O conflito contraÁrio e seus seguidores, apoiados muitas vezes pela corte emRoma, moldou a carreira de Atanásio. Em 325, com 27 anos, começou a luta contra os arianos como assistente de seuarcebispo,Alexandre, noConcílio de Niceia, convocado pelo imperadorConstantino I entre maio e agosto de 325 para tratar da tese ariana de que oFilho de Deus,Jesus de Nazaré, eDeus Pai seriam de substâncias (ousia) diferentes.[2] Três anos depois de Niceia, Atanásio sucedeu ao seu arcebispo.
Apesar disso, poucos anos depois de sua morte,Gregório de Nazianzo chamou-o de "Pilar da Igreja". Suas obras foram celebradas por todos os padres da Igreja que vieram depois dele, tanto no ocidente quanto no oriente, que ressaltaram sua rica devoção aoVerbo-encarnado, sua grande preocupação pastoral e seu profundo interesse no nascentemonasticismo. Atanásio aparece entre os quatro grandes doutores da Igreja orientais daIgreja Católica Romana.[3] NaOrtodoxia, ele é chamado de "Pai da Ortodoxia". Algumasdenominaçõesprotestantes chamam-no de "Pai do Cânon".
Atanásio nasceu emAlexandria ou, possivelmente, na cidade de Damanhur, perto dodelta do Nilo, noEgito romano em 296.[4] Alguns acadêmicos ocidentais consideram que seu domínio dogrego, língua que Atanásio utilizou na maioria das obras sobreviventes, evidenciam que ele seria de origemgrega. Porém, naliteratura copta, ele é considerado como sendo o primeiro patriarca de Alexandria a fazer uso docopta juntamente com o grego em suas obras.[5]
AEnciclopédia Católica[4] afirma que Atanásio teria nascido entrec. 296 e antes de 298. O argumento para esta última data começa com uma análise do compilador das famosas "Cartas Pascoais" logo depois de sua morte. Este autor, anônimo, afirmou que os arianos haviam afirmado Atanásio, entre outras coisas, de não ter ainda atingido a idade canônica (30 anos) e, por isso, ele não poderia ter sido ordenado patriarca de Alexandria em 328. Como ele não foi julgado novamente por essas acusações, Atanásio deve ter pelo menos parecido ter mais de 30 anos em 328 para a afirmação ser plausível.[6] Além disso, em duas passagens distintas (Hist. Ar., lxiv eDe Syn., xviii), Atanásio afirma não se lembrar de ter sido testemunha ocular do início dagrande perseguição pelostetrarcasDiocleciano eMaximiano em fevereiro de 303. Ao fazer referência a estes eventos, ele nunca menciona lembranças próprias e se volta para as tradições, o que tende a indicar juventude (menos de 10 anos de idade) em 303.[4]
Rufino[9] relata a ocasião quando o bispoAlexandre convidou seus colegas para um café da manhã depois de um importante serviço religioso. Enquanto esperava pelos convidados na janela, ele assistiu alguns jovens brincando na praia. Ele logo percebeu que eles estavam imitando o elaborado ritual cristão dobatismo. Ele mandou chamar os garotos e descobriu que um deles (Atanásio) era o "bispo" do grupo. Alexandre determinou que os batismos de mentira fossem considerados reais e estimulou Atanásio e seus companheiros a se prepararem para receber funções clericais.[7]
O próprio Alexandreordenou Atanásiodiácono em 319.[10] Em 325, Atanásio serviu como secretário do bispo noConcílio de Niceia. Já reconhecido como teólogo easceta, ele era uma das escolha para suceder seu velho mentor como patriarca,[11] apesar da oposição dos seguidores deÁrio e deMelécio de Licópolis.[10] Enquanto ainda era diácono à serviço de Alexandre ou nos primeiros anos de seu patriarcado, é possível que Atanásio tenha se encontrado com alguns doseremitas do deserto egípcio, principalmente comAntão do Deserto, cujahagiografia acredita-se que ele tenha escrito.[7]
Ele havia tido uma boa educação e era versado emgramática eretórica e, apesar de ainda jovem e de não ter ainda alcançado oepiscopado, já dava provas aos que o conheciam de sua sabedoria e sagacidade".[12]
A primeira obra de Atanásio, "Contra os Pagãos - Sobre a Encarnação " (escrita antes de 319), revela traços da influência doorigenismo no pensamento alexandrino (como a citação frequente dePlatão e a utilização de uma definição originada no"Organon" deAristóteles), mas de forma ortodoxa. Atanásio conhecia também as teorias das diversas escolas filosóficas e, em particular, os principais avanços doneo-platonismo da época. Apesar disso, em obras subsequentes, Atanásio citaHomero mais de uma vez.[13] Em sua carta aConstâncio II, ele apresenta uma defesa de si com traços evidentes da influência da obra"De Corona", deDemóstenes.
