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Óvulo (botânica)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado deAnátropo)
Localização dos óvulos nogineceu de uma flor deHelleborus foetidus.
Esquema do óvulo de gimnospérmicas e angiospérmicas.
Fotomicrografia de um óvulo demonocotiledónea.
Formação do megagametófito nosgénerosPolygonum eLilium. Os núcleostriploides são mostrados como elipses com três pontos brancos. As primeiras três colunas mostram ameiose do megásporo, seguida de 1-2mitoses.
Óvulo com megagametófito:oosfera (amarelo), células sinérgides (laranja), célula central com dois núcleos polares (verde-claro) e células antipodais (verde-escuro).
Estrutura de um óvulo anátropo (1: núcleo; 2:calaza; 3: funículo; 4: rafe).

Oóvulo (ourudimento seminal) é uma estrutura reprodutiva dasplantas com semente (Spermatophyta) que dá origem e contém no seu interior ascélulas reprodutivas femininas, e que, após afecundação destas, origina asemente. A estrutura é constituída por três partes: (1) otegumento, camada de protecção externa que envolve o óvulo; (2) anucela, um tecido vegetaldiploide remanescente do megasporângio que constitui o interior do óvulo, circundando o gametófito feminino; e (3) omegasporócito, o gametófito feminino formado a partir domegásporohaploide e que produz aoosfera destinado a serfertilizado pelopólen.[1]

Nasangiospérmicas, a estrutura está inserida noovário e contém osaco embrionário (massa no centro do óvulo que contém aoosfera, isto é ogâmeta feminino, osnúcleos polares, ascélulas sinérgides e ascélulas antipodais),[2] a que se juntam anucela, o tegumento (que neste grupo de plantas é geralmente duplo), terminando numacalaza que através de umfunículo liga o óvulo com aplacenta.

Nasgimnospérmicas a estrutura é mais simples, com óvulos com um só tegumento directamente inseridos na superfície de uma escama ovulífera, omegasporófilo, que geralmente ocorre dentro de umapinha (oumegastróbilo similar).

Localização e inserção

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Nasplantas com flor (angiospermas), o óvulo está localizado dentro de umovário na porção daflor designada porgineceu. Nestas plantas, oovário é assim a parte do gineceu que produz um ou mais óvulos e, após apolinização, evolui e transforma-se na parede dofruto. Os óvulos são ligados àplacenta no interior do ovário por meio de uma estrutura semelhante a umpedúnculo, designada porfunículo, que se insere numacalaza.[3]

Nasgimnospermas, entre as quais asconíferas, os óvulos formam-se na superfície de uma escama ovulífera (portadora de óvulos), geralmente dentro de umapinha (também designado pormegastróbilo). Nosextintospteridófitos com sementes, os óvulos surgiam na superfície das folhas. Nosclados mais recente dessestaxa existe uma cúpula (um ramo modificado ou grupo de ramos) que circunda o óvulo (por exemplo, nos génerosCaytonia eGlossopteris).

Desenvolvimento e estrutura do óvulo

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Desenvolvimento

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Numa análise funcional, o óvulo das plantas parece ser ummegasporângio rodeado por tegumentos. Os óvulos são inicialmente compostos de tecido maternodiplóide, que inclui ummegasporócito, ou seja uma célula que sofre posteriormentemeiose para produzirmegásporos. Os megásporos assim produzidos permanecem dentro do óvulo e dividem-se subsequentemente por mitose para produzir o gametófito femininohaplóide, geralmente designado por megagametófito, que também permanece dentro do óvulo. Os restos do tecido do megasporângio forma anucela que circunda o megagametófito.

Os megagametófitos produzemarquegónios, que desapareceram nos grupos mais evoluídos, entre os quais as plantas com flor, mas que permanecem nosgrupos basais, que por sua vez produzemoosferas, os gâmetas femininos.

Após afertilização, o óvulo passa a conter umzigoto diplóide e, após o início dadivisão celular, umembrião da próxima geração deesporófito. Nas plantas com flor, um segundo núcleo de esperma é fundido com outros núcleos no megagametófito formando um tecido tipicamentepoliploide (frequentemente triplóide) designado porendosperma, que depois serve como alimento ao novo esporófito em desenvolvimento.

