Movatterモバイル変換


[0]ホーム

URL:


Ir para o conteúdo
Wikipédia
Busca

Baciro Dabó

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Baciro Dabó
Nascimento12 de março de 1958
Bigene
Morte5 de junho de 2009
CidadaniaGuiné-Bissau
Ocupaçãopolítico,músico,ministro

Baciro Dabó (Bigene,[1]12 de março de19585 de junho de2009)[2][3] foi umpolítico daGuiné-Bissau. Considerado um aliado próximo dopresidente do país,Nino Vieira, serviu comoministro da administração territorial em seu governo, e estava concorrendo como candidato naeleição presidencial de junho de 2009 quando foi morto por forças de segurança, supostamente porque estaria envolvido numa tentativa degolpe de Estado.

Biografia e carreira

[editar |editar código]

Dabo era umcantor e umjornalista antes de entrar para a política.[4] Como chefe da segurança pessoal do presidenteKumba Yalá,[5] anunciou, em fevereiro de 2001, que uma trama para assassinar o presidente depois de seu retorno de tratamentos médicos emPortugal, "fomentando uma guerra etnorreligiosa", havia sido frustrada, e seus responsáveis presos.[6] Pouco tempo depois, Yala demitiu Dabó de seu cargo, em27 de fevereiro de 2001, sem qualquer explicação.[5] Em2002, Dabó passou a ser funcionário do Ministério do Interior do país.[7]

Dabó era um membro de longa data do partido governante no país, oPartido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC)[8] e era um aliado íntimo do presidente Vieira.[9] Foi indicado Secretário de Estado para a Ordem Pública em 9 de novembro de 2005, cargo que ocupou até queMamadu Saico Djalo foi indicado para substituí-lo, em 28 de julho de 2006;[10] na sequência, tornou-se Conselheiro de Informações de Vieira, no fim de novembro de 2006.[10][11][12]

Quando um governo formado por uma aliança tripartidária hostil a Vieira subiu ao poder, no meio de abril de 2007, Dabó foi incluído no governo como Ministro da Administração Interna;[9][10] era o único ministro naquele governo a ser considerado aliado de Vieira,[9] que o demitiu do cargo em outubro de 2007 (segundo algumas teorias, devido a pressões dos líderes de oposição e autoridades militares).[13] Após aeleição parlamentar de novembro de 2008, Dabó reassumiu um cargo no governo, desta vez como Ministro da Administração Territorial, em 7 de janeiro de 2009.[10]

Vieira foi assassinado por membros das forças armadas do país em2 de março de 2009; os soldados o mataram em retaliação por uma explosão anterior que matara o chefe de gabineteBatista Tagme Na Waie[3][8] - que tinha uma longa e violenta rixa com Vieira.[3] Ninguém foi responsabilizado pela morte, e uma eleição presidencial para escolher um novo mandatário foi marcada para 28 de junho.[8] Dabó renunciou ao seu cargo no PAIGC e como ministro em meados de maio de 2009, e lançou-se comocandidato independente na eleição,[4][8] cuja campanha ele iniciaria em6 de junho.[3]

Morte

[editar |editar código]

Seus partidários dizem que entre 3h30 e 4 da madrugada (horário local eGMT), em 5 de junho de 2009, um grupo de cerca de 30 soldados uniformizados e armados teria chegado à casa de Dabó e exigido vê-lo.[14] Os soldados teriam então aberto seu caminho a tiros até o quarto de Dabó, onde ele estava deitado com sua esposa, ferindo membros da equipe de seis homens que fazia a sua segurança.[14][15] Os soldados teriam então disparado contra Dabó diversas vezes, matando-o instantaneamente.[16] De acordo com aAgence France-Presse, uma "fonte médica" teria informado que Dabó apresentava três ferimentos causados por balas deAK-47 noabdômen, e um nacabeça, todos provocados por disparos feitos a queima-roupa.[14]