Por volta de 319, quando Atanásio eradiácono, umpresbítero chamadoÁrio entrou em conflito direto com o bispoAlexandre de Alexandria. Ao que parece, Alexandre havia repreendido o presbítero por entender que doutrinas heréticas estariam sendo ensinadas por ele.[16] A visão teológica de Ário (o pouco que sobrevive de sua obra são citações feitas por concorrentes) parece ter estado firmemente enraizada nocristianismo alexandrino e seus pontos de vista certamente não eram radicaisː[17] ele defendia umacristologia subordinacionalista (que defendia que oFilho de Deus, oLogos, era "criado" e não "gerado eternamente", "subordinado", portanto, ao "criador"), fortemente influenciada por pensadores alexandrinos comoOrígenes,[18] uma visão comum na cidade na época.[19] O apoio de bispos comoEusébio de Cesareia[20] eEusébio de Nicomédia[21] ajudam a entender como a cristologia de Ário era compartilhada por diversos outros cristãos por todo o império romano.
O episcopado de Atanásio começou em 9 de maio de 328 depois que osínodo de Alexandria elegeu-o para suceder o idoso Alexandre. Este concílio também denunciou váriasheresias ecismas, problemas que ocupariam Atanásio durante os 45 anos que ocuparia o trono em Alexandria. Ele passou dezessete fora de sua sé em cinco exílios diferentes ordenados por quatroimperadores romanos, sem contar aproximadamente seis outros incidentes nos quais Atanásio teve que fugir da cidade para fugir da população que pretendia matá-lo. Estes eventos deram origem à expressão"Athanasius contra mundum ("Atanásio contra o mundo"). Porém, durante seus primeiros anos como bispo, visitou as igrejas de seu território, que abrangia todo oEgito e aLíbia. Ele também estabeleceu contato com os eremitas e monges do deserto, incluindoPacômio, o que lhe seria muito útil no futuro. Porém, logo em seguida Atanásio se envolveu nas variadas disputas contra oarianismo que tomariam o resto de sua vida.[11]
Primeiro exílio (11 de julho de 335—22 de novembro de 337)
Quando Constantino morreu, Atanásio recebeu permissão para retomar sua sé em Alexandria. Logo depois, em 338, o filho de Constantino, o novo imperadorConstâncio II, renovou o banimento de Atanásio. Ele seguiu paraRoma e passou a ser protegido porConstante, oimperador romano do ocidente. Nesta época,Gregório da Capadócia foi instalado no trono de Alexandria, usurpando o direito de Atanásio que, contudo, manteve-se em contato com seu povo através das suas "Cartas Pascoais" anuais, nas quais ele também anunciava adata da Páscoa anualmente.[11]
Além disso, em 340,cem bispos se reuniram em Alexandria e se declararam a favor de Atanásio, vigorosamente rejeitando as críticas feitas pelo partido de Eusébio em Tiro. Opapa Júlio I escreveu para os aliados de Ário exigindo fortemente que eles reinstalassem Atanásio, mas sem sucesso. Opapa Júlio I convocou umsínodo em Roma em 341 para tratar do impasse e o resultado foi que Atanásio foi inocentado de todas as acusações.[11][1]
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No início de 343, encontramo-lo em corajoso exílio na Gália, para onde ele havia ido para se consultar com o santoÓsio, o grande campeão da ortodoxia no ocidente. Os dois seguiram juntos para oConcílio de Sárdica que havia sido convocado em deferência aos desejos dosumo pontífice. Nesta grande reunião deprelados, o caso de Atanásio foi retomado novamente; e novamente sua inocência foi reafirmada. Duas cartas conciliares foram preparadas, uma para o claro e os fieis de Alexandria e a outra para os bispos do Egito e da Líbia, onde o