Esta páginacita fontes, mas quenão cobrem todo o conteúdo. Ajude ainserir referências (Encontre fontes:ABW • CAPES • Google (notícias • livros • acadêmico)).(Julho de 2022) |
Confederação Brasileira de Futebol | |
Fundação | 8 de junho de1914 (110 anos) |
Sede | ![]() |
Filiação à | FIFA em1923 |
Filiação à | CONMEBOL em1916 |
Presidente | Ednaldo Rodrigues(2025–2030) |
Seleção | Masculina principal |
Treinador | vago |
Seleção | Feminina principal |
Treinador | ![]() |
Confederação Brasileira de Futebol (CBF) é a entidade máxima dofutebol noBrasil. Fundada em 8 de junho de 1914, sob a denominaçãoFederação Brasileira de Sports (FBS),[1] a CBF, tal como existe hoje, foi fundada em 24 de setembro de 1979, quando ocorreu a desmembração daConfederação Brasileira de Desportos (CBD), entidade sucessora da FBS, que além de comandar o futebol, aglutinava os demais esportes olímpicos praticados em território brasileiro. A CBF é responsável pela organização de campeonatos de alcance nacional. Também administra aSeleção Brasileira de Futebol Masculino, cinco vezes campeã mundial, e aFeminina, vice-campeã mundial.
A CBF é umaassociação privada cuja principal atividade econômica é a produção e promoção de eventos esportivos.[2] A ela respondem as Federações estaduais, responsáveis pelos campeonatos em cadaUnidade da Federação. Sua sede localiza-se na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. À Confederação também pertence umcentro de treinamento localizado no bairro Granja Comary, emTeresópolis no Rio de Janeiro.[3]
À CBF cabe definir e publicar, através de seu Boletim Informativo Diário (BID) os nomes dos atletas dos plantéis profissionais que estão legalmente aptos e autorizados a atuar em partidas oficiais de futebol. O jogador cujo nome não conste no BID à véspera de uma partida não poderá atuar. A escalação de um atleta sem registro é consideradairregular e a equipe, dependendo da competição que disputar, estará sujeita a punições, tais como desclassificação da competição e perda de mandos de campo, entre outras sanções aplicadas.
O atual presidente éEdnaldo Rodrigues, que foi destituído no final de 2023, mas, por decisão do ministroGilmar Mendes, doSupremo Tribunal Federal (STF), voltou a presidência da CBF no início de janeiro de 2024.[4] Em 24 de março de 2025, foi reeleito por aclamação com votos de todas as 27 federações, de todos os 20 clubes da Série A e os 20 da Série B, ou seja, 100% do colégio eleitoral. O novo período do mandatário se inicia em março de 2026 e vai até março de 2030.[5]
A origem da atual CBF é de 8 de junho de 1914, quando a cariocaLiga Metropolitana de Sports Athleticos (LMEA) juntamente com aAssociação Paulista de Esportes Atléticos (APEA) fundaram aFederação Brasileira de Sports (FBS), entidade criada com o objetivo de comandar não só o futebol, mas o esporte brasileiro. Em 3 de março de 1915, aLiga Paulista de Foot-Ball (LPF), rival da APEA, funda aFederação Brasileira de Football (FBF), com o objetivo de combater a FBS e se tornar a entidade máxima dofutebol do Brasil.
Em 1916, aArgentina decidiu realizar o primeiro Campeonato Sul-Americano de Futebol (atualCopa América), porém surgiu um problema quanto a qual entidade representaria o Brasil na competição. Para contornar a situação, em 19 junho de 1916, o então ministro das Relações Exteriores,Lauro Müller, toma a iniciativa de se reunir, em sua residência, com os presidentes da FBS, FBF e LMEA e, após algumas horas de debate, foi proposta a criação daConfederação Brasileira de Desportos (CBD). Culminando com a assinatura, em 21 de junho de 1916, de um acordo entre as entidades para a extinção da FBS e FBF e criação definitiva da CBD.
