Gounod era filho de um pintor e uma pianista. Muito jovem, entrou para o Conservatório de Paris, onde foi aluno deJacques Fromental Halévy e Lesueur. Em1839, compôs umacantata (Ferdinand) e ganhou oPrix de Rome, um prêmio famoso para jovens compositores, que dava direito a uma bolsa de estudos naItália.
Gounod foi para Roma, onde ficaria por três anos, e entrou em contato com a músicapolifônica doséculo XVI, em especial a música do compositor renascentista italiano,Giovanni Pierluigi da Palestrina.[1] Profundamente influenciado por ideias religiosas (que nunca o abandonaram completamente) e pela arte sacra, já em declínio em sua época, ele pensou em entrar para o sacerdócio, e começou a compor música religiosa.
Terminados seus estudos na Itália, ele regressou à França, mas não sem antes passar porViena, e assumiu o cargo de organista na Igreja das Missões Estrangeiras em Paris, que ocupou por três anos. Por volta dessa época, conheceu duas mulheres, que tiveram grande influência na sua vida: uma foi a cantora Pauline Viardot, que o introduziu ao mundo da ópera, e a outra foi Fanny Hensel, que apresentou a Gounod seu irmão, o célebre compositorFelix Mendelssohn. Através de Mendelssohn, Gounod entrou em contato com a música deBach, então pouco conhecida.
A primeira ópera de Gounod,Sapho, estreou em1851. Várias óperas se seguiram, mas as mais importantes sãoFausto (1859),Mireille (1864),Roméo et Juliette (1867) - todas as três estão entre as mais populares do repertório operístico francês.
Em 1852, Gounod se tornou regente doOrphéon Choral Society, em Paris, para o qual ele escreveu várias peças demúsica coral, incluindo duasmissas.[1]
Ao rebentar aGuerra Franco-Prussiana (1870), Gounod se refugiou naInglaterra, onde permaneceu até1875. Lá, ele adquiriu uma amante inglesa, Georgina Weldon, e sua música fez grande sucesso na Inglaterra vitoriana.
Nos últimos anos de vida, Gounod só compôs música religiosa.
Marcha da óperaA Rainha de Sabá, interpretada pela banda marcial da marinha dos EUA.Serenata deMefistófeles, da óperaFausto. Interpretação deFeodor Chaliapin