As autoridades de Guiné-Bissau apresentavam uma versão diferente dos fatos ocorridos, afirmando que Dabó teria morrido durante uma troca de tiros, ao resistir à sua prisão, por uma suposta tentativa de golpe de Estado.[8] O ex-ministro da defesaHélder Proença também teria sido morto, numa estrada entreBula eBissau, juntamente com seu motorista e um guarda-costas.[4] Diversos outros políticos do PAIGC foram detidos pelas forças de segurança do país, como parte da investigação a respeito do suposto golpe.[8] O serviço de inteligência estatal da Guiné-Bissau afirmou que as intenções do golpe eram "eliminar fisicamente o chefe das forças armadas, derrubar o chefe de Estado interino e dissolver a assembleia nacional".[8]

O jornalista Jean Gomis, citado pelaBBC, afirmou que Dabó teria sido morto sob ordens de líderes militares, que temiam serem culpados pelo assassinato do presidente se Dabó vencesse a eleição.[8] Analistas consultados pelaagência de notíciasReuters declararam que, caso um vácuo de poder se instaurasse no país,cartéis de drogalatino-americanos poderiam expandir sua influência no país, que serve como um porto estratégico para a remessa decocaína àEuropa.[3] Osecretário-geral dasNações UnidasBan Ki-moon afirmou que estava "preocupado com o surgimento de um padrão de assassinados de personalidades de alto escalão na Guiné-Bissau", e enfatizou "a importância e a urgência de se conduzir uma investigação rigorosa, transparente e digna de crédito sobre as circunstâncias destes assassinatos".[14]

Ver também

[editar |editar código]

Referências

  1. «CENTRO DE SAÚDE DE BIGENE TEM TRÊS TÉCNICOS PARA QUINZE MIL PESSOAS».O Democrata GB 
  2. «Africa Research Bulletin: Political, Social and Cultural Series». Blackwell Synergy. Volume 38 
  3. abcde«Gunmen kill Guinea-Bissau presidential candidate».Reuters. 5 de junho de 2009. Consultado em 5 de junho de 2009 
  4. abc«Presidential candidate shot dead in Guinea-Bissau».Associated Press. 5 de junho de 2009. Consultado em 5 de junho de 2009 
  5. ab"Guinea-Bissau: President dismisses security chief", Pana (nl.newsbank.com), 1 de março de 2001.
  6. "World IN BRIEF / GUINEA-BISSAU; Assassination Plot Foiled, Official Says",Los Angeles Times,23 de fevereiro de2001, pág. A6.
  7. "GUINEA-BISSAU: Detained journalist freed", IRIN, 20 de junho de 2002.
  8. abcdefgh«Bissau poll candidate shot dead».BBC. 5 de junho de 2009. Consultado em 5 de junho de 2009 
  9. abcAlberto Dabo,"Guinea-Bissau's new government named",Reuters (IOL), 17 de abril de 2009.
  10. abcdLista de governos da Guiné-Bissau, IZF.net (em francês).
  11. "Presidente bissau-guineense nomeia novo ministro Interior", Panapress, 28 de novembro de 2006 (em português).
  12. List of members of the government of Guinea-Bissau, presse-francophonie.org (pág. de arquivo de 2007) (em francês).
  13. "Guinea-Bissau interior minister replaced",Radio France Internationale (nl.newsbank.com), 17 de outubro de 2007.
  14. abcd«G.Bissau government denounces 'attempted coup'».Agence France-Presse. 5 de junho de 2009. Consultado em 5 de junho de 2009 
  15. «Guinea-Bissau poll candidate killed».Al Jazeera. 5 de junho de 2009. Consultado em 5 de junho de 2009 
  16. «Presidential candidate shot dead in Guinea-Bissau».Taiwan News. 5 de junho de 2009. Consultado em 5 de junho de 2009 
Controle de autoridade
Obtida de "https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Baciro_Dabó&oldid=61324658"
Categorias:

[8]ページ先頭

©2009-2026 Movatter.jp