desejo do concílio se fez conhecer. Enquanto isso, o partido de Eusébio havia seguido paraFilipópolis e,lá reunidos, emitiram umanátema contra Atanásio e seus aliados. A perseguição contra o partido ortodoxo reiniciou com renovado vigor eConstâncio II foi induzido a preparar medidas drásticas contra Atanásio e os padres que ainda lhe eram fieis. Ordens foram recebidas indicando que se o Santo [Atanásio] tentasse retomar suasé episcopal, deveria ser executado. Atanásio, por conta disto, fugiu deSérdica paraNaísso naMísia, onde celebrou aPáscoa de 344.[4]
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Em 346, quando o detestado usurpador, Gregório, morreu, Constante usou sua influência para permitir que Atanásio retornasse para Alexandria. A maior parte dos egípcios já havia então passado a considerar o bispo como uma espécie de herói nacional e sua recepção foi calorosa. Este foi o início de uma década de paz e prosperidade na região, durante a qual Atanásio reuniu diversos documentos sobre seus exílios e retornos numa obra chamada "Apologia Contra os Arianos". Porém, com a morte de Constante em 350, outra guerra civil se iniciou e o pró-ariano Constâncio II acabou tornando-se o único imperador. Umconcílio local em Alexandria em 350 reafirmou (ou recolocou) Atanásio em sua sé.[4]
Terceiro exílio (10 de julho de 356—21 de fevereiro de 362)
Mapa doImpério Romano em 337. Em verde-escuro, o território do aliado de Atanásio, o imperadorConstante. Contudo, a sé de Alexandria ficava no Egito, no território do arianoConstâncio II (verde água), o que resultou em diversos exílios do patriarca de Alexandria.
Constâncio II, retomando suas políticas anteriores em prol dos arianos, baniu Atanásio de Alexandria mais uma vez. Para tanto, emitiu uma carta que foi levada até o Egito pelocondeHeráclio e oprefeito augustalCatafrônio, que chegaram à cidade em 10 de julho.[24] Ao exílio se seguiu, ainda em 356, uma tentativa de prendê-lo durante umavigília. O bispo deposto fugiu para oAlto Egito e se escondeu em diversosmosteiros e eremitérios entre monges e eremitas com quem havia mantido contato. Foi neste período que Atanásio completou sua obra "Quatro Orações contra os Arianos" se defendeu na "Apologia a Constâncio" e "Apologia por sua Fuga". A persistência do imperador em sua luta contra Atanásio combinada a relatos de perseguições contra os cristãos não-arianos pelo novo bispo de Alexandria, o arianoJorge de Laodiceia, estimularam Atanásio a escrever a emotiva "História dos Arianos", na qual ele descreve Constâncio como o precursor doAnticristo.[11]
Em 361, depois da morte do imperador, seguida logo depois pelo assassinato do tremendamente impopular Jorge, Atanásio retomou sua sé. No ano seguinte, ele convocou umnovo concílio em Alexandria e o presidiu juntamente comEusébio de Vercelli. Atanásio pediu união a todos os cristãos, mesmo que diferissem em questões de terminologia, preparando o caminho para sua definição do que seria a doutrina ortodoxa daTrindade. Porém, o concílio também tratou dos que negavam a divindade doEspírito Santo, a alma humana de Cristo e a divindade de Cristo. Acordaram-se medidas leves contra os bispos que se arrependeram, mas penas severas foram decretadas contra os principais líderes dos grandes movimentos heréticos.[25]
Quarto exílio (24 de outubro de 362—5 de setembro de 363)
No mesmo ano, o novo imperadorJuliano, conhecido por sua rejeição aocristianismo, ordenou que Atanásio deixasse Alexandria novamente. Ele seguiu para o Alto Egito e lá ficou até a morte do imperador em 363.
