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Banco Central do Uruguai

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Banco Central del Urguay
(emespanhol)
Edifício-sede do Banco Central, em Montevidéu.
Banco central doUruguai
SedeUruguaiMontevidéu
Diagonal Fabini, 777
Estabelecido15 de fevereiro de1967 (59 anos)
PresidenteGuillermo Tolosa
MoedaPeso uruguaio
UYU (ISO 4217)
Reservas16 908 milhões dedólares[1]
Taxa básica bancária8,75% (agosto de 2025)[2]
Websitewww.bcu.gub.uy

OBanco Central do Uruguai (emespanhol:Banco Central del UrguayBCU) é o órgão responsável por formular e executar a política monetária daRepública Oriental do Uruguai, sendo um ente autônomo do Estado com autonomia técnica, administrativa e financeira[3].

História

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O BCU foi criado em 1967, com base no artigo 196 daConstituição do Uruguai[3]. A sua estrutura e funcionamento foram definidos pela Lei N.º 16.696, de 30 de março de 1995, conhecida como a sua Carta Orgânica[3].

Origem

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As sua origens remontam aoBanco da República Oriental do Uruguai (BROU), cuja estrutura incluía, desde 1896, um Departamento de Emissão responsável por funções típicas de autoridade monetária[4][5]. Em 1935, esse departamento foi separado como unidade autônoma, adquirindo maior independência funcional, e, em 1939, foi formalmente estruturado com competências específicas em matéria de emissão monetária e supervisão bancária. Esse processo institucional culminou na criação do BCU, cuja instalação ocorreu em 16 de maio de 1967, data da primeira reunião de seu Diretório[4]. A partir de então, o novo ente assumiu as atribuições de autoridade monetária, enquanto o BROU passou a desempenhar exclusivamente funções de banco comercial.

Durante a década de 1990, houve um debate sobre a necessidade de aumentar a autonomia do BCU, alinhado com tendências similares em outros países da América Latina. No entanto, o projeto de desvincular a nomeação de seus diretores dos ciclos eleitorais fracassou no parlamento[6].

Após a crise financeira de 2002, o Uruguai abandonou o regime de câmbio fixo e adotou um sistema de metas de inflação, no qual o BCU passou a utilizar a taxa de juros como principal instrumento de política monetária[7].

Cédulas digitais

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Em 2017, o Uruguai tornou-se o primeiro país do mundo a utilizar cédulas digitais, em colaboração com aAdministração Nacional de Telecomunicações (Antel),IBM eRedpagos, entre outras entidades[8][9][10][11].

Finalidades e atribuições

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Segundo a sua Carta Orgânica, as finalidades principais do BCU são[3]:

  • Assegurar a estabilidade de preços;
  • Regular e supervisionar o sistema de pagamentos e o sistema financeiro;
  • Administrar as reservas internacionais;
  • Emitir moeda e retirar de circulação cédulas e moedas.

Também atua como agente financeiro do Estado e representante do Uruguai em organismos financeiros internacionais[3].

Estrutura organizacional

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A direção do BCU é exercida por um Diretório composto por três membros, nomeados segundo o artigo 187 da Constituição. Estes devem possuir reputação, competência técnica e independência de critérios[3].

O presidente do Diretório representa oficialmente o banco e é responsável por executar as resoluções do colegiado[3].

Política monetária

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Desde 2005, a política monetária do Uruguai está baseada em um regime de metas de inflação, abandonando a âncora monetária. A taxa básica de juros, definida pelo Comitê de Política Monetária (COPOM), passou a ser o principal instrumento de controle da inflação[7].

Além disso, o banco utiliza instrumentos não convencionais, como os requerimentos de reservas bancárias. Estes foram ampliados em 2008 como parte de uma estratégia de contenção inflacionária e redução da dolarização da economia[7].

Mesmo com esses mecanismos, entre 2010 e 2012 a inflação superou a meta estabelecida, levando a aumentos nas taxas de juros e nos requerimentos de reserva marginal[7].

Ver também

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Referências

  1. «Uruguay Foreign Exchange Reserves, 1994 – 2025 | CEIC Data».www.ceicdata.com (em inglês). Consultado em 12 de setembro de 2025 
  2. Reporters, RT Staff (20 de agosto de 2025).«Uruguay Keeps Cutting Rates as Inflation Nears Target».The Rio Times (em inglês). Consultado em 12 de setembro de 2025 
  3. abcdefg«Texto ordenado de la Carta Orgánica»(PDF).Banco Central del Uruguay (em espanhol). Banco Central del Uruguay. 2022. Consultado em 8 de junho de 2025 
  4. abRedação (11 de abril de 2011).«Cuatro décadas del Banco Central».El Observador (em espanhol).El Observador. Consultado em 8 de junho de 2025 
  5. «Proceso fundacional del Banco Central del Uruguay».Banco Central del Uruguay (em espanhol). Banco Central del Uruguay. Consultado em 8 de junho de 2025 
  6. Matías Escudero, Martín González-Rozada, Martín Solá (2014).«Toward a "New" Inflation-Targeting Framework: The Case of Uruguay».EBSCOhost (em espanhol). Economía, Fall 2014. Consultado em 8 de junho de 2025  !CS1 manut: Nomes múltiplos: lista de autores (link)
  7. abcdAdolfo Garcé, Alejo González (2020).«Entre la democracia y la tecnocracia: El debate sobre la autonomía del Banco Central en Chile y Uruguay en tiempos del Consenso de Washington».EBSCOhost (em inglês). Iberoamericana – Nordic Journal of Latin American and Caribbean Studies. Consultado em 8 de junho de 2025 
  8. «Uruguai será o primeiro país do mundo a usar cédulas digitais»(html).Minutouno.com (em espanhol). Minutouno. 4 de novembro de 2017. Consultado em 8 de junho de 2025.Cópia arquivada em 5 de novembro de 2017 
  9. «Uruguai pioneiro: lançou emissão de cédulas digitais e veja como funcionam».Diario El País (em espanhol). El País (Uruguai). 3 de novembro de 2017. Consultado em 8 de junho de 2025.Cópia arquivada em 1 de dezembro de 2018 
  10. «Como funcionam as novas cédulas digitais do Uruguai?».El Economista (em espanhol). El Economista. 6 de novembro de 2017. Consultado em 8 de junho de 2025.Cópia arquivada em 4 de janeiro de 2019 
  11. «Resolução N.º D-309/2017 - Diretório do Banco Central do Uruguai»(pdf).Banco Central do Uruguai (em espanhol). Banco Central do Uruguai. 22 de novembro de 2017. Consultado em 8 de junho de 2025.Cópia arquivada(PDF) em 4 de janeiro de 2019 

Ligações externas

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África
América
Ásia
Europa
Oceânia
Controle de autoridade
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