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No âmbito militar, umaala é um tipo deunidade militar, antigamente associada àcavalaria mas atualmente sobretudo associada àsforças aéreas.
O termo "ala" (termolatino que significa "asa") foi usado inicialmente pelosantigos Romanos para designar uma unidade militar equivalente àlegião, mas composta apenas por auxiliares aliados. Posteriormente, passou a designar uma unidade exclusivamente de cavalaria.
Modernamente, a ala é uma unidade existente nas forças aéreas de vários países, de escalão aproximadamente equivalente àbrigada ou aoregimento das forças terrestres. Conforme a organização de cada força aérea, uma ala pode ser composta por váriosgrupos aéreos ou, pelo contrário, um grupo pode ser composto por várias alas.
Durante os meados do período daRepública Romana (338 a.C. a88 a.C., a ala constituía uma unidade militar composta porconscritos recrutados de entre ossócios (socii), os aliados itálicos de Roma. Um exército consular normal, durante este período era composto por duas legiões - compostas apenas por cidadãos romanos - e por duas alas aliadas. A designação "ala" teria tido origem na posição que as mesmas ocupavam nas formações de combate, nos dois flancos das legiões que ocupavam a posição central. Cada uma das duas alas de um exército era referidas como "dextera ala" (ala direita) ou como "sinistra ala" (ala esquerda). As alas tinham um efetivo ligeiramente superior ao das legiões (cerca de 5400, contra os 4500 das legiões). Além das tropas a pé, cada ala fornecia também 30turmas de cavalaria, em comparação com as apenas dez fornecidas por cada legião.
A partir do imperadorAugusto (governou de30 a.C. a14 d.C.), no exército imperial profissional, o termo "ala" passou a designar uma unidade militar muito menor, exclusivamente de cavalaria, composta por auxiliares não-cidadãos. As alas continham a cavalaria de elite do exército romano. Eram treinadas para a realização de manobras elaboradas, sendo especialmente bem adaptadas para a realização de operações de combate em larga escala, nas quais serviam de escolta a cavalo em proveito das legiões, uma vez que estas quase não dispunham de cavalaria orgânica. Os membros das alas (alaris) estavam bem protegidos com cotas de malha earmaduras, com uma variante de cavalaria docapacete de infantaria e com umescudo oval. As suas armas ofensivas incluíam umalança (hasta), umaespada de cavalaria (spatha) - mais longa que ogládio da infantaria - e uma longaadaga. O estatuto de elite dosalaris fazia com que o seu soldo fosse 20% superior ao dos homólogos dascoortes e ao doslegionários. Cada ala era comandada por um prefeito (praefectus) e composta por váriasturmas, cada qual com 30 elementos. Existiam dois tipos de alas: as quingenárias e as milenárias. Cadaala quingenaria era composta por 16 turmas e cerca de 500 efetivos e cadaala milenaria era composta por 24 turmas e cerca de 750 efetivos.
NaForça Aérea dos EUA (USAF), a ala (wing) é normalmente a unidade de escalão imediatamente inferior ao da força aérea numerada. A maioria das alas da USAF são comandadas por coronéis, mas algumas são comandadas porbrigadeiros-generais. As alas da USAF estão estruturadas para o desempenho de uma determinada função numa base específica, sendo compostas por um comando, um grupo de operações, um grupo de manutenção, um grupo médico e um grupo de apoio à missão. Este tipo de ala é referida como "organização de ala de combate", sendo comparável à brigada noExército dos EUA. Outros tipos de alas, como a ala aérea expedicionária, existem para vários outros fins, com o seu âmbito de atuação a estender-se para lá de uma única base.
Na aviação daMarinha dos EUA, a ala é uma unidade administrativa encarregada do comando de dois ou mais esquadrões do mesmo tipo baseados em terra. Várias alas podem ser combinadas para formar um grupo. Quando embarcados numporta-aviões, os esquadrões são destacados das suas alas administrativas em terra e integrados numa ala aérea de porta aviões (CVW). A CVW - antigamente designada "grupo aéreo de porta-aviões (CAG)" - é a unidade aérea operacional que agrupa todos os esquadrões de aeronaves baseados num determinado porta-aviões. Os grupos aéreos da Marinha são comandados porcontra-almirantes (escalão inferior),comodoros na Armada Portuguesa e as alas porcapitães de mar e guerra.
Na aviação doCorpo deMarines dos EUA, a ala consiste num comando global agrupando dois ou mais grupos de aeronaves Marines e respetivos esquadrões subordinados e unidades de apoio. Sendo equivalente àdivisão terrestre, em termos de escalão, cada ala é normalmente comandada por ummajor-general.
O termo "wing" (ala) foi introduzido na aviação militar britânica quando da criação doRoyal Flying Corps em1912, sendo escolhido por se correlacionar com o voo e por ser um termo neutro relativamente aos usados pelo Exército e pela Marinha para designarem as suas unidades.
Atualmente, naRoyal Air Force (RAF) e na maioria das restantes forças aéreas daCommonwealth, cada ala é normalmente constituída por três ou quatroesquadrões (squadrons). No sistema britânico, a ala é uma unidade de escalão inferior ao grupo. Originalmente, cada ala era normalmente comandada por um comandante de ala (wing commander) equivalente atenente-coronel do exército. No entanto, a partir daSegunda Guerra Mundial, as alas operacionais de voo têm sido normalmente comandadas por capitães de grupo (group captains) equivalentes acoronel, mantendo-se apenas as alas de superfície sob o comando de comandantes de ala.
Além das alas de voo existem também unidade de superfície designadas "alas", como são os casos das forças de infantaria do Regimento da RAF e das divisões administrativas das bases aéreas.
Em2006, a RAF estabeleceu alas aéreas expedicionárias na maioria das suas bases operacionais. Estas alas são constituídas pelos elementos projetáveis de cada uma das bases operacionais, além de outras forças suplementares. Várias alas aéreas expedicionárias podem agrupar-se num grupo aéreo expedicionário.
A maioria das restantes forças aéreas doMundo Ocidental tende a utilizar uma nomenclatura próxima da usada pela Força Aérea dos EUA, com a ala a ser composta por vários grupos e estes por vários esquadrões ouesquadras. Muitas forças aéreas utilizam o próprio termo inglês "wing" para designar as suas alas. Contudo, outras traduzem-no para as línguas locais como "Geschwader" naLuftwaffe alemã, "stormo" naAeronáutica Militar Italiana ou "ala" naForça Aérea Brasileira[1] e naForça Aérea Portuguesa.
Nas modernasforças terrestres, o termo ala não tem sido usado frequentemente para designar um tipo de unidade, sendo sobretudo usado como referência às posições laterais ocupadas nas formações de combate.
No entanto, ocasionalmente, serviu para designar unidades. Por exemplo, a Ala de Cavalaria era divisão administrativa que congregava as unidades de cavalaria doExército Britânico até à sua fusão com o Corpo Real de Tanques em1939, formando o Real Corpo Blindado.
Nadécada de 1940, a ala era a unidade de cavalaria equivalente aobatalhão noExército Brasileiro, sendo composta por vários esquadrões. Posteriormente, as alas do Exército Brasileiro passaram a designar-se "grupos" e mais tarde "regimentos".