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Oanarquismo tem sido corrente na política israelense por mais de um século.
A ideologia anarquista achegou àPalestina no início doséculo XX, trazida por uma grande onda de emigração do Leste Europeu (Rússia,Lituânia,Ucrânia,Polônia). As ideias dePeter Kropotkin eLeo Tolstoy tiveram uma notável influência em famosos expoentes dosionismo trabalhista, tais comoYitzhak Tabenkin,Berl Katznelson eMark Yarblum. O organizador do movimento israelense de defesa,Joseph Trumpeldor, que depois tornou-se um herói da direita israelense, era muito próximo doanarcossindicalismo e até declarava-se comoanarcocomunista. Ao anarquismo também teve alguma influência na constituição de movimentos político-sociais tais comoPoalei Zion,Tzeirei Zion,HeHalutz eGdud HaAvoda. O início do movimentokibutziano erasocialista libertário por natureza. Naquele tempo, muitos sionistas de esquerda rejeitaram a ideia de estabelecer umaestado-nação judeu e apoiaram a solidariedade judaico-árabe.[1]
Os anarquistas na Palestina no início do século, quase todos vindo do Leste Europeu, não tinham conexões com o poderoso movimento anarquistaíidiche e adotaram ohebraico, que era impopular entre os anarquistas europeus, muitos deles eram opostos a todas as formas de sionismo e apoiavam a cultura popular do judaísmoashkenazi. Nos anos 1920 e 1930, todos viveram em kibutzim: por exemplo, o anarquista famosoAharon Shidlovsky foi um dos fundadores do kibutzKvutzat Kinneret.
Durante aRevolução Espanhola, muitos anarquistas da Palestina foram à Espanha para lutar pela milíciaCNT-FAI contraFranco e ofascismo.
O filosofo judeu austríacoMartin Buber estabeleceu-se emJerusalém em 1938. Buber considerava-se um "sionista cultural". Ele rejeitava a ideia de um nacionalismo judeu e era um apoiador convicto de uma solução binacional na Palestina.
Enquanto muitosjudeus anarquistas não eram religiosos ou às vezes veementementeantirreligiosos, havia também alguns pensadores anarquistas religiosos, que combinavam ideias radicais contemporâneas com correntes tradicionais anarquistas com aKabbalah e ochassidismo. O rabinoortodoxo cabalistaYehuda Ashlag, que mudou-se para a Palestina em 1921, acreditava em um comunismo voluntário, baseado nos princípios da Kaballah. Ashlag apoiava o movimento kibutziano e proclamava estabelecer um rede de trabalho de comunas internacionalistas autorreguladas, que iriam afinalanular completamente o regime da força bruta, para "cada homem fazer que estiver certo em seus olhos", porquenão há nada mais humilhante e degradante para uma pessoa do que estar sob um governo de força bruta[3].