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Ocangaço foi um fenômeno dobanditismo, crimes e violência ocorrido em quase todo osertão doNordeste doBrasil, entre o século XIX e meados do século XX. Seus membros vagavam em grupos, atravessando estados e atacando cidades, onde cometiam pilhagens, assassinatos e estupros.[1][2]
Para muitos especialistas o cangaço nasceu como uma forma de defesa dossertanejos diante de graves problemas sociais e da ineficácia do Estado em manter a ordem e aplicar a lei. Um dos principais líderes do cangaço foiVirgulino Ferreira da Silva, conhecido como Lampião.[3] O termo cangaço vem da palavracanga, uma peça de madeira usada para prender junta de bois a carro ou arado, conhecida também como jugo.[4]
Por volta de 1834 o termocangaceiro já era utilizado para se referir a bandos de camponeses pobres que habitavam os desertos do nordeste brasileiro, vestindo roupas de couro e chapéus, carregando carabinas, revólveres, espingardas e facas longas e estreitas, conhecidas comopeixeiras.
O termocangaceiro era uma expressão pejorativa, que designava a pessoa que não podia se adaptar ao estilo de vida costeira.
Por esta altura naquela região havia dois principais grupos de bandidos armados frouxamente organizados: osjagunços, mercenários que trabalhavam para quem pagasse o seu preço, geralmente proprietários de terras que queriam proteger ou expandir seus limites territoriais e também lidar com os trabalhadores rurais, e os cangaceiros, bandidos que tinham algum nível de apoio da população mais pobre, em favor de quem sustentavam alguns comportamentos benéficos, como atos de caridade, a compra de bens por preços mais altos e promovendo bailes. A população fornecia abrigo e as informações que os ajudavam a escapar das incursões das forças policiais, conhecidos comovolantes, enviados pelo governo para detê-los.
O cangaço pode ser dividido em três subgrupos: os que prestavam serviços caracterizados para os latifundiários; ossatisfatórios, expressão de poder dos grandes fazendeiros; e os cangaceiros independentes, com características de banditismo.
Os cangaceiros conheciam bem acaatinga, por isso lhes era fácil fugir e se esconder das autoridades. Estavam sempre preparados para enfrentar todo o tipo de situação, conheciam as plantas medicinais, as fontes de água, locais com alimentos, rotas de fuga e lugares de difícil acesso.
O primeiro bando de cangaceiros que se tem conhecimento foi o deJesuíno Alves de Melo Calado, alcunhadoJesuíno Brilhante, que agiu por volta de 1870, nas proximidades da cidade dePatu e entre a divisa dos estados doRio Grande do Norte eParaíba, embora algunshistoriadores atribuam aLucas Evangelista o feito de ser o primeiro a agregar um grupo característico de cangaço, nos arredores deFeira de Santana, em 1828, sendo ele preso junto com a sua quadrilha em 28 de janeiro de 1848, por provocar, durante vinte anos,assaltos contra a população de Feira.[5] O último grupo cangaceiro famoso foi o deCorisco (Cristino Gomes da Silva Cleto), morto em 25 de maio de 1940.
O cangaceiro mais famoso foiVirgulino Ferreira da Silva, oLampião, também denominadoSenhor do Sertão eO Rei do Cangaço. Atuou durante as décadas de 1920 e 1930, em praticamente todos os estados doNordeste. Ele começou sua vida criminosa ainda jovem, alegando uma vingança que nunca aconteceu.
Vagando por Santa Brígida, no estado da Bahia, ele conheceu Maria Gomes de Oliveira, também conhecida como Maria de Déa, esposa do sapateiro Zé de Nenê, a qual tornou-se sua companheira, sendo mais tarde conhecida comoMaria Bonita.
