Junto ao vagão, após a assinatura do armistício: em primeiro plano, o marechalFerdinand Foch, ladeado pelos almirantes britânicos Hope e Rosslyn Wemyss.
Apesar do armistício ter acabado com as hostilidades nafrente ocidental, foi necessário prolongar o armistício três vezes até que as negociações doTratado de Versalhes fossem concluídas e formalizadas no dia 10 de janeiro de 1920.
Ao fim de setembro de 1918, oSupremo Comando Alemão doImpério Alemão percebeu que asPotências Centrais não iriam mais ganhar a guerra. Com oArmistício de Tessalônica, assinado no dia 29 de setembro de 1918, aBulgária saía da guerra, deixando os impériosAustro-Húngaro eOtomano vulneráveis. Os comandantes alemães, então, propuseram ao imperadorGuilherme II e ao chancelerGeorg von Hertling sobre o caminho que a Alemanha deveria fazer para conseguirem um armistício. Uma preocupação dos generais eram osQuatorze Pontos proclamados pelo presidente americanoWoodrow Wilson, visto que a Alemanha controlava a Alsácia-Lorena e partes do território daPolônia, em violação aos pontos 8 e 13 do plano de Wilson. ComoGeorg von Hertling era contrário a um armistício e acreditava na vitória da Alemanha, ele foi substituído pelo príncipeMaximiliano de Baden no dia 3 de outubro.[3]
O general alemãoErich Ludendorff, do Supremo Comando Alemão, escreveu uma declaração contraditória no dia 24 de outubro. Essa declaração foi censurada por oficial, mas uma cópia da declaração foi compartilhada aos parlamentares em Berlim. Os parlamentares, irritados com a insubordinação de Ludendorff, exigiram do imperador Guilherme II que Ludendorff deixasse o comando. No dia 26 de outubro, Erich Ludendorff deixa o comando.[3]
A revolta dos marinheiros daMarinha Imperial Alemã, que começou no porto das cidades deWilhelmshaven eQuiel, nos dias 29 e 30 de outubro, espalhou-se rapidamente para o resto da Alemanha. Em algumas cidades, a revolta incentivou a criação desovietes de trabalhadores e soldados, inspirados com aRevolução Russa de 1917. No dia 7 de novembro, no estado daBaviera, orei da BavieraLuís III foi forçado a abdicar. O imperador alemãoGuilherme II abdicou no dia 9 de novembro.[3] No mesmo dia, duas repúblicas alemãs foram declaradas: aRepública de Weimar pelo social-democrataFriedrich Ebert, e a República Socialista Livre da Alemanha, declarada pelos socialistasRosa Luxemburgo eKarl Liebknecht. O conflito duraria por um ano, com a República de Weimar sucedendo o Império Alemão.[3]
Fotografia restaurada do artista francês Maurice Pillard Verneuil
No dia 6 de novembro, uma delegação alemã liderada porMatthias Erzberger parte para a França, encontrando com o marechal francêsFerdinand Foch na manhã do dia 8 de novembro em uma localização secreta, próxima de Compiègne.[3]
A delegação alemã se identificou e fez suas propostas aos representantes da Tríplice Entente. No dia seguinte, uma lista de demandas por parte das nações da Tríplice Entente foi entregue a delegação alemã, e foram dadas 72 horas para aprovar essas demandas.[3]
As demandas dos Aliados incluíam a desmilitarização da Alemanha, o fim das hostilidades na terra, mar, e no ar, a imediata evacuação daBélgica,Luxemburgo e da Alsácia-Lorena, conquistada pela Alemanha durante aGuerra Franco-Prussiana em 1871, a rendição e entrega de vários materiais bélicos, a liberação de todos osprisioneiros de guerra da Tríplice Entente, a continuidade do bloqueio naval contra a Alemanha, a renúncia dos acordos feitos noTratado de Brest-Litovski e noTratado de Bucareste, a evacuação de forças alemãs no continente africano, e aocupação da Renânia.[4]
Capa do jornalThe New York Times no dia 11 de novembro de 1918. "ARMISTÍCIO ASSINADO, FIM DA GUERRA. BERLIM OCUPADA POR REVOLUCIONÁRIOS; NOVO CHANCELER PEDE PELA ORDEM. KAISER DESTITUÍDO FOGE PARA A HOLANDA"
Rumores de que uma delegação alemã estava em território francês rapidamente se espalharam, com esperanças de que o fim da guerra estava próximo. No dia 7, o jornal americanoSan Diego Sun declara que a guerra teria terminado, com um erro gramatical na manchete do jornal: "Peace. Fightnig ends", em vez de, "Peace. Fighting ends".[2]
O Armistício de Compiègne foi anunciado por Ferdinand Foch. Acompanhado pelo primeiro-ministroGeorges Clemenceau e um representante britânico, Foch declara que: "As hostilidades irão cessar em todo o fronte a partir do dia 11 de novembro, às 11 horas. Tropas aliadas não irão, até que recebam novas instruções, avançar em território inimigo após esta data".[5]
A paz seria formalizada com oTratado de Versalhes, assinada no dia 28 de junho de 1919 e ratificada pelaLiga das Nações no dia 10 de janeiro de 1920.