Estrutura do óvulo

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Tegumento
Ver artigo principal:Tegumento (botânica)

Umtegumento é uma camada protectora de células em redor do óvulo. As gimnospermas geralmente têm um único tegumento (logo os óvulos são unitegumentados), enquanto nas angiospermas em geral existem dois tegumentos (óvulos bitegumentados). A origem evolutiva do tegumento interno, que é parte integrante da formação dos óvulos no megasporângio, foi proposta como tendoevoluído a partir do fechamento de um megasporângio pela fusão de ramos estéreis (telomas).[4] O género extintoElkinsia, um táxon pré-ovulado, apresentava uma estrutura lobulada fundida ao terço inferior do megasporângio, com os lóbulos estendidos para cima em anel ao redor do megasporângio. Essa pode, por meio da fusão entre os lóbulos e entre a estrutura e o megasporângio, ter sido a estrutura que originou o tegumento interno.[5]

A origem do segundo tegumento, o tegumento externo, permanece pouco clara, embora as cúpulas que continham as sementes de algunspteridófitos com sementes extintos tenham sido apontadas como a origem mais provável daquela estrutura. Algumas angiospermas produzem tecido vascular no tegumento externo, cuja orientação sugere que a superfície externa é morfologicamente abaxial. Isso sugere que as cúpulas do tipo produzido pelosCaytoniales ou pelosGlossopteridales podem ter evoluído para o tegumento externo das angiospermas.[6]

Quando o óvulo amadurece após a fertilização, os tegumentos endurecem e transformam-se na camada externa dasemente, também designada por tegumento ou casca.

Micrópilo
Ver artigo principal:Micrópilo

Os tegumentos não envolvem o óvulo completamente, retendo num dos vértices uma abertura designada pormicrópilo. A abertura que constitui o micrópilo permite que opólen (umgametófito masculino) entre no óvulo para fertilização.

Nas gimnospermas (por exemplo, nasconíferas), o pólen é encaminhado para o óvulo por uma gota de fluido que exsudado para o exterior do micrópilo, o chamado mecanismo de «gota de polinização».[5] Após completada apolinização, o micrópilo fecha.

Nas angiospermas, apenas otubo polínico entra através do micrópilo, permitindo a fecundação. A estrutura mantém-se nasemente e durante agerminação, aradícula daplântula emerge através do micrópilo.

Nucela
Ver artigo principal:Nucela

Anucela é parte da estrutura interna do óvulo, formando uma camada de célulasdiplóidesesporofíticas localizadas imediatamente dentro do tegumento mais interno. A nucela é estrutural e funcionalmente equivalente aomegasporângio dospteridófitos. Em óvulos imaturos, a nucela contém no seu interior ummegasporócito (célula-mãe de ummegásporo), que sofreesporogénese viameiose durante o processo de maturação do óvulo.

Em algumas plantas, o tecido diplóide da nucela pode dar origem a um embrião no interior da semente por meio de um mecanismo dereprodução assexuada designado porembrionia nucelar (também designada porembrionia adventícia), um processo relativamente comum noscitrinos.

Megásporo
Ver artigo principal:Megásporo

Omegásporo oumacrosporo é oesporofeminino dasespermatófitas, as plantas que produzem sementes, e corresponde à célula-mãe daoosfera.[7] O megásporo forma-se por diferenciação celular pormeiose no seio de uma estrutura designada pormegasporócito. Estameiose depende de um conjunto de mecanismos de regulação celular que visam garantir a integridade genética do megásporo, que no caso daespécie-modeloArabidopsis thaliana, inclui a préviaexpressão génica degenes que medeiam areparação de DNA e arecombinação homóloga.[8]

Nas gimnospermas, três dos quatro esporoshaplóides produzidos na meiose geralmente degeneram, deixando apenas um megásporo sobrevivente dentro da nucela.

Entre as angiospermas existe uma ampla gama de variação, resultado de ser diferente entre espécies o número e a posição dos megásporos sobreviventes. Entre estas plantas é também variável o número total dedivisões celulares, bem como a ocorrência ou ausência de fusões nucleares, processo de que resulta variabilidade no número final de esporos e na posição eploidia das células ou núcleos.[9]

Apesar da variabilidade atrás apontada, existe entre as angiospermas um padrão comum de desenvolvimento dosaco embrionário, designado por «padrão de maturação do tipoPolygonum, que inclui um único megásporo funcional seguido por três rodadas de mitose. Em alguns casos, no entanto, dois megásporos sobrevivem (por exemplo, nos génerosAllium eEndymion). Em alguns casos, todos os quatro megásporos sobrevivem, por exemplo, no tipo de desenvolvimento conhecido por «tipoFritillaria» (ilustrado porLilium na figura), não ocorrendo separação dos megásporos após a meiose, de que resulta a fusão dos núcleos para formar um núcleo triploide e um núcleo haplóide. O arranjo subsequente das células é semelhante ao padrãoPolygonum, mas aploidia dos núcleos é diferente.[9]

Perisperma
Ver artigo principal:Perisperma

Após a fertilização, a nucela pode-se desenvolver num tecido designado porperisperma, o qual persiste na fase de maturação dasemente e serve posteriormente de alimenta ao embrião.