Em 24 de setembro de 1979, após sofrer modificações em sua estrutura, a CBD foi transformada emConfederação Brasileira de Futebol (CBF), sobretudo como consequência de um decreto da FIFA, segundo o qual todas as entidades nacionais de futebol deveriam ser voltadas unicamente para o desenvolvimento deste esporte. Este não era o caso da CBD, que, à época, ocupava-se do fomento a todos os esportes olímpicos, incluindo o futebol.
Escândalos atingiriam a gestão deRicardo Teixeira, que é marcada pordenúncias,[6]com acusações denepotismo no preenchimento de cargos na CBF, pagamento de viagens para países sedes da Copa do Mundo a magistrados e outras autoridades, importação irregular de equipamentos para suachoperia El Turf, noRio de Janeiro, após aCopa de 1994, a celebração de supostos contratos lesivos para o futebol brasileiro, em especial com a fabricante de artigos esportivosNike.[7]
Em 1998, vê-se envolvido em comissões parlamentares de inquérito na Câmara de Deputados e no Senado Federal, mas, com auxílio de congressistas fiéis, consegue se livrar das acusações. Prestou depoimento em duas CPIs, a do futebol e a da CBF-Nike.[8]
Em 2000, Ricardo Teixeira prestou depoimento na CPI do Futebol. Até 1996, a CBF apresentava lucro. Neste ano assinou um contrato com aNike de 160 milhões de dólares e a partir de então começou a ter prejuízos, ano após ano. A entidade então tomou dinheiro emprestado de origem duvidosa, pagando juros muito mais altos do que o de mercado, em alguns casos de cerca de 43%. Descobriu-se uma série de empresas suas e de comparsas ligadas a transações irregulares de dinheiro. Afirmou em depoimento na CPI que havia ganhado tanto dinheiro investindo em ações, mesmo sabendo-se que havia falido neste ramo no início de sua carreira. Também prestaram depoimentosVanderlei Luxemburgo,Eurico Miranda e o empresárioJ.Hawilla. AReceita Federal autuou a CBF em R$ 14 408 660,80 por dívidas com o Fisco.[8]
Na CPI da CBF-Nike, que contou com declarações deZagallo,João Havelange e do atacante Ronaldo, Ricardo Teixeira foi acusado porAldo Rebelo de fazer complô para tentar enfraquecer o trabalho das CPIs, por unir forças com Pelé, que antes o acusava de corrupção.[9] Teixeira prestou esclarecimentos sobre a CBF, atividades pessoais e de suas empresas, como o restaurante carioca El Turf. Emjaneiro de2002, Teixeira obteve liminar da Justiça proibindo a impressão e distribuição do livro "CBF-Nike", de autoria dos deputadosSílvio Torres e Aldo Rebelo. A obra relatava todas as investigações que devassaram seus negócios.[8] Está disponível na internet um resumo do relatório final da CPI.[10]
Envolvido em um escândalo de corrupção, mas alegando problemas de saúde renunciou em 2012, sendo substituído por um dos vice-presidentes da CBF, representante daRegião Sudeste,José Maria Marin.[11]
Marin assumiu o comando da Confederação Brasileira de Futebol e doCOL (Comitê Organizador Local da Copa do Mundo FIFA Brasil 2014) em 12 de março de 2012.[11]
No primeiro ano de seu mandato, demitiu o então treinador daSeleção Brasileira,Mano Menezes após o título doSuperclássico das Américas, na Argentina, e anunciou o retorno deLuiz Felipe Scolari. Em 2013, o Brasil foi campeão daCopa das Confederações, disputando a final contra a Espanha noMaracanã e recuperando, assim, o prestígio junto ao torcedor.[12]
