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Basílio de Cesareia

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 Nota: "São Basílio" redireciona para este artigo. Para outros significados, vejaSão Basílio (desambiguação).
Basílio Magno
Basílio de Cesareia
São Basílio Magno numa miniatura doséculo XV emMonte Atos
No oriente:Grande Hierarca e Professor Ecumênico
No ocidente:Padre capadócio;Arcebispo deCesareia eDoutor da Igreja
Nascimento329 ou 330[1]
Cesareia,Capadócia,Império Romano
Mortec.1 de janeiro de379 (50 anos)[2]
Cesareia,Capadócia,Império Romano
Festa litúrgica1 de janeiro (festa do santo)[3][4] e30 de janeiro (Três Grandes Hierarcas)[5][6] naIgreja Ortodoxa
2 de janeiro naIgreja Católica,[7]Igreja Anglicana[8] e naIgreja Luterana[8]
15 de janeiro (16 em anos bissextos) naIgreja Ortodoxa Copta e naIgreja Ortodoxa Etíope Tewahedo[8]
14 de junho naIgreja Episcopaliana Americana[8]
Atribuiçõesvestes de bispo, com oomofório, segurando umEvangelho ou umrolo. Emícones, como um homem magro easceta com uma longa barba negra.
PadroeiroRússia,Capadócia, administradores hospitalares, reformadores emonges;[8]
Portal dos Santos

Basílio de Cesareia, também chamadoSão Basílio Magno ouBasílio, o Grande (emgrego:Ἅγιος Βασίλειος ὁ Μέγας), foi obispo deCesareia, naCapadócia (atualmente a cidade deKayseri, naTurquia), e um dos mais influentesteólogos a apoiar oCredo de Niceia. Foi também adversário dasheresias que surgiram nosprimeiros anos do cristianismo comoreligião oficial do Império Romano, lutando principalmente contra oarianismo e os seguidores deApolinário de Laodiceia. Sua habilidade em balancear suas convicções teológicas com suas conexões políticas fez de Basílio um poderoso advogado daposição nicena.

Além de sua obra como teólogo, Basílio ficou conhecido por seu cuidado com os pobres e necessitados. Ele estabeleceu padrões para avida monástica com foco na comunidade, na oração e no trabalho manual. Juntamente comSão Pacômio, é lembrando como pai domonasticismo comunal nocristianismo oriental.

Basílio,Gregório de Nazianzo eGregório de Níssa são conhecidos comoPadres Capadócios. AIgreja Ortodoxa e aIgreja Católica Oriental agrupam Basílio com Gregório de Nazianzo eJoão Crisóstomo como osTrês Grandes Hierarcas. Ele é reconhecido comoDoutor da Igreja na tradição oriental e ocidental.

História

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Primeiros anos e educação

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Basilii Magni Opera, 1540

Basílio nasceu na rica família deBasílio, o Velho, um famosoretórico,[9] eEmélia por volta de 330 emCesareia naCapadócia.[10] Seus pais eram conhecidos por sua piedade[11] e sua avó materna era umamártir, executada antes da conversão deConstantino.[12][13] Entre os irmãos de Basílio, quatro são geralmentevenerados como santos:Macrina, a Jovem,São Naucrácio,Pedro de Sebaste eGregório de Níssa.

Logo após o nascimento de Basílio, a família se mudou para as terras de sua avóMacrina, perto da cidade deNeocesareia. Lá, Basílio foi educado em casa por seu pai e pela avó, que havia sido aluna deGregório Taumaturgo e acabou exercendo grande influência sobre ele.[14] Após a morte de seu pai, ainda em sua adolescência, Basílio retornou para Cesareia para começar a sua educação formal.[15] Lá, encontrouGregório de Nazianzo, que se tornaria um amigo pela vida toda.[16] Juntos, Basílio e Gregório foram estudar emConstantinopla, onde puderam ouvir as palestras deLibânio. Finalmente, os dois passaram quase seis anos emAtenas, começando por volta de 349, onde conheceram um companheiro de estudos que viria a se tornar oimperador romanoJuliano, o Apóstata, grande inimigo do cristianismo.[17][18]

Basílio deixou Atenas em 356 e, depois de viajar peloEgito eSíria, retornou para Cesareia, onde, por cerca de um ano, advogou e ensinouretórica.[10] Um ano depois, a vida de Basílio mudaria radicalmente depois de se encontrar comEustácio de Sebaste, um bispo carismático easceta.[19] Basílio logo abandonou as suas profissões de docente e advogado paradedicar sua vida a Deus. Descrevendo o seu despertar espiritual, Basílio disse:

Muito tempo eu desperdicei com vaidades e gastei quase toda a minha juventude com o trabalho que tive adquirindo uma sabedoria que Deus tornou vã. Então, de repente, como alguém que acorda de um sono profundo, virei meus olhos para a maravilhosa luz da verdade do Evangelho e percebi a inutilidade dasabedoria dos príncipes deste mundo, que se transformou em nada.
 
Basílio de Cesareia, Epístola 223.2[20].

Anexos

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Basílio,Gregório de Nazianzo eJoão Crisóstomo: osTrês Grandes Hierarcas daIgreja Ortodoxa (ícone russo doséculo XVI)

Após receber osacramento dobatismo, Basílio viajou em 357 para aPalestina,Síria e aMesopotâmia para estudar omonasticismo e oascetismo.[21][22] Mesmo impressionado com a piedade dos ascetaseremitas, o ideal da vida de solitáriacontemplação tinha pouco apelo para ele.[23] Por outro lado, ele se interessou muito pela vida religiosa comunitária. Após doar sua riqueza aos pobres, foi viver solitariamente por um curto período emNeocesareia noÍris.[21] Basílio logo se cansou e, por volta de 359, juntou à sua volta um grupo de discípulos, incluindo seu irmão,Pedro. Juntos, fundaram ummosteiro nas terras da família perto deAnesos, noPonto.[24] Estavam ali também sua mãe,Emélia, já viúva, sua irmãMacrina e diversas outras mulheres que se dedicaram também à vida piedosa de oração e às obras de caridade.Eustácio de Sebaste já tinha trabalhado na região em prol da vidaanacoreta e Basílio o reverenciou por isso, embora os dois divergissem sobre diversos pontos dogmáticos, o que gradualmente os separou.[25]

Foi lá que Basílio escreveu suas obras sobre a vida monástica comunitária, que são consideradas fundamentais para o desenvolvimento da tradição monásticas naIgreja Ortodoxa e que o levaram a ser chamado de"Pai do monasticismo comunal ortodoxo".[26] Em 358, escreveu para o seu amigo,Gregório de Nazianzo, pedindo-lhe que se juntasse a ele em Anesos.[27] Gregório eventualmente concordou e para lá se foi; juntos, colaboraram na "Filocália", umaantologia das obras deOrígenes.[28] Depois deste período, Gregório decidiu voltar para junto de sua família emNazianzo.

Basílio também esteve noConcílio de Constantinopla de 360 e foi lá que se juntou pela primeira vez com oshomoiousianos (videcontrovérsia ariana), uma facçãosemi-ariana que ensinava que oFilho era de uma substânciasimilar à doPai, não a mesma ('tese dos homoousianos) e nem outra distinta (tese dosarianos).[29] Entre os membros do grupo estava Eustácio, o mentor de Basílio no ascetismo. Os homoiousianos se opunham ao arianismo deEunômio, mas se recusavam a se juntar aos que apoiavam oCredo de Niceia. Esta posição o colocou em atrito com o seubispo,Diânio, que era um niceno convicto. Anos mais tarde, Basílio abandonaria os homoiousianos e se tornaria um defensor dos nicenos.[29]

Cesareia

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Em 362, Basílio foiordenadodiácono pelo bispoMelécio de Antioquia. Ele foi convocado por Eusébio e foi ordenadopresbítero da Igreja em 365, um ato que foi provavelmente o resultado de suas discordâncias com seus superiores eclesiásticos.[21]

Basílio e Gregório de Nazianzo passaram os anos seguintes combatendo a heresia ariana, que ameaçava dividir a região da Capadócia[30]. Os dois amigos entraram num período de cooperação fraternal muito próxima conforme participavam de grandes debates e disputas retóricas causados pela chegada de habilidosos teólogos e retóricos arianos na região.[31] Quase sempre presididos por agentes doimperadorValente, Gregório e Basílio emergiram vitoriosos, confirmando para ambos que o futuro para eles estava na administração da Igreja.[31]

Basílio assumiu uma posição na administração daDiocese de Cesareia.[26] Relata-se que Eusébio teria se enciumado da reputação e influência que Basílio rapidamente conquistou e permitiu-lhe que voltasse para sua vida reclusa anterior. Posteriormente, porém, Gregório persuadiu Basílio a retornar, o que ele fez, e se tornou um gestor muito eficiente dadiocese por muitos anos, mesmo dando quase todo o crédito a Eusébio.[32]

Gregório de Nazianzo, grande amigo e colaborador de Basílio, coescreveu com ele a "Filocália".
século XI.Afresco naIgreja de Chora, emIstambul.

Em 370, Eusébio morreu e Basílio foi escolhido para sucedê-lo, sendo consagrado bispo em 14 de junho de 370.[33] Seu novo posto como bispo de Cesareia também lhe deu poderes deexarca no Ponto ebispo metropolitano de cincobispos sufragâneos, muitos dos quais foram contra a sua eleição como sucessor de Eusébio.[32]

Suas cartas mostram que Basílio trabalhou ativamente tentando reformar ladrões e prostitutas. Elas também mostram-no encorajando o clero a não serem tentados pelas riquezas ou pela vida comparativamente mais fácil de um padre, e que ele pessoalmente escolhia candidatos dignos dasordens sagradas. Basílio também teve a coragem de criticar funcionários públicos que falhavam na tarefa de prover a justiça ao povo e pregava todas as manhãs e tardes em sua própria igreja para grandes congregações de fiéis. E, por fim, ele construiu um grande complexo nas redondezas de Cesareia, chamado deBasilíada, que incluía um abrigo para os pobres, umhospício e um hospital.[34]

Seu zelo pelaortodoxia doutrinária não evitou que ele visse os pontos positivos nas teses de seus adversários e, com o objetivo de manter a paz e a caridade, contentava-se em dispensar o uso da terminologia ortodoxa quando ela podia ser evitada sem sacrificar a verdade. O imperador Valente, que era ariano, enviou seuprefeito Modesto para tentar ao menos uma solução de compromisso com a facção nicena. A contundente resposta negativa de Basílio fez com que Modesto lhe dissesse que ninguém jamais o havia tratado desta forma, ao que Basílio respondeu"Talvez você jamais teve que lidar com um bispo antes". Modesto fez seu relato a Valente afirmando acreditar que nada além de violência seria suficiente contra Basílio. O imperador aparentemente não estava inclinado a usar de violência e, em vez disso, emitiu repetidas ordens para que Basílio fossebanido, nenhuma delas efetiva. Valente então foi ele mesmo a uma celebração da liturgia da Festa daEpifania e, na época, ficou tão impressionado com Basílio que doou-lhe terras para a construção doBasiliad.[35]

Basílio entrou em contato com o ocidente e, com a ajuda deAtanásio de Alexandria, tentou superar a sua atitude de desconfiança em relação aoshomoousianos. As dificuldade tinham se acentuado quando entrou no debate a questão daessência doEspírito Santo. Embora Basílio defendesse objetivamente aconsubstancialidade do Espírito com oPai e com oFilho, ele era dos que, fiéis à tradição oriental, não tolerava que o predicadohomoousios ao Pai. Por esta aproximação, ele foi admoestado pelos mais tradicionais ortodoxos, principalmente osmonges, mas foi defendido por Atanásio. Ele manteve sua relação comEustácio de Sebaste, apesar das diferenças dogmáticas. Por outro lado, Basílio foi gravemente ofendido pelos aderentes mais extremados do homoousianismo, que pareciam para ele estar revivendo a heresiasabeliana (que, no afã de defender a consubstancialidade da Trindade, beiravam eliminar a distinção entre Pai, Filho e Espírito Santo).[32]

Ele também se correspondeu com opapa Dâmaso I na esperança de ter umbispo de Roma condenado a heresia onde quer que ela estivesse. A aparente indiferença dopapa perturbou Basílio e ele se voltou para a tristeza e preocupação. É ainda tema de controvérsia o quanto ele acreditava quesé romana poderia ajudar as igrejas do oriente, com muitos teólogoscatólicos romanos[36] alegando a primazia para o bispo de Roma sobre as demais igrejas, tanto em doutrina quanto em poderes eclesiásticos.

Obras

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Estátua de São Basílio na Igreja daTeótoco do Sinal, emMoscou

As principais obras teológicas de Basílio são "Sobre o Espírito Santo", um lúcido e edificante apelo às Escrituras e àstradições cristãs primitivas (para provar a divindade doEspírito Santo), e "Refutação da Apologia do Ímpio Eunômio", escrita em 363 ou 364, em três volumes contraEunômio de Cízico, o principal defensor da forma mais extremada doarianismo conhecida comoanomoeanismo.[32]

Famoso pregador, muitas de suashomilias, incluindo a série de palestras sobre aGrande Quaresma noHexamerão ("Seis Dias"), e uma exposição sobre osSalmos foram preservadas. Algumas, como a contra ausura e a contra acarestia em 368, são valiosas pela história moral; outras ilustram a honra devida aosmártires e àsrelíquias; emHomilia aos jovens sobre o proveito que podem tirar da leitura dos autores profanos Basílio mostra que, além ter sido fortemente influenciado por sua educação, viu a importância ensinar a correção apreciação do escritores profanos[37], sobretudo, os gregos clássicos.[38]

Em suasexegeses, Basílio foi um grande admirador deOrígenes e da necessidade da interpretação espiritual dasEscrituras, como sua coedição da"Filocália" comGregório de Nazianzo testemunha. Em sua obra sobre oEspírito Santo, ele afirma que"tomar o sentido literal e parar é como ter o coração coberto pelo véu do literalismo judaico. Lâmpadas são inúteis quando o sol está brilhando." Ele frequentemente enfatizava a necessidade de reserva em assuntos doutrinários ou sacramentais. Ao mesmo tempo, Basílio era contra asalegorias mais ousadas de alguns de seus contemporâneos. Sobre isto, ele escreveu:

Eu conheço as leis da alegoria, embora menos por meu esforço do que pelas obras de outros. Há os que, verdadeiramente, não admitem o senso comum das Escrituras, para os quais água não é água, mas alguma outra coisa, que se vê numa planta, num peixe, o que quer que desejem, que mudam a natureza dos répteis e das bestas para se adequarem às suas alegorias, como os intérpretes de sonhos que explicam visões para fazê-las servirem seus próprios propósitos
 
Basílio de Cesareia,Hexamerão 9.1[39].

A maior parte de suas obras e umas outras poucasespúrias atribuídas a ele estão disponíveis no volume XXXVI daPatrologia Grega, que inclui traduções para olatim de variada qualidade. Diversas obras também apareceram no final doséculo XX na coleçãoSources Chrétiennes.[40]

Legado

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Contribuições litúrgicas

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A maior parte das liturgias que trazem o nome de Basílio não são inteiramente obra do santo na forma atual, mas elas preservam, ainda assim, uma lembrança da atividade de Basílio na reformulação das orações litúrgicas e na promoção damúsica sacra. Acadêmicospatrísticos concluíram que a chamada "Litúrgia de São Basílio""traz, inequivocamente, a mão, a pena, a mente e o coração de São Basílio Magno".[41]

Influências no monasticismo

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Igreja principal doMosteiro da Grande Lavra, emMonte Atos, onde estaria preservada a cabeça de Basílio

Através de seus exemplos e ensinamentos, Basílio promoveu uma notável moderação nas práticas austeras que eram características anteriores davida monástica.[42] A ele também se credita a coordenação das tarefas de trabalho e oração para assegurar um balanço correto entre os dois.[43]

Basílio é lembrado como o mais influente autor no desenvolvimento do monasticismo cristão. Não apenas ele é reconhecido como pai do monasticismo ortodoxo, mas historiadores reconhecem que o seu legado se estende também para a igreja ocidental, principalmente pela influência que ele teve sobreSão Bento.[44] Acadêmicos patrísticos, como Meredith, afirmam que o próprio Bento teria reconhecido esta influência quando ele escreveu noepílogo de sua "Regra" que seus monges, além daBíblia, deveriam ler"as confissões dosPadres e seus institutos e suas vidas e a 'Regra de nosso Santo Padre, Basílio'".[45]

Os ensinamentos sobre monasticismo, como aparecem suas obras, como seuPequeno Asketikon, foram transmitidos para o ocidente porRufino no final doséculo IV.[46]

Como resultado desta influência, diversasordens religiosas no cristianismo oriental trazem o nome de Basílio. A maior delas é aOrdem de São Basílio Magno (OSBM), que está presente no Brasil, e atende principalmente os fiéis da Igreja Católica Ucraniana, de Rito Bizantino, uma das 24 Igrejassui iuris que fazem parte de toda a Igreja Católica. A OSBM se ocupa principalmente da educação da juventude, tendo aFaculdade São Basílio Magno, emCuritiba, do trabalho apostólico-missionário e também da imprensa. Há também aCongregação de São Basílio que homenageiam o santo e pertence à Igreja Católica de Rito Romano.

Devoção

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Há diversasrelíquias de São Basílio por todo o mundo. Uma das mais importantes é a sua cabeça, que estaria preservada até hoje noMosteiro da Grande Lavra, emMonte Atos, naGrécia.[47]

Sobre ele, assim se manifestou o papaBento XVI:

Na realidade, São Basílio criou uma vida monástica muito particular: não fechada à comunidade da Igreja local, mas aberta a ela. Seusmonges formavam parte da Igreja particular, eram seu núcleo animador que, precedendo aos demais fiéis no seguimento de Cristo e não só da fé, mostrava sua firme adesão a Cristo - o amor a ele -, sobretudo com obras de caridade. Estes monges, que tinham escolas e hospitais, estavam ao serviço dos pobres; assim mostraram a integridade da vida cristã..[48]

O papaJoão Paulo II, falando da vida monástica, escreveu:

Muitos opinam que essa instituição tão importante em toda a Igreja como é a vida monástica ficou estabelecida, para todos os séculos, principalmente por São Basílio ou que, pelo menos, a natureza da mesma não teria ficado tão propriamente definida sem a sua decisiva aportação.[48]

Notas e referências

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  1. Fedwick (1981), p. 5
  2. A data exata da morte de Basílio é tema de debate entre os historiadores. Veja (1994), pp. 360–363,Appendix III: The Date of Basil's Death and of the Hexaemeron para mais detalhes
  3. Grandesinaxaristas:Ὁ Ἅγιος Βασίλειος ὁ Μέγας ὁ Καππαδόκης. 1 Ιανουαρίου. ΜΕΓΑΣ ΣΥΝΑΞΑΡΙΣΤΗΣ.
  4. «St Basil the Great the Archbishop of Caesarea, in Cappadocia» (em inglês). Orthodox Church in America - Feasts and Saints. Consultado em 30 de julho de 2012 
  5. «Οἱ Ἅγιοι Τρεῖς Ἱεράρχες. 30 Ιανουαρίου. ΜΕΓΑΣ ΣΥΝΑΞΑΡΙΣΤΗΣ» (em grego). Synaxarion.gr. Consultado em 30 de julho de 2012 
  6. «Synaxis of the Ecumenical Teachers and Hierarchs: Basil the Great, Gregory the Theologian, and John Chrysostom» (em inglês). Orthodox Church in America - Feasts and Saints. Consultado em 30 de julho de 2012 
  7. «Basílio, o Grande» (em inglês). AquinasAndMore 
  8. abcde«São Basílio» (em inglês). Saints SQPN 
  9. Quasten (1986), p. 204.
  10. abRousseau (1994), p. 1.
  11. Gregório de Nazianzo. «4».Orações. Funeral Oration on the Great S. Basil, Bishop of Cæsarea in Cappadocia. (em inglês). XLIII. [S.l.: s.n.] , daPG 36. 500B, tr. p.30
  12. Davies (1991), p. 12.
  13. Rousseau (1994), p. 4.
  14. Bauer, Jerald (1971).The Westminster Dictionary of Christian History. Basil of Caesarea. Philadelphia: Westminster Press 
  15. Hildebrand (2007), p. 19.
  16. Norris, Frederick (1997). Ferguson, Everett, ed.The Encyclopedia of Early Christianity (second edition). Basil of Caesarea. Nova Iorque: Garland Press 
  17. Ruether (1969), pp. 19, 25.
  18. Rousseau (1994), pp. 32–40.
  19. Hildebrand (2007), pp. 19–20.
  20. Basílio de Cesareia. «2».Epístolas. Against Eustathius of Sebasteia (em inglês).223. [S.l.: s.n.] 
  21. abcQuasten (1986), p. 205.
  22. Encyclopædia Britannica (15th ed.) vol. 1, p. 938.
  23. Merredith (1995), p. 21.
  24. Encyclopædia Britannica (15th ed.) vol. 1, p. 938.
  25. "St. Basil the Great" na edição de 1913 daEnciclopédia Católica (em inglês). Emdomínio público. -"...Eustácio de Sebaste [se tornou] um traidor da fé e um inimigo pessoal".
  26. abAttwater, Donald and Catherine Rachel John.The Penguin Dictionary of Saints. 3rd edition. New York: Penguin Books, 1993.ISBN 0-14-051312-4.
  27. Rousseau (1994), p. 66.
  28. Merredith (1995), pp. 21–22.
  29. abMeredith (1995), p. 22.
  30. Foley, O.F.M., Leonard (2003). McCloskey, O.F.M., Pat (rev.), ed.Saint of the Day: Lives, Lessons and Feasts (5th Revised Edition). St. Basil the Great (329-379). Cincinnati, Ohio: St. Anthony Messenger Press.ISBN 0-86716-535-9. Consultado em 15 de dezembro de 2007 
  31. abMcGuckin (2001), p. 143.
  32. abcd "St. Basil the Great" na edição de 1913 daEnciclopédia Católica (em inglês). Emdomínio público.
  33. Meredith (1995), p. 23
  34. The Living Age (em inglês).48. [S.l.]: Littell, Son and Company. 1856. p. 326 
  35. Alban Butler, Paul Burns (1995).Butler's Lives of the Saints (em inglês).1. [S.l.]: A&C Black,. p. 14 
  36. Veja, por exemplo, o artigo naEnciclopédia Católica sobre Basílio: "St. Basil the Great" na edição de 1913 daEnciclopédia Católica (em inglês). Emdomínio público..
  37. BASILE, Saint (1903).L´Homelie de Saint Basile aux jeunes gens sur l´utilité qu´ils peuvent retirer de la lecture des auteurs profanes. Paris: Hachette 
  38. Deferrari, Roy J. "The Classics and the Greek Writers of the Early Church: Saint Basil." The Classical Journal Vol. 13, No. 8 (May, 1918). 579–91.
  39. Basil. Schaff, Philip, ed.Nicene and Post-Nicene Fathers (2nd Series).Hexameron, 9.1. 8Basil: Letters and Select Works. Edinburgh: T&T Clark (1895). p. 102. Consultado em 15 de dezembro de 2007 . Cf.Hexameron, 3.9 (Ibid., pp. 70-71).
  40. «Basílio, Grande» (em francês).Sources Chrétiennes 
  41. Bebis (1997), p. 283
  42. Murphy (1930), p. 94.
  43. Murphy (1930), p. 95.
  44. See K.E. Kirk,The Vision of God: The Christian Document of thesummum bonun, (London, 1931), 9.118, (citado em Meredith)
  45. Meredith (1995), p.24
  46. Silvas (2002), pp. 247-259, inVigliae Christanae
  47. «Lives of all saints commemorated on January 1» (em inglês). Orthodox Church in America 
  48. abCarta Apostólica Patres Ecclesiae, 2: L'Osservatore Romano, ed. língua espanhola, 27 de janeiro de 1980, p. 13 (Audiência Geral, Sala Paulo VI, 4 de julho de 2007)

Bibliografia

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  • Bebis, George (outono–inverno de 1997). «Introduction to the Liturgical Theology of St Basil the Great».Greek Orthodox Theological Review (em inglês).42 (3-4): 273–285.ISSN 0017-3894 
  • Paul Jonathan Fedwick, ed. (1981).Basil of Caesarea, christian, humanist, ascetic: a sixteen-hundredth anniversary symposium, Part 1 (em inglês). [S.l.]: Pontifical Institute of Mediaeval Studies.ISBN 978-0-88844-412-7 
  • The New Encyclopædia Britannica, 15th edition, v. 1 (em inglês). London: Encyclopædia Britannica 
  • Hildebrand, Stephen M. (2007).The Trinitarian Theology of Basil of Caesarea (em inglês). Washington, D.C.: Catholic University of America Press.ISBN 978-0-8132-1473-3 
  • Keary, Charles Francis (1882).Outline of Primitive Belief Among the Indo-European Races (em inglês). New York: C. Scribner's Sons 
  • Meredith, Anthony (1995).The Cappadocians (em inglês). Crestwood, NY: St. Vladimir's Seminar Press.ISBN 0881411124 
  • Migne, Jacques Paul (ed.) (1857–1866).Cursus Completus Patrologiae Graecae (em latim). Paris: Imprimerie Catholique 
  • Murphy, Margaret Gertrude (1930).St. Basil and Monasticism: Catholic University of America Series on Patristic Studies, Vol. XXV (em inglês). New York: AMS Press.ISBN 0-404-04543-X 
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  • Quasten, Johannes (1986).Patrology, v.3 (em inglês). [S.l.]: Christian Classics.ISBN 0-87061-086-4 
  • Ruether, Rosemary Radford (1969).Gregory of Nazianzus (em inglês). Oxford: Oxford University Press 
  • Silvas, Anna M. (setembro de 2002). «Edessa to Cassino: The Passage of Basil's Asketikon to the West». Brill Academic.Vigliae Christianae (em inglês).56 (3): 247–259.ISSN 042-6032Verifique|issn= (ajuda).doi:10.1163/157007202760235382 
  • Corona Gabriella (2006).Aelfric's Life of Saint Basil the Great: Background and Content (em inglês). Cambridge: D.S. Brewer.OCLC 319359682 
  • Spinelli, Miguel.Helenização e Recriação de Sentidos. A Filosofia na época da expansão do Cristianismo - Séculos, II, III e IV. Porto Alegre: Edipucrs, 2002, pp. 237–327. (em português)

Ligações externas

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