Saco embrionário

Exclusivamente no óvulo dasangiospermas ocorre uma estrutura designada porsaco embrionário na qual está inserido o «aparato filar», ou «aparato filiforme», um conjunto de células diferenciadas que permitem adupla fertilização, processo que apenas ocorre neste grupo deplantas. Essas estruturas são as seguintes:

Células antipodais
Ver artigo principal:Célula antipodal
No saco embrionário das angiospermas formam-se três células antipodais no extremo oposto ao micrópilo, junto ao vértice calazal do óvulo, que após a polinização degeneram. A designação de «antipodal» deriva de elas se situarem no vértice oposto àquele em que está a oosfera.
Células sinérgides
Ver artigo principal:Sinérgide
Designam-se por células sinérgides, ou siplesmente sinérgides, as duas células das angiospermas que após a diferenciação celular dosaco embrionário ladeiam aoosfera. Estas células estão envolvidas na produção de sinais bioquímicos que guiam o crescimento dotubo polínico em direcção à oosfera durante apolinização.
Núcleos polares
Ver artigo principal:Núcleos polares
A grande célula central dosaco embrionário das angiospermas contém doisnúcleos polares cuja função consiste em suportar a redução cromossómica característica dameiose durante a fecundação da oosfera, participando nos mecanismos dadupla fertilização. Aquando da formação dasemente esta célula dá origem aoendosperma.
Estruturas de placentação

No caso dos óvulos de angiospérmicas, que ocorrem no interior de umovário ligados a umaestrutura placentar, ocorrem as seguintes estruturas:

Calaza
Ver artigo principal:Chalaza
Localizada em posição oposta ao micrópilo, geralmente ocupando um dos vértices do óvulo, que por isso recebe a designação de «vértice calazal», está acalaza, uma estrutura fascicular que une anucela ao tegumento (ou tegumentos, nos caso dos óvulos bitegmáticos). Os nutrientes da planta-mãe são transportados através dofloema do sistema vascular para ofunículo e para o tegumento externo e de lá são canalizadosapoplasticamente esimplasticamente através da calaza até à nucela, distribuindo-se daí pelo interior do óvulo.
Nasplantas calazogâmicas, os tubos polínicos entram no óvulo através da calaza, em vez de o fazerem através da abertura do micrópilo.
Funículo
Ver artigo principal:Funículo
Ofunículo ovular é o órgão peduncular que suporta o óvulo, ligando acalaza àplacenta. O funículo é formado por uma camada de tecido conjuntivo (estroma) em torno defeixes cribrovasculares que se ramificam ao nível da chalaza para alimentar o óvulo a partir dos tecidos da planta-mãe.[10] Assim, para além das funções mecânicas de fixação do óvulo, o funículo garante a alimentação do óvulo.
No caso dos óvulos anátropos, os mais comuns entre as angiospermas, o funículo e a calaza e a calaza estão em lados opostos, sendo que o funículo soldado ao tegumento em torno do óvulo, formando um espessamento alongado designado por «rafe».

Megagametófito

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Ver artigo principal:Saco embrionário

O megásporo haplóide situado dentro danucela dá origem aogametófito feminino, designado pormegagametófito. O processo difere substancialmente entre asgimnospermas e asangiospermas.

Nas gimnospermas, o megagametófito consiste em cerca de 2 000núcleos e formaarquegónios que produzem óvulos para fertilização.

Nas angiospermas, as plantas com flor, o megagametófito (também conhecido comosaco embrionário) é muito menor e normalmente consiste em apenas sete células e oito núcleos. Este tipo de megagametófito desenvolve-se a partir do megásporo através três voltas sequenciais de divisãomitótica. Neste processo, a célula mais próxima da abertura domicrópilo diferencia-se na oosfera, ladeada por duascélulas sinérgides, estruturas que estão envolvidas na produção de sinais que orientam otubo polínico. No extremo oposto do saco embrionário, na região contígua à calaza, formam-se trêscélulas antipodais que posteriormente degeneram. A grande célula central do saco embrionário contém doisnúcleos polares, e após o processo de polinização evolui para a formação doendosperma.

