| Alain Badiou | |
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Alain Badiou em 2012 | |
| Nascimento | 17 de janeiro de1937 (89 anos) |
| Nacionalidade | francês |
| Ocupação | Filósofo |
Alain Badiou (Rabat,17 de janeiro de1937) é umfilósofo,dramaturgo enovelista francês nascido emMarrocos. É conhecido por sua militânciamaoísta, por sua defesa docomunismo e dostrabalhadores estrangeiros em situação irregular na França.[1]
O seu pai, Raymond Badiou (1905-1996), foi membro daSFIO (Section française de l'Internationale ouvrière), fazendo parte daResistência francesa durante a ocupação nazi, e sendo eleito presidente da câmara deToulouse entre1944 e1958.
Realizou estudos defilosofia naÉcole Normale Supérieure de Paris entre 1956 e 1961. Deu lições naUniversidade de Paris VIII e na ENS desde1969 até1999, data na que foi nomeado director do departamento de filosofia desta. Também dá cursos noCollège international de philosophie. Foi discípulo deLouis Althusser, influenciado pelos seus primeiros trabalhosepistemológicos, bem como deJean-Paul Sartre e do psicanalistaJacques Lacan.
Foi membro fundador doPSU (Parti Socialiste Unifié) em1960. Implicado nos movimentos políticos em torno doMaio de 68 e simpatizante daesquerdamaoísta, ingressou naUnion des communistes de France Marxiste-Léniniste em 1969.
Apoiou o regime doKhmer Rouge, publicando o polêmico artigoKampuchea vaincra! ('Kampuchea vencerá!')[2] mesmo após ogenocídio cometido por aquelepartido político, liderado porPol Pot, quando governou oCambodja (1975 - 1979). Posteriormente, arrependeu-se desse apoio e, trinta anos depois, manifestou-se publicamente sobre isso.[3]
Entre 1985 e 2007, participou de um pequeno agrupamento deextrema-esquerda, denominadoOrganisation politique,[4] com Sylvain Lazarus e Natacha Michel, que defendeu a causa dos operários estrangeiros em situação irregular.[1]
Alain Badiou adota uma posição única no cenário internacional de discussão filosófica. Ao mesmo tempo em que questiona ametafísica clássica, escapa ao jargão contemporâneo que busca aniquilar averdade enquanto categoria prática e teórica. É conhecido também por sua crítica violenta àsdemocracias liberais e aosdireitos humanos, que, segundo ele, fariam parte do festimideológico sustentador docapitalismo em suas configurações atuais. Em sua obra principal,O ser e o evento, defende que asmatemáticas constituem a verdadeiraontologia, ou "ciência do ser enquanto ser". Em2006 publicou a sua segunda parte da obra,Logiques des mondes. L'être et l'événement - 2, onde passa a tratar daslógicas do aparecimento doser em mundos (ou "situações").
Entre suas obras mais destacadas estão:
