção físicos (máquinas e ferramentas), mesmo se utilizassem, seus donos seriam os próprios trabalhadores, porém, esse fato não os tirariam da classe trabalhadora. A não ser que suas empresas crescessem tanto a ponto de tornar-se uma instituição e com a criação de uma marca segmentar o trabalho em diversas partes e o trabalho ser realizado por mão de obra assalariada, e o dono atuar como mero gestor.[4]