Edifício-sede do Banco Central, em Montevidéu. | |
| Banco central do | Uruguai |
|---|---|
| Sede | Diagonal Fabini, 777 |
| Estabelecido | 15 de fevereiro de1967 (59 anos) |
| Presidente | Guillermo Tolosa |
| Moeda | Peso uruguaio UYU (ISO 4217) |
| Reservas | 16 908 milhões dedólares[1] |
| Taxa básica bancária | 8,75% (agosto de 2025)[2] |
| Website | www |
OBanco Central do Uruguai (emespanhol:Banco Central del UrguayBCU) é o órgão responsável por formular e executar a política monetária daRepública Oriental do Uruguai, sendo um ente autônomo do Estado com autonomia técnica, administrativa e financeira[3].
O BCU foi criado em 1967, com base no artigo 196 daConstituição do Uruguai[3]. A sua estrutura e funcionamento foram definidos pela Lei N.º 16.696, de 30 de março de 1995, conhecida como a sua Carta Orgânica[3].
As sua origens remontam aoBanco da República Oriental do Uruguai (BROU), cuja estrutura incluía, desde 1896, um Departamento de Emissão responsável por funções típicas de autoridade monetária[4][5]. Em 1935, esse departamento foi separado como unidade autônoma, adquirindo maior independência funcional, e, em 1939, foi formalmente estruturado com competências específicas em matéria de emissão monetária e supervisão bancária. Esse processo institucional culminou na criação do BCU, cuja instalação ocorreu em 16 de maio de 1967, data da primeira reunião de seu Diretório[4]. A partir de então, o novo ente assumiu as atribuições de autoridade monetária, enquanto o BROU passou a desempenhar exclusivamente funções de banco comercial.
Durante a década de 1990, houve um debate sobre a necessidade de aumentar a autonomia do BCU, alinhado com tendências similares em outros países da América Latina. No entanto, o projeto de desvincular a nomeação de seus diretores dos ciclos eleitorais fracassou no parlamento[6].
Após a crise financeira de 2002, o Uruguai abandonou o regime de câmbio fixo e adotou um sistema de metas de inflação, no qual o BCU passou a utilizar a taxa de juros como principal instrumento de política monetária[7].
Em 2017, o Uruguai tornou-se o primeiro país do mundo a utilizar cédulas digitais, em colaboração com aAdministração Nacional de Telecomunicações (Antel),IBM eRedpagos, entre outras entidades[8][9][10][11].
Segundo a sua Carta Orgânica, as finalidades principais do BCU são[3]:
Também atua como agente financeiro do Estado e representante do Uruguai em organismos financeiros internacionais[3].
A direção do BCU é exercida por um Diretório composto por três membros, nomeados segundo o artigo 187 da Constituição. Estes devem possuir reputação, competência técnica e independência de critérios[3].
O presidente do Diretório representa oficialmente o banco e é responsável por executar as resoluções do colegiado[3].
Desde 2005, a política monetária do Uruguai está baseada em um regime de metas de inflação, abandonando a âncora monetária. A taxa básica de juros, definida pelo Comitê de Política Monetária (COPOM), passou a ser o principal instrumento de controle da inflação[7].
Além disso, o banco utiliza instrumentos não convencionais, como os requerimentos de reservas bancárias. Estes foram ampliados em 2008 como parte de uma estratégia de contenção inflacionária e redução da dolarização da economia[7].
Mesmo com esses mecanismos, entre 2010 e 2012 a inflação superou a meta estabelecida, levando a aumentos nas taxas de juros e nos requerimentos de reserva marginal[7].