Zigoto, embrião e endosperma

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No processo depolinização otubo polínico insere dois núcleos espermáticos dopólen no óvulo. O processo subsequente é diferente nas gimnospermes e nas angiospermas.

Nas gimnospermas, afertilização ocorre dentro doarquegónio produzido pelo gametófito feminino. Embora seja possível que vários óvulos estejam presentes e fertilizados, normalmente apenas umzigoto se desenvolve até atingir o estádio deembrião maduro, pois os recursos dentro dasemente são limitados.

Nas angiospermas, as plantas com flor, um dos núcleos de esperma funde-se com o óvulo para produzir umzigoto, enquanto o outro se funde com os doisnúcleos polares da célula central para dar origem aoendosperma poliplóide (tipicamentetriploide). Estafertilização dupla é exclusiva das plantas com flor, embora em alguns outros grupos a segunda célula espermática se funda com outra célula no megametófito para produzir um segundo embrião. A planta armazena nutrientes comoamido,proteína eóleos no endosperma como uma fonte de alimento para o embrião em desenvolvimento e para aplântula, servindo uma função semelhante à dagema de ovos animais. O endosperma também é designado poralbúmen da semente.

Tipologia dos óvulos das angiospermas

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Tipos de gametófito

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Os megagametófitos dasplantas com flor podem ser descritos de acordo com o número demegásporos que atingem a fase final de desenvolvimento. A classificação mais comum é a seguinte:

  • Monospórico — apenas um megásporo atinge pleno desenvolvimento;
  • Bispórico — dois megásporos atingem pleno desenvolvimento;
  • Tetraspórico — quatro megásporos atingem pleno desenvolvimento, formando umtetrasporo;

Tipos de óvulo

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Modelo dos tipos mais comuns de óvulos: da esquerda para a direita, ortótropo, anátropo e campilótropo (Museu Botânico de Greifswald, Alemanha).

A orientação do óvulo pode assumir várias formas, sendo o tipoanátropo o mais comum entre asplantas com flor. Neste tipo de óvulo, o micrópilo quando invertido fica de frente para a placenta e o micrópilo está na posição de baixo e a extremidade calazal na posição superior. Nos tiposanfítropo,campilótropo eortótropo, também relativamente comuns, o arranjo anátropo é rodado 90 graus no anfítropo e ocorre completamente invertido noortótropo. Existem algumas situações intermédias menos comuns. Assim, os óvulos das plantas podem ser agrupados consoante a posição relativa dofunículo, dacalaza e domicrópilo, sendo a classificação mais comum a seguinte:

  • Ortótropo (também denominadoátropo ourecto) — óvulo em que o funículo, a calaza e o micrópilo se acham alinhados num mesmo plano;
  • Anátropo — óvulo que tem o micrópilo próximo do funículo e a calaza do lado oposto, sendo que o funículo está soldado ao tegumento, formando um espessamento alongado, arafe;
  • Campilótropo (também denominadoencurvado) — óvulo curvado de forma que a calaza se encontra próxima do funículo;
  • Hemianátropo (também denominadohemítropo) — óvulo cuja configuração se situa entre o tipo anátropo e o tipo ortótropo, no qual o eixo do micrópilo e da calaza assume sentido perpendicular ao do eixo do funículo, ou seja, com os eixos formando um ângulo recto entre si;
  • Anfítropo — óvulo em forma de ferradura, com curvatura que também afecta a nucela e não apenas a posição do micrópilo em relação ao funículo;
  • Circinótropo — óvulo que inicialmente está alinhado com o funículo e a calaza, mas, devido a crescimento unilateral, se converte em anátropo, embora posteriormente, quando termina o seu desenvolvimento, o micrópilo volte a aparecer alinhado (comum na famíliaCactaceae).

