
Acimboa /sĩˈboɐ/ (também conhecida porcimbó /sĩˈbɔ/) é uminstrumento musical originário deCabo Verde. Trata-se de umcordofone friccionado que era tradicionalmente utilizado para acompanhar as danças debatuque.
A cimboa é constituida[1] [2] pelo instrumento propriamente dito e por umarco. O instrumento pertence à família dosalaúdes, e como tal possui umbraço ligado a umacaixa de ressonância. A caixa é feita a partir de umacabaça, ou quando esta é difícil de encontrar, decoco, com umtampo harmónico de pele decabrito esticada, fixa através de varetas decaniço. A partir da caixa sai um braço fabricado com uma madeira flexível (pinha. Na extremidade desse braço encontra-se umacravelha demogno para afinar a únicacorda do instrumento, que está tendida entre umapestana incrustada no braço e umcavalete situado sobre o tampo harmónico. O som é obtido friccionando o arco sobre a corda feita decrina decavalo. O arco é feito de uma peça de madeira encurvada debarnelo e de uma corda, também ela de crina, untada debreu. Aaltura dasnotas é conseguida pressionando a corda em diversos pontos do braço, mas o facto de o braço ser flexível torna possível obter mudanças na altura das notas arqueando o braço.
Sobre a origem exacta do instrumento quase nada se sabe, a não ser que veio daÁfrica continental. No entanto foi assinalada[3] a semelhança da cimboa com instrumentos africanos situados a milhares de quilómetros de distância (!), entre os quais okiki dosdazas doTibesti e deBorcu, onini doszagauas, ofini doscanembus, e ainda okiki dosmabas da região deUadai.
O uso deste instrumento está considerado extinto. Embora tenha havido um ressurgir da construção[4] deste instrumento, hoje em dia ele é mais utilizado como peça decorativa[3], e não como instrumento musical.
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