Típico chapéu de feltro, no qual foi aplicada uma "gebada"
Ochapéu (que deriva do vocábulo dolatim "Cappelus", decappa que quer dizer : "Proteção emtecido para a cabeça")[1] é um item dovestuário, com inúmeros variantes, que tem a função de proteger de condições climaticas, celebração de eventos, designar o status social do portador ou apenas enfeitar acabeça.
Várias palavras estão relacionadas ao chapéu e seu uso, confecção e tipos.Chapeleiro é aquele que confecciona o chapéu, ao passo que achapelaria é o local onde este é feito ou vendido. Jáchapeleira é a caixa onde o mesmo é acondicionado. O hábito antigo de saudar alguém tirando-se o chapéu era denominadochapelada.
Nas casas, no comércio e em repartições públicas até meados doséculo XX oporta-chapéus era um móvel presente e indispensável - uma vez que as regras deetiqueta não permitiam o uso doadereço em lugares cobertos.
Copa é a parte superior do ornamento, cujo lado interno tem aboca, ao passo queaba é o rebordo proeminente, externo. Na parte interna tem-se oforro e acarneira; são ainda partes do chapéu afaixa e apala, respectivamente a faixa externa e o "corpo" da aba. Muitos formatos, entretanto, não possuem esses componentes.
Para a confecção do chapéu usava-se oarcão, máquina destinada a dar o formato curvo (emarco, donde o nome) àlã com que se fazem chapéus defeltro (uma camada desse material é usada como reforço, chamada, por sua vez decapada). A copa é feita emfôrmas, em diversos tamanhos, obedecendo a numerações que são variáveis, até mesmo entre fábricas. As abas eram feitas num instrumento denominadoformilhão, ao passo que a boca da copa é determinada pelaformilha.
A tira decouro, usada para reforço nos chapéus masculinos, é chamada decarneira, e é colocada na parte interna, próximo à aba.
Ocasco é como se chama, nos chapéus femininos, à armadura que recebem para dar-lhe o formato.
Cinteiro é o laço que orna o chapéu; já ococar eram os adereços, como penachos, que os distinguiam. Chapéus antigos chegavam a terfivelas).
Diz-segebada à pancada que se dá, no chapéu, para que se amasse, apresentando curvaturas (vide foto acima).
Apropriagem é o trabalho de acabamento, feito pelo chapeleiro, depois de tinto o chapéu. Apelota é aalmofada usada por estes a fim de alisarem o chapéu, depois da engomação.
Oegrete (ouegreta), era o ornato confeccionado em penas finas e compridas, inspirado em penachos da cabeça de algumas aves, especialmente dasgarças, foi um enfeite bastante usado em chapéus femininos no século XX. Otope é o laço de fita, que por vezes enfeitava tais modelos.
O uso do chapéu variava conforme a moda. Assim, por exemplo, usá-loà zamparina era o modo de inclinar o adereço para frente e à direita, entre os séculosXVIII aXIX.
O Boné (do Francês, "bonnet"). Tem-se, para tais ornamentos, partes específicas, que podem ou não estar presentes, a depender do seu uso ou modelo.
Assim, apala estará na parte inferior frontal da barretina ou boné militar, e outros. Aorelheira é o apêndice que protege as orelhas, e otapa-nuca o destinado à proteção do pescoço. Aviseira é a pala prolongada dos bonés.
Nofutebol, umdrible onde o jogador conduz a bola e dá um tapa na redonda fazendo-a passar por cima da cabeça de seu marcador, em seguida controla a bola novamente completando o drible. Esse drible é conhecido como chapéu, lençol, touca, onda, sombreiro (caso esse drible for muito bem executado) ou carretilha,chaleira (uma variação mais difícil deste mesmo drible)
O chapéu surgiu para a proteção da cabeça, ainda nos povos primitivos da pré-história, das intempéries climáticas (sol escaldante, frio, chuva), como prerrogativa masculina - sendo o homem o responsável pela defesa da tribo ou do clã, sendo depois estendido para a caracterização dos níveis sociais: os reis usavam coroas, os sacerdotes a mitra e os guerreiros o elmo.[1]
Teriam, assim, nos mais primitivos formatos, uma espécie de gorro feito emcouro, ou em tecido, nos antigos turbantes já presentes cerca de 4.500 anos a.C..[1]
Cerca de 3000 a.C., naMesopotâmia, surgem os chapéus que trazem um misto de elmo com capuz, que uns mil anos depois (2.000 a.C.) evolui para um formato mais aprimorado. Torna-se, neste mesmo período, um adereço de dignidade, nobiliárquica, militar e sacerdotal doAntigo Egipto.[1] O primeiro chapéu que encontra em suas formas mais semelhantes com o formato "clássico" (ou seja, contendo as partes principais do adorno), é opétaso grego, cuja origem remonta aoséculo IV a.C., junto ao píleo. O primeiro encontrou sua formaromana, junto aocapucho, sendo este povo o primeiro a criar um capacete.[1]
Até a década de 1940, os automóveis tinham o teto alto, de forma que o uso de chapéus dentro dos utilitários era possível, mas com a modernização dos veículos já não era possível usar o acessório. Com o tempo, passou-se a ser aceitável a visão de um homem sem chapéu. Na década de1960,John Kennedy foi um símbolo da resistência ao uso do item, embora não tenha sido o primeiro a não usar[2].