Quinto exílio (5 de outubro de 365—31 de janeiro de 366)
Dois anos depois, o imperadorValente, que também era favorável aos arianos, exilou novamente Atanásio. Desta vez, porém, Atanásio se escondeu nos subúrbios de Alexandria, onde permaneceu por uns poucos meses até que as autoridades locais convenceram Valente a mudar de ideia.[11] Alguns relatos indicam que ele teria passado todo este período no túmulo ancestral de sua família.[10]
Depois de retornar para o trono no início de 366, Atanásio passou seus últimos anos arrumando os danos provocados pelos sucessivos períodos de violência, dissensão e exílios na Sé de Alexandria. Ele voltou a escrever e a pregar livremente e, caracteristicamente, reenfatizou a visão sobre aEncarnação que havia sido definida em Niceia. Em 2 de maio de 373, tendo consagrado como patriarcaPedro II de Alexandria, um de seuspresbíteros, como sucessor, Atanásio morreu dormindo, rodeado de fiéis e aliados.[7]
Atanásio não era um teólogo especulativo. Como ele mesmo afirmou na sua "Primeiras Cartas a Serapião", se agarrava"à tradição, ensinamentos e fé proclamadas pelosapóstolos e guardadas pelospadres".[10] Ele defendia não apenas que oFilho de Deus eraconsubstancial com oPai, mas que também o era oEspírito Santo, uma ideia que teve grande influência no desenvolvimento de doutrinas posteriores sobre a Trindade.[10]
Sua "Carta sobre os Decretos do Concílio de Niceia" (De Decretis) é um importante relato histórico e teológico sobre os procedimentos do concílio. Outra, de 367, é a mais antiga conhecida listando os livros doNovo Testamento que inclui todos os livros aceitos universalmente como parte do Novo Testamento[10] (há listas mais antigas que variam pela omissão ou adição de um ou outro livro; vejaDesenvolvimento do cânon do Novo Testamento).
Atanásio também escreveu uma obra em dois volumes. "Contra os Pagãos" e "Sobre a Encarnação do Verbo de Deus". Provavelmente escritas no início de sua vida, antes dacontrovérsia ariana,[26] elas são as primeiras obras clássicas de uma teologia ortodoxa mais desenvolvida. Na primeira parte, Atanásio ataca diversas práticas e crenças pagãs. Na segunda, ele apresenta sua tese sobre aredenção.[10]
Entre as demais estão suas "Cartas a Serapião", que tratam da divindade doEspírito Santo numapolêmica contra osmacedonianos, e uma carta aEpiteto de Corinto, na qual Atanásio antecipa acontrovérsia futura sobre a humanidade de Cristo. Outra carta, esta para um tal Dracôncio, clama aomonge que deixe o deserto para assumir encargos mais ativos comobispo.[11]
Umahagiografia deSanto Antão (ou "Antônio, o Grande"), intituladaVita Antonii emlatim[27] é sua obra mais popular. Traduzida para diversas línguas, ela teve um importante papel na disseminação doascetismo entre os cristãos do ocidente e do oriente.[11] Ao representar Antão como um homem santo e analfabeto que, através de sua existência num ambiente inóspito, mantinha uma conexão absoluta com a verdade divina, a hagiografia dele lembra a de seu biógrafo, Atanásio.[28]
Há várias outras obras atribuídas a ele, mas nenhuma outra conte com a aceitação geral dos estudiosos. Entre elas está oCredo de Atanásio que se acredita hoje em dia ter se originado noséculo V.[10]
Atanásio foi também a primeira pessoa a identificar os mesmos 27 livros doNovo Testamento utilizados hoje em dia como canônicos. Até então, listas similares de obras a serem lidas nas igrejas eram utilizadas. Um marco no desenvolvimento docânon do Novo Testamento é a sua carta pascoal escrita em 367, conhecida geralmente como "39ª Carta Pascal". Opapa Dâmaso I,bispo de Roma em 382, promulgou uma lista de livros que continha os mesmos livros propostos por Atanásio.[29] Umsínodo em Hipona, em 393, repetiu a lista de Atanásio e Dâmaso (sem aEpístola aos Hebreus) e umconcílio em Cartago em 397 repetiram-na novamente.