Por parte das autoridades Lampião simbolizava a brutalidade, o mal, uma doença que precisava ser extirpada. Para uma parte da população do sertão ele encarnou valores como a bravura, o heroísmo e o senso dahonra, semelhante ao que acontecia com o mexicanoPancho Villa.[6]
O cangaço teve o seu fim a partir da decisão do então Presidente da República,Getúlio Vargas, de eliminar todo e qualquer foco de desordem sobre o território nacional. O regime denominadoEstado Novo incluiu Lampião e seus cangaceiros na categoria de extremistas. A sentença passou a ser matar todos os cangaceiros que não se rendessem.
No dia 28 de julho de 1938, na localidade de Angico, no estado deSergipe, Lampião finalmente foi apanhado em uma emboscada das autoridades, onde foi morto junto com sua companheiraMaria Bonita e mais nove cangaceiros. Um delator chamado Pedro de Cândida teria passado sua localização à polícia. Na ofensiva onze dos integrantes do bando foram mortos: Lampião, Maria Bonita, Luís Pedro, Mergulhão, Enedina, Elétrico, Quinta-Feira, Moeda, Alecrim, Colchete e Macela.
Os cangaceiros foram degolados e suas cabeças colocadas emaguardente e cal, para conservá-las. Foram expostas por todo o Nordeste e por onde eram levadas atraiam multidões.[7]
Este acontecimento veio a marcar a etapa final do cangaço, pois, a partir da repercussão da morte de Virgulino os chefes dos outros bandos existentes na Nordeste vieram a se entregar às autoridades policiais para não serem mortos.
Consta que o primeiro homem a agir como cangaceiro teria sido o Cabeleira, como era chamado José Gomes. Nascido em 1751, emGlória do Goitá, cidade da zona da mata pernambucana, ele aterrorizou sua região. Mas foi somente no final do século XIX que o cangaço ganhou força e prestígio, principalmente comAntonio Silvino,Lampião eCorisco.
Entre meados do século XIX e início do século XX, o Nordeste do Brasil viveu momentos difíceis, aterrorizado por grupos de homens que espalhavam a violência por onde andavam. Eles eram os cangaceiros, bandidos que abraçaram a vida nômade e irregular de malfeitores por motivos diversos. Alguns deles foram impelidos pelo despotismo das mulheres poderosas.Lucas da Feira, ou Lucas Evangelista, agiu na região da cidade baiana deFeira de Santana entre 1828 e 1848. Ele e seu bando de mais de 30 homens roubavam viajantes e estupravam mulheres. Foi enforcado em 1849.[7] No ano de 1877, em meio a estiagem, destaca-se no sul do Ceará as ações do cangaceiro João Calangro, que chefiava um bando que atuava em todo oCariri. Calangro era um capanga do grupo de Inocêncio Vermelho, que tinha o apoio do juiz do município deJardim. Com a morte de Inocêncio Vermelho, João Calangro lidera um séquito de cangaceiros, que em virtude de seu nome, passam a ser intitulados decalangos. Após muitos embates, João Calangro, que jactava-se de ter cometido 32 homicídios, foge paraPiauí, e a partir de então o desfecho de seu destino torna-se ignoto concernente aos registros sobre o mesmo.[8]
Anésia Cauaçu foi uma precursora de um bando que agiu no sertão baiano na década de 1910, principalmente na cidade de Jequié, ela e seu bando eram conhecidos comoBando dos Cauaçus, contava com mais de 100 homens e mulheres dispostos a lutarem, além de bons conhecedores da região, bem armados, e bem vestidos com seus chapéus de couro e roupas de couro, traje típico dos sertanejos e vaqueiros da região.
O bando dos Cauaçus era formado por sertanejos e fazendeiros revoltados com a morte de um dos seus membros, que foi assassinado a mando de Zezinho dos Laços, precursor de um bando que aterrorizou a região durante décadas. Anésia Cauaçu era muito bonita, era alta, com seus cabelos longos e escuros, pele branca e olhos azuis, mas nada disso tirava a sua valentía, usando o seu chapéu de couro, sua roupa de couro, seu lenço e sua calça de couro para montar ao seu cavalo, estava sempre pronta para lutar.[4][2]
Os cangaceiros conseguiram dominar o sertão durante muito tempo, pois eram protegidos de coronéis, que se utilizavam deles para cobrança de dívidas, entre outros serviços sujos.
Um caso particular foi o deJanuário Garcia Leal, oSete Orelhas, que agiu no sudeste do Brasil, no início do século XIX, tendo sido considerado justiceiro e honrado por uns, e cangaceiro por outros.
No sertão, consolidou-se uma forma de relação entre os grandes proprietários e seus vaqueiros.
A base desta relação era a fidelidade dos vaqueiros aos fazendeiros. O vaqueiro se disponibilizava a defender, de armas na mão, os interesses do patrão.
Como as rivalidades políticas eram grandes, havia muitos conflitos entre as poderosas famílias, que se cercavam de jagunços para defesa, formando assim verdadeiros exércitos. Porém, chegou o momento em que começaram a surgir os primeiros bandos armados, livres do controle dos fazendeiros.
Os coronéis tinham poder suficiente para impedir a ação dos cangaceiros.
O cangaceiro, em especial Lampião, tornou-se personagem do imaginário nacional, ora caracterizado como uma espécie deRobin Hood, que roubava dos ricos para dar aos pobres, ora caracterizado como uma figura pré-revolucionária, que questionava e subvertia a ordem social de sua época e região.
Coiteiros eram pessoas que ajudaram os cangaceiros, dando-lhes abrigo e comida. Assim procediam por serem parentes, amigos, ex-vizinhos, ou ainda por interesse ou medo.
Os volantes eram pequenos grupos de soldados, cerca de 20 a 60, de todos os estados da federação brasileira, formada pelo governo através das agências de aplicação da lei, enviados para procurar e destruir os cangaceiros, que muitas vezes se referiam a eles comomacacos, devido seus uniformes marrons e sua vontade de obedecer ordens. Alguns deles portavam as então modernas metralhadorasHotchkiss, armas que os cangaceiros rapidamente aprenderam a temer, mas estavam sempre dispostos a roubar para seu próprio uso.
Os cangaceiros tinham noções muito específicas de como se comportar e de se vestir. Primeiro de tudo, a maioria deles sabia costurar muito bem. Vivendo nas terras semiáridas do nordeste do Brasil, tiveram que sobreviver em meio a arbustos secos pontiagudos. Apesar do calor durante o dia, os cangaceiros preferiam usar roupas de couro, enfeitadas com todos os tipos de fitas coloridas e peças de metal.
Eles também usaram luvas de couro com moedas e outras peças de metal costuradas por eles, quase como uma armadura.
Por causa do forte calor e da ausência de água, alguns cangaceiros, especialmente Lampião, usavam perfumes, inclusive caros como os franceses, muitas vezes roubados de casas das pessoas ricas e usados em grandes quantidades.
Kit básico para o cangaço:
As armas dos cangaceiros eram principalmente revólveres, espingardas e a famosapárabelo, que é umacorruptela em português da palavra latinaparabellum, que era o nome oficial da pistolaLuger P08.[9] A palavra significapreparar para a guerra, e vem do provérbio latinosi vis pacem, para bellum. Foi designada como arma oficial das tropas governamentais brasileiras e por alguns soldados responsáveis pela aplicação da lei.[10]
Os cangaceiros também ficaram famosos por usarem uma faca fina, longa e bem afiada chamadapeixeira, criada originalmente para a limpeza de peixe, além disso, também usavam o famosopunhal. Essas armas brancas eram utilizadas pelos cangaceiros para torturar e matar seus inimigos.
O cangaço em sua forma debanditismo foi um dos últimos movimentos do Brasil de luta armada e de classe pobre, que dominou por um longo período de tempo o nordeste brasileiro. Virgulino Ferreira conhecido como Lampião foi um dos maiores líderes da história dos movimentos armados independentes do Brasil.
Os cangaceiros atingiam tanto pessoas pobres como ricas, porém o espírito de liberdade e independência demonstradas pelos integrantes desses grupos ao infringirem as normas da sociedade, iludiam e fascinavam os demais habitantes das regiões do Sertão Nordestino. Muitos destes cangaceiros utilizavam dessa imagem de instrumento de justiça social para justificar seus crimes.
