Aldrin adquiriu em 1963 um doutorado emaeronáutica peloInstituto de Tecnologia de Massachusetts, sendo selecionado no mesmo ano para oGrupo 3 de Astronautas da NASA, fazendo dele o primeiro astronauta com um doutorado. Sua tese era sobre técnicas paraencontros espaciais, o que lhe valeu entre seus colegas o apelido de "Dr. Encontro". Seu primeiro voo espacial ocorreu em 1966 a bordo daGemini XII, durante a qual passou mais de cinco horas realizandoatividades extraveiculares. Depois disso foi escolhido como reserva daApollo 8 e por fim piloto do módulo lunar da Apollo 11, quando ele e seu comandanteNeil Armstrong realizaram a primeiraalunissagem tripulada da história. Ele pisou na superfície da Lua nas primeiras horas do dia 21 de julho, nove minutos depois de Armstrong. Seu colega de missãoMichael Collins permaneceu em órbita enquanto isso.[1]
Ele aposentou-se como astronauta em 1971 e tornou-se comandante daEscola de Pilotos de Teste da Força Aérea dos Estados Unidos, se aposentando da Força Aérea no ano seguinte com a patente decoronel depois de 21 anos de serviço. Nos anos seguintes Aldrin lutou contradepressão ealcoolismo até ficar sóbrio em 1978. Ele continua até hoje a defender maior exploração espacial, especialmente umamissão tripulada a Marte, chegando inclusive a desenvolver um plano detrajetória que teoricamente permite uma viagem aMarte em menos tempo e com menos consumo de combustível. Seus serviços na Força Aérea e na NASA já lhe renderam diversos prêmios, incluindo aMedalha Presidencial da Liberdade entregue em 1969.[1]
Aldrin entrou para aNASA em outubro de 1963, e voou ao espaço pela primeira vez na missãoGemini XII, a última do projetoGemini, de naves com dois astronautas, quebrando o recorde de permanência fora da nave em atividades extra-veiculares, provando que astronautas poderiam trabalhar no espaço, algo comum hoje em dia para os tripulantes doônibus espacial.[1]
Seu apelido em criança e pelo qual é conhecido,Buzz, foi dado por sua irmã, que o chamava deBuzzer, a forma como ele dizia a palavrabrother (irmão).Buzzer foi mais tarde encurtado paraBuzz. Nos anos 1980, ele mudou legalmente seu nome para Buzz.[2] O nome de solteira de sua mãe, coincidentemente, era Marion Moon (Moon significaLua eminglês).[3] O pai de Aldrin trabalhava para petrolíferaStandard Oil e pilotava uma aeronave em deslocações de serviço.[4]
Durante os meses que antecederam a missão e já escalado para o voo pioneiro e sabendo queNeil Armstrong seria o comandante do voo histórico (e, portanto, o primeiro a pisar naLua), Aldrin, um homem voluntarioso, bem-humorado e de personalidade intensa, tentou de todo jeito, sem sucesso, com seus amigos que trabalhavam na direção doPrograma Apollo e na organização da missão, arrumar um esquema de troca de lugares dentro do módulo na hora da saída, com qualquer justificativa técnica que servisse, para que fosse ele, e não Armstrong, o primeiro homem a descer doEagle e pisar na Lua.[1][5]
As primeiras palavras de Aldrin depois que ele pisou na Lua
Tecnicamente, Armstrong era o menos importante na missão. Sua função era indicar se tudo estava certo para que Aldrin conseguisse colocar os pés na Lua. Uma vez que Buzz era o piloto do módulo lunar, se algo ocorresse fora do padrão esperado, Neil Armstrong não conseguiria voltar. Collins ficou no espaço e tinha uma função de extrema importância: pilotar a nave que os traria de volta para a Terra. Armstrong apareceu em poucas fotos nesta missão, pois ficou a maior parte do tempo com a câmera fotográfica.[4][6]
Após o pouso lunar "Buzz",presbiteriano fervoroso, retirou de um estojo que carregava os elementos para a celebração daCeia do Senhor e comungou. Nesse período, aNASA fora citada em uma ação judicial trazida pelaateia Madalyn Murray O'Hair (que havia objetado que os astronautas daApollo 8 lessem uma passagem do livrobíblico deGênesis), que exigia que os astronautas refreassem suas atividades religiosas enquanto estivessem no espaço ou a serviço da NASA. Assim, Aldrin evitou mencionar esse assunto. Manteve seu plano em segredo, até mesmo para sua esposa, e não o comentou publicamente por vários anos. Nesse período, Aldrin erapresbítero na Webster Presbyterian Church, uma igrejapresbiteriana em Webster, noTexas. O estojo usado na comunhão foi preparado por seupastor, o Rev. Dean Woodruff. Aldrin descreveu sua comunhão na Lua e o envolvimento de seu pastor com ela na edição de outubro de 1970 da revista Guideposts e em seu livro "Return to Earth". A Webster Presbyterian Church ainda possui o cálice utilizado por Aldrin na Lua e comemora a Santa Ceia lunar todos os anos no domingo mais próximo de 20 de julho.[7][8][9][10]
Foto da pegadaEva na Gemini XII com Buzz Aldrin e a Terra sendo refletida no visor
Em 9 de setembro de 2002, Buzz Aldrin foi atraído para um hotel emBeverly Hills sob o falso pretexto de uma entrevista a ser dada no local. Ainda do lado de fora do hotel, Aldrin foi interpelado porBart Sibrel, um americano que passa a vida tentando provar que os pousos naLua foram falsos e forjados pelaNASA. Bart Sibrel tentou forçar Buzz Aldrin, assim como já havia feito com outros astronautas doprograma Apollo, a jurar junto àBíblia que realmente tinha ido à Lua, enquanto era filmado por umcinegrafista contratado por este. Enquanto Aldrin esquivava-se de Sibrel, este o assediava, chamando-o de mentiroso, ladrão e covarde.
Sibrel prestou queixas à polícia, alegando que Aldrin lhe tinha dado um soco no queixo. Contudo, Aldrin disse que, como Sibrel insistia em assediá-lo, ele apenas o havia empurrado em defesa própria e de sua enteada, que o acompanhava. Durante a investigação do incidente, testemunhas disseram que Sibrel havia tocado Aldrin com sua Bíblia. Como Sibrel não tinha ferimentos visíveis quando prestou queixa à polícia e também não procurou por auxílio médico após o alegado incidente, além do fato de Aldrin não ter nenhum registro criminal anterior, a polícia decidiu não prosseguir com o caso. Sibrel entregou uma cópia do vídeo para a polícia quando prestou queixas.[11][12]
Aldrin chama velocidades em pés por segundo e distâncias em pés enquanto Armstrong pilotao Eagle para seu pouso lunar, estabelecendo aBaseTranquilidade, em 20 de julho de 1969
Buzz Aldrin tem sido um forte apoiante para que os Estados Unidos elaborem todos os esforços para colocar humanos a viver em Marte. Em março de 2015, emStonehenge, Aldrin mostrou uma t-shirt para o céu com a frase: "Get your ass to Mars" (Leva o teu traseiro para Marte).[13]
Livros de co-autoria de Aldrin incluemReturn to Earth (1973),Men From Earth (1989),Reaching for the Moon (2005),Look to the Stars (2009) eMagnificent Desolation (2009). Ele também foi co-autor comJohn Barnes nos romances deficção científicaEncounter with Tiber (1996) eThe Return (2000). Seu livroMission to Mars foi publicado em maio de 2013.
Aldrin, Buzz e Marianne Dyson. 2015.Welcome to Mars: Making a Home on the Red Planet. Washington, D.C.: National Geographic Children's Books.ISBN9781426322068.
Aldrin, Buzz e Ken Abraham. 2016.No Dream Is Too High: Life Lessons from a Man Who Walked on the Moon. Washington, D.C.: National Geographic Books.ISBN9781426216503.
↑Farmer, Gene; Hamblin, Dora Jane (1970).First on the Moon – A Voyage with Neil Armstrong, Michael Collins, Edwin E. Aldrin Jr. Boston: Little Brown.ISBN 978-0-316-05160-6