Porém, estudiosos debatem se a lista de Atanásio em 367 era ou não a base das listas posteriores. Como o cânon de Atanásio é, dentre ospadres da Igreja, o que mais se parece com o cânon utilizado pelas igrejasprotestantes modernas, muitos teólogos protestantes apontam Atanásio como o "Pai do cânon". Eles são idênticos, exceto que Atanásio inclui oLivro de Baruque e aEpístola de Jeremias, além de incluir oLivro de Ester entre os"sete livros que não fazem parte do cânon, mas que devem ser lidos", juntamente com aSabedoria de Salomão,Sirácida,Judite,Tobias, aDidaquê e oPastor de Hermas.[30]
São Gregório de Nazianzo (330—390), ele também umDoutor da Igreja, afirmou em sua "Oração 21":"Quando elogio Atanásio, a própria virtude é meu tema: eu nomeio cada virtude com virtude com a mesma frequência com que nomeio a ele, que possuía todas as virtudes. Ele era o verdadeiro pilar da Igreja. Sua vida e conduta eram a regra dos bispos e sua doutrina, a regra da fé ortodoxa".[7]
Muitasdenominações cristãs reverenciam Atanásio como santo, professor e "pai". Elas citam sua defesa à cristologia descrita no primeiro capítulo doEvangelho de João (João 1:1–4) e a importância de suas obras teológicas[34] como evidências de sua virtude. Elas também enfatizam a já citada relação próxima comSanto Antão, que é universalmente reverenciado.
São Cirilo de Alexandria (370—444), em sua primeira epístola, diz:"Atanásio é um dos confiáveis: ele não diria nada que não estivesse de acordo com as sagradas escrituras" (Ep 1).
Por toda vida, Atanásio teve muitos detratores. O estudioso clássicoTimothy Barnes relata as acusações da época contra Atanásio: desde poluir um altar a vender os cereais que a Igreja havia destinado à alimentação dos pobres para obter ganhos pessoais, passando por atos violentos e até mesmo assassinatos para calar oponentes, nada faltou no rol das acusações.[35] Atanásio utilizava o termo "ariano" para descrever os seguidores de Ário, mas também como um termo político depreciativo contra seguidores de ideias que ele considerava tão ruins quanto as dele.[36][37]
Estudiosos atualmente acreditam que o "partido ariano" não era monolítico,[38] mas que defendia diversas visões teológicas drasticamente diferentes que abrangiam todo o espectro teológico cristão.[39][40][41] Ele apoiava os princípios do pensamento e da teologiaorigenista[42] e pouco mais em comum. Além disso, muitos dos chamados "arianos" não se consideravam seguidores de Ário.[43]
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↑Justo L. Gonzalez inA History of Christian Thought lembra (p292) que E. Schwartz data a obra para depois, por volta de 335, mas"seus argumentos não tem sido geralmente aceitos". A introdução à tradução da CSMV da "Sobre a Encarnação..." data a obra em 318, por volta da época da ordenação de Atanásio ao diaconato (St Athanasius On the Incarnation, Mowbray, England 1953)
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