Entre as angiospermas existem também diferentes padrões de fixação do óvulo, conhecidos por tipos deplacentação, incluindo:[3]

  • Placentação apical — a placenta está localizada no ápice (topo) do ovário, sendo este simples ou composto;
  • Placentação axilar — com dois ou mais carpelos, o ovário é dividido em segmentos radiais com as placentas localizadas emlóculos separados e inseridas ao longo das margens fundidas dos carpelos, sendo que as suturas ventrais doscarpelos convergem no centro do ovário (este tipo ocorre, por exemplo, nos génerosHibiscus,Citrus eSolanum);
  • Placentação basal — a placenta está inserida na base (parte inferior) do ovário numa protrusão doreceptáculo floral (outálamo), sendo os carpelos simples ou compostos e o ovário unilocular (ocorre, por exemplo, nos génerosSonchus eHelianthus);
  • Placentação central (ou placentação livre) — placentação derivado do tipo axilar, diferindo desta por as partições são absorvidas, deixando os óvulo livres no eixo central do ovário, o qual é unilocular composto (ocorre, por exemplo, nos génerosStellaria eDianthus);
  • Placentação marginal — é o tipo mais simples de placentação, com apenas uma placenta alongada de um dos lados do ovário, com os óvulos ligados à linha de fusão das margens docarpelo, que é sempre simples e formando um ovário unilocular (este tipo é típico dasleguminosas, sendo exemplo o géneroPisum);
  • Placentação parietal — placentas inseridas na parede interna de um ovário unilocular não seccionado, correspondendo os pontos de inserção às margens de dois ou mais carpelos fundidos (ocorre, por exemplo, no géneroBrassica);
  • Placentação superficial — semelhante à placentação axilar, mas as placentas estão inseridas nas superfícies internas de um ovário multilocular (ocorre, por exemplo, no géneroNymphaea).

Tipos de embrião

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Osembriões podem ser descritos por uma série de termos, incluindolinear (os embriões têmplacentação axilar e são mais longos do que largos) ourudimentares (os embriões são basais e o embrião é minúsculo em relação aoendosperma).[11]

Referências

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  1. Peter K. Endress, "Angiosperm ovules: diversity, development, evolution" inAnn Bot. 2011 Jun; 107(9): 1465–1489.
  2. «Saco».Larrousse: Enciclopédia Moderna.16. Casal de Mem Martins, Rio de Mouro: Círculo de Leitores. 2009.ISBN 9789724244457 
  3. abKotpal, Tyagi, Bendre, & Pande. Concepts of Biology XI. Rastogi Publications, 2nd ed. New Delhi 2007.ISBN 8171338968. Fig. 38 Types of placentation, page 2-127
  4. Herr, J.M. Jr., 1995. The origin of the ovule. Am. J. Bot. 82(4):547-64
  5. abStewart, W.N.; Rothwell, G.W. (1993).Paleobotany and the evolution of plants. [S.l.]: Cambridge University Press.ISBN 0521382947 
  6. Frohlich & Chase, 2007. After a dozen years of progress, the origin of angiosperms is still a great mystery. Nature 450:1184-1189 (20 December 2007) |doi:10.1038/nature06393;
  7. Magenta, Mara “Reprodução das plantas” no site da Universidade de Santa Cecília, Brasil acessado a 30 de junho de 2009
  8. Seeliger K, Dukowic-Schulze S, Wurz-Wildersinn R, Pacher M, Puchta H (2012). «BRCA2 is a mediator of RAD51- and DMC1-facilitated homologous recombination in Arabidopsis thaliana».New Phytol.193 (2): 364–75.PMID 22077663.doi:10.1111/j.1469-8137.2011.03947.x 
  9. abGifford, E.M.; Foster, A.S. (1989),Morphology and evolution of vascular plants, New York: W. H. Freeman and Company 
  10. Daniel Richard, Patrick Chevalet, Nathalie Giraud, Fabienne Pradere, Thierry Soubaya (2010). Dunod, ed.Biologie. [S.l.: s.n.] p. 555  !CS1 manut: Nomes múltiplos: lista de autores (link)
  11. The Seed Biology Place:Structural seed types based on comparative internal morphology.

Bibliografia

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  • Font Quer, P. (1982).Diccionario de Botánica. 8ª reimpresión. [S.l.]: Barcelona: Editorial Labor, S. A. 84-335-5804-8 
  • Parodi, L.R. 1987. Gramíneas. En:Enciclopedia Argentina de Agricultura y Jardinería. Tomo I. Segundo Volumen. Descripción de plantas cultivadas. Editorial ACME S.A.C.I., Buenos Aires, PP: 1112.
  • Strassburger, E. 1994.Tratado de Botánica. 8va. edición. Omega, Barcelona, 1088 p.
  • Bhojwani, S. S., Bhatnagar, S. P., & Dantu, P. K. (1979). The embryology of angiosperms. Vikas Publishing House.
  • Saxena, N.P., Sharma, S.K., & Sharma, S.K. (2009). Krishna’s Objective Question Bank in Biology (pp. 121–139). Meerut: Krishna Prakashan Media.

Ligações externas

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