A extinção desse fenômeno foi consequência, sobretudo da mudança das condições sociais no país, das perspectivas de uma vida melhor que se abria para a massa nordestina com a migração para Sul, e das maiores facilidades de comunicação, entre outros fatores.[carece de fontes?]
Em 2014, morreu o último cangaceiro que fez parte do grupo de Lampião, José Alves de Matos, aos 97 anos.[11]
Em uma reportagem feita em 1996, pelaRede Globo, foi feito o encontro histórico entre o ex-cangaceiro Candeeiro II com o ex-Volante J. Panta de Godoy, que matou Lampião e Maria Bonita.
O cangaço é um dos principais temas mais explorados naliteratura de cordel, onde o cangaceiro é retratado comoherói.[12] Literatura de Cordel é, como qualquer outra forma artística, uma manifestação cultural. Por meio da escrita são transmitidas as cantigas, os poemas e as histórias do povo — pelo próprio povo. O nome de Cordel teve origem em Portugal, onde os livretos, antigamente, eram expostos em cordéis, como roupas no varal.
Os primeiros filmes sobre o cangaço datam de meados dadécada de 1920 e início dadécada de 1930,[13] tais comoFilho sem mãe (1925),Sangue de irmão (1927) eLampião, a fera do nordeste (1930).[14] Entre asdécada de 1950 edécada de 1960, os filmes brasileiros sobre o cangaço eram bastante influenciados pelosfilmes de faroeste dosEstados Unidos e são conhecidos comonordestern,western macaxeira,[15] ouwestern feijoada,[16] um deles foiO Cangaceiro (1953).[13][17]
Em 1938, Euclides Santos publicou a tiraVida de Lampeão na revistaA Noite Ilustrada. Nadécada de 1950, inspirado no sucesso deO Cangaceiro, o quadrinistaGedeone Malagola lança umarevista em quadrinhos sobre o fictício Milton Ribeiro, O Cangaceiro,Milton Ribeiro é o ator que interpretou o cangaceiro Galdino no filme de 1953, a diferença de Milton Ribeiro para Galdino, é que nos quadrinhos Milton é o herói.[20] Em 1953,José Lanzellotti lançaRaimundo, o Cangaceiro para a revistaAliança Juvenil da editora Aliança, na década de 1960, a série ganharia uma revista pela editora Pan Juvenil.[21][22] Em 1954, o haitianoAndré LeBlanc adaptou o romanceOs Cangaceiros deJosé Lins do Rego para a revistaEdição Maravilhosa daEBAL.[23]
Em 1963,Mauricio de Sousa comandava o Suplemento Infanto-Juvenil do jornalFolha de S. Paulo, Mauricio então pediu aJulio Shimamoto que criasse umatira para o suplemento, Shimamoto elaborou dois projetos: uma tira sobre cangaceiros e outra sobregaúchos, no fim resolveu criar a tiraO Gaúcho, na época, cangaceiros eram retratados como bandidos.[24] Os programas derádioJerônimo, o Herói do Sertão eJuvêncio, o justiceiro do sertão transportavam as histórias dos faroeste para o sertão brasileiro e também tiveram histórias em quadrinhos, Jerônimo em 1957 pelaRio Gráfica Editora, com textos de Moysés Weltman e desenhos deEdmundo Rodrigues,[25] e Juvêncio entre 1968 e 1969 pelaEditora Prelúdio, com roteiros de Gedeone Malagola,R. F. Lucchetti,Helena Fonseca e Fred Jorge e desenhos deSérgio Lima,Rodolfo Zalla,Eugênio Colonnese e Mário Cafiero,[26] a Editora Prelúdio também publicavaliteratura de cordel[27] e publicou uma adaptação deA Chegada de Lampião no inferno de José Pachêco por Sérgio Lima.[28]
Na década de 1970, O quadrinistaFloriano Hermeto de Almeida Filho, um dos responsáveis pelas histórias dosuper-heróiJudoka, chegou a produzir sete páginas de uma história sobre o cangaço, que permaneceram inéditas até novembro de 2018, quando foram publicadas no livroO Judoka por FHAF,[29] publicado pelaAvec Editora, após uma campanha definanciamento coletivo no siteCatarse.[30] Nas páginas do jornalNotícias Populares foi publicada a série de tirasCapitão Caatinga, escrita porFranco de Rosa e ilustrada porSebastião Seabra.[31]
Em1974, o brasileiroJô Oliveira publicou a históriaA Guerra do Reino Divino na revista italianaalterlinus, dois anos depois a editora brasileiraCodecri (mesma editora responsável porO Pasquim) publicou a obra no país.[22] A arte de Jô Oliveira é bastante influenciada pelaxilogravura presente nos cordéis e é apontada como uma das primeirasgraphic novels brasileiras.[32][33][34] Apesar de ser um tema brasileiro, o tema também é explorado por autores de outros países, em Mister No 3, 4 e 5, publicada em 1975 pela editora italianaSergio Bonelli Editore, o piloto americano com histórias ambientadas no Brasil, encontra com cangaceiros,[35] obelgaHermann Huppen que escreveu e desenhou a HQ Caatinga (publicada no Brasil pelaEditora Globo),[36] ou também o italianoHugo Pratt (La macumba du Gringo).
Zagor, série defaroeste também publicada pela Bonelli, encontrou com cangaceiros emZagor nas edições 452 (março de 2002)[37] e 573 (abril de 2013).[38]
Na oitava edição da revistaSpektro da Editora Vecchi, publicada em 1978, o pernambucanoWatson Portela publicaParalela, uma história deficção científica com um cangaceiro chamado Asa Branca.[39][40]
Em 1981, a revistaIgapó publicaO Ataque de Lampião à Mossoró, escrita por Emanoel Amaral e ilustrada por Aucides Sales, em 1987, Amaral publicaJesuíno Brilhante em quadrinhos em coautoria com Aucides e Luiz Elson.[41]
Outros autores retrataram o cangaço comoAtaíde Braz (roteiro) eFlavio Colin (desenhos) comMulher-Diaba no Rastro de Lampião, publicada em 1994 pelo selo Graphic Brasil da Nova Sampa,[42] Ruben Wanderley Filho com Lampião em quadrinhos,[43]Danilo Beyruth emBando de dois,[44]Flávio Luiz com a futuristaO Cabra,[45]Wilson Vieira,Eugênio Colonnese eMozart Couto no álbumCangaceiros - Homens de Couro da editoraCLUQ deWagner Augusto,[46] o cordelista e editorKlévisson Viana comLampião — era o cavalo do tempo atrás da besta da vida: uma história em quadrinhos,[47][48]Marcos Franco eMarcelo Lima (roteiro) eHélcio Rogério, (desenhos) comLucas da Vila de Sant'anna da Feira,[49]Wilde Portela (roteiro), Antonio Lima e Paulo José (desenhos) comLampião - Episódios da Vida de um Cangaceiro,[50] Haroldo Magno (roteiro) e Edvan Bezerra (desenhos) nos álbunsSertão Vermelho - Lampião em Quadrinhos (2004) eSertão Vermelho - Lampião em Quadrinhos 2 (2005), financiados com apoio da prefeitura e empresas locais dePaulo Afonso, naBahia, o primeiro álbum teve capa de Júlio Shimamoto,[51] o segundo teve participações do próprio Shimamoto,Rodolfo Zalla, Eugênio Colonnese e Vítor Barreto.[52]
EmHenshin Mangá nº 2 (2016), aEditora JBC publicaEscarra Brasa de Wagner Elias e Rafael Santos, uma história inspirada nosquadrinhos japoneses ambientada em umaSão Luíspós-apocalíptica.[53][54] Também inspirado na estética japnoesa,Lampião de Heitor Amatsu e Carlo Eduardo, viabilizado através definanciamento coletivo na plataformaCatarse e publicado pela editora IndieVisivel Press.[55]