Em 2014, último ano do mandato de Marin, o presidente daFederação Paulista de Futebol,Marco Polo Del Nero, foi eleito para sucedê-lo no comando da CBF a partir de 2015.[13]
Em 27 de maio de 2015, Marin foi preso naSuíça, acompanhado de outros seis executivos da FIFA, em investigação liderada peloFBI.[14] Foi banido de qualquer atividade relacionada ao futebol, pelaFederação Internacional de Futebol (FIFA)[15] e afastado do quadro diretivo da CBF.[16]
Marin foi posteriormente enviado para a prisão, condenado por corrupção em seis acusações vinculadas à seu mandato na CBF: conspiração para recebimento de dinheiro ilícito, conspiração para fraude relativa àCopa Libertadores, conspiração paralavagem de dinheiro relativa à Libertadores, conspiração para fraude relativa àCopa do Brasil, conspiração para fraude relativa àCopa América e conspiração para lavagem de dinheiro relativa à Copa América, tendo recebido 6,5 milhões de dólares desde que assumiu a gestão da CBF.[17]
Em 16 de abril 2014, foi eleito para substituirJosé Maria Marin como presidente da CBF a partir de 16 de abril de 2015.[18]
Em 2015, o Ministério Público Federal dosEstados Unidos divulgou casos de corrupção por parte de funcionários e associados ligados àFederação Internacional de Futebol, o órgão executivo dofutebol,futsal efutebol de praia, estourando assim o chamado "FIFAGATE", o escândalo que abalou as estruturas da maior entidade do futebol mundial. Em maio de 2015, sete dirigentes da FIFA (incluindo o outro ex-presidente da CBF, antecessor de Del Nero, José Maria Marin) foram presos na Suíça e levados para os Estados Unidos, onde seriam julgados pelo Departamento de Justiça americano.[19]
Naquele momento, o nome de Del Nero ainda não era citado diretamente nas acusações, a situação se complicou para Del Nero, que viu seu nome aparecer oficialmente nas investigações em dezembro de 2015, quando o Departamento de Justiça dos Estados Unidos incluiu mais 16 nomes entre os indiciados - com mais dois presidentes da CBF envolvidos: Ricardo Teixeira, que antecedeu Marin e comandou a entidade de 1989 a 2012, e Del Nero.[19]
Em dezembro do ano passado, a promotoria americana chegou a acusar tanto Marin quanto Del Nero pelo recebimento de um total de US$ 6,5 milhões cada um em propinas pagas por negociações de direitos de transmissões de campeonatos (Copa do Brasil, Libertadores e Copa América).[19]
Desde maio de 2015 o presidente da CBF tem receio de deixar o Brasil, porque pode ser preso, tal como foi o seu antecessor, devido a suspeitas de corrupção.[20] Em 15 de dezembro de 2017, foi banido das atividades relacionadas ao futebol pelo Comitê de Ética da FIFA.[21]
Este banimento, que adquiriu caráter definitivo em 27 de abril de 2018, deve-se a violações aos artigos 21 (Suborno e corrupção), 20 (Oferecer e aceitar presentes e outros benefícios), 19 (Conflitos de interesse), 15 (lealdade) e 13 (Regras gerais de conduta) do Código de Ética da entidade.[22]
Em 13 de junho de 2018, Antônio Nunes, mais conhecido como coronel Antônio Nunes, até então presidente da CBF, votou a favor da candidatura do Marrocos para o Mundial de 2026, em vez da sede conjunta entre Estados Unidos, Canadá e México, depois de todos os membros da Conmebol terem decidido votar na candidatura dos países norte-americanos e a própria cúpula da CBF,[23] criando uma profunda crise na relação da CBF com a Confederação Sul-Americana de Futebol,[23] que chegaram a chamar a atitude de “traição” disse o presidente da AFA (Associação Argentina De Futebol), Cladio Tapia,[24] sendo considero uma represália aos EUA.[19][25] Ele quis marcar posição contra as investigações da Justiça norte-americana que resultaram na condenação de um ex-presidente da CBF por crimes de corrupção – José Maria Marin – e levou a FIFA a banir outro presidente da entidade, Marco Polo Del Nero, por terem cometido os mesmos delitos de Marin.[19]
“Ele quis fazer um afago ao Del Nero, votando contra os Estados Unidos, e o Rogério Caboclo sabia disso. Mas a repercussão do caso pegou todos de surpresa. E a situação piorou com as declarações desastrosas do coronel depois do incidente”, contou ao Portal Terra outro dirigente de federação, que integra a comitiva da CBF na Rússia.[19]
Nunes se explicou dizendo: “Os Estados Unidos já sediaram uma vez, né? O México vai para a terceira Copa. Eles (o Marrocos) nunca foram sede de uma Copa. Então, por isso, fiz essa escolha ”,[26] disse, sem responder, porém, por que havia se comprometido antes em seguir a recomendação da Conmebol em apoiar a Copa na América do Norte.[19]
Outros
O escudo[27] da Confederação Brasileira de Futebol deve obrigatoriamente ser acompanhado da inscrição "BRASIL" logo abaixo, o que não aconteceu durante a Copa do Mundo FIFA de 2014;[28] a inscrição e as estrelas devem ser da cor verde no primeiro uniforme (camisa amarela, calções azuis e meias brancas) e uniformes materiais de fundo claro. No segundo uniforme, uniformes de goleiro e agasalhos na cor escura, a inscrição e as estrelas serão na cor branca.
Nº | Presidente | Período | Entidade |
---|---|---|---|
1 | Álvaro Zamith | 1915 – 1916 | Confederação Brasileira de Desportos (CBD) |
2 | Arnaldo Guinle | 1916 – 1920 | |
3 | Ariovisto de Almeida Rêgo | 1920 – 1921 | |
4 | José Eduardo de Macedo Soares | 1921 – 1922 | |
5 | Oswaldo Gomes | 1922 – 1924 | |
6 | Ariovisto de Almeida Rêgo | 1924 | |
7 | Wladimir Bernardes | 1924 | |
8 | Oscar Rodrigues da Costa | 1924 – 1927 | |
9 | Renato Pacheco | 1927 – 1933 | |
10 | Álvaro Catão | 1933 – 1936 | |
11 | Luiz Aranha | 1936 – 1943 | |
12 | Rivadávia Corrêa Meyer | 1943 – 1955 | |
13 | Sylvio Corrêa Pacheco | 1955 – 1958 | |
14 | João Havelange | 1958 – 1975 | |
15 | Heleno Nunes | 1975 – 1979[nota 1] | |
1979 – 1980 | Confederação Brasileira de Futebol (CBF) | ||
16 | Giulite Coutinho | 1980 – 1986 | |
17 | Octávio Pinto Guimarães | 1986 – 1989 | |
18 | Ricardo Teixeira | 1989 – 2012 | |
19 | José Maria Marin | 2012 – 2015 | |
20 | Marco Polo Del Nero | 2015 – 2017 | |
21 | Coronel Nunes | 2017 – 2019 | |
22 | Rogério Caboclo[nota 2] | 2019 – 2021 | |
23 | Coronel Nunes | 2021(interino) | |
24 | Ednaldo Rodrigues[nota 3] | 2021 –atualmente |
Competição | Primeira edição | Última edição | Atual campeão |
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Campeonato Brasileiro - Série A1 | 2013 | 2024 | ![]() |
Campeonato Brasileiro - Série A2 | 2017 | 2024 | ![]() |
Campeonato Brasileiro - Série A3 | 2022 | 2024 | ![]() |
Copa do Brasil | 2007 | 2016 | ![]() |
Supercopa do Brasil | 2022 | 2024 | ![]() |
Categorias de base | |||
Campeonato Brasileiro Sub-20 | 2022 | 2024 | ![]() |
Campeonato Brasileiro Sub-17 | 2022 | 2024 | ![]() |
Extintas | |||
Taça Brasil | 1983 | 2007 | ![]() |
Campeonato Brasileiro Sub-18 | 2019 | 2021 | ![]() |
Campeonato Brasileiro Sub-16 | 2019 | 2